{"id":6764,"date":"2015-08-03T14:39:00","date_gmt":"2015-08-03T17:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=6764"},"modified":"2015-08-18T08:48:02","modified_gmt":"2015-08-18T11:48:02","slug":"orgaos-medida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/orgaos-medida\/","title":{"rendered":"\u00d3rg\u00e3os sob medida"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/\u00f3rg\u00e3os-sob-medida.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-6765\" alt=\"\u00f3rg\u00e3os sob medida\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/\u00f3rg\u00e3os-sob-medida-286x300.jpg\" width=\"286\" height=\"300\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/\u00f3rg\u00e3os-sob-medida-286x300.jpg 286w, \/wp-content\/uploads\/2015\/08\/\u00f3rg\u00e3os-sob-medida-976x1024.jpg 976w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/a>Imagine uma reforma de casa t\u00e3o radical que inclua a remo\u00e7\u00e3o da pintura e do reboco das paredes, deixando desnudos os tijolos que formam a sua estrutura. Essa met\u00e1fora \u00e9 \u00fatil para entender os projetos em andamento no Laborat\u00f3rio de Engenharia Celular (LEC) coordenado pela hematologista e hemoterapeuta Elenice Deffune na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu. Em vez de tinta e cimento, o trabalho dos pesquisadores envolve a remo\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas que recobrem estruturas ocas do corpo, como a traqueia e os vasos sangu\u00edneos. Esse procedimento, conhecido como descelulariza\u00e7\u00e3o, \u00e9 o primeiro passo de uma transforma\u00e7\u00e3o mais ampla: a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e tecidos de reposi\u00e7\u00e3o formados por c\u00e9lulas com as caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas do receptor.<\/p>\n<p>Usando essa estrat\u00e9gia, o cirurgi\u00e3o vascular Matheus Bertanha est\u00e1 desenvolvendo no LEC uma poss\u00edvel alternativa terap\u00eautica para os problemas circulat\u00f3rios gerados pela aterosclerose. Na aterosclerose, placas de gordura e c\u00e1lcio se acumulam no interior das paredes das art\u00e9rias e obstruem, ainda que parcialmente, a passagem do sangue. Quando esse bloqueio \u00e9 grave a ponto de causar sintomas, o tratamento envolve procedimentos cir\u00fargicos para restaurar a circula\u00e7\u00e3o. Nos casos mais radicais, implanta-se um segmento de art\u00e9ria ou de veia retirado de outra parte do corpo do pr\u00f3prio indiv\u00edduo, criando um desvio \u2013 ou uma ponte \u2013 que restabelece o fluxo sangu\u00edneo normal. \u00c9 o que geralmente fazem os cirurgi\u00f5es card\u00edacos ao implantar um segmento da veia safena, extra\u00eddo da perna, no cora\u00e7\u00e3o de quem tem as art\u00e9rias coron\u00e1rias obstru\u00eddas. Algo semelhante \u00e9 feito pelos cirurgi\u00f5es vasculares para tratar bloqueios em art\u00e9rias das pernas.<\/p>\n<p>Nem sempre, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel realizar esse procedimento. Segundo dados da literatura m\u00e9dica, 30% dos pacientes que necessitam de enxerto para a confec\u00e7\u00e3o de pontes coronarianas n\u00e3o possuem vasos com as caracter\u00edsticas adequadas para essa fun\u00e7\u00e3o. Estima-se ainda, conta Bertanha, que uma em cada 10 pessoas com indica\u00e7\u00e3o para receber enxertos vasculares nos membros inferiores enfrente o mesmo problema. \u201cAlguns possuem veias com menos de 2,5 mil\u00edmetros de di\u00e2metro, o que impede a sua utiliza\u00e7\u00e3o\u201d, explica. \u201cOutras pessoas j\u00e1 est\u00e3o na segunda ponte e n\u00e3o t\u00eam mais vasos dispon\u00edveis\u201d, diz. Nesses casos, uma sa\u00edda \u00e9 usar uma ponte artificial, feita de material sint\u00e9tico. Mas elas podem ter uma vida \u00fatil curta porque sofrem obstru\u00e7\u00e3o mais facilmente. Outra possibilidade \u00e9 obter vasos de doadores vivos, o que nem sempre \u00e9 vi\u00e1vel por causa da incompatibilidade imunol\u00f3gica, que pode levar \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-protese-sobre-implante-mais-protese-fixa\/\">implante<\/a>.<\/p>\n<p>Bertanha trabalha numa alternativa, ainda experimental, para tentar superar a falta de vasos do pr\u00f3prio indiv\u00edduo e o risco de obstru\u00e7\u00e3o dos materiais sint\u00e9ticos. Em testes com coelhos, ele primeiro extrai vasos naturais \u2013 mais especificamente veias \u2013 de um animal doador. Depois, o segmento a ser transplantado para outro animal passa por um banho qu\u00edmico com detergentes que eliminam as c\u00e9lulas das paredes do vaso. O objetivo desse processo de descelulariza\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar que o corpo do receptor desencadeie uma agress\u00e3o contra o \u00f3rg\u00e3o implantado. O que sobra desse processo \u00e9 uma estrutura tubular \u2013 um arcabou\u00e7o \u2013 composta por fibras de col\u00e1geno, a prote\u00edna formadora dos tecidos de sustenta\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p>Em seguida, o pesquisador semeia no interior do vaso um tipo especial de c\u00e9lula retirada do corpo do receptor: as c\u00e9lulas-tronco mesenquimais. Extra\u00eddas do tecido adiposo do animal que vai receber o transplante, essas c\u00e9lulas s\u00e3o capazes de se converter em c\u00e9lulas t\u00edpicas dos vasos sangu\u00edneos. Elas s\u00e3o cultivadas em laborat\u00f3rio at\u00e9 atingirem a quantidade esperada \u2013 cerca de 100 mil c\u00e9lulas para o experimento em animais pequenos \u2013 e depois coladas no interior do tubo de col\u00e1geno com o aux\u00edlio de um gel. \u201cA presen\u00e7a de c\u00e9lulas do pr\u00f3prio receptor no segmento a ser implantado reduz ao m\u00ednimo a necessidade de usar imunossupressores para evitar a rejei\u00e7\u00e3o\u201d, explica Elenice Deffune, que orientou o trabalho de Bertanha durante o mestrado.<\/p>\n<p>Em um experimento conclu\u00eddo recentemente, Bertanha comparou o desempenho de quatro tipos de implante. Os animais do primeiro grupo receberam um segmento de veia cava retirada diretamente de outro indiv\u00edduo, sem passar pela descelulariza\u00e7\u00e3o, enquanto nos do segundo foi implantada apenas a veia descelularizada. No terceiro grupo foi usado um segmento de veia que passou pelo processo de descelulariza\u00e7\u00e3o seguido do repovoamento com c\u00e9lulas-tronco de outro indiv\u00edduo. E, por fim, o quarto grupo recebeu um segmento de veia descelularizada contendo c\u00e9lulas-tronco mesenquimais do pr\u00f3prio receptor.<\/p>\n<p><strong>Rejei\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Como esperado, no primeiro caso houve uma rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria exuberante e uma forte rejei\u00e7\u00e3o ao vaso transplantado, enquanto no segundo ocorreu apenas uma resposta inflamat\u00f3ria branda. O uso de um tubo de col\u00e1geno povoado com c\u00e9lulas-tronco de outro indiv\u00edduo n\u00e3o despertou uma rejei\u00e7\u00e3o imediata. As c\u00e9lulas se diferenciaram formando o endot\u00e9lio, a camada que reveste o interior dos vasos sangu\u00edneos, e pavimentaram boa parte do tubo. Um m\u00eas mais tarde, por\u00e9m, surgiu uma inflama\u00e7\u00e3o expressiva.<\/p>\n<p>Apenas os animais do quarto grupo n\u00e3o apresentaram rejei\u00e7\u00e3o, nem inflama\u00e7\u00e3o importante, mesmo um m\u00eas ap\u00f3s a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">cirurgia<\/a> e sem o uso de medicamentos imunossupressores. O que mais surpreendeu o pesquisador foi o comportamento das c\u00e9lulas-tronco implantadas. \u201cAl\u00e9m de terem pavimentado mais de 50% do vaso, elas atra\u00edram outras c\u00e9lulas-tronco existentes no organismo do receptor\u201d, conta Bertanha. O resultado, inesperado, foi a forma\u00e7\u00e3o de novos vasos sangu\u00edneos (angiog\u00eanese). \u201cEm princ\u00edpio, essa surpresa \u00e9 boa porque a angiog\u00eanese pode ajudar o novo vaso a se integrar ao tecido adjacente\u201d, diz o pesquisador. \u201cMas teremos de investigar se esse processo n\u00e3o \u00e9 patog\u00eanico.\u201d Bertanha planeja realizar mais testes em animais, ao mesmo tempo que come\u00e7a a trabalhar com c\u00e9lulas-tronco humanas, j\u00e1 pensando em experimentos futuros.<\/p>\n<p>Em paralelo ao trabalho de Bertanha, a biom\u00e9dica Thaiane Cristine Evaristo, aluna de doutorado da cirurgi\u00e3 Daniele Cataneo, usa os procedimentos de descelulariza\u00e7\u00e3o e recelulariza\u00e7\u00e3o para produzir no LEC traqueias a serem usadas em transplantes. Ela desenvolve um protocolo de descelulariza\u00e7\u00e3o distinto dos adotados por equipes no exterior \u2013 e potencialmente mais barato.<\/p>\n<p>Em outros pa\u00edses, os pesquisadores costumam usar enzimas de origem animal ou obtidas por engenharia gen\u00e9tica para eliminar da traqueia as c\u00e9lulas do doador. Apesar de eficaz, essa estrat\u00e9gia \u00e9 cara. Pode-se gastar at\u00e9 \u20ac 80 mil para descelularizar uma \u00fanica traqueia. Esse custo, sem contar o da cirurgia e o da interna\u00e7\u00e3o, torna quase proibitivo o transplante de traqueia em seres humanos.<\/p>\n<p>Buscando uma alternativa, Thaiane e Elenice decidiram submeter as traqueias extra\u00eddas de doadores a uma sequ\u00eancia de tratamentos qu\u00edmicos e f\u00edsicos que produzissem um resultado semelhante ao obtido com as enzimas. Primeiro, removeram cirurgicamente a traqueia e a banharam em um potente detergente, que ajuda a desfazer a membrana das c\u00e9lulas. Em seguida, usaram uma prensa para comprimi-la suavemente, antes de faz\u00ea-la passar por alguns ciclos de congelamento e descongelamento e imers\u00e3o em um l\u00edquido agitado por vibra\u00e7\u00f5es ultrass\u00f4nicas. Por \u00faltimo, a traqueia passou um per\u00edodo exposta \u00e0 luz emitida por diodos (LEDs).<\/p>\n<p><strong>Pe\u00e7as de ret\u00edfica<br \/>\n<\/strong>As traqueias livres de c\u00e9lulas obtidas com essa t\u00e9cnica foram testadas em coelhos, com resultados promissores. N\u00e3o houve rejei\u00e7\u00e3o ao transplante e os roedores sobreviveram por um per\u00edodo que, para humanos, equivale a 10 anos. Com base nesses resultados, Elenice prop\u00f4s ao f\u00edsico Vanderlei Bagnato, da Universidade de S\u00e3o Paulo em S\u00e3o Carlos, desenvolver um equipamento integrando todas as etapas da t\u00e9cnica. Recentemente eles depositaram um pedido de patente do aparelho, cujo prot\u00f3tipo se encontra em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que trabalha no equipamento, o grupo de Botucatu prepara a pr\u00f3xima fase de testes, com su\u00ednos, etapa necess\u00e1ria antes do in\u00edcio dos estudos com seres humanos. Al\u00e9m de analisar a efic\u00e1cia das t\u00e9cnicas de descelulariza\u00e7\u00e3o e recelulariza\u00e7\u00e3o de traqueias, o grupo pretende nos pr\u00f3ximos anos testar traqueias artificiais feitas a partir de uma nova tecnologia, a ser desenvolvida em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT) e o Instituto do Cora\u00e7\u00e3o (InCor) da Universidade de S\u00e3o Paulo, ambos na capital paulista, e o Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer, em Campinas.<\/p>\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o prev\u00ea que o LEC forne\u00e7a ao IPT prote\u00ednas humanas para serem usadas na produ\u00e7\u00e3o de um tecido nanoestruturado. No Centro Renato Archer, placas desse nanotecido dever\u00e3o alimentar uma impressora 3D, que ir\u00e1 esculpir novas traqueias. Uma vez prontas, elas dever\u00e3o ser remetidas ao LEC para a etapa de recelulariza\u00e7\u00e3o. \u201cQueremos avaliar se essa op\u00e7\u00e3o se mostra t\u00e3o boa quanto o uso das traqueias naturais\u201d, diz Elenice. \u201cTalvez o futuro dos transplantes esteja nesses novos materiais.\u201d<\/p>\n<p>No mundo todo existe uma demanda por traqueias para transplante. Elas s\u00e3o necess\u00e1rias para substituir a traqueia de crian\u00e7as que nascem com estreitamento nesse tubo que leva o ar do nariz aos pulm\u00f5es \u2013 enfermidade conhecida como atresia cong\u00eanita da traqueia, que atinge tr\u00eas crian\u00e7as em cada 100 mil nascidas vivas \u2013 e tamb\u00e9m as de adultos que passam por longos per\u00edodos de interna\u00e7\u00e3o respirando por meio de aparelhos. \u201cNo Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo h\u00e1 uma fila de cerca de 300 pessoas \u00e0 espera de um transplante de traqueia\u201d, conta Elenice. \u201cEm muitos casos, s\u00e3o adultos jovens que sofreram acidentes de tr\u00e2nsito.\u201d<\/p>\n<p>A literatura m\u00e9dica internacional traz relatos de aproximadamente 30 pessoas que receberam, de modo experimental, o implante de traqueia obtida por meio de engenharia celular. Mas ainda n\u00e3o se conhecem os resultados, que est\u00e3o sob an\u00e1lise. \u201cA engenharia celular pode fornecer uma esperan\u00e7a concreta para pacientes com les\u00f5es cr\u00f4nicas em \u00f3rg\u00e3os de dif\u00edcil abordagem terap\u00eautica na atualidade\u201d, diz Elenice. Em sua opini\u00e3o, h\u00e1 motivos para investir na cria\u00e7\u00e3o de traqueias e vasos sangu\u00edneos artificiais, uma vez que \u00e9 dif\u00edcil obter essas estruturas naturais, que dependem de doadores de \u00f3rg\u00e3os. \u201c\u00c0s vezes, comparo nosso m\u00e9todo a uma ret\u00edfica de pe\u00e7as, que recupera as usadas e as deixa prontas para o transplante\u201d, exemplifica Elenice. \u201cCriar traqueias artificiais abriria a possibilidade de trabalharmos com pe\u00e7as novas em folha para o processo de recelulariza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Refer\u00eancia em engenharia celular no Brasil, a bi\u00f3loga Nance Nardi, da Universidade Luterana do Brasil, no Rio Grande do Sul, explica que a pesquisa nessa \u00e1rea come\u00e7ou com vasos e traqueias por causa da relativa simplicidade dessas estruturas. \u201cJ\u00e1 h\u00e1 estudos com \u00f3rg\u00e3os mais complexos, como o f\u00edgado, mas est\u00e3o em est\u00e1gios mais preliminares\u201d, diz. Nance v\u00ea no crescente dom\u00ednio do processo de descelulariza\u00e7\u00e3o uma das chaves para o progresso apresentado pelo LEC. \u201cRemover as c\u00e9lulas de um arcabou\u00e7o sem comprometer a sua integridade ainda \u00e9 algo bem dif\u00edcil\u201d, avalia. \u201cO trabalho deles tem conseguido boa repercuss\u00e3o, mas ainda deve levar algum tempo at\u00e9 que esses procedimentos se tornem cotidianos nas salas de cirurgia.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>: \u00a0Revista Fapesp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine uma reforma de casa t\u00e3o radical que inclua a remo\u00e7\u00e3o da pintura e do reboco das paredes, deixando desnudos os tijolos que formam a sua estrutura. 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