{"id":8041,"date":"2016-01-20T08:21:54","date_gmt":"2016-01-20T11:21:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=8041"},"modified":"2017-02-20T14:31:55","modified_gmt":"2017-02-20T17:31:55","slug":"planos-saude-individuais-proximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/planos-saude-individuais-proximo\/","title":{"rendered":"O fim dos planos de sa\u00fade individuais est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3ximo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Das cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas com planos de sa\u00fade no Brasil, apenas 20% correspondem aos que possuem planos individuais ou familiares (destinados a pessoa f\u00edsica). Isso ocorre porque esse tipo de plano est\u00e1 ficando cada vez mais caro e invi\u00e1vel financeiramente para as operadoras, que est\u00e3o deixando de oferecer essa op\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, o consumidor que deseja adquirir um seguro de sa\u00fade, precisa estar atrelado a um plano empresarial ou coletivo. Tal cen\u00e1rio \u00e9 resultado de normas excessivamente r\u00edgidas da ANS \u2013 Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade na regulamenta\u00e7\u00e3o desse produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira delas diz respeito ao reajuste permitido, que s\u00e3o sempre menores do que a infla\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade, sabidamente alta em raz\u00e3o da tecnologia cada vez mais avan\u00e7ada e tamb\u00e9m das oscila\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio, pois muitos produtos ou mat\u00e9rias-primas s\u00e3o importados. Outra raz\u00e3o que faz com que os planos individuais deixem de ser interessantes para as operadoras \u00e9 que a exist\u00eancia de um contrato unilateral, onde apenas o cliente pode rescindir. \u00c9 um tipo de engessamento que n\u00e3o vemos em outras rela\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, o valor que as operadoras precisam cobrar dos planos individuais para que seja vi\u00e1vel \u00e9 cerca de 100% mais caro que os planos empresariais. Al\u00e9m disso, essa situa\u00e7\u00e3o gera, ainda, um ciclo vicioso, em que apenas pessoas que j\u00e1 est\u00e3o doentes contratam o plano. Ent\u00e3o, a taxa de sinistro desses planos ultrapassa os 100%, gerando preju\u00edzos para as seguradoras. Com isso, a realidade \u00e9 que eles se tornam \u201cplanos de doen\u00e7a\u201d e n\u00e3o de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que vemos, como consequ\u00eancia desse cen\u00e1rio, \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o que quer contratar planos de sa\u00fade e que n\u00e3o tem v\u00ednculo com empresas ou cooperativas n\u00e3o est\u00e1 mais conseguindo arcar com o valor das mensalidades. A \u00fanica op\u00e7\u00e3o para as pessoas sem contrato formal de trabalho s\u00e3o os chamados planos de sa\u00fade coletivos por ades\u00e3o, que est\u00e3o ligados a sindicatos e associa\u00e7\u00f5es. Esse, funciona no formato dos planos empresariais, com reajuste de acordo com a taxa de sinistralidade. Vemos, inclusive, pessoas criando microempresas ou at\u00e9 vinculando-se a associa\u00e7\u00f5es sem ter conex\u00e3o com o setor com a inten\u00e7\u00e3o \u00fanica de poder adquirir um plano por ades\u00e3o. Est\u00e3o correndo um risco que seria desnecess\u00e1rio caso as regras para os planos individuais fossem mais flex\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, muitos indiv\u00edduos que n\u00e3o possuem as caracter\u00edsticas para se associar aos planos\u00a0por ades\u00e3o est\u00e3o tendo que sair , migrando para a sa\u00fade p\u00fablica. O aumento do desemprego e da informalidade devido \u00e0 crise econ\u00f4mica s\u00f3 tem piorado esse cen\u00e1rio, levando a um tr\u00e1fego ainda maior no nosso sistema, que j\u00e1 \u00e9 bastante sobrecarregado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso considerar, ainda, que houve um aumento da classe m\u00e9dia nos \u00faltimos anos que optou por esse produto e hoje n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de pagar, o que gera uma insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com o governo. A ANS obriga as operadoras a cumprir prazos para exames e consultas, mas isso n\u00e3o acontece no sistema p\u00fablico, o que ocasiona um descontentamento da popula\u00e7\u00e3o com as pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso que ANS apresente uma solu\u00e7\u00e3o para estimular o mercado de planos de sa\u00fade individuais, pois isso poder\u00e1 beneficiar um n\u00famero muito grande de pessoas no pa\u00eds, al\u00e9m de desafogar o SUS. E, inclusive, pode resultar em redu\u00e7\u00e3o dos <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">custos<\/a> dos planos, reflexo da concorr\u00eancia, j\u00e1 que hoje s\u00e3o pouqu\u00edssimas as operadoras que ainda vendem esse produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>*Cadri Massuda \u00e9 presidente da Abramge-PR\/SC \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Grupo e n\u00e3o possu\u00ed vinculo empregat\u00edcio com a Dental Press internatinal<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas com planos de sa\u00fade no Brasil, apenas 20% correspondem aos que possuem planos individuais ou familiares (destinados a pessoa f\u00edsica). 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