{"id":48259,"date":"2026-07-27T14:00:31","date_gmt":"2026-07-27T14:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=48259"},"modified":"2026-07-31T14:03:03","modified_gmt":"2026-07-31T14:03:03","slug":"nada-de-procedimentos-sem-imagens-e-avaliacao-da-saude-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/nada-de-procedimentos-sem-imagens-e-avaliacao-da-saude-geral\/","title":{"rendered":"Nada de procedimentos sem imagens e avalia\u00e7\u00e3o da sa\u00fade geral"},"content":{"rendered":"<p><em>Por: Alberto Consolaro<\/em><\/p>\n<p>Em 1980 para se fazer tratamento ortod\u00f4ntico a pessoa tinha que ser perfeita. Ter dentes h\u00edgidos, sem tratamento de canal e nem usar pr\u00f3teses. N\u00e3o poderia ter nenhuma doen\u00e7a sist\u00eamica ou local. Acima de 20 anos, j\u00e1 tinha passado o momento. S\u00f3 existiam radiografias periapicais, aquelas bem pequenas, e as panor\u00e2micas maiores, ambas anal\u00f3gicas e limitadas. Era o que t\u00ednhamos para ver ra\u00edzes e ossos.<\/p>\n<p>Hoje, se pode movimentar dentes com canais tratados, implantes e at\u00e9 sequelados de doen\u00e7a periodontal. As radiografias passaram a ser digitais o que otimizou a vis\u00e3o interna dos dentes e ossos. E o mais importante, passou-se a ter custo acess\u00edvel as tomografias que oferecem nos uma vis\u00e3o tridimensional completa internamente, onde vamos diagnosticar e operar.<\/p>\n<p>Desde 1980, tirar dentes sem radiografias \u00e9 uma loucura e coisa de dentista pr\u00e1tico sem fundamento cientifico. Esses pseudo-profissionais at\u00e9 bravejavam, que se precisassem de radiografia para tirar dentes, eles aposentariam! \u00c9 muita ignor\u00e2ncia e um profissional de verdade, sempre tem a radiografia pr\u00e9via, no m\u00ednimo, para se extrair um dente, mas em 2026 o ideal e seguro \u00e9 a tomografia. Sem imagens pr\u00e9vias, \u00e9 imper\u00edcia.<\/p>\n<p>Hoje, operar os dentes e maxilares sem tomografia \u00e9 se recusar a saber como est\u00e3o as ra\u00edzes e os ossos, antes desta decis\u00e3o perigosa com a vida do paciente. Infelizmente, ainda temos profissionais e cl\u00ednicas que n\u00e3o usam tomografias no atendimento dos pacientes, pois em suas faculdades, n\u00e3o aprenderam ou n\u00e3o tinham este aparelho em sua pr\u00e1tica, o que \u00e9 lament\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>SA\u00daDE GERAL<\/strong><br \/>\nAo olharmos uma pessoa linda e maravilhosa, n\u00e3o sabemos como est\u00e1 a sa\u00fade geral. Esta pessoa pode ter anemia, diabete melito, imunodepress\u00e3o, desnutri\u00e7\u00e3o pelos regimes malucos, ser oncol\u00f3gica em tratamento com quimioterapia, imunoterapia e ou radioterapia, ter leucemias e outras neoplasias ainda sem diagn\u00f3stico, ser etilista e ainda usar drogas e ter outros v\u00edcios.<\/p>\n<p>Quando o paciente chegava ao consult\u00f3rio at\u00e9 2010, se fazia, e ainda se faz, uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e oral dos sinais e sintomas, mas mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 suficiente, pois vivem entre n\u00f3s muitas pessoas debilitadas que n\u00e3o aparentam ser, gra\u00e7as aos avan\u00e7os da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 2026, temos como superar esta dificuldade com exames pr\u00e9vios ao atendimento de qualquer especialidade cl\u00ednica. Os exames ficaram muito acess\u00edveis no pre\u00e7o e podem ser feitos nos laborat\u00f3rios e tamb\u00e9m nas farm\u00e1cias. Se o paciente apresentar altera\u00e7\u00f5es nos exames devem ser encaminhados para uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o se faz isto e o profissional de qualquer especialidade opera o paciente assim mesmo, a chance de complica\u00e7\u00f5es clinicas com hemorragias, dissemina\u00e7\u00e3o infecciosa e sepse aumenta muito, colocando em risco a vida do paciente e a sua profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>REFLEX\u00c3O FINAL<\/strong><br \/>\nNa imprensa, s\u00e3o comuns os relatos de casos odontol\u00f3gicos complicados enviados a hospitais. Quase sempre, quando se adentra nos detalhes destes casos, faltaram imagens pr\u00e9vias e ou exames complementares pr\u00e9vios para avaliar a situa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade geral do paciente.<\/p>\n<p>A Odontologia deste s\u00e9culo tem acessibilidade (custo e log\u00edstica) a radiografias, tomografia e agora resson\u00e2ncia magn\u00e9tica odontol\u00f3gica, inclusive nas faculdades de odontologia. Tamb\u00e9m temos acessibilidade a exames de sangue e outras secre\u00e7\u00f5es que mapeiam rapidamente a sa\u00fade geral do paciente, antes de qualquer interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Os profissionais n\u00e3o devem intervir em pacientes sem ter as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de um diagn\u00f3stico preciso para uma interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica segura. Toda responsabilidade \u00e9 do profissional que n\u00e3o deve ceder a press\u00f5es politicas e empregat\u00edcias. Odontologia s\u00f3 com \u00e9tica e seguran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alberto Consolaro Em 1980 para se fazer tratamento ortod\u00f4ntico a pessoa tinha que ser perfeita. Ter dentes h\u00edgidos, sem tratamento de canal e nem usar pr\u00f3teses. N\u00e3o poderia ter nenhuma doen\u00e7a sist\u00eamica ou local. Acima de 20 anos, j\u00e1 tinha passado o momento. 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