{"id":48246,"date":"2026-07-22T08:00:44","date_gmt":"2026-07-22T08:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=48246"},"modified":"2026-07-21T12:44:44","modified_gmt":"2026-07-21T12:44:44","slug":"esmalte-dentario-nao-regenera-nem-repara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/esmalte-dentario-nao-regenera-nem-repara\/","title":{"rendered":"Esmalte dent\u00e1rio n\u00e3o regenera, nem repara"},"content":{"rendered":"<p><em>Por: Alberto Consolaro<\/em><\/p>\n<p>1. Um tecido pode se regenerar como o epit\u00e9lio da pele quando as c\u00e9lulas vizinhas ao dano proliferam diretamente, sem intermedi\u00e1rios e assumem a estrutura e fun\u00e7\u00f5es das perdidas. S\u00e3o mitoticamente competentes e proliferam \u00e0 vontade como os hepat\u00f3citos e as c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea. Este processo direto se chama REGENERAC\u00c3O.<\/p>\n<p>2. Algumas c\u00e9lulas n\u00e3o proliferam mais o suficiente para regenerar os danos ocorridos. Isto acontece com as c\u00e9lulas musculares e os neur\u00f4nios. Elas perderam a capacidade de entrar em mitose e gerar novas c\u00e9lulas para recompor as c\u00e9lulas perdidas.<\/p>\n<p>3. Temos um terceiro tipo de c\u00e9lulas que s\u00e3o aquelas quando estimuladas adequadamente por mediadores da inflama\u00e7\u00e3o, proliferam de forma eficiente para reconstruir as partes perdidas. S\u00e3o os fibroblastos, osteoblastos, condroblastos al\u00e9m de outras.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas do tipo 3 n\u00e3o conseguem se recompor diretamente dos danos. No local do dano, as c\u00e9lulas vizinhas ir\u00e3o voltar a um est\u00e1gio quase embrion\u00e1rio para formar de novo vasos, nervos, fibras col\u00e1genas e novas c\u00e9lulas gerando um tecido intermedi\u00e1rio que vai se amadurecer em alguns dias com um novo tecido muito parecido ou at\u00e9 igual ao que tinha ali naquele local que foi agredido.<\/p>\n<p>Este tecido quase embrion\u00e1rio se chama tecido de granula\u00e7\u00e3o e serve para este processo indireto de recompor os tecidos que se chama de REPARA\u00c7\u00c3O como acontece na derme, osso, e outros tecidos conjuntivos do corpo.<\/p>\n<p><strong>N\u00c3O FORMA MAIS<\/strong><br \/>\nCada parte do corpo tem caracter\u00edsticas muito especiais. O esmalte dent\u00e1rio \u00e9 o tecido mais duro e mineralizado do corpo. \u00c9 formado antes do dente aparecer na boca, no interior dos ossos maxilares por c\u00e9lulas chamadas de ameloblastos. Quando o dente est\u00e1 na boca, significa que estas c\u00e9lulas morreram por apoptose e n\u00e3o tem mais como voltar a produzir esmalte.<br \/>\nN\u00e3o existe a m\u00ednima possibilidade de ressuscitarem e voltar a reconstruir o esmalte reproduzindo suas estruturas b\u00e1sicas ou colunas, chamadas de prismas de esmalte. Uma camada muito fininha e externa da superf\u00edcie do esmalte \u00e9 aprism\u00e1tica e composta por cristais de hidroxiapatita e fluorapatita.<\/p>\n<p>Depois que apareceu na boca, o que se pode induzir no esmalte formado s\u00e3o trocas i\u00f4nicas nos cristais e at\u00e9 recompor alguns que possam ter sido modificados por \u00e1cidos bacterianos e de outras origem como os clareadores dent\u00e1rios e alimentos. Isto pode ser chamado de remineraliza\u00e7\u00e3o ou recristaliza\u00e7\u00e3o, mas nunca de REGENERA\u00c7\u00c3O e nem de REPARAC\u00c3O do esmalte dent\u00e1rio. Estas trocas ocorre naturalmente com a saliva, alimentos e bebidas.<\/p>\n<p>Quando um \u00e1cido bacteriano atua sobre o esmalte dent\u00e1rio teremos a C\u00c1RIE DENT\u00c1RIA que pode ser natural ou experimental. Se um \u00e1cido de origem n\u00e3o microbiana atuar sobre o esmalte removendo \u00edons, o processo \u00e9 conhecido como EROS\u00c3O DENT\u00c1RIA.<\/p>\n<p>Em suas fases mais iniciais se pode interferir nestes processos para remineralizar ou recristalizar recompondo o conte\u00fado mineral, mas jamais este processo deve ser chamado de REGENERA\u00c7\u00c3O ou de REPARA\u00c7\u00c3O do esmalte dent\u00e1rio. Tem um ponto bem precoce no tempo, que a eros\u00e3o e a c\u00e1rie n\u00e3o tem mais como voltar atr\u00e1s desta forma.<\/p>\n<p><strong>REFLEX\u00c3O FINAL<\/strong><br \/>\nSe um produto qualquer prometer recompor o conte\u00fado mineral nas fases muito iniciais, ainda antes de ser c\u00e1rie ou eros\u00e3o precoce, j\u00e1 teremos um benef\u00edcio muito bom. Nem precisaria sugerir aos pacientes e aos profissionais que o produto faria o esmalte dent\u00e1rio passar por um processo de REGENERA\u00c7\u00c3O ou de REPARA\u00c7\u00c3O, pois isto fere conceitos universais estabelecidos pelas ci\u00eancias b\u00e1sicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alberto Consolaro 1. Um tecido pode se regenerar como o epit\u00e9lio da pele quando as c\u00e9lulas vizinhas ao dano proliferam diretamente, sem intermedi\u00e1rios e assumem a estrutura e fun\u00e7\u00f5es das perdidas. S\u00e3o mitoticamente competentes e proliferam \u00e0 vontade como os hepat\u00f3citos e as c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea. Este processo direto se chama REGENERAC\u00c3O. 2.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":48247,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4764,1917,1660,351,757,299,3549],"tags":[],"class_list":["post-48246","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-capa","category-alberto-consolaro","category-colunistas","category-destaque","category-home","category-noticias","category-news"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48246"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48246\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48248,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48246\/revisions\/48248"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}