{"id":7123,"date":"2015-08-25T14:25:25","date_gmt":"2015-08-25T17:25:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=7123"},"modified":"2015-10-16T09:56:14","modified_gmt":"2015-10-16T12:56:14","slug":"pinos-nanoparticulas-facilitam-recuperacao-dente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/pinos-nanoparticulas-facilitam-recuperacao-dente\/","title":{"rendered":"Pinos com nanopart\u00edculas facilitam a recupera\u00e7\u00e3o do dente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pino-dente.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7124\" alt=\"pino dente\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pino-dente-298x300.jpg\" width=\"298\" height=\"300\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pino-dente-298x300.jpg 298w, \/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pino-dente-150x150.jpg 150w, \/wp-content\/uploads\/2015\/08\/pino-dente.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><\/a>Um pino odontol\u00f3gico transl\u00facido e feito de fibra de vidro j\u00e1 est\u00e1 no mercado. Ele diminui o tempo, de 5 minutos para no m\u00e1ximo 30 segundos, da cura (endurecimento) de resinas e cimentos usados na restaura\u00e7\u00e3o e obtura\u00e7\u00e3o dent\u00e1rias. O novo produto \u00e9 resultado de uma parceria entre o Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-imersao-laminados-ceramicos-clinico\/\">Cer\u00e2micos<\/a> (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (Cepid) financiados pela FAPESP, e a empresa Angelus, de Londrina (PR). A mesma parceria resultou numa embalagem inteligente, antimicrobiana, para os mesmos pinos.<\/p>\n<p>O conhecimento que tornou poss\u00edvel o desenvolvimento desse novo produto odontol\u00f3gico foi gerado durante a tese de doutorado do pesquisador Valdemir dos Santos, orientado pelo professor Elson Longo, coordenador do CMDMC, que est\u00e1 instalado no Instituto de Qu\u00edmica do campus de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Durante sua pesquisa, Santos sintetizou\u00a0 de forma inovadora com o uso de micro-ondas o molibdato de c\u00e1lcio, a partir do cloreto de c\u00e1lcio e do molibdato de s\u00f3dio, que tem propriedades fotoluminescentes. \u201cQuando sofrem a incid\u00eancia de luz azul [por uma l\u00e2mpada ou led em uma esp\u00e9cie de bast\u00e3o usado pelo <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">dentista<\/a>] de comprimento de onda de 460 a 490 nan\u00f4metros, as part\u00edculas desse material existentes no pino fotoluminescem, ou seja, emitem luz, funcionando de maneira semelhante a um led\u201d, explica Longo. \u201c\u00c9 ele que faz a cura do cimento ou <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-resina-compostas\/\">resina<\/a> usada no tratamento dent\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Pinos de uma maneira geral s\u00e3o usados h\u00e1 bastante tempo em <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-intensivo-de-endodontia-para-molares\/\">endodontia<\/a>, especialidade que previne e cura as enfermidades na polpa dental, como as c\u00e1ries. O tratamento consiste em remover o tecido infectado, substituindo-o por material obturador (cimento ou resina). Quando o dente, ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o da parte doente, fica muito fragilizado, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 usar pinos para deix\u00e1-lo firme. H\u00e1 v\u00e1rios tipos no mercado. Os mais usados s\u00e3o feitos de metal (zirc\u00f4nio, a\u00e7o inoxid\u00e1vel ou tit\u00e2nio). Mas eles apresentam algumas desvantagens, como propriedades mec\u00e2nicas diferentes da estrutura do dente, o que causa altera\u00e7\u00f5es significativas no seu comportamento mec\u00e2nico. Tamb\u00e9m est\u00e3o sujeitos \u00e0 corros\u00e3o e oxida\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de transmitir calor.<\/p>\n<p>Mais recentemente come\u00e7aram a surgir os pinos n\u00e3o met\u00e1licos, feitos de carbono ou fibra de vidro. Eles proporcionam um comportamento mais semelhante \u00e0 estrutura dental, com compatibilidade entre as propriedades mec\u00e2nicas encontradas no dente, diminuindo os riscos de falha ou fraturas na sua raiz. Al\u00e9m disso, eles s\u00e3o mais aderentes e t\u00eam elasticidade muito pr\u00f3xima \u00e0 da dentina, tecido que forma o corpo do dente e \u00e9 recoberto pelo esmalte. Os pinos n\u00e3o met\u00e1licos tamb\u00e9m t\u00eam maior resist\u00eancia \u00e0 corros\u00e3o e s\u00e3o facilmente removidos.<\/p>\n<p>Os que foram desenvolvidos pela Angelus s\u00e3o compostos de 80% de fibra de vidro e 20% de resina ep\u00f3xi, dopada com nanopart\u00edculas de molibdato de c\u00e1lcio. Eles t\u00eam cerca de 2 cent\u00edmetros de comprimento e 1,4 mil\u00edmetro de di\u00e2metro em sua parte mais espessa. \u201cMesmo com uma estrutura r\u00edgida e compacta, como os pinos de fibra de vidro s\u00e3o transl\u00facidos, h\u00e1 a passagem de 12% da luz incidente, quantidade suficiente para a polimeriza\u00e7\u00e3o dos materiais\u201d, explica Longo. \u201cO processo de endurecimento \u00e9 mais r\u00e1pido porque, diferentemente do que ocorre com pinos opacos, a luz vai at\u00e9 regi\u00f5es mais fundas do dente, \u00e0s quais n\u00e3o chegaria sem este canal de transmiss\u00e3o. Isso torna o produto um ve\u00edculo importante para que o dentista tenha certeza de que seu trabalho foi finalizado com sucesso.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos pinos fotoluminescentes, que geraram uma patente, a parceria entre a Angelus e o professor Longo, que come\u00e7ou h\u00e1 oito anos, quando ele lecionava na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), rendeu outro produto inovador, a embalagem inteligente. Em formato de um pequeno tubo, com cinco cent\u00edmetros de comprimento, ela \u00e9 feita de 98,5% de polipropileno e 1,5% de agentes antimicrobianos. Longo explica que bact\u00e9rias e fungos necessitam de molibd\u00eanio para o seu metabolismo. \u201cEsse elemento faz parte do mecanismo catal\u00edtico das enzimas, processo fundamental para a digest\u00e3o dos alimentos que consomem, desempenhando um papel fundamental na metalobioqu\u00edmica [nome que se d\u00e1 ao metabolismo dos seres que consomem metais] desses microrganismos\u201d, diz. \u201cPor isso, eles ir\u00e3o busc\u00e1-lo em qualquer lugar para sua sobreviv\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica foi usada contra os microrganismos. Para isso, os pesquisadores utilizaram nanopart\u00edculas de molibdato de s\u00f3dio e de molibdato de c\u00e1lcio e de prata, misturadas ao polipropileno ainda fundido. Quando esse pl\u00e1stico \u00e9 injetado num molde e se solidifica, formando a embalagem, as part\u00edculas dos molibdatos e da prata se concentram em alguns pontos aleat\u00f3rios que atraem as bact\u00e9rias e fungos. Na verdade, \u00e9 uma armadilha. \u201cOs molibdatos, al\u00e9m de atra\u00edrem os microrganismos, direcionam a emiss\u00e3o da luz do material para um comprimento de onda espec\u00edfico, que ativa o complexo \u00e0 base de prata e elimina os fungos e as bact\u00e9rias\u201d, explica Longo. \u201cPor isso a embalagem \u00e9 considerada inteligente.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o gerente de pesquisa e desenvolvimento da Angelus, Cesar Bellinati, a embalagem n\u00e3o \u00e9 vendida separadamente. \u201cServe apenas para embalar os pinos fotoluminescentes\u201d, diz. \u201c\u00c9 um diferencial do nosso produto.\u201d Desde o lan\u00e7amento, em 2010, a empresa j\u00e1 vendeu 25 mil conjuntos de cinco pinos, acondicionados no tubo inteligente, o que rendeu cerca de US$ 1 milh\u00e3o em faturamento.<\/p>\n<p>Fundada em 1994, a Angelus \u00e9 hoje uma das l\u00edderes da Am\u00e9rica Latina no mercado de pinos e outros produtos para odontologia. Segundo Bellinati, com 65 funcion\u00e1rios e R$ 12 milh\u00f5es de faturamento no ano passado, a empresa busca solu\u00e7\u00f5es em odontologia com base cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica. \u201cPor isso temos um estreito relacionamento com o setor acad\u00eamico, t\u00e9cnico e cient\u00edfico\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>FONTE<\/strong>: Revista Fapesp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pino odontol\u00f3gico transl\u00facido e feito de fibra de vidro j\u00e1 est\u00e1 no mercado. Ele diminui o tempo, de 5 minutos para no m\u00e1ximo 30 segundos, da cura (endurecimento) de resinas e cimentos usados na restaura\u00e7\u00e3o e obtura\u00e7\u00e3o dent\u00e1rias. 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