{"id":7145,"date":"2015-08-26T13:39:49","date_gmt":"2015-08-26T16:39:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=7145"},"modified":"2015-09-11T09:17:13","modified_gmt":"2015-09-11T12:17:13","slug":"fruto-amazonico-guajiru-efeito-anti-inflamatorio-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/fruto-amazonico-guajiru-efeito-anti-inflamatorio-cancer\/","title":{"rendered":"Fruto amaz\u00f4nico &#8220;guajiru&#8221; tem efeito anti-inflamat\u00f3rio contra c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agen20150701_a.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-7146\" title=\"Foto: Maur\u00edcio Mercadante\" alt=\"agen20150701_a\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/agen20150701_a.jpg\" width=\"230\" height=\"130\" \/><\/a>O guajiru, fruto da amaz\u00f4nia que hoje \u00e9 pouco aproveitado, pode fornecer subst\u00e2ncias que combatem processos inflamat\u00f3rios associados ao c\u00e2ncer. Testes realizados em animais e em c\u00e9lulas humanas demonstraram que as antocianinas, compostos qu\u00edmicos extra\u00eddos do fruto, apresentam a\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria e antimutag\u00eanica. O fruto influencia ainda a redu\u00e7\u00e3o das concentra\u00e7\u00f5es de radicais-livres, evitando a destrui\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas saud\u00e1veis. A pesquisa foi realizada na Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas de Ribeir\u00e3o Preto (FCFRP) da USP e na Texas A&amp;M University, nos Estados Unidos, por Vin\u00edcius Ven\u00e2ncio.<\/p>\n<p>As folhas do guajiruzeiro s\u00e3o utilizadas na medicina popular por auxiliar na diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de glicose sangu\u00edneos, efeito este j\u00e1 descrito na literatura cient\u00edfica. \u201cQuanto ao fruto, sabe-se apenas que ele possui antocianinas, compostos qu\u00edmicos de interesse na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, mas n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre outros compostos e seus efeitos biol\u00f3gicos\u201d, conta Ven\u00e2ncio. \u201cDesse modo, a pesquisa se concentra nos mecanismos dos compostos do fruto e das antocianinas nos processos de instabilidade gen\u00e9tica e inflama\u00e7\u00e3o, descritos como precursores da carcinog\u00eanese (c\u00e2ncer) e da fisiopatologia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas\u201d.<\/p>\n<p>Por se tratar de um fruto subutilizado, n\u00e3o h\u00e1 muitos relatos sobre a disponibilidade do guajiru na Amaz\u00f4nia. Ele \u00e9 comum em regi\u00f5es costeiras, portanto h\u00e1 relatos da presen\u00e7a do guajiru nos estados de Rio Grande do Norte, Cear\u00e1, Pernambuco e Par\u00e1. \u201cOs frutos utilizados nesta pesquisa foram coletados no estado do Par\u00e1\u201d, aponta o pesquisador. \u201cO fruto \u00e9 comest\u00edvel e utilizado in natura ou na prepara\u00e7\u00e3o de bebidas. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m \u00e9 aproveitado no preparo de doces, como compotas e geleias\u201d.<\/p>\n<p>Nos ensaios com animais (ratos), foi utilizado o fruto inteiro, composto por polpa e casca. Os efeitos foram avaliados nas c\u00e9lulas do sangue e medula \u00f3ssea. \u201cOs animais foram tratados com todos os compostos que o fruto possui\u201d, descreve Ven\u00e2ncio. \u201cNesta etapa, destacaram-se aqui os compostos fitoqu\u00edmicos (antocianinas, carotenoides e compostos fen\u00f3licos), e os elementos qu\u00edmicos magn\u00e9sio e sel\u00eanio, que podem ser os respons\u00e1veis pelos efeitos ben\u00e9ficos observados nos animais experimentais\u201d.<\/p>\n<p><strong>Antocianinas<\/strong><br \/>\nPara os ensaios envolvendo culturas de c\u00e9lulas, foram utilizadas a linhagem CCD-18Co de epit\u00e9lio normal de c\u00f3lon e as c\u00e9lulas HT-29 de c\u00e2ncer de c\u00f3lon humano. As c\u00e9lulas foram tratadas com um extrato de guajiru rico em antocianinas. \u201cAntocianinas s\u00e3o uma classe de compostos qu\u00edmicos respons\u00e1vel pela colora\u00e7\u00e3o avermelhada ou arroxeada de frutas e outros vegetais\u201d, relata o pesquisador. \u201cAs antocianinas presentes em maiores concentra\u00e7\u00f5es no guajiru s\u00e3o glicos\u00eddeos de delfinidina, cianidina e petunidina. As antocianinas foram extra\u00eddas do fruto liofilizado utilizando solventes e colunas cromatogr\u00e1ficas\u201d.<\/p>\n<p>Foram realizados ensaios bioqu\u00edmicos para detec\u00e7\u00e3o de radicais livres, ensaios citogen\u00e9ticos para avaliar danos na mol\u00e9cula do DNA, e marcadores celulares foram utilizados para avaliar a influ\u00eancia do guajiru no processo inflamat\u00f3rio. \u201cOs resultados indicam efeitos antimutag\u00eanico, anti-inflamat\u00f3rio e de redu\u00e7\u00e3o das concentra\u00e7\u00f5es de radicais livres\u201d, ressalta Venancio. \u201cEsta foi a primeira vez que os efeitos dos frutos do guajiruzeiro foram avaliados e a primeira vez que as antocianinas isoladas do guajiru apresentaram efeito anti-inflamat\u00f3rio em c\u00e9lulas de c\u00e2ncer humano\u201d.<\/p>\n<p>Os ensaios realizados at\u00e9 agora tiveram o objetivo de conhecer o fruto do guajiru, sua composi\u00e7\u00e3o fitoqu\u00edmica e de minerais e seus efeitos sobre a estrutura do DNA, a gera\u00e7\u00e3o e neutraliza\u00e7\u00e3o de radicais livres e seus efeitos anti-inflamat\u00f3rios. \u201cAinda h\u00e1 um longo processo at\u00e9 que o fruto ou as antocianinas tornem-se de fato f\u00e1rmacos\u201d, observa o pesquisador. \u201cEnsaios pr\u00e9-cl\u00ednicos e cl\u00ednicos, assim como ensaios mecan\u00edsticos ser\u00e3o necess\u00e1rios para a alega\u00e7\u00e3o funcional deste produto natural, bem como sua utiliza\u00e7\u00e3o na terap\u00eautica\u201d.<\/p>\n<p>Os ensaios em roedores foram realizados no Laborat\u00f3rio de Nutrigen\u00f4mica da FCFRP, sob orienta\u00e7\u00e3o da professora Lus\u00e2nia Maria Greggi Antunes. Alguns experimentos foram realizados sob supervis\u00e3o da professora Cleni Mara Marzocchi Machado, tamb\u00e9m da FCFRP. A caracteriza\u00e7\u00e3o fitoqu\u00edmica do fruto foi realizada pelo grupo da professora Adriana Zerlotti Mercadante, na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A composi\u00e7\u00e3o de elementos qu\u00edmicos (minerais) essenciais e n\u00e3o-essenciais foi realizada no laborat\u00f3rio do professor Fernando Barbosa Junior, na FCFRP.<\/p>\n<p>Os ensaios com c\u00e9lulas em cultura e a quantifica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o das antocianinas presentes nos extratos utilizados nesses ensaios foram realizados durante est\u00e1gio de doutoramento sandu\u00edche na Texas A&amp;M University, nos Estados Unidos, sob orienta\u00e7\u00e3o do professores Stephen Talcott e Susanne Talcott. O trabalho foi financiado pela FAPESP (bolsa de doutorado no Brasil) e pelo CNPq (apoio financeiro e bolsa de doutorado sandu\u00edche).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>FONTE<\/strong>: Ag\u00eancia Usp de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O guajiru, fruto da amaz\u00f4nia que hoje \u00e9 pouco aproveitado, pode fornecer subst\u00e2ncias que combatem processos inflamat\u00f3rios associados ao c\u00e2ncer. Testes realizados em animais e em c\u00e9lulas humanas demonstraram que as antocianinas, compostos qu\u00edmicos extra\u00eddos do fruto, apresentam a\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria e antimutag\u00eanica. O fruto influencia ainda a redu\u00e7\u00e3o das concentra\u00e7\u00f5es de radicais-livres, evitando a destrui\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":7146,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-7145","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7145"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7145\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}