{"id":7302,"date":"2016-07-29T09:09:21","date_gmt":"2016-07-29T12:09:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=7302"},"modified":"2016-07-29T13:38:46","modified_gmt":"2016-07-29T16:38:46","slug":"comparacao-cetorolaco-paracetamol-dor-pos-operatoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/comparacao-cetorolaco-paracetamol-dor-pos-operatoria\/","title":{"rendered":"Compara\u00e7\u00e3o entre cetorolaco e paracetamol na dor p\u00f3s-operat\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10702\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios.jpg\" alt=\"remedios\" width=\"1600\" height=\"1071\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios.jpg 1600w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios-300x201.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios-768x514.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios-1024x685.jpg 1024w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios-1170x783.jpg 1170w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/remedios-585x392.jpg 585w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autores:<\/strong> Jos\u00e9 Rodrigues Laureano Filho. Paul Maurette O\u2019brien. Marvis Allais. Patricio Jos\u00e9 De Oliveira Neto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:\u00a0<\/b><span style=\"text-decoration: underline;\">Introdu\u00e7\u00e3o:<\/span> <em>o presente estudo comparou a efic\u00e1cia analg\u00e9sica do cetorolaco de trometamina 10mg com o paracetamol 750 mg no controle da <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-dtm-dor-orofacial-e-apneia-do-sono\/\">dor<\/a> p\u00f3s-operat\u00f3ria de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">cirurgia<\/a> para remo\u00e7\u00e3o de terceiros molares inferiores inclusos.<\/em> <span style=\"text-decoration: underline;\">M\u00e9todos:<\/span> <em>foram inclu\u00eddos, nesta pesquisa, 15 pacientes apresentando seus terceiros molares inferiores, que foram submetidos \u00e0 remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica desses dentes sob anestesia local. Cada paciente atuou como seu pr\u00f3prio controle, e, ap\u00f3s a cirurgia, fariam uso de comprimidos de cetorolaco ou de paracetamol para o controle da dor. Em\u00a0um question\u00e1rio, o paciente registrou os n\u00edveis de dor em uma escala visual anal\u00f3gica (EVA), assim como o n\u00famero total de comprimidos de cada medicamento necess\u00e1rios para o controle da dor.<\/em> <span style=\"text-decoration: underline;\">Resultados:<\/span> <em>nos per\u00edodos de 24 e 48h, as avalia\u00e7\u00f5es do n\u00famero de comprimidos tomados e a intensidade da dor pela escala anal\u00f3gica visual n\u00e3o apresentaram diferen\u00e7a estatisticamente significativa (p &lt; 0,05).<\/em> <span style=\"text-decoration: underline;\">Conclus\u00e3o:<\/span> <em>o cetorolaco e o paracetamol mostraram-se eficazes no controle da dor ap\u00f3s esse tipo de cirurgia, sem diferen\u00e7a estat\u00edstica significativa entre os grupos.\u00a0<\/em><strong>Palavras-chave:<\/strong> <em>Cetorolaco de trometamina. Dente n\u00e3o irrompido. Dor p\u00f3s-operat\u00f3ria. Analgesia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abstract:\u00a0<\/strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Introduction:<\/span> <em>The surgical removal of impacted third molars has been widely used as a dental model in several studies comparing analgesic drugs, as well as the occurrence of adverse effects with the use of such medicines.<\/em> <span style=\"text-decoration: underline;\">Methods:<\/span> <em>This study was conducted in order to compare the analgesic efficacy of ketorolac tromethamine 10 mg with paracetamol 750 mg in the control of postoperative pain after impacted lower third molars surgery, as well as observe the occurrence of adverse effects with the use of ketorolac in patients of spontaneous demand of the School of Dentistry of Pernambuco (FOP). A total of 15 patients presenting lower third molars with the same type of inclusion, and which were submitted to surgical removal of these teeth under local anesthesia on two occasions, were included in this study. Each patient acted as their own control, and after surgery would make use of tablets of ketorolac or paracetamol for pain control. In a questionnaire, patients would register the level of pain on a visual analogue scale (VAS), as well as the total amount of tablets necessary for the control of pain and the side effects that they occasionally presented.<\/em> <span style=\"text-decoration: underline;\">Results:<\/span> <em>In the two moments of evaluation, 24 and 48 h, the number of tablets taken and the pain intensity assessed by VAS did not show any statistically significant difference (P &lt; 0.05).<\/em> <span style=\"text-decoration: underline;\">Conclusion:<\/span> <em>Both ketorolac and paracetamol proved to be effective in pain control after surgery in which the first presented a greater number of adverse effects in comparison to the second.<\/em> <strong>Keywords:<\/strong> <em>Ketorolac tromethamine. Unerupted tooth. Postoperative pain. Analgesia.<\/em><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica de terceiros molares inclusos tem sido amplamente usada para avaliar uma variedade de medidas terap\u00eauticas. O fato de ser um procedimento cir\u00fargico relativamente uniforme e confinado a uma \u00e1rea restrita do corpo, bilateral, realizado em pacientes jovens saud\u00e1veis, de p\u00f3s-operat\u00f3rio de consequ\u00eancias previs\u00edveis e a possibilidade da realiza\u00e7\u00e3o de estudos pareados quando realizados no mesmo indiv\u00edduo t\u00eam permitido sua aplica\u00e7\u00e3o como modelo cir\u00fargico em diversas pesquisas de farmacologia cl\u00ednica<sup>1,2,4,5<\/sup> envolvendo drogas analg\u00e9sicas, anti-inflamat\u00f3rias, agentes anest\u00e9sicos locais, t\u00e9cnicas de seda\u00e7\u00e3o, agentes antimicrobianos, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es desse modelo experimental, o manejo da dor p\u00f3s-operat\u00f3ria nesse tipo de cirurgia tem sido extensivamente estudado com os mais diversos tipos de analg\u00e9sicos e anti-inflamat\u00f3rios, bem como a ocorr\u00eancia ou n\u00e3o de efeitos adversos com o uso de tais medicamentos. V\u00e1rias drogas analg\u00e9sicas est\u00e3o dispon\u00edveis para o uso no controle da dor ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica de terceiros molares inclusos. O cetorolaco de trometamina \u00e9 um medicamento relativamente novo no Brasil e h\u00e1 relatos de que essa droga \u00e9 efetiva no tratamento de dor moderada a severa, observada ap\u00f3s uma variedade de outros procedimentos cir\u00fargicos (ortop\u00e9dicos, ginecol\u00f3gicos e abdominais), exibindo atividade analg\u00e9sica superior ou equivalente \u00e0quela observada com os analg\u00e9sicos opioides<sup>5,7,8,9<\/sup>. Al\u00e9m disso, o cetorolaco possui como vantagem espec\u00edfica sobre os analg\u00e9sicos narc\u00f3ticos o fato de n\u00e3o deprimir os sistemas respirat\u00f3rio e nervoso central; desse modo, possui um perfil de seguran\u00e7a mais favor\u00e1vel<sup>7,8<\/sup>. Torna-se interessante a realiza\u00e7\u00e3o de estudos que mostrem resultados que embasam cientificamente o uso do cetorolaco e que qualifiquem seus efeitos e de outros medicamentos para\u00a0esse fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presente estudo foi desenvolvido de modo a comparar a efic\u00e1cia analg\u00e9sica do cetorolaco de trometamina com o paracetamol no p\u00f3s-operat\u00f3rio de cirurgia para remo\u00e7\u00e3o de terceiros molares inferiores impactados, bem como observar a ocorr\u00eancia de efeitos adversos com o uso do cetorolaco em pacientes adultos.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Material e M\u00e9todos<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o estudada foi obtida da demanda espont\u00e2nea dos pacientes atendidos no Servi\u00e7o de Cirurgia Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia de Pernambuco, desde que os dentes apresentassem o mesmo tipo de inclus\u00e3o, segundo evid\u00eancia radiogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A amostra foi obtida dos pacientes que apresentaram os terceiros molares inferiores inclusos em posi\u00e7\u00f5es semelhantes. Todos os pacientes foram submetidos a dois procedimentos cir\u00fargicos para a remo\u00e7\u00e3o dos terceiros molares inferiores inclusos em momentos diferentes, conforme a randomiza\u00e7\u00e3o dos dois medicamentos (cetorolaco de trometamina e paracetamol respectivamente). Dessa maneira determinou-se dois grupos: A e B. Todos os pacientes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Foram exclu\u00eddos pacientes com sensibilidade conhecida a pelo menos um dos constituintes das medica\u00e7\u00f5es estudadas e aqueles com dist\u00farbios gastrointestinais, asm\u00e1ticos, nefropatas, ou com qualquer outra contraindica\u00e7\u00e3o ao uso de AINES. Pacientes em que o tempo para exodontia do terceiro molar inferior de um lado excedesse em 100% o tempo para exodontia do outro e aqueles que apresentassem qualquer complica\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria, como alveolite ou infec\u00e7\u00e3o no s\u00edtio cir\u00fargico, tamb\u00e9m foram exclu\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terap\u00eautica medicamentosa p\u00f3s-cir\u00fargica consistiu de:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Protocolo A = cetorolaco de trometamina 10mg: um comprimido via oral no p\u00f3s-operat\u00f3rio quando o paciente come\u00e7ar a sentir dor, sendo a dose subsequente administrada somente quando o indiv\u00edduo queixar-se novamente de dor, at\u00e9 um m\u00e1ximo de quatro doses di\u00e1rias.<\/li>\n<li>Protocolo B = paracetamol 750mg: um comprimido via oral no p\u00f3s-operat\u00f3rio quando o paciente come\u00e7ar a sentir dor, sendo a dose subsequente administrada somente quando o indiv\u00edduo novamente queixar-se de dor, at\u00e9 um m\u00e1ximo de quatro doses di\u00e1rias.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a primeira cirurgia, o paciente levou para casa o medicamento \u201cA\u201d ou o medicamento \u201cB\u201d, conforme a sequ\u00eancia de randomiza\u00e7\u00e3o dos medicamentos. Quinze dias depois, quando da realiza\u00e7\u00e3o da segunda cirurgia, o\u00a0paciente levou para casa o outro medicamento. A\u00a0t\u00e9cnica cir\u00fargica foi padronizada, procedendo-se a uma incis\u00e3o linear, sobre o rebordo, a partir da face distal do segundo molar inferior, com uma l\u00e2mina de bisturi n\u00famero 15, associada \u00e0 outra incis\u00e3o, realizada na face vestibular do segundo molar inferior, descendo obliquamente at\u00e9 o fundo de vest\u00edbulo. Quando necess\u00e1rio, foi\u00a0realizada em seguida ostectomia utilizando instrumentos rotat\u00f3rios de baixa rota\u00e7\u00e3o e broca troncoc\u00f4nica #702, com irriga\u00e7\u00e3o de soro fisiol\u00f3gico a 0,9%. A extra\u00e7\u00e3o foi realizada, o alv\u00e9olo irrigado e bordas \u00f3sseas irregulares limadas quando necess\u00e1rio, sendo, ent\u00e3o, realizada a sutura com fio seda 3-0.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os procedimentos foram realizados pelo mesmo operador, a fim de se evitar varia\u00e7\u00e3o na habilidade, utilizando-se o mesmo tipo de incis\u00e3o em cada um dos lados operados, conforme descrito anteriormente, sob anestesia local e sem nenhuma t\u00e9cnica de seda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo de cada procedimento cir\u00fargico foi cronometrado desde o momento da incis\u00e3o at\u00e9 o momento da sutura final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram utilizadas fichas cl\u00ednicas, onde foi registrado o tipo de inclus\u00e3o dent\u00e1ria dos terceiros molares inferiores de cada paciente, conforme evidenciado em radiografias panor\u00e2micas, as quais foram utilizadas como padr\u00e3o para estudo, planejamento cir\u00fargico e classifica\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 posi\u00e7\u00e3o desses dentes. Al\u00e9m disso, informa\u00e7\u00f5es pertinentes ao ato cir\u00fargico propriamente dito, bem como ao controle p\u00f3s-operat\u00f3rio desses pacientes, tamb\u00e9m foram registrados pelo profissional na mesma ficha cl\u00ednica. Os pacientes levaram para casa outra ficha, a ser preenchido com um \u201cX\u201d, na escala visual anal\u00f3gica, o grau de intensidade da dor, o n\u00famero de comprimidos utilizados para o al\u00edvio do desconforto, al\u00e9m da ocorr\u00eancia de qualquer rea\u00e7\u00e3o adversa ao medicamento utilizado. Ap\u00f3s a coleta dos dados, os resultados obtidos foram distribu\u00eddos em tabelas e\/ou gr\u00e1ficos e submetidos a uma an\u00e1lise estat\u00edstica.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Resultados<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos 25 participantes da pesquisa, quatro pacientes abandonaram o estudo ap\u00f3s se submeterem \u00e0 primeira cirurgia. Foram exclu\u00eddos mais tr\u00eas pacientes por n\u00e3o seguiram adequadamente as recomenda\u00e7\u00f5es p\u00f3s-operat\u00f3rias, um paciente com infec\u00e7\u00e3o, um paciente por ter perdido o question\u00e1rio e um paciente com discrep\u00e2ncia entre o tempo necess\u00e1rio para a remo\u00e7\u00e3o de um dente em compara\u00e7\u00e3o com o tempo do outro. Dos 15 pacientes restantes, quatro (26,7%) eram do sexo masculino e onze (73,3%) eram do sexo feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Tabela 1 s\u00e3o apresentados os resultados da intensidade de dor, obtidos segundo o registro na escala visual anal\u00f3gica, nas avalia\u00e7\u00f5es \u00e0s 24 e \u00e0s 48 horas p\u00f3s-opera\u00e7\u00e3o. Nessa tabela, destaca-se que, em cada um dos per\u00edodos das avalia\u00e7\u00f5es, a m\u00e9dia da dor foi mais elevada quando foi utilizado o cetorolaco do que o paracetamol, entretanto, sem diferen\u00e7a significativa entre os dois protocolos (p\u00a0&gt;\u00a00,05). Em cada protocolo, a m\u00e9dia da dor foi mais elevada na avalia\u00e7\u00e3o com 24 horas do que na avalia\u00e7\u00e3o com 48 horas, por\u00e9m, n\u00e3o se comprova diferen\u00e7a significativa entre as duas avalia\u00e7\u00f5es para nenhum dos protocolos (p\u00a0&gt;\u00a00,05).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Tabela 2 s\u00e3o analisados os resultados da dor em cada tipo de protocolo nos per\u00edodos de 24 e 48 horas, segundo o n\u00famero de comprimidos utilizados. Nela podemos observar que, na avalia\u00e7\u00e3o com 24 horas, a m\u00e9dia de intensidade de dor foi mais elevada entre os pacientes que utilizaram seis ou mais comprimidos do que entre os que utilizaram de um a cinco comprimidos, entretanto, a\u00a0\u00fanica diferen\u00e7a significativa foi registrada no protocolo\u00a0A (Gr\u00e1f.\u00a01). Na avalia\u00e7\u00e3o com 48 horas, em cada protocolo, a m\u00e9dia da intensidade de dor foi mais elevada entre os pacientes que utilizaram seis ou mais comprimidos do que entre os que utilizaram de um a cinco comprimidos; todavia, ao n\u00edvel de 5% n\u00e3o se comprova diferen\u00e7a significativa (Gr\u00e1f.\u00a02).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Tabela 3 apresenta-se a correla\u00e7\u00e3o de Spearman entre o n\u00famero de comprimidos analg\u00e9sicos utilizados e a intensidade da dor para cada uma das avalia\u00e7\u00f5es (24\u00a0e\u00a048 horas), segundo o protocolo utilizado. Nessa\u00a0tabela, destaca-se que a correla\u00e7\u00e3o em cada protocolo foi positiva e estatisticamente diferente de zero (p\u00a0&lt;\u00a00,05), o que indica a rela\u00e7\u00e3o entre n\u00famero de comprimidos utilizados e a intensidade da dor. A correla\u00e7\u00e3o mais elevada ocorreu no protocolo B, na avalia\u00e7\u00e3o com 48 horas (r\u00a0=\u00a00,666).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Tabela 4 mostra a rela\u00e7\u00e3o das rea\u00e7\u00f5es adversas, segundo o protocolo utilizado. Nessa tabela, verifica-se que a maioria, em cada protocolo, n\u00e3o sofreu rea\u00e7\u00e3o (66,7%, no protocolo A; e 73,3%, no protocolo B); a sonol\u00eancia ocorreu em tr\u00eas casos do protocolo A e em um caso do protocolo B; e as rea\u00e7\u00f5es combinadas ocorreram, no m\u00e1ximo, para dois pacientes. Desconsiderando dois casos que ocorreram em um protocolo e que n\u00e3o ocorreram no outro, com o objetivo de viabilizar o teste estat\u00edstico adequado, n\u00e3o se comprovou diferen\u00e7a significativa entre os dois protocolos (p\u00a0&gt;\u00a00,05).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7306\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.12.png\" alt=\"Captura de Tela 2015-09-11 \u00e0s 08.45.12\" width=\"608\" height=\"326\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.12.png 1013w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.12-300x160.png 300w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7307\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.31.png\" alt=\"Captura de Tela 2015-09-11 \u00e0s 08.45.31\" width=\"604\" height=\"400\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.31.png 1006w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.31-300x198.png 300w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7308\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.47.png\" alt=\"Captura de Tela 2015-09-11 \u00e0s 08.45.47\" width=\"602\" height=\"220\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.47.png 1003w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.45.47-300x109.png 300w\" sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7309\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.00.png\" alt=\"Captura de Tela 2015-09-11 \u00e0s 08.46.00\" width=\"601\" height=\"219\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.00.png 1001w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.00-300x109.png 300w\" sizes=\"(max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7310\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.19.png\" alt=\"Captura de Tela 2015-09-11 \u00e0s 08.46.19\" width=\"606\" height=\"182\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.19.png 1010w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.19-300x90.png 300w\" sizes=\"(max-width: 606px) 100vw, 606px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7311\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.56.png\" alt=\"Captura de Tela 2015-09-11 \u00e0s 08.46.56\" width=\"608\" height=\"233\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.56.png 1014w, \/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Captura-de-Tela-2015-09-11-\u00e0s-08.46.56-300x114.png 300w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Discuss\u00e3o<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados da Tabela 1 mostram que o tempo de cirurgia necess\u00e1rio para a remo\u00e7\u00e3o dos dentes em que foi utilizado o cetorolaco foi semelhante ao tempo necess\u00e1rio para a exodontia dos dentes em que foi utilizado o paracetamol. A partir desses dados, podemos inferir que o crit\u00e9rio de inclus\u00e3o de dentes similarmente impactados serviu de forma efetiva para uma ainda maior padroniza\u00e7\u00e3o do procedimento, e que o trauma cir\u00fargico necess\u00e1rio para a remo\u00e7\u00e3o dos dentes foi semelhante nos dois protocolos (cetorolaco e paracetamol), permitindo uma compara\u00e7\u00e3o mais confi\u00e1vel de ambas as drogas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos estudos utilizaram a quantidade de medica\u00e7\u00e3o analg\u00e9sica de resgate consumida por pacientes no p\u00f3s-operat\u00f3rio de cirurgia de terceiro molar como medida da efic\u00e1cia de uma determinada droga<sup>2,10<\/sup>, no entanto, esse tipo de m\u00e9todo pode mascarar a efic\u00e1cia analg\u00e9sica das drogas em estudo<sup>2<\/sup>. Se, no p\u00f3s-operat\u00f3rio, o paciente tomar medica\u00e7\u00e3o de resgate para al\u00edvio de sua dor, al\u00e9m da droga que est\u00e1 sendo analisada, a intensidade de dor registrada por ele em uma EVA ser\u00e1 consequ\u00eancia do efeito da droga em estudo, mais o efeito da medica\u00e7\u00e3o de resgate, com isso, diferen\u00e7as nos n\u00edveis de intensidade de dor entre diferentes drogas avaliadas podem n\u00e3o se mostrar estatisticamente significativas<sup>2<\/sup>. No presente estudo, evitou-se o uso desse tipo de m\u00e9todo, e os pacientes, portanto, s\u00f3 fizeram uso de uma das duas drogas que estavam sendo comparadas, em cada momento cir\u00fargico. Dessa forma, por meio do registro do total de comprimidos de cada medicamento necess\u00e1rios para o controle da dor no p\u00f3s-operat\u00f3rio, pretendia-se determinar qual das duas drogas (cetorolaco de trometamina ou paracetamol) teve melhor efic\u00e1cia analg\u00e9sica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comparando a efic\u00e1cia analg\u00e9sica dessas duas drogas, a Tabela\u00a02 evidencia os valores m\u00e9dios de intensidade de dor nos per\u00edodos de avalia\u00e7\u00e3o de 24 e 48 horas, para cada protocolo utilizado. A partir desses dados, observa-se que, quando os indiv\u00edduos utilizaram o cetorolaco de trometamina no p\u00f3s-operat\u00f3rio, apresentaram, em m\u00e9dia, n\u00edveis de dor maiores que quando utilizaram o paracetamol, nos dois per\u00edodos de avalia\u00e7\u00e3o, entretanto, sem diferen\u00e7a significativa entre os dois protocolos. Garibaldi e Elder<sup>9<\/sup> tamb\u00e9m n\u00e3o encontraram diferen\u00e7a significativa no al\u00edvio da dor com a administra\u00e7\u00e3o via oral de cetorolaco de trometamina com paracetamol 600mg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma pesquisa, comparando a efic\u00e1cia analg\u00e9sica do paracetamol com uma combina\u00e7\u00e3o de paracetamol-Code\u00edna no tratamento da dor ap\u00f3s procedimentos cir\u00fargicos de remo\u00e7\u00e3o de terceiros molares inclusos, McLeod et al.<sup>12<\/sup> fizeram uma correla\u00e7\u00e3o da escala visual anal\u00f3gica com a escala verbal de dor (EVA\u00a00\u00a0=\u00a0sem dor; EVA 1, 2 ou 3\u00a0= dor m\u00e9dia; EVA\u00a04,\u00a05, 6 ou 7\u00a0=\u00a0dor moderada ; EVA 8, 9 e 10\u00a0=\u00a0dor severa). Esse tipo de correla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 observado em outros estudos<sup>2,11<\/sup>. Com base nesses trabalhos, observamos que a m\u00e9dia inicial de dor apresentada pelos pacientes no per\u00edodo de 24 horas estava dentro de valores classificados como dor moderada para o protocolo A (4,66) e dor m\u00e9dia para o protocolo B (2,58). No per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o de 48 horas, observou-se uma diminui\u00e7\u00e3o desses valores com o uso de ambos os medicamentos. Os n\u00edveis de dor do protocolo A ca\u00edram para um valor de 3,71 (dor m\u00e9dia), e do protocolo B para 1,96, sem apresentar diferen\u00e7a significativa entre os valores de cada protocolo, nos dois per\u00edodos de avalia\u00e7\u00e3o. Olmedo et al.<sup>2<\/sup> afirmam que alguns autores comentam que n\u00edveis de dor at\u00e9 valores de 5,33\u00a0\u00b1\u00a02,02 tornam dif\u00edcil uma distin\u00e7\u00e3o entre diferentes tratamentos. Dessa forma, por meio das informa\u00e7\u00f5es contidas na Tabela\u00a02 p\u00f4de-se observar a efic\u00e1cia analg\u00e9sica de ambos os medicamentos para esse tipo de cirurgia, j\u00e1 que os valores m\u00e9dios de intensidade de dor n\u00e3o apresentaram n\u00edveis de dor severa. Al\u00e9m disso, houve uma diminui\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de dor de um per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o para o outro, embora n\u00e3o fosse poss\u00edvel determinar com signific\u00e2ncia estat\u00edstica qual droga se comportou de maneira superior \u00e0 outra em rela\u00e7\u00e3o ao al\u00edvio da dor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No presente estudo, avaliou-se a correla\u00e7\u00e3o existente entre a intensidade de dor e o n\u00famero de comprimidos necess\u00e1rios para seu controle, em cada protocolo, nas 24 e 48 horas (Tab.\u00a03). Foi observado que os indiv\u00edduos que fizeram uso de uma maior quantidade de comprimidos (seis ou mais) tamb\u00e9m apresentaram maiores \u00edndices de n\u00edveis de dor, tanto com o uso do cetorolaco quanto com o uso do paracetamol, em cada um dos per\u00edodos de avalia\u00e7\u00e3o. Isso mostrou que, em ambos os protocolos, houve correla\u00e7\u00e3o positiva e estatisticamente diferente de zero (p\u00a0&lt;\u00a00,05) entre o n\u00famero de comprimidos utilizados e a intensidade da dor (Tab.\u00a04, correla\u00e7\u00e3o de Spearman), significando que, \u00e0 medida que a dor do paciente aumentava, um maior n\u00famero de comprimidos era necess\u00e1rio para minimizar sua sintomatologia. Os Gr\u00e1ficos 1 e 2 apresentam, de forma bem clara, o que foi discutido, para cada droga estudada e nos per\u00edodos de 24 e 48 horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A analgesia ap\u00f3s cirurgia de terceiros molares inclusos \u00e9, necessariamente, um equil\u00edbrio entre conseguir adequado al\u00edvio da dor com o m\u00ednimo de efeitos adversos poss\u00edvel<sup>6<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora muitas pesquisas de farmacologia cl\u00ednica tenham obtido informa\u00e7\u00f5es sobre efic\u00e1cia e seguran\u00e7a de drogas anti-inflamat\u00f3rias em estudos de dose \u00fanica, os pacientes, na grande maioria das vezes, fazem uso de medica\u00e7\u00f5es analg\u00e9sicas durante v\u00e1rios dias, ap\u00f3s o procedimento cir\u00fargico<sup>2<\/sup>. Dessa forma, tem sido proposto que estudos analg\u00e9sicos de multidose possam ser mais sens\u00edveis e confi\u00e1veis na observ\u00e2ncia de rea\u00e7\u00f5es adversas a drogas do que os ensaios de dose \u00fanica<sup>2<\/sup>. O presente estudo, multidose, foi elaborado de forma a observar a ocorr\u00eancia de efeitos adversos com o uso do cetorolaco de trometamina. Na presente pesquisa, de acordo com os dados da Tabela 5, encontrou-se maior frequ\u00eancia de sonol\u00eancia com o cetorolaco, com alguns pacientes tamb\u00e9m se queixando de tontura e de problemas gastrointestinais. Esse resultado est\u00e1 de acordo com outros trabalhos, em que a ocorr\u00eancia de sonol\u00eancia tamb\u00e9m aparece como o efeito adverso de maior frequ\u00eancia<sup>2<\/sup>, com sintomas como tontura e desordens gastrointestinais tamb\u00e9m sendo encontrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns contratempos e limita\u00e7\u00f5es foram encontrados durante a realiza\u00e7\u00e3o da presente pesquisa, motivo pelo qual um n\u00famero maior de pacientes n\u00e3o p\u00f4de ser inclu\u00eddo nos resultados do estudo. Como os pacientes levavam o question\u00e1rio para responder em casa, alguns n\u00e3o o devolveram na consulta seguinte. Outro fato percebido em algumas situa\u00e7\u00f5es foi a falta de compreens\u00e3o por parte dos pacientes em responder os question\u00e1rios ou em seguir as recomenda\u00e7\u00f5es da pesquisa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ingest\u00e3o dos medicamentos. No registro da intensidade da dor, por exemplo, alguns marcaram fora da escala visual anal\u00f3gica. Outros pacientes fizeram uso de outras medica\u00e7\u00f5es al\u00e9m das drogas A ou B, por isso foram exclu\u00eddos do estudo.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00f5es<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base nos resultados e discuss\u00e3o da presente pesquisa, conclu\u00edmos que:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">Tanto o cetorolaco de trometamina 10mg, via oral, quanto o paracetamol 750mg, tamb\u00e9m via oral, podem ser indicados nos procedimentos de exodontias de terceiros molares inclusos, pois ambos s\u00e3o eficazes, j\u00e1 que os pacientes n\u00e3o apresentaram n\u00edveis elevados de dor no p\u00f3s-operat\u00f3rio e houve um decr\u00e9scimo na intensidade de dor de um per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o para o outro.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa entre as duas medica\u00e7\u00f5es no controle da dor ap\u00f3s exodontias de terceiros molares inclusos, comparando n\u00edveis de intensidade da dor e n\u00famero de comprimidos ingeridos.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">O cetorolaco apresentou mais efeitos colaterais do que o paracetamol.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autores: Jos\u00e9 Rodrigues Laureano Filho. Paul Maurette O\u2019brien. Marvis Allais. Patricio Jos\u00e9 De Oliveira Neto Resumo:\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o: o presente estudo comparou a efic\u00e1cia analg\u00e9sica do cetorolaco de trometamina 10mg com o paracetamol 750 mg no controle da dor p\u00f3s-operat\u00f3ria de cirurgia para remo\u00e7\u00e3o de terceiros molares inferiores inclusos. 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