{"id":9814,"date":"2016-06-13T10:42:56","date_gmt":"2016-06-13T13:42:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=9814"},"modified":"2016-06-10T17:46:58","modified_gmt":"2016-06-10T20:46:58","slug":"caracteristicas-auditivas-de-individuos-com-disfuncao-temporomandibular-e-deformidades-dentofaciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/caracteristicas-auditivas-de-individuos-com-disfuncao-temporomandibular-e-deformidades-dentofaciais\/","title":{"rendered":"Caracter\u00edsticas auditivas de indiv\u00edduos com disfun\u00e7\u00e3o temporomandibular e deformidades dentofaciais"},"content":{"rendered":"<p>Objetivo: investigar se h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre os sintomas otol\u00f3gicos, vestibulares, achados audiol\u00f3gicos e o tipo de disfun\u00e7\u00e3o temporomandibular (articular, muscular e misto), e verificar a distribui\u00e7\u00e3o do grau de disfun\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-dtm-2\/\">DTM<\/a> nessa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>M\u00e9todos: estudo retrospectivo, envolvendo 30 pacientes com deformidades dentofaciais diagnosticados com DTM, de ambos os sexos, entre 18 e 49 anos de idade, submetidos a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica (palpa\u00e7\u00e3o muscular, ausculta da articula\u00e7\u00e3o temporomandibular durante os movimentos mandibulares e mensura\u00e7\u00e3o da movimenta\u00e7\u00e3o da mand\u00edbula), exame audiol\u00f3gico (audiometria tonal limiar e imitanciometria) e a dois question\u00e1rios, sendo um sobre sintomas otol\u00f3gicos e vestibulares e outro anamn\u00e9tico da DTM. A partir do question\u00e1rio anamn\u00e9tico e da avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, os sujeitos foram divididos conforme o tipo e o grau da disfun\u00e7\u00e3o da DTM (leve, moderado e severo), e comparados quanto \u00e0 ocorr\u00eancia dos sinais e sintomas auditivos, vestibulares e achados audiol\u00f3gicos, de acordo com o tipo de DTM.<\/p>\n<p>Resultados: houve maior preval\u00eancia (83,33%) de DTM severa de acordo com question\u00e1rio anamn\u00e9tico. Sujeitos com DTM mista apresentaram mais queixas de hipoacusia do que aqueles com DTM muscular (p\u00a0&lt;\u00a00,05). Os resultados evidenciaram aus\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es nos exames audiol\u00f3gico e imitanciom\u00e9trico para todos os indiv\u00edduos avaliados.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o: sintomas auditivos est\u00e3o presentes nos sujeitos com DTM e deformidades dentofaciais, independentemente da classifica\u00e7\u00e3o da DTM (articular, muscular ou mista), e aqueles com DTM mista podem apresentar maior ocorr\u00eancia de queixa de hipoacusia do que sujeitos com DTM muscular. Estudos futuros s\u00e3o necess\u00e1rios para investigar a rela\u00e7\u00e3o entre a sintomatologia auditiva e os diversos tipos de DTM.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Transtornos da articula\u00e7\u00e3o temporomandibular. Transtornos da audi\u00e7\u00e3o. Audiometria. M\u00e1 oclus\u00e3o.<br \/>\nINTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>As disfun\u00e7\u00f5es temporomandibulares (DTM) correspondem a um conjunto de sinais e sintomas cl\u00ednicos de etiologia multifatorial, caracterizadas por <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-dtm-dor-orofacial-e-apneia-do-sono\/\">dor<\/a> na articula\u00e7\u00e3o temporomandibular (ATM) e\/ou no tecido que a envolve, limita\u00e7\u00f5es funcionais na mand\u00edbula ou estalos durante a movimenta\u00e7\u00e3o da ATM13. A classifica\u00e7\u00e3o utilizada, segundo os crit\u00e9rios da Academia Americana de Dor Orofacial18, diferencia as DTMs em grupos conforme a etiologia anat\u00f4mica, sendo, respectivamente: desordem articular, incluindo a superf\u00edcie articular, o disco intra-articular ou o osso articular; desordem muscular, envolvendo os m\u00fasculos mastigat\u00f3rios que envolvem a ATM; ou mista, quando h\u00e1 sinais de DTM articular e muscular12.<\/p>\n<p>V\u00e1rios s\u00e3o os fatores associados \u00e0 etiologia das DTMs, tais como dist\u00farbios da oclus\u00e3o; das bases \u00f3sseas maxilar e mandibular; problemas degenerativos; fatores traum\u00e1ticos; altera\u00e7\u00f5es musculares, como hiperatividade ou hipoatividade; estresse e problemas emocionais; assim como modifica\u00e7\u00f5es funcionais e h\u00e1bitos nocivos que geram sobrecarga persistente na ATM ou na musculatura1,12. Embora a literatura seja divergente quanto \u00e0 real influ\u00eancia da m\u00e1 oclus\u00e3o na ocorr\u00eancia de DTM, o trabalho de revis\u00e3o de literatura de McNamara et al.15 relacionou grupos espec\u00edficos de diagn\u00f3stico de DTM a fatores oclusais, como mordida aberta anterior esquel\u00e9tica, overjet maior que 6 ou 7mm, diferen\u00e7a entre a rela\u00e7\u00e3o c\u00eantrica e a m\u00e1xima intercuspida\u00e7\u00e3o habitual maior que 4mm, mordida cruzada unilateral e aus\u00eancia de cinco ou mais elementos dent\u00e1rios posteriores. Quanto \u00e0s m\u00e1s oclus\u00f5es de Angle, Thilander et al.27, correlacionaram as Classes I, II e III com a preval\u00eancia de DTM, e verificaram maior frequ\u00eancia de DTM no grupo com Classe III. Por\u00e9m, a an\u00e1lise de revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura de estudos longitudinais realizada por Mohlin et al.16, n\u00e3o verificou associa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e significativas entre as diferentes m\u00e1s oclus\u00f5es, tratamentos ortod\u00f4nticos e sinais e sintomas de DTM.<\/p>\n<p>As queixas e sintomas auditivos, como otalgia, zumbido, hipoacusia, sensa\u00e7\u00e3o de plenitude auricular e vertigem, s\u00e3o frequentemente correlacionados \u00e0 presen\u00e7a das DTM(s)9,11,19,20,21,24,26,28,30.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos foram realizados com o prop\u00f3sito de compreender a etiologia dos sintomas auditivos em indiv\u00edduos com DTM, tendo sido primeiramente descrita por Costen6. O autor sugeriu que o mal posicionamento do c\u00f4ndilo da mand\u00edbula, ocasionado pela perda de suporte dent\u00e1rio posterior, poderia causar bloqueio da tuba auditiva e sintomatologia de otalgia, zumbido e vertigem. Posteriormente, Myrhaug17 afirmou que a tens\u00e3o e a compress\u00e3o das estruturas que conduzem o som proporcionam o aumento da imped\u00e2ncia, causando, algumas vezes, sensa\u00e7\u00e3o de plenitude auricular de caracter\u00edstica flutuante associada ao zumbido. Por\u00e9m, Penkner et al.20 demonstraram que espasmos nos m\u00fasculos mastigat\u00f3rios n\u00e3o prejudicam a fun\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo tensor do v\u00e9u palatino e da tuba auditiva.<\/p>\n<p>Mais recentemente, outros trabalhos encontraram associa\u00e7\u00e3o entre dor \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o do c\u00f4ndilo da mand\u00edbula e a presen\u00e7a de otalgia em sujeitos com DTM8,11,24. Tamb\u00e9m foi verificada alta preval\u00eancia dos sintomas de zumbido e vertigem nessa popula\u00e7\u00e3o9,28,30, bem como plenitude auricular8,14,25, que pode estar relacionada tanto ao quadro de DTM como \u00e0 presen\u00e7a de tens\u00e3o muscular29, e dor \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o nos m\u00fasculos mastigat\u00f3rios14.<\/p>\n<p>Quanto aos limiares auditivos em sujeitos com DTM, a literatura aponta rebaixamento dos limiares das vias a\u00e9reas nas frequ\u00eancias de 6.000Hz e 8000.Hz25. No entanto, tamb\u00e9m foi encontrada aus\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es nos testes audiol\u00f3gicos e maior incid\u00eancia de imitanciometria normal9.<\/p>\n<p>Embora muitas pesquisas descrevam a sintomatologia auditiva presente em indiv\u00edduos com DTM, poucos estudos correlacionaram o tipo de disfun\u00e7\u00e3o (articular, muscular ou mista) com sinais e sintomas auditivos. Entre eles, o de Tuz et al.28 n\u00e3o verificou predile\u00e7\u00e3o entre a ocorr\u00eancia de sintomas de otalgia, zumbido, vertigem e perda auditiva entre sujeitos classificados como portadores de DTM articular, muscular e mista, por\u00e9m, encontrou preval\u00eancia maior de queixas nessa popula\u00e7\u00e3o comparativamente ao grupo controle.<\/p>\n<p>Nesse intuito, tendo em vista que a m\u00e1 oclus\u00e3o esquel\u00e9tica pode ser um fator contribuinte para a DTM, o objetivo do presente estudo \u00e9 caracterizar a fun\u00e7\u00e3o auditiva de indiv\u00edduos com DTM e deformidades dentofaciais para cada um dos tr\u00eas grupos de DTM: articular, muscular ou mista (articular e muscular), e verificar a distribui\u00e7\u00e3o do grau de disfun\u00e7\u00e3o da DTM (leve, moderada ou severa) na popula\u00e7\u00e3o estudada.<br \/>\nMATERIAL E M\u00c9TODOS<\/p>\n<p>Foram selecionados para a presente pesquisa 30 sujeitos, de ambos os sexos, na faixa et\u00e1ria de adulto jovem, que apresentavam diagn\u00f3stico cl\u00ednico de disfun\u00e7\u00e3o temporomandibular, mediante aplica\u00e7\u00e3o do eixo I dos Crit\u00e9rios Diagn\u00f3sticos de Pesquisa em Disfun\u00e7\u00e3o Temporomandibular (RDC\/TMD)7, e que apresentavam deformidades dentofaciais caracterizadas por m\u00e1 oclus\u00e3o esquel\u00e9tica Classe II ou Classe III de Angle.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios de exclus\u00e3o abrangeram indiv\u00edduos com hist\u00f3rico de dist\u00farbios neurol\u00f3gicos centrais ou perif\u00e9ricos, tumores ou traumas na regi\u00e3o de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o, exposi\u00e7\u00e3o ao ru\u00eddo e diagn\u00f3stico de defici\u00eancia auditiva pr\u00e9via. Esse estudo foi realizado na Universidade Sagrado Cora\u00e7\u00e3o (USC), sendo aprovado pelo Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa com Seres Humanos (protocolo n\u00b0 077\/2003).<\/p>\n<p>Os indiv\u00edduos foram selecionados a partir da an\u00e1lise dos prontu\u00e1rios de pacientes atendidos na Cl\u00ednica de Cirurgia Bucomaxilofacial do <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/como-inserir-lasers-de-baixa-e-alta-potencia-na-rotina-clinica\/\">curso<\/a> de Odontologia da referida USC. Tais sujeitos haviam sido submetidos a uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica odontol\u00f3gica e a dois question\u00e1rios, sendo um o \u00edndice anamn\u00e9tico (IA)4,5, baseado numa modifica\u00e7\u00e3o do \u00edndice anamn\u00e9tico de H\u00e9lkimo10, utilizado anteriormente por Conti et al.4, a um n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 5%, e outro question\u00e1rio que investigou sobre hist\u00f3rico de sintomas vestibulares e otol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica foi realizada pelo mesmo examinador, devidamente treinado e calibrado, e considerou a mensura\u00e7\u00e3o da abertura e lateralidade m\u00e1ximas da boca, presen\u00e7a de deflex\u00e3o ou desvios mandibulares, palpa\u00e7\u00e3o das ATM(s), an\u00e1lise de ru\u00eddos articulares e palpa\u00e7\u00e3o bilateral dos m\u00fasculos temporal, masseter, dig\u00e1strico posterior, pterig\u00f3ideo medial, esternocleidomast\u00f3ideo e trap\u00e9zio superior. A partir dos aspectos investigados na entrevista e da avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, os indiv\u00edduos com DTM foram diagnosticados e classificados segundo os crit\u00e9rios da Academia Americana de Dor Orofacial18.<\/p>\n<p>\u2022 GI: Grupo com DTM articular \u2013 presen\u00e7a de deslocamento de disco, limita\u00e7\u00e3o de m\u00e1xima abertura da boca (menor ou igual a 35mm), deflex\u00e3o ou desvios mandibulares, dor espont\u00e2nea e\/ou \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o na ATM; exclus\u00e3o dos casos com sinais de DTM miog\u00eanica.<\/p>\n<p>\u2022 GII: Grupo com DTM muscular \u2013 relato de dor na regi\u00e3o dos m\u00fasculos mastigat\u00f3rios durante exame funcional e\/ou palpa\u00e7\u00e3o muscular; exclus\u00e3o dos casos com sinais de DTM artrog\u00eanica.<\/p>\n<p>\u2022 GIII: Grupo com DTM mista \u2013 presen\u00e7a de sinais de DTM muscular e articular.<\/p>\n<p>Desse modo, GI (DTM articular) foi formado por 10 sujeitos, sendo que sete apresentavam oclus\u00e3o tipo Classe\u00a0II de Angle e tr\u00eas sujeitos Classe\u00a0III. O GII (DTM muscular) foi composto de 10 sujeitos, havendo quatro demonstrando Classe\u00a0II e 6 com Classe\u00a0III, e, finalmente, o GIII (DTM mista) continha 10 sujeitos, sendo 6 com Classe\u00a0II e quatro com Classe\u00a0III.<\/p>\n<p>No \u00edndice anamn\u00e9tico foram investigados os seguintes aspectos: dificuldade na abertura bucal, na lateralidade da mand\u00edbula, desconforto ou dor muscular ao mastigar, presen\u00e7a de dor e\/ou cansa\u00e7o muscular, percep\u00e7\u00e3o de ru\u00eddos na ATM, dor de cabe\u00e7a, dor cervical ou nos ombros, dor de ouvido (otalgia) ou pr\u00f3ximo a eles, uso de apenas um lado da boca para mastigar, dores na face ao acordar, e se o sujeito considerava sua mordida normal5,12,26. Foram oferecidas tr\u00eas possibilidades de respostas: \u201csim\u201d, \u201cn\u00e3o\u201d e \u201c\u00e0s vezes\u201d, sendo que cada \u201csim\u201d valia dois pontos, as respostas \u201c\u00e0s vezes\u201d valiam um ponto, e as respostas \u201cn\u00e3o\u201d valiam zero. Os itens relacionados \u00e0 presen\u00e7a de dores de cabe\u00e7a com frequ\u00eancia, dores de ouvido ou pr\u00f3ximo a ele e presen\u00e7a de ru\u00eddos na ATM, equivaleram a tr\u00eas pontos quando foram referidos bilateralmente ou intensamente4. A somat\u00f3ria dos pontos permitiu a classifica\u00e7\u00e3o dos sujeitos em n\u00e3o portadores de DTM (0 a 3 pontos), DTM leve (4 a 8 pontos), DTM moderada (9 a 14 pontos) e DTM severa (15 a 23 pontos)4.<\/p>\n<p>Para a averigua\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da sintomatologia otol\u00f3gica e vestibular, os sujeitos foram entrevistados por uma fonoaudi\u00f3loga, visando a presen\u00e7a dos seguintes sintomas: vertigem e\/ou tontura, zumbido, plenitude auricular, otalgia e hipoacusia. Foram, ainda, submetidos \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o audiol\u00f3gica na Cl\u00ednica de Educa\u00e7\u00e3o para Sa\u00fade (CEPS), em Bauru\/SP, em salas devidamente equipadas e tratadas acusticamente. Os sujeitos foram submetidos aos exames de meatoscopia, audiometria tonal, logoaudiometria e imitanciometria, utilizando audi\u00f4metro GSI-60 e imitanci\u00f4metro AZ7.<\/p>\n<p>A audiometria tonal determina a menor quantidade de energia ac\u00fastica aud\u00edvel (limiar auditivo)23, por meio da an\u00e1lise dos limiares auditivos das vias a\u00e9rea e \u00f3ssea de cada frequ\u00eancia, utilizando-se tons puros que s\u00e3o gerados por dois fones de orelha monoaurais. O sujeito \u00e9 orientado a levantar a m\u00e3o para o avaliador sempre que ouvir o sinal de est\u00edmulo. O avaliador reduz o tom da intensidade do sinal, de forma decrescente, em valores de 10 em 10 dBNA, at\u00e9 encontrar o limiar auditivo, devendo haver confirma\u00e7\u00e3o da resposta em 50% das quatro tentativas de\u00a0estimula\u00e7\u00e3o, e considerando-se como valor de normalidade o limiar auditivo de, no m\u00e1ximo, 20 dBNA24.<\/p>\n<p>A logoaudiometria \u00e9 um teste de discrimina\u00e7\u00e3o de fala, sendo que, para o presente estudo, foram avaliados os par\u00e2metros do teste Speech Reception Threshold (SRT), no qual o est\u00edmulo da fala tem a intensidade reduzida at\u00e9 se encontrar a menor intensidade na qual o sujeito consiga discriminar 50% das palavras que lhe foram ditadas; e do \u00edndice de reconhecimento de fala (IRF), no qual o sujeito deve repetir uma lista com 25 palavras monoss\u00edlabas (para cada orelha), em uma mesma intensidade, 40dB acima da m\u00e9dia do limiar tonal das frequ\u00eancias de 500, 1000 e 2000KHz23.<\/p>\n<p>A imitanciometria representa um teste indireto da fun\u00e7\u00e3o tub\u00e1ria, capaz de avaliar a press\u00e3o a\u00e9rea est\u00e1tica e din\u00e2mica da orelha m\u00e9dia. Esse exame mede a capacidade da membrana timp\u00e2nica de refletir um som introduzido no meato ac\u00fastico externo, em resposta a graduais modifica\u00e7\u00f5es de press\u00e3o no mesmo espa\u00e7o, verificando, portanto, a permeabilidade do sistema t\u00edmpano-ossicular \u00e0 passagem de uma onda sonora dentro dos padr\u00f5es de normalidade23.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios utilizados para a defini\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es nos exames audiol\u00f3gicos foram os seguintes: limiares tonais a\u00e9reos (nas frequ\u00eancias de 250Hz, 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz, 3.000Hz, 4.000Hz, 6.000Hz e 8.000Hz) e \u00f3sseos (nas frequ\u00eancias de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 4.000Hz) maiores que 20dBNA; GAP a\u00e9reo-\u00f3sseo maior que 10dBNA; \u00edndices de reconhecimento de fala (IRF, monoss\u00edlabos) inferiores a 92%; SRT com valores acima de 20dB; curva timpanom\u00e9trica desviada a partir de -100daPa; reflexos ac\u00fasticos contralaterais superiores a 115dBNA (ausentes); diferen\u00e7a entre o limiar tonal a\u00e9reo e o limiar do reflexo menor do que 60dBNA, o que seria sugestivo de recrutamento9.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos dados foi realizada por meio da estat\u00edstica descritiva, param\u00e9trica e n\u00e3o param\u00e9trica. Para se comparar a ocorr\u00eancia de sintomas auditivos e vestibulares de acordo com os tr\u00eas diferentes grupos de DTM, foi aplicada a An\u00e1lise de Vari\u00e2ncia a um crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o, adotando-se o \u00edndice de signific\u00e2ncia de p\u00a0&lt;\u00a00,05. Para a compara\u00e7\u00e3o dos grupos de DTM quanto \u00e0 severidade da disfun\u00e7\u00e3o da ATM, aplicou-se o teste n\u00e3o param\u00e9trico de Kruskal-Wallis, considerando p\u00a0&lt;\u00a00,05. Para averigua\u00e7\u00e3o dos resultados timpanom\u00e9tricos, utilizou-se o teste de Friedman, considerando p\u00a0&lt;\u00a00,01.<br \/>\nRESULTADOS<\/p>\n<p>Foram inclu\u00eddos no estudo 30 indiv\u00edduos de ambos os sexos, sendo 24 mulheres e 6 homens, na faixa et\u00e1ria de 18 a 49 anos (m\u00e9dia de 27,3\u00a0\u00b1\u00a07,05\u00a0anos), divididos em tr\u00eas grupos: GI (10 indiv\u00edduos com DTM articular), GII (10 indiv\u00edduos com DTM muscular) e GIII (10 indiv\u00edduos com DTM mista).<\/p>\n<p>Quanto ao \u00edndice anamn\u00e9tico foi verificada uma preval\u00eancia maior de sujeitos apresentando sintomas severos de disfun\u00e7\u00e3o para os tr\u00eas grupos de DTM estudados, conforme demonstrado na Tabela\u00a01, n\u00e3o tendo sido encontrada, no entanto, diferen\u00e7a estatisticamente significativa (p\u00a0=\u00a00,069) entre esses. Quanto aos sintomas de disfun\u00e7\u00e3o moderada, verificou-se a ocorr\u00eancia de um (10%) sujeito do grupo GI e tr\u00eas (30%) do GII. A disfun\u00e7\u00e3o leve somente foi verificada para um (10%) sujeito do GI.<\/p>\n<p>Os indiv\u00edduos dos grupos de DTM articular (GI), muscular (GII) e mista (GIII) foram questionados quanto aos sintomas auditivos e vestibulares, cujos resultados se encontram apresentados no Gr\u00e1fico\u00a01, onde o zumbido e a vertigem foram referidos pela grande maioria dos indiv\u00edduos. Al\u00e9m disso, a otalgia e a hipoacusia foram relatadas em menor ocorr\u00eancia para os indiv\u00edduos com DTM muscular. A an\u00e1lise estat\u00edstica demonstrou que indiv\u00edduos com DTM mista apresentam mais queixas de hipoacusia quando comparados a indiv\u00edduos com DTM muscular (p\u00a0=\u00a00,0581).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 audiometria tonal limiar, os sujeitos dos tr\u00eas grupos de DTM avaliados apresentaram, para ambas as orelhas, limiares auditivos no intervalo entre 5 e 20dBNA, para todas as frequ\u00eancias de via a\u00e9rea testadas (Tab.\u00a02).<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o audiol\u00f3gica dos limiares de via \u00f3ssea, todos os sujeitos avaliados apresentaram valores compat\u00edveis com a normalidade e apresentaram GAP a\u00e9reo-\u00f3sseo menor que 10dBNA para todas as frequ\u00eancias avaliadas.<\/p>\n<p>Na logoaudiometria, o \u00edndice de reconhecimento de fala encontrado para todos os indiv\u00edduos demonstrou valores entre 96% e 100% de acerto, estando de acordo com as refer\u00eancias de normalidade, assim como foram verificados resultados normais no SRT (entre 0 e 20dBNA) para toda a amostra. A avalia\u00e7\u00e3o imitanciom\u00e9trica demonstrou preval\u00eancia significativa (p\u00a0=\u00a00,0001) de curva tipo A, representando resultados compat\u00edveis com os valores de normalidade.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9815 aligncenter\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/1.jpg\" alt=\"1\" width=\"400\" height=\"245\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/1.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2016\/06\/1-300x184.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-9816 aligncenter\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2.jpg\" alt=\"2\" width=\"400\" height=\"200\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2016\/06\/2-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-9817 aligncenter\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3-754x1024.jpg\" alt=\"3\" width=\"754\" height=\"1024\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3-754x1024.jpg 754w, \/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3-221x300.jpg 221w, \/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3-768x1043.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3-585x794.jpg 585w, \/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><br \/>\nDISCUSS\u00c3O<\/p>\n<p>Nesse estudo, os pacientes foram subdivididos em grupos conforme a classifica\u00e7\u00e3o da DTM (articular, muscular e mista) e a severidade da disfun\u00e7\u00e3o (leve, moderada e severa), tendo o prop\u00f3sito de melhor elucidar a rela\u00e7\u00e3o dos sinais e sintomas auditivos e vestibulares com os diferentes tipos de DTM.<\/p>\n<p>Na amostra estudada, verificou-se maior ocorr\u00eancia de DTM no sexo feminino (80%) do que no masculino (20%), sendo essa preval\u00eancia muito pr\u00f3xima dos valores descritos na literatura, uma vez que muitos estudos t\u00eam demonstrado que os sinais e sintomas de DTM s\u00e3o mais comuns em mulheres na faixa et\u00e1ria de 20 a 39 anos2,17,20,21,26. Das 24 mulheres avaliadas na presente pesquisa, verificou-se DTM em 15 (50%) na faixa et\u00e1ria de 20 a 29 anos, resultado, esse, que corrobora os obtidos por Williamson29 e Fel\u00edcio8.<\/p>\n<p>Existe, ainda, a hip\u00f3tese de que a degrada\u00e7\u00e3o da cartilagem e do osso articular, em decorr\u00eancia da chegada da menopausa e provenientes do aumento do estr\u00f3geno e da prolactina17, possam estar relacionados \u00e0 presen\u00e7a de sintomas de DTM em mulheres na faixa et\u00e1ria de 40 a 49 anos, tendo sido observada tal sintomatologia em duas (6,67%) mulheres dessa faixa et\u00e1ria na amostra estudada.<\/p>\n<p>No que se refere ao grau da disfun\u00e7\u00e3o, 25 sujeitos (88,33%) da amostra, entre os diferentes grupos estudados, apresentaram sintomas severos de DTM. O\u00a0estudo de Penkner et al.20 verificou maior preval\u00eancia de disfun\u00e7\u00e3o moderada, seguida de severa, entre os sujeitos com DTM avaliados. Keersmaekers et al.11 tamb\u00e9m realizaram mensura\u00e7\u00e3o da sintomatologia na DTM por meio da aplica\u00e7\u00e3o do \u00edndice de dor e disfun\u00e7\u00e3o10, e verificaram maior predomin\u00e2ncia significativa do grau severo de disfun\u00e7\u00e3o nos indiv\u00edduos com DTM concomitante \u00e0 queixa de otalgia, quando em compara\u00e7\u00e3o aos sujeitos sem queixa de otalgia. Por outro lado, Silveira et al.26 verificaram maior \u00edndice de severidade de DTM leve, seguida de DTM ausente, moderada e severa, respectivamente, em uma amostra de pacientes atendidos em ambulat\u00f3rio otorrinolaringol\u00f3gico, utilizando-se do mesmo question\u00e1rio anamn\u00e9tico da presente pesquisa. Conti et al.5 investigaram a associa\u00e7\u00e3o entre a m\u00e1 oclus\u00e3o (Classe\u00a0I e Classe\u00a0II), o tratamento ortod\u00f4ntico, a preval\u00eancia e a severidade de sinais e sintomas de DTM em 200 adolescentes. Verificaram que 34% da amostra apresentou sintomas leves, conforme o \u00edndice anamn\u00e9tico aplicado, enquanto 3,5% eram moderados. A falta de concord\u00e2ncia na literatura em rela\u00e7\u00e3o ao predom\u00ednio do grau de DTM pode estar relacionada \u00e0s distintas condi\u00e7\u00f5es apresentadas pelos sujeitos dos estudos citados, sendo importante considerar que essa pesquisa investigou indiv\u00edduos com deformidades dentofaciais.<\/p>\n<p>Quanto aos sintomas auditivos e vestibulares, verificou-se que mais da metade dos sujeitos de cada grupo estudado apresentou sintomas de vertigem e\/ou tontura, zumbido e plenitude auricular. Pereira et al.21 tamb\u00e9m observaram preval\u00eancia de 65% de queixas de zumbido, otalgia e plenitude auricular em pacientes com DTM, assim como Parker e Chole19 encontraram preval\u00eancia significativa de queixas de zumbido e vertigem em pacientes com DTM. Um estudo realizado por Tuz et al.28 tamb\u00e9m subdividiu os sujeitos conforme os tipos de DTM, e verificaram que n\u00e3o houve predile\u00e7\u00e3o de sintomas auditivos de otalgia, zumbido, vertigem e perda auditiva entre os grupos de DTM muscular, articular ou misto, por\u00e9m esses foram relatados em preval\u00eancias maiores do que no grupo controle de sujeitos sem DTM. Entretanto, Fel\u00edcio et al.9 encontraram rela\u00e7\u00e3o entre sujeitos com dores severas na musculatura e na ATM, e propens\u00e3o a otalgia e zumbido.<\/p>\n<p>Segundo a literatura, a queixa de plenitude auricular pode ser decorrente de altera\u00e7\u00f5es musculares em pacientes com DTM, como o espasmo do m\u00fasculo pterig\u00f3ideo lateral, que levam \u00e0 hipertonia do m\u00fasculo tensor do t\u00edmpano, causando altera\u00e7\u00f5es no ciclo de abertura da tuba auditiva e levando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o na ventila\u00e7\u00e3o da orelha m\u00e9dia17; por\u00e9m, o estudo de Penkner et al.20 contesta essa hip\u00f3tese por meio da avalia\u00e7\u00e3o eletromiogr\u00e1fica. J\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de zumbido e dos demais sintomas otol\u00f3gicos, como a otalgia e a hipoacusia, t\u00eam sido relacionados \u00e0 presen\u00e7a das DTM(s) em diversos estudos, existindo quatro poss\u00edveis modelos que explicariam a etiologias dos sintomas e sinais otol\u00f3gicos nas DTM(s): embriol\u00f3gico, muscular, comunica\u00e7\u00e3o \u00f3ssea e rede neural22.<\/p>\n<p>No presente estudo, indiv\u00edduos com sintomas articulares associados ou n\u00e3o a musculares, apresentaram maior ocorr\u00eancia de queixas de otalgia e hipoacusia, embora a perda auditiva tenha sido descartada pela realiza\u00e7\u00e3o dos exames audiol\u00f3gicos, concordando com Ciacanglini et\u00a0al.3, que tamb\u00e9m verificaram associa\u00e7\u00e3o significativa entre a severidade da artropatia e a percep\u00e7\u00e3o de sintomas auditivos. Tais queixas podem ser justificadas pela \u00edntima rela\u00e7\u00e3o entre a ATM, cavidade timp\u00e2nica e a tuba auditiva2, onde a influ\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es na contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos estap\u00e9dio e malar sobre a cadeia ossicular da orelha m\u00e9dia e a membrana timp\u00e2nica, originada pelo tracionamento do disco articular, poderiam causar impacto sobre a percep\u00e7\u00e3o auditiva, estando a queixa de otalgia relacionada aos efeitos excitantes centrais e mecanismos neuromusculares envolvidos no processo de DTM22.<\/p>\n<p>O presente estudo observou aus\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es nos testes audiol\u00f3gicos, concordando com a literatura8,20, e encontrou fun\u00e7\u00e3o tub\u00e1ria adequada (curva tipo A) para todos os indiv\u00edduos, tamb\u00e9m verificada em demais estudos8,20. Contudo, \u00e9 discordante de estudo semelhante25, que verificou rebaixamento dos limiares das vias a\u00e9reas nas frequ\u00eancias de 6.000Hz e 8.000Hz em indiv\u00edduos com DTM.<\/p>\n<p>Vale considerar as limita\u00e7\u00f5es desse estudo, no que se refere \u00e0 heterogeneidade dos tipos de deformidades dentofaciais em cada grupo estudado, como tamb\u00e9m a aus\u00eancia de grupo controle, com equil\u00edbrio dentofacial. Trabalhos futuros ser\u00e3o conduzidos nessa dire\u00e7\u00e3o, na tentativa de melhor compreender as rela\u00e7\u00f5es entre m\u00e1 oclus\u00e3o, disfun\u00e7\u00e3o temporomandibular e sinais e sintomas auditivos e vestibulares.<br \/>\nCONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>O presente estudo verificou que os sintomas auditivos est\u00e3o presentes nos sujeitos com disfun\u00e7\u00e3o temporomandibular e deformidades dentofaciais, independentemente da classifica\u00e7\u00e3o da DTM (articular, muscular ou mista), e que sujeitos com DTM mista podem apresentar maior ocorr\u00eancia de queixa de hipoacusia do que sujeitos com DTM muscular, entretanto, n\u00e3o sendo constatada perda auditiva nos exames audiol\u00f3gicos ou altera\u00e7\u00f5es timpanom\u00e9tricas observadas na popula\u00e7\u00e3o avaliada.<\/p>\n<p>Ressalta-se a import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o de estudos futuros que investiguem a poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre a sintomatologia auditiva e a classifica\u00e7\u00e3o das DTM(s), dispondo-se de uma casu\u00edstica maior, uma vez que esse trabalho \u00e9 um estudo preliminar.<\/p>\n<p>Como citar este artigo:<\/p>\n<p>Totta T, Santiago G, Gon\u00e7ales ES, Saes SO, Berretin-Felix G. Auditory characteristics of individuals with temporomandibular dysfunctions and dentofacial deformities. Dental Press J Orthod. 2013 Sept-Oct;18(5):70-7.<br \/>\nEnviado em: 17 de novembro de 2009 &#8211; Revisado e aceito: 27 de abril de 2011<br \/>\n\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<br \/>\nEndere\u00e7o para correspond\u00eancia: Gi\u00e9dre Berretin-Felix<\/p>\n<p>Alameda Dr. Ot\u00e1vio Pinheiro Brizolla, 9-75.<\/p>\n<p>Vila Universit\u00e1ria, Bauru\/SP &#8211; CEP: 17012-901<\/p>\n<p>E-mail: gfelix@usp.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo: investigar se h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre os sintomas otol\u00f3gicos, vestibulares, achados audiol\u00f3gicos e o tipo de disfun\u00e7\u00e3o temporomandibular (articular, muscular e misto), e verificar a distribui\u00e7\u00e3o do grau de disfun\u00e7\u00e3o da DTM nessa popula\u00e7\u00e3o. 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