{"id":9080,"date":"2016-05-02T12:45:35","date_gmt":"2016-05-02T15:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=9080"},"modified":"2016-05-03T08:14:54","modified_gmt":"2016-05-03T11:14:54","slug":"trabalhar-sentado-por-muito-tempo-prejudica-a-longevidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/trabalhar-sentado-por-muito-tempo-prejudica-a-longevidade\/","title":{"rendered":"Trabalhar sentado por muito tempo prejudica a longevidade"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9092 aligncenter\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280.jpg\" alt=\"dentist-1025338_1280\" width=\"1280\" height=\"850\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280.jpg 1280w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280-300x199.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280-768x510.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280-1024x680.jpg 1024w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280-1170x777.jpg 1170w, \/wp-content\/uploads\/2016\/05\/dentist-1025338_1280-585x388.jpg 585w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><\/p>\n<p>At\u00e9 4% das mortes no mundo poderiam ser evitadas apenas reduzindo o tempo que as pessoas permanecem sentadas ao longo do dia. Isso representa 433 mil pessoas por ano. Os dados s\u00e3o de um estudo realizado por pesquisadores da USP e da Universidade Federal de Pelotas. \u201cNo limite, reduzindo o tempo sentado em at\u00e9 tr\u00eas\u00a0horas por dia, seriam evitadas 4% de mortes. Entretanto, redu\u00e7\u00f5es mais singelas j\u00e1 repercutiriam em grandes ganhos em sa\u00fade p\u00fablica. Por exemplo, reduzindo em duas\u00a0horas\/dia o tempo que ficamos sentados seriam evitadas 2% das mortes; se for uma redu\u00e7\u00e3o de uma\u00a0hora\/dia, ter\u00edamos 1,2% a menos de mortes\u201d, aponta o educador f\u00edsico Leandro F\u00f3rnias Machado de Rezende, da Faculdade de Medicina (FMUSP).<\/p>\n<p>Juntamente com os pesquisadores Juliana Yukari Kodaira Viscondi e Juan Pablo Rey-L\u00f3pez (da FMUSP), Thiago H\u00e9rick de S\u00e1 e Leandro Martin Totaro Garcia (Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da USP), e de Gr\u00e9gore Iven Mielke (Universidade Federal de Pelotas), eles publicaram um artigo sobre o tema no <a href=\"http:\/\/www.ajpmonline.org\/article\/S0749-3797(16)00048-9\/abstract\">American Journal of Preventive Medicine<\/a>. E o jornal americano<em> The New York Times<\/em> publicou\u00a0<a href=\"http:\/\/well.blogs.nytimes.com\/2016\/03\/29\/sitting-increases-the-risk-of-dying-early\/?_r=0\">uma mat\u00e9ria<\/a> sobre o tema no \u00faltimo dia 29 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o \u00e9: por que permanecer muito tempo sentado eleva o risco de morte? \u201cExistem alguns mecanismos biol\u00f3gicos do corpo que explicam isso. Ficar muito tempo sentado diminui a express\u00e3o de \u00f3xido n\u00edtrico do organismo [relacionado com algumas fun\u00e7\u00f5es celulares e ao aumento do estresse oxidativo]. Isso leva ao aumento do risco de altera\u00e7\u00f5es cardiovasculares. Ocorre tamb\u00e9m a diminui\u00e7\u00e3o da ativa\u00e7\u00e3o de uma enzima, a lipase lipoproteica, que \u00e9 importante no metabolismo oxidativo, no controle de triglic\u00e9rides, colesterol e outros fatores de risco metab\u00f3licos\u201d, explica Rezende, que \u00e9 doutorando do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP.<\/p>\n<p>O estudo teve o objetivo de avaliar quantas mortes poderiam ser evitadas no mundo caso fosse reduzido o tempo que as pessoas ficam sentadas ao longo do dia. Para isso, os pesquisadores precisavam de dois dados: o tempo m\u00e9dio mundial de perman\u00eancia nessa posi\u00e7\u00e3o e o aumento do risco de morte associado a esse tempo.<\/p>\n<p>O tempo m\u00e9dio de perman\u00eancia sentado foi obtido a partir da an\u00e1lise de artigos publicados em revistas cient\u00edficas internacionais de 54 pa\u00edses. \u201cJ\u00e1 conhec\u00edamos dois artigos sobre o tema. Um continha dados sobre pa\u00edses europeus (Eurobarometer), e outro apresentava dados de 20 pa\u00edses (International Prevalence Study)\u201d, diz. Al\u00e9m disso, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) tem um inqu\u00e9rito chamado WHO Steps, com informa\u00e7\u00f5es sobre 94 pa\u00edses. \u201cEles estavam na forma de relat\u00f3rios no site da OMS e alguns n\u00e3o reportavam o tempo de perman\u00eancia sentado. Ent\u00e3o entramos em contato, via email, com os 94 pa\u00edses que constavam no WHO Steps\u201d, conta.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m fizeram buscas em bases para identifica\u00e7\u00e3o de dados que, por ventura, n\u00e3o foram identificados nas fontes citadas acima. Quando algum pa\u00eds estava em mais de uma publica\u00e7\u00e3o, a estrat\u00e9gia foi utilizar o dado mais recente. Foram contemplados todos os continentes, alguns com mais pa\u00edses outros com menos, e a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o foi a \u00c1frica, pois n\u00e3o encontraram material.<\/p>\n<p>Para os dados ligados ao aumento do risco associado ao tempo sentado, os pesquisadores utilizaram uma meta-an\u00e1lise publicada na Revista Cient\u00edfica PLoS ONE. Eles encontraram uma rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 linear: para quem fica sentado entre quatro e sete horas por dia, o risco de morte aumenta em 2% para cada hora sentado. \u201cPor exemplo, ficar sentado quatro\u00a0horas, aumenta o risco em 2%; 5 horas, 4%; 6 horas, 6%; sete\u00a0horas, 8%. A partir de sete\u00a0horas sentado, o risco aumenta para 5%; oito\u00a0horas, 13%; e nove\u00a0horas, 18%\u201d, esclarece o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gias poss\u00edveis<\/strong><br \/>\nMas o educador f\u00edsico \u00e9 realista quanto \u00e0 dificuldade de se reduzir o tempo que as pessoas permanecem sentadas, principalmente nas grandes cidades, onde \u00e9 comum encontrar quem gaste muito mais de tr\u00eas horas di\u00e1rias apenas no percurso entre a casa e o trabalho (sem contar o tempo de expediente). \u201cSempre que poss\u00edvel, as pessoas poderiam adotar algumas estrat\u00e9gias como ficar de p\u00e9, ir buscar \u00e1gua ou caf\u00e9. Uma reuni\u00e3o entre duas pessoas poderia ser feita caminhando lentamente\u201d, sugere. Ele lembra tamb\u00e9m que j\u00e1 existem no mercado mesas de trabalho que permitem o controle de altura e possibilitam trabalhar em p\u00e9.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, \u00e9 preciso ainda n\u00e3o culpabilizar as pessoas: as quest\u00f5es ambientais e sociais tamb\u00e9m devem ser levadas em conta. \u201cEu n\u00e3o vou deixar de me deslocar de carro ou de outro meio de transporte caso existam riscos de eu ser assaltado na rua usando uma bicicleta ou andando a p\u00e9. O ambiente precisa ser convidativo: uma cal\u00e7ada e uma ciclovia bem feitas, por exemplo, auxiliam na ado\u00e7\u00e3o de modos de vida mais ativos e saud\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">FONTE: Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; At\u00e9 4% das mortes no mundo poderiam ser evitadas apenas reduzindo o tempo que as pessoas permanecem sentadas ao longo do dia. Isso representa 433 mil pessoas por ano. 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