{"id":9581,"date":"2016-05-30T13:52:56","date_gmt":"2016-05-30T16:52:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=9581"},"modified":"2017-03-10T09:45:02","modified_gmt":"2017-03-10T12:45:02","slug":"maria-celeste-morita-pesquisa-uel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/maria-celeste-morita-pesquisa-uel\/","title":{"rendered":"UEL desenvolve pesquisa in\u00e9dita na \u00e1rea de Odontologia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O programa de Mestrado em Odontologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) pode entrar para a hist\u00f3ria com uma pesquisa in\u00e9dita sobre \u201cO uso de tecnologias m\u00f3veis no tratamento odontol\u00f3gico para comunica\u00e7\u00e3o com o paciente surdo\u201d, de autoria da estudante Val\u00e9ria Lima Avelar, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora Maria Celeste Morita, do Departamento de Medicina oral e Odontologia Infantil da Cl\u00ednica Odontol\u00f3gica da UEL (COU).<\/p>\n<figure id=\"attachment_9582\" aria-describedby=\"caption-attachment-9582\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/morita.jpg\" xlink=\"href\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9582 size-medium\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/morita-300x198.jpg\" alt=\"morita\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/morita-300x198.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/morita-585x386.jpg 585w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/morita.jpg 731w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9582\" class=\"wp-caption-text\">Maria Celeste Morita, orientadora da pesquisa (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disserta\u00e7\u00e3o de mestrado que foi defendida em fevereiro deste ano contou com a coorienta\u00e7\u00e3o das professoras Elisa Emi Tanaka Carloto e Maura Sassahara Higasi. A pesquisa desenvolveu o Aplicativo Odontolibras que pode ser usado em celulares e tablets, auxiliando o cirurgi\u00e3o-dentista no atendimento e tratamento do paciente surdo. Segundo a professora Maria Celeste, o projeto de desenvolvimento do prot\u00f3tipo exigiu uma atua\u00e7\u00e3o conjunta dos departamentos de Odontologia, Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o, Design Gr\u00e1fico e Letras.<\/p>\n<p>A ideia da pesquisa e do desenvolvimento do aplicativo partiu da professora Maria Celeste que prop\u00f4s o projeto a sua orientanda Val\u00e9ria Avelar. \u201cAceitei o desafio e tivemos que partir do zero j\u00e1 que n\u00e3o existe bibliografia na \u00e1rea e nenhuma experi\u00eancia semelhante que pudesse ser usada como ponto de partida\u201d, comenta a estudante. Durante a pesquisa, o aplicativo Odontolibras foi testado em pacientes surdos e funcionou muito bem. Agora \u00e9 preciso investimentos para que ele seja aprimorado e disseminado para outras universidades. \u201cNosso objetivo \u00e9 ver esse aplicativo sendo utilizado nos 219 <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/especializacao-em-implantodontia-transforme-sua-carreira-com-precisao-e-seguranca\/\">cursos<\/a> de Odontologia existentes no Brasil\u201d, destaca a professora Maria Celeste. \u201cO pontap\u00e9 inicial j\u00e1 foi dado, o aplicativo j\u00e1 existe e foi testado com sucesso\u201d, acrescenta Maria Celeste.<\/p>\n<p>Segundo Val\u00e9ria Avelar, o aplicativo n\u00e3o substitui totalmente o int\u00e9rprete de Libras durante o tratamento odontol\u00f3gico, mas proporciona mais independ\u00eancia entre paciente e o cirurgi\u00e3o-dentista. \u201cGeralmente a consulta entre o profissional de sa\u00fade e o paciente requer uma certa privacidade e depender totalmente de uma terceira pessoa \u00e9 muito desconfort\u00e1vel\u201d, explica a estudante.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9583\" aria-describedby=\"caption-attachment-9583\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ValeriaLima.jpg\" xlink=\"href\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-9583 size-medium\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ValeriaLima-300x197.jpg\" alt=\"ValeriaLima\" width=\"300\" height=\"197\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ValeriaLima-300x197.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ValeriaLima-585x383.jpg 585w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/ValeriaLima.jpg 731w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9583\" class=\"wp-caption-text\">A orientanda Val\u00e9ria Avelar (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela observa que, futuramente, esse aplicativo poder\u00e1 ser estendido para outras \u00e1reas de sa\u00fade como: medicina, fisioterapia e psicologia. \u201cImagina o constrangimento de uma paciente surda que vai ao ginecologista e dependente totalmente de um int\u00e9rprete. E quando a consulta \u00e9 com um psiquiatra ou psic\u00f3logo? Essas limita\u00e7\u00f5es fazem com que muitos surdos deixem de procurar esse tipo de tratamento que pode ser extrema necessidade para eles\u201d, observa Val\u00e9ria Lima.<\/p>\n<p>A professora Maria Celeste refor\u00e7a a observa\u00e7\u00e3o da estudante lembrando o caso de uma paciente surda que foi atendida no pronto socorro odontol\u00f3gico da COU. \u201cO atendimento foi \u00e0 base de m\u00edmica e ela n\u00e3o entendeu que precisava retornar \u00e0 Cl\u00ednica para continuar o tratamento. Essa dificuldade faz com que muitos surdos s\u00f3 procurem o <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">dentista<\/a> quando sentem <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-dtm-dor-orofacial-e-apneia-do-sono\/\">dor<\/a>, mas dificilmente para uma preven\u00e7\u00e3o de sa\u00fade bucal\u201d.<\/p>\n<p>Ela ressalta que o mesmo deve ocorrer em outras \u00e1reas da sa\u00fade. \u201cPortanto, \u00e9 nosso dever se preocupar com isso e procurar formas de incluir essas pessoas em uma \u00e1rea de extrema import\u00e2ncia que \u00e9 a sa\u00fade. Essa quest\u00e3o sempre me incomodou muito e foi ent\u00e3o que propus esse tema a minha orientanda e ela topou o desafio. O resultado foi muito gratificante porque agora temos algo concreto, cuja usabilidade foi muito bem aceita pelos pacientes surdos na fase de testes\u201d, diz Maria Celeste.<\/p>\n<p>Val\u00e9ria Lima lembra que a pesquisa exigiu que ela entrasse no universo dos surdos, aprendesse o significado de cada sinais da Linguagem de Libras. \u201cA maior parte dos termos odontol\u00f3gicos como tratamento de canal, extra\u00e7\u00e3o de dentes, periodontia, profilaxia, implante, c\u00e1rie, etc. n\u00e3o existem na linguagem dos sinais, ent\u00e3o foi preciso criar todos esses termos e para isso contamos com a ajuda de uma int\u00e9rprete e de um professor de Libras que \u00e9 surdo. Eles participaram da pesquisa voluntariamente\u201d, explica Val\u00e9ria. Vale destacar que existem cerca de 5 mil termos na linguagem da Odontologia.<\/p>\n<p>Segundo a estudante, foram realizadas oficinas nas quais participaram professores de Odontologia, a int\u00e9rprete e o professor surdo. \u201cA gente explicava para a int\u00e9rprete o nome e para que servia cada instrumento odontol\u00f3gico e ela passava para o surdo que ia criando os sinais, o mesmo ocorreu com os termos odontol\u00f3gicos mais utilizados durante o tratamento\u201d, esclarece. Todas as oficinas foram registradas em v\u00eddeo e fazem parte do processo metodol\u00f3gico da pesquisa.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo foi o desenvolvimento do aplicativo que contou com uma equipe formada por professores de Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o, Design Gr\u00e1fico e Letras. Mais uma vez todos contribu\u00edram voluntariamente para o desenvolvimento do aplicativo Odontolibras. \u201cAs imagens que aparecem no aplicativo foram criadas especificamente para a pesquisa, ou seja, n\u00e3o foram utilizados avatares e nem bancos de imagens. N\u00e3o usamos avatares porque a Libras depende muito da express\u00e3o facial que s\u00f3 um humano pode fazer\u201d, observa a orientadora.<\/p>\n<p><strong>Como funciona o Odontolibras?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil traduzir em palavras uma ferramenta essencialmente visual. Mas vamos l\u00e1. Imaginem a tela de um celular, na parte de cima aparece a imagem de uma extra\u00e7\u00e3o de dente, na parte de baixo, o professor Ant\u00f4nio Aparecido de Almeida, que \u00e9 surdo e ministra aulas de Libras na UEL, traduz para a linguagem dos surdos o que a imagem mostra. Com um toque na tela o paciente diz para o dentista se entendeu ou n\u00e3o o procedimento. E desta forma novas telas v\u00e3o surgindo.<\/p>\n<p>O aplicativo \u00e9 composto de quatro etapas. 1\u00aa) Acolhimento do paciente que consiste no primeiro contato entre dentista e paciente, por exemplo, \u201cBom dia, como vai?, entre, sente na cadeira\u201d. 2\u00aa) Anamnese que consiste na entrevista (consulta) realizada pelo cirurgi\u00e3o-dentista, 3\u00aa) Preven\u00e7\u00e3o, na qual o profissional vai orientar o paciente como prevenir doen\u00e7as bucais e, 4\u00aa) Tratamento, na qual o dentista vai explicar ao paciente todas as fases do tratamento.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que as imagens n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1ticas. Elas possuem movimentos que ilustram em detalhes o procedimento ao qual o paciente ser\u00e1 submetido. \u00c9 como se o paciente assistisse a um v\u00eddeo narrado na linguagem dos sinais. Com isso, a participa\u00e7\u00e3o de uma terceira pessoa (int\u00e9rprete) s\u00f3 \u00e9 necess\u00e1ria em casos bem espec\u00edficos, dando mais privacidade e independ\u00eancia na rela\u00e7\u00e3o entre o profissional e o paciente.<\/p>\n<p><strong>Equipe multidisciplinar<\/strong><\/p>\n<p>Devido ao ser car\u00e1ter pioneiro e complexo, o desenvolvimento da pesquisa exigiu a atua\u00e7\u00e3o conjunta de v\u00e1rias \u00e1reas. Da Odontologia participaram al\u00e9m da estudante Val\u00e9ria Lima Avelar, as docentes Maria Celeste Morita, Elisa Tanaka Carloto e Maura Higasi; do Departamento de Computa\u00e7\u00e3o (CCE) participou o professor Rodolfo Miranda de Barros.<\/p>\n<p>Do Departamento de Design Gr\u00e1fico participaram a professora Vanessa Tavares Oliveira Barros e o estudante Andr\u00e9 Felipe Bergamim. A participa\u00e7\u00e3o na pesquisa rendeu a Andr\u00e9 Felipe o projeto de seu Trabalho de Conclus\u00e3o de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/como-inserir-lasers-de-baixa-e-alta-potencia-na-rotina-clinica\/\">Curso<\/a> (TCC) que foi sobre o desenvolvimento da parte gr\u00e1fica das imagens do Aplicativo Odontolibras.<\/p>\n<p>Do Centro de Letras e Ci\u00eancias Humanas (CCH) participou o professor de Libras, Ant\u00f4nio Aparecido de Almeida, que aparece no aplicativo fazendo a tradu\u00e7\u00e3o das imagens. A pesquisa contou ainda com a contribui\u00e7\u00e3o da int\u00e9rprete Thalita da Rocha Marandola, a \u00fanica que n\u00e3o pertence \u00e0 equipe da UEL.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte: Assessoria de imprensa UEL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O programa de Mestrado em Odontologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) pode entrar para a hist\u00f3ria com uma pesquisa in\u00e9dita sobre \u201cO uso de tecnologias m\u00f3veis no tratamento odontol\u00f3gico para comunica\u00e7\u00e3o com o paciente surdo\u201d, de autoria da estudante Val\u00e9ria Lima Avelar, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora Maria Celeste Morita, do Departamento de Medicina oral<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":9582,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-9581","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9581"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9581\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}