{"id":6966,"date":"2015-08-20T16:06:02","date_gmt":"2015-08-20T19:06:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=6966"},"modified":"2015-08-20T16:06:02","modified_gmt":"2015-08-20T19:06:02","slug":"fototerapia-sorriso-limpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/fototerapia-sorriso-limpo\/","title":{"rendered":"Fototerapia por um sorriso limpo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LEDs-e-Dente.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-6967\" alt=\"LEDs e Dente\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LEDs-e-Dente.jpg\" width=\"300\" height=\"186\" \/><\/a>O uso de LEDs para destruir bact\u00e9rias e fungos nocivos \u00e0 sa\u00fade bucal poder\u00e1 estar dispon\u00edvel no Brasil em pouco tempo. Um estudo, que envolve uma s\u00e9rie de institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, liderado pelo f\u00edsico Vanderlei Salvador Bagnato, professor do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos da Universidade de S\u00e3o Paulo (IFSC-USP), est\u00e1 sendo finalizado em parceria com a empresa Gnatus, de Ribeir\u00e3o Preto, produtora de equipamentos m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos. A equipe de Bagnato desenvolve desde 2009 estudos para criar e testar um tratamento de descontamina\u00e7\u00e3o bucal, usando a t\u00e9cnica chamada de fototerapia din\u00e2mica (TFD ou PDT, do ingl\u00eas\u00a0<em>photodynamic therapy<\/em>). O mesmo procedimento j\u00e1 \u00e9 experimentalmente usado para outros fins como em les\u00f5es em partes externas do corpo, no tratamento de doen\u00e7as como c\u00e2ncer de pele e leishmaniose, al\u00e9m de queimaduras.<\/p>\n<p>At\u00e9 o come\u00e7o do s\u00e9culo passado, o homem tinha poucas armas para se defender de fungos e bact\u00e9rias, a n\u00e3o ser seu pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico, que na maioria dos casos n\u00e3o conseguia sair vitorioso. A situa\u00ad\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar em 1928, quando o bacteriologista escoc\u00eas Alexander Fleming descobriu a penicilina, o primeiro antibi\u00f3tico, que passou a ser um medicamento a partir de 1941. Parecia que a humanidade tinha vencido. Engano. As bact\u00e9rias se mostraram um inimigo mais poderoso do que se pensava. A cada novo antibi\u00f3tico elas desenvolvem resist\u00eancias. Hoje existem superbact\u00e9rias, imunes aos mais poderosos desses medicamentos. E \u00e9 a\u00ed que entra a terapia fotodin\u00e2mica, que consiste no uso da luz \u2013 de lasers ou diodos emissores de luz, LEDs na sigla em ingl\u00eas \u2013 para matar microrganismos. No caso da equipe de Bagnato, os estudos odontol\u00f3gicos est\u00e3o sendo feitos com a luz emitida por LEDs.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica \u00e9 relativamente simples. O primeiro passo \u00e9 aplicar na regi\u00e3o infectada uma subst\u00e2ncia fotossensibilizadora, normalmente na forma l\u00edquida, e deix\u00e1-la agir por alguns minutos. Nesse tempo, ela \u00e9 absorvida pelos microrganismos ou adere \u00e0 membrana externa deles. Em seguida, ilumina-se o local com uma luz de uma cor, azul, <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-estetica-vermelha-e-branca\/\">vermelha<\/a>, por exemplo, com precis\u00e3o no comprimento de onda eletromagn\u00e9tica que ela representa, mais adequada para cada caso, que serve para excitar as mol\u00e9culas do fotossensibilizador e reagir com o oxig\u00eanio presente naquele meio ou no microrganismo. Nessa rea\u00e7\u00e3o esse elemento perde el\u00e9trons e formam-se radicais livres altamente reativos. \u201cEstes, por sua vez, oxidam a regi\u00e3o onde est\u00e3o, levando \u00e0 quebra da membrana dos microrganismos e, consequentemente, causando a morte deles\u201d, explica a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">dentista<\/a> Cristina Kurachi, do IFSC-USP e integrante da equipe de Bagnato. Tamb\u00e9m participam pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Araraquara, Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paran\u00e1, Universidade Fe\u00adderal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia da Unesp de Botucatu e Hospital S\u00edrio- -Liban\u00eas, da capital paulista.<\/p>\n<p>Para que essa terapia possa ser usada por m\u00e9dicos e dentistas \u00e9 preciso definir antes um protocolo seguro, que determine os par\u00e2metros do tratamento. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio saber qual subst\u00e2ncia fotossensibilizadora \u00e9 mais eficiente contra que microrganismo, com luz de que cor incidindo por quanto tempo. A equipe de Bagnato avan\u00e7ou no sentido de finalizar o protocolo. Eles testaram tr\u00eas fotossensibilizadores. A porfirina, medica\u00e7\u00e3o fabricada a partir da mesma subst\u00e2ncia que est\u00e1 presente no sangue; o azul de metileno; e o sal de curcuminoide, feito a partir da curcumina extra\u00edda do a\u00e7afr\u00e3o. Os estudos relativos a esse \u00faltimo fotossensibilizador contaram com a participa\u00e7\u00e3o da equipe da professora Ana Claudia Pavarina, da Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara. Os dois primeiros s\u00e3o ativados com luz vermelha, num comprimento de onda de 630 a 660 nan\u00f4metros (nm), e o terceiro, pela ilumina\u00e7\u00e3o azul, com 450 nm.<\/p>\n<p>Segundo Cristina, esses fotossensibilizadores, sendo iluminados pela luz adequada em tempos variados, foram testados em microrganismos como as bact\u00e9rias\u00a0<em>Porfiromonas gingivalis<\/em>, que causam doen\u00e7as da gengiva ou periodontais,\u00a0<em>Streptococcus mutans\u00a0<\/em>e<em>Lactobacillus casei<\/em>, respons\u00e1veis pelas c\u00e1ries, e\u00a0<em>Staphylococcus aureus<\/em>, que d\u00e3o origem \u00e0s infec\u00e7\u00f5es hospitalares. \u201cTamb\u00e9m testamos no fungo\u00a0<em>Candida albicans<\/em>, que causa a candid\u00edase prot\u00e9tica e pode afetar quem usa pr\u00f3tese dent\u00e1ria\u201d, explica. \u201cOs melhores resultados que obtivemos foram com a porfirina e o sal de curcuminoide.\u201d Para ela, entre os tratamentos o que est\u00e1 mais avan\u00e7ado \u00e9 o das doen\u00e7as periodontais, cujo protocolo cl\u00ednico j\u00e1 est\u00e1 quase definido.<a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LED-e-Dente2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-6969\" alt=\"LED e Dente2\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LED-e-Dente2-272x300.jpg\" width=\"272\" height=\"300\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LED-e-Dente2-272x300.jpg 272w, \/wp-content\/uploads\/2015\/08\/LED-e-Dente2.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mas tratamentos e protocolos n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos resultados do projeto. Ele tamb\u00e9m rendeu avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. \u201cDesenvolvemos muitos instrumentos e equipamentos durante as pesquisas\u201d, diz Bagnato. \u201cMuitos deles ir\u00e3o para o mercado.\u201d Os pesquisadores diziam o que precisavam e a Gnatus, junto com a universidade, se encarregou de produzir as ferramentas. Uma delas \u00e9 um kit para descontamina\u00e7\u00e3o bucal. Ele \u00e9 composto de v\u00e1rias hastes de metal, cada uma com um LED na ponta. O que diferencia umas das outras \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o desse emissor de luz, determinada pela regi\u00e3o da boca a ser iluminada. Assim, a que vai ser usada para jogar luz na parte interna da bochecha tem o LED na lateral da ponta. A que \u00e9 usada para iluminar a l\u00edngua tem a forma de uma pequena raquete e aquela empregada para acessar toda a cavidade bucal tem uma ponta arredondada. A equipe tamb\u00e9m desenvolveu um aparelho de ultrassom para tratamento periodontal, com um LED acoplado. \u201cAo mesmo tempo que faz a raspagem da placa bacteriana do dente, ele realiza a terapia fotodin\u00e2mica\u201d, explica Cristina. Esse equipamento dever\u00e1 chegar ao mercado em um ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Terapia de luz <\/strong><\/p>\n<p>Apesar de se tratar de um conceito antigo com mais de 40 anos, as pesquisas com TFD s\u00e3o relativamente recentes no mundo, por isso at\u00e9 agora n\u00e3o existe nenhum tratamento sendo usado de forma rotineira. Todos s\u00e3o experimentais. Mesmo nos pa\u00edses desenvolvidos ainda se est\u00e1 na fase de estudos e defini\u00e7\u00e3o de protocolos.\u00a0 \u201cOs primeiros trabalhos dispon\u00edveis na literatura que estudam os efeitos da terapia fotodin\u00e2mica em bact\u00e9rias orais datam de 1992 e foram executados pelo professor Brian Wilson, do Instituto do C\u00e2ncer de Ont\u00e1rio, no Canad\u00e1\u201d, explica. \u201cEles testaram o potencial bactericida de v\u00e1rios agentes fotossensibilizadores.\u201d Um ano depois, novos estudos foram publicados mostrando que a a\u00e7\u00e3o antimicrobiana da terapia fotodin\u00e2mica era eficiente contra bact\u00e9rias causadoras de c\u00e1ries como\u00a0<em>Streptococcus mutans<\/em>,\u00a0<em>Lactobacillus casei<\/em>\u00a0e<em>Actinomyces viscosus<\/em>, presentes em dentina humana.<\/p>\n<p>Esse interesse crescente pela TFD n\u00e3o \u00e9 por acaso. \u201cCom a previs\u00e3o do fim da era dos antibi\u00f3ticos, causada pela resist\u00eancia ao tratamento desenvolvido pelos microrganismos, a terapia fotodin\u00e2mica para controle microbiano passa a ter uma import\u00e2ncia imperativa\u201d, diz Bagnato. \u201cAl\u00e9m disso, ela pode oferecer v\u00e1rias vantagens em rela\u00e7\u00e3o a agentes antimicrobianos tradicionais. Uma delas \u00e9 que a morte das bact\u00e9rias \u00e9 r\u00e1pida, diminuindo a necessidade da manuten\u00e7\u00e3o de altas concentra\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas por longos per\u00edo\u00addos de tempo, como ocorre no uso de antibi\u00f3ticos e antiss\u00e9pticos. Al\u00e9m disso, ela preserva o tecido sadio.\u201d Em segundo lugar, Bagnato cita o fato de a TFD n\u00e3o permitir o desenvolvimento de resist\u00eancia por parte dos microrganismos. \u201cComo a morte das bact\u00e9rias n\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 media\u00e7\u00e3o de radicais qu\u00edmicos, o desenvolvimento de resist\u00eancia seria improv\u00e1vel\u201d, explica. \u201cOutra vantagem \u00e9 que, como nem o fotossensibilizador, nem a luz empregada s\u00e3o bactericidas quando utilizados isoladamente, a morte das bact\u00e9rias pode ser controlada restringindo-se a regi\u00e3o irradiada, evitando a destrui\u00e7\u00e3o da microbiota em outros locais. Al\u00e9m disso, esta t\u00e9cnica possibilita in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es, sem nenhum tipo de efeito colateral associado, quando do uso de protocolos adequados.\u201d<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 entre as vantagens da TFD o baixo custo do tratamento. At\u00e9 h\u00e1 pouco tempo o <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/como-inserir-lasers-de-baixa-e-alta-potencia-na-rotina-clinica\/\">laser<\/a> era a fonte de luz mais empregada na terapia fotodin\u00e2mica. Embora eficiente, ele \u00e9 caro. \u201cAgora, com o desenvolvimento dos LEDs, come\u00e7aram a surgir estudos utilizando essa fonte de luz aplicada \u00e0 TFD\u201d, conta Bagnato. \u201cComparando-se a efic\u00e1cia do LED em rela\u00e7\u00e3o ao laser, constatou-se que os aparelhos emissores do primeiro t\u00eam um custo muito menor, com resultados similares da resposta fotodin\u00e2mica. Assim, com fontes de luz e fotossensibilizadores baratos, este tipo de tratamento passa a ser algo economicamente vi\u00e1vel.\u201d Tanto que a equipe brasileira j\u00e1 est\u00e1 pensando em novos empregos para a terapia fotodin\u00e2mica. Eles j\u00e1 possuem patentes registradas de aplica\u00e7\u00f5es como descontamina\u00e7\u00e3o corporal, tratamento de micoses, seborreia e pneumonia. Nesse \u00faltimo caso, a ilumina\u00e7\u00e3o seria extracorp\u00f3rea, de fora para dentro do corpo, e a subst\u00e2ncia fotossensibilizadora seria inalada pelo paciente. O tratamento poderia ser mais r\u00e1pido que o tradicional, com antibi\u00f3ticos. As pesquisas n\u00e3o devem parar por a\u00ed. \u201cO campo \u00e9 ainda novo e est\u00e1 em franco crescimento, tendo espa\u00e7o para contribui\u00e7\u00f5es de diversos grupos\u201d, diz Bagnato.<\/p>\n<p>Para desenvolver o projeto em andamento, com dura\u00e7\u00e3o prevista de tr\u00eas anos, a equipe conta com financiamento de R$ 1,5 milh\u00e3o da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), R$ 1 milh\u00e3o da Gnatus, R$ 300 mil do Centro de Pesquisa em \u00d3ptica e Fot\u00f4nica de S\u00e3o Carlos, coordenado por Bagnato, e R$ 300 mil do Instituto Nacional de \u00d3ptica e Fot\u00f4nica. Al\u00e9m dos avan\u00e7os na terapia fotodin\u00e2mica do desenvolvimento de equipamentos, as pesquisas resultaram at\u00e9 agora em cerca de duas dezenas de artigos cient\u00edficos e cinco patentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>FONTE:\u00a0<\/strong>Revista Fapesp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso de LEDs para destruir bact\u00e9rias e fungos nocivos \u00e0 sa\u00fade bucal poder\u00e1 estar dispon\u00edvel no Brasil em pouco tempo. 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