{"id":5730,"date":"2015-01-20T08:18:27","date_gmt":"2015-01-20T11:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=5730"},"modified":"2015-01-27T18:27:40","modified_gmt":"2015-01-27T21:27:40","slug":"biblioteca-scielo-lanca-diretrizes-internacionalizar-colecao-revistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/biblioteca-scielo-lanca-diretrizes-internacionalizar-colecao-revistas\/","title":{"rendered":"Biblioteca SciELO lan\u00e7a diretrizes para internacionalizar sua cole\u00e7\u00e3o de revistas"},"content":{"rendered":"<p>2015 promete ser um ano de mudan\u00e7a para a biblioteca virtual SciELO (sigla de Scientific Eletronic Library On Line), cole\u00e7\u00e3o de 280 revistas cient\u00edficas brasileiras dispon\u00edveis de modo aberto e gratuito na internet. A ado\u00e7\u00e3o de novos crit\u00e9rios para admiss\u00e3o e perman\u00eancia de publica\u00e7\u00f5es na biblioteca exigir\u00e1 que as revistas promovam medidas concretas para aumentar a presen\u00e7a e o impacto internacional de seus artigos. Entre as mudan\u00e7as, cujas metas dever\u00e3o ser cumpridas at\u00e9 o final de 2016, destaca-se o crescimento da quantidade de artigos escritos em ingl\u00eas. Dentro de dois anos, esse quinh\u00e3o deve chegar a 75% dos\u00a0<em>papers<\/em>. Hoje, est\u00e1 na casa dos 60%. \u201cA gente observa que o n\u00famero de cita\u00e7\u00f5es de artigos n\u00e3o cresce porque j\u00e1 foi atingido o limite entre o p\u00fablico que fala portugu\u00eas. \u00c9 preciso ir al\u00e9m desse universo dom\u00e9stico\u201d, diz Abel Packer, diretor da biblioteca, que discutiu as novas regras na reuni\u00e3o anual da SciELO realizada na FAPESP, no dia 2 de dezembro \u00faltimo.<\/p>\n<p>Os novos crit\u00e9rios tamb\u00e9m projetam um aumento do contingente, oriundo do exterior, tanto de autores de\u00a0<em>papers\u00a0<\/em>como de membros do conselho editorial das revistas e de pesquisadores que d\u00e3o pareceres sobre os artigos\u00a0\u2013 a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de que tenha afilia\u00e7\u00e3o estrangeira uma parcela de 35% dos autores, editores e pareceristas. Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP, a internacionaliza\u00e7\u00e3o dos peri\u00f3dicos refletir\u00e1 no impacto das publica\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 um esfor\u00e7o que, somado a outros, contribuir\u00e1 para a inser\u00e7\u00e3o dos nossos pesquisadores no contexto internacional da ci\u00eancia, aumentando sua competitividade. Nossa produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica cresce consideravelmente e o desafio agora \u00e9 aumentar seu impacto\u201d, disse Brito Cruz, durante a reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 metas espec\u00edficas para cada campo do conhecimento. Para \u00e1reas em que a interlocu\u00e7\u00e3o com parceiros internacionais j\u00e1 \u00e9 consagrada, como biologia, engenharias e ci\u00eancias exatas e da Terra, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que 85% dos artigos originais e de revis\u00e3o sejam escritos em ingl\u00eas. J\u00e1 \u00e1reas em que a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mant\u00e9m impacto de car\u00e1ter mais regional e ainda s\u00e3o divulgadas predominantemente em portugu\u00eas, como lingu\u00edstica, letras, artes, humanidades e ci\u00eancias sociais aplicadas, a recomenda\u00e7\u00e3o tem um patamar inferior, na casa dos 30%. As metas valem para o conjunto de revistas de uma determinada \u00e1rea \u2013 essas m\u00e9dias, portanto, poder\u00e3o ser alcan\u00e7adas pela soma de revistas que superem a recomenda\u00e7\u00e3o e outras que fiquem aqu\u00e9m dela. A ideia \u00e9 que entre 20% e 25% dos peri\u00f3dicos da cole\u00e7\u00e3o sejam predominantemente internacionais \u2013 hoje eles s\u00e3o 14%. H\u00e1 uma novidade t\u00e9cnica. Trata-se da exig\u00eancia de que os textos sejam estruturados segundo a linguagem XML (acr\u00f4nimo de eXtensible Markup Language), que facilita o processamento dos artigos por programas de computador.<\/p>\n<p>A biblioteca SciELO \u00e9 um programa especial da FAPESP, lan\u00e7ado em 1997, a que se atribui um aumento da qualidade de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do pa\u00eds. Peri\u00f3dicos s\u00f3 s\u00e3o admitidos na cole\u00e7\u00e3o depois de passarem por crivos que atestam sua seriedade, como a exist\u00eancia de corpo editorial qualificado, a assiduidade da publica\u00e7\u00e3o e o cumprimento de normas t\u00e9cnicas que regem a comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica internacional.\u00a0Ao estimular as publica\u00e7\u00f5es a seguir normas de qualidade, o programa SciELO ajudou muitas delas a se qualificar para integrar bases de dados internacionais. O n\u00famero de peri\u00f3dicos brasileiros na base Web of Science (WoS) aumentou de 30 t\u00edtulos em 2007 para 134 em 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Captura-de-Tela-2015-01-20-\u00e0s-09.20.06.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5732\" alt=\"Captura de Tela 2015-01-20 \u00e0s 09.20.06\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Captura-de-Tela-2015-01-20-\u00e0s-09.20.06.png\" width=\"700\" height=\"238\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Captura-de-Tela-2015-01-20-\u00e0s-09.20.06.png 700w, \/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Captura-de-Tela-2015-01-20-\u00e0s-09.20.06-300x102.png 300w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00f5es<br \/>\n<\/strong>O que acontecer\u00e1 se as metas estabelecidas n\u00e3o forem alcan\u00e7adas? \u201cH\u00e1 duas formas de obter equil\u00edbrio: admitindo mais revistas de car\u00e1ter internacional na cole\u00e7\u00e3o e reduzindo o n\u00famero de revistas predominantemente nacionais\u201d, explica Packer. A possibilidade de que a biblioteca Sci-ELO descredencie algumas de suas revistas despertou rea\u00e7\u00f5es. Em 18 de novembro de 2014, editores de peri\u00f3dicos de sa\u00fade coletiva lan\u00e7aram uma declara\u00e7\u00e3o criticando o que consideram uma interfer\u00eancia na autonomia editorial dos peri\u00f3dicos. \u201cO portal foi criado a partir da ideia generosa de fortalecer as publica\u00e7\u00f5es nacionais e\u00a0contribuir para o di\u00e1logo Sul-Sul e ao longo do tempo contribuiu e favoreceu a maior visibilidade dos\u00a0peri\u00f3dicos nacionais\u201d, diz o texto, assinado por editores de nove revistas. Packer discorda que haja uma interven\u00e7\u00e3o nas pol\u00edticas editoriais das publica\u00e7\u00f5es. \u201cTrata-se do uso de indicadores de controle m\u00e1ximo e m\u00ednimo de avalia\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o, vari\u00e1vel entre as \u00e1reas tem\u00e1ticas, baseado numa expectativa de desempenho. Um dos objetivos da SciELO \u00e9 contribuir para aumentar o impacto da ci\u00eancia brasileira e esse \u00e9 um dos motivos pelos quais a FAPESP financia o programa\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Um dos signat\u00e1rios da carta, o editor da\u00a0<em>Revista Brasileira de Epidemiologia,\u00a0<\/em>Moises Goldbaum, ressalta que as revistas de sa\u00fade coletiva s\u00e3o favor\u00e1veis a medidas de internacionaliza\u00e7\u00e3o. Mas critica o que considera uma camisa de for\u00e7a imposta pelas diretrizes. \u201cV\u00e1rias das nossas revistas j\u00e1 publicam seu conte\u00fado em ingl\u00eas e em portugu\u00eas simultaneamente, bem como aceitamos artigos em espanhol, por acharmos importante para o interc\u00e2mbio Sul-Sul. Da mesma forma, observamos que muitos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa na \u00c1frica beneficiam-se dos nossos artigos em portugu\u00eas, assim como gestores de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil, que nem sempre dominam o ingl\u00eas e s\u00e3o alvo de nossa produ\u00e7\u00e3o\u201d, diz Goldbaum, que \u00e9 professor da Faculdade de Medicina da USP. Ele afirma que n\u00e3o seria dif\u00edcil cumprir outras diretrizes. \u201cEu conseguiria publicar mais artigos de autores estrangeiros na\u00a0<em>Revista Brasileira de Epidemiologia<\/em>, mas\u00a0 contemplando uma demanda n\u00e3o qualificada. Rejeitamos muitos artigos de m\u00e1 qualidade vindos de fora. Tamb\u00e9m posso conseguir mais editores estrangeiros, mas tenho quase certeza de que seria uma representa\u00e7\u00e3o honor\u00edfica. Como boa parte dos artigos trata de temas regionais, talvez esses editores n\u00e3o possam contribuir\u201d, afirma. Para Goldbaum, o estabelecimento de estrat\u00e9gias de internacionaliza\u00e7\u00e3o deveria ser considerado a partir da defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas do pa\u00eds, quando se pudesse melhor financiar nossas revistas e profissionalizar os corpos editoriais. \u201cAo lado disso, se nossos alunos fossem fazer doutorado sandu\u00edche ou p\u00f3s-doutorado no exterior com mais frequ\u00eancia e o resultado fossem pesquisas conjuntas com colegas de fora, a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica resultante disso seria mais internacionalmente qualificada.\u201d<\/p>\n<p><strong>Patamar baixo<br \/>\n<\/strong>Carlos Menck, professor do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da USP e editor da\u00a0<em>Genetics and Molecular Biology<\/em>, concorda com os novos crit\u00e9rios da SciELO, mas prop\u00f5e outro foco para a discuss\u00e3o. Considera pouco satisfat\u00f3rio que o fator de impacto da revista que dirige, editada pela Sociedade Brasileira de Gen\u00e9tica, venha crescendo num ritmo lento apesar dos esfor\u00e7os feitos para internacionaliz\u00e1-la: desde 2012 ela est\u00e1 dispon\u00edvel na linguagem XML, quando foi admitida na base de dados PubMed; seus textos s\u00e3o em ingl\u00eas; metade dos artigos \u00e9 assinada por autores do exterior; e o rigor na admiss\u00e3o de manuscritos \u00e9 crescente (por baixa qualidade, 60% dos artigos de brasileiros s\u00e3o rejeitados, assim como 80% dos de estrangeiros). Admite que a revista pode melhorar \u2013 o \u00edndice de artigos que n\u00e3o receberam cita\u00e7\u00e3o em 2014 est\u00e1 na casa dos 40%. \u201c\u00c9 um n\u00famero elevado, mas estamos conseguindo melhorar isso. N\u00e3o concordo com a ideia, defendida por alguns editores, de que \u00e9 admiss\u00edvel publicar revistas sem se preocupar que sejam citadas. Isso n\u00e3o faz sentido\u201d, afirma. \u201cDarei pulos de alegria se o fator de impacto for maior do que 1 nos pr\u00f3ximos meses, mas esse patamar ainda \u00e9 baixo. Precisar\u00edamos ter v\u00e1rias revistas brasileiras com fator de impacto de pelo menos 2, de modo sustent\u00e1vel. H\u00e1 algo de errado com a nossa estrat\u00e9gia\u201d, diz o professor, que considera a hip\u00f3tese de assinar contrato com uma grande editora internacional para publicar a revista. \u201cA vantagem \u00e9 que o\u00a0<em>publisher<\/em>assume encargos pesados dos editores, como cuidar da editora\u00e7\u00e3o, ajudar a divulgar os artigos e melhorar o\u00a0<em>site<\/em>\u00a0da publica\u00e7\u00e3o, num ambiente competitivo internacionalmente, em que se busca a qualidade editorial e tamb\u00e9m ganhar dinheiro. E o editor fica livre para cuidar da qualidade dos artigos\u201d, diz Menck.<\/p>\n<p>A Coordena\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">Aperfei\u00e7oamento<\/a> de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) manifestou interesse em contratar uma editora estrangeira para publicar em acesso aberto cerca de 100 revistas cient\u00edficas brasileiras \u2013 o que gerou forte rea\u00e7\u00e3o dos editores brasileiros. \u201cA proposta da Capes poderia ser repensada para favorecer o aparecimento de algumas revistas que tenham realmente n\u00edvel internacional\u201d, diz Menck. Segundo ele, a contrata\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>publishers<\/em>\u00a0internacionais pode ajudar as revistas brasileiras. \u201cA op\u00e7\u00e3o seria termos um\u00a0<em>publisher<\/em>\u00a0brasileiro de n\u00edvel internacional. Estamos longe disso, e certamente este \u00e9 um desafio a ser encarado no Brasil, pois \u00e9 uma ind\u00fastria muito forte financeiramente. Fazer com que editoras brasileiras alcancem n\u00edvel internacional \u00e9 um desafio maior ainda\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Prest\u00edgio<br \/>\n<\/strong>Dados apresentados por Rog\u00e9rio Meneghini, da SciELO, na reuni\u00e3o anual, sugerem que a ado\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>publishers<\/em>\u00a0comerciais n\u00e3o resultou automaticamente num aumento no impacto de peri\u00f3dicos que passaram por essa experi\u00eancia em v\u00e1rios pa\u00edses. Tamb\u00e9m na reuni\u00e3o, Hooman Momen, at\u00e9 recentemente editor do\u00a0<em>Bulletin of the World Health Organization<\/em>, apresentou as caracter\u00edsticas que identificam peri\u00f3dicos de prest\u00edgio internacional. Ele defendeu a cria\u00e7\u00e3o de uma plataforma avan\u00e7ada para a editora\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o dos peri\u00f3dicos do Brasil a fim de fortalecer a competitividade internacional. E destacou que a SciELO poderia responsabilizar-se pela opera\u00e7\u00e3o dessa plataforma.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de dar um car\u00e1ter mais internacional a uma revista cient\u00edfica costuma causar estranhamento entre alguns editores e autores \u2013 e os resultados s\u00f3 aparecem no m\u00e9dio prazo. O caso da\u00a0<em>Revista Brasileira de Psiquiatria<\/em>, hoje o segundo peri\u00f3dico brasileiro de maior repercuss\u00e3o, com fator de impacto 1,63, mostra as dificuldades desse percurso. H\u00e1 15 anos, quando o editor-chefe era o professor Jair de Mari, da Unifesp, decidiu-se publicar o conte\u00fado da revista em ingl\u00eas. A princ\u00edpio, a revista tornou-se bil\u00edngue. Depois, os n\u00fameros regulares passaram a sair apenas em ingl\u00eas e os suplementos nas duas l\u00ednguas. E, por fim, tudo em ingl\u00eas. \u201cHouve cr\u00edticas ao fato de uma revista que tem \u2018brasileira\u2019 no nome fosse publicada em ingl\u00eas. Tivemos de fazer um trabalho para que a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria, que edita a revista, entendesse que n\u00e3o havia op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o adotar o ingl\u00eas se quis\u00e9ssemos que a revista cumprisse sua finalidade de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d, lembra Flavio Kapczinski, um dos editores-chefes da revista. \u201cAlguns diziam que o p\u00fablico brasileiro que n\u00e3o l\u00ea em ingl\u00eas ficaria alienado. Mas o ingl\u00eas \u00e9 l\u00edngua-padr\u00e3o para a nossa \u00e1rea, e peri\u00f3dicos do Jap\u00e3o, da China e da Europa adotam o ingl\u00eas como idioma\u201d, afirma Kapczinski, que \u00e9 professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O reconhecimento da revista dependeu tamb\u00e9m de outros fatores. \u201cA psiquiatria brasileira foi acumulando massa cr\u00edtica, com dois programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o com nota 7 da Capes, altamente internacionalizados, e outros dois com nota 6. Isso gerou um fluxo importante de bons artigos e ajudou a atrair artigos escritos por pesquisadores estrangeiros\u201d, diz Kapczinski. Com a demanda qualificada, a revista consegue selecionar 20% dos artigos submetidos. \u201cPara manter a revista competitiva, \u00e9 importante avaliar os\u00a0<em>papers<\/em>\u00a0rapidamente, dizendo sim ou n\u00e3o, e publicando\u00a0<em>on-line<\/em>assim que o manuscrito \u00e9 aceito. Os autores esperam uma resposta r\u00e1pida da revista, para poder oferecer o artigo para outra publica\u00e7\u00e3o se a resposta for negativa.\u201d Cerca de metade do corpo de editores e dos pareceristas \u00e9 do exterior. Para Kapczinski, as mudan\u00e7as propostas pela SciELO s\u00e3o bem-vindas. \u201cMais do que isso, s\u00e3o mandat\u00f3rias. N\u00e3o existe a possibilidade de internacionalizar a revista sem internacionalizar seus procedimentos. O papel do peri\u00f3dico \u00e9 servir \u00e0 ci\u00eancia, n\u00e3o fazer reserva de mercado\u201d, avalia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2015\/01\/19\/para-ampliar-o-impacto\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2015 promete ser um ano de mudan\u00e7a para a biblioteca virtual SciELO (sigla de Scientific Eletronic Library On Line), cole\u00e7\u00e3o de 280 revistas cient\u00edficas brasileiras dispon\u00edveis de modo aberto e gratuito na internet.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":5731,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-5730","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5730","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5730"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5730\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5731"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5730"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5730"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5730"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}