{"id":47759,"date":"2026-01-26T08:00:53","date_gmt":"2026-01-26T08:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=47759"},"modified":"2026-01-28T23:42:49","modified_gmt":"2026-01-28T23:42:49","slug":"faculdade-com-avaliacao-ruim-e-o-mestrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/faculdade-com-avaliacao-ruim-e-o-mestrado\/","title":{"rendered":"Faculdade com avalia\u00e7\u00e3o ruim e o mestrado"},"content":{"rendered":"<p><em>Por: Alberto Consolaro<\/em><\/p>\n<p>Nas faculdades com conceitos ruins nas avalia\u00e7\u00f5es, quem ensina os graduandos a pensar? S\u00e3o os tutores, mentores, est\u00e1gi\u00e1rios, preceptores, mestrandos, doutorandos e profissionais que n\u00e3o t\u00eam forma\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e pedag\u00f3gica para ensinar as pessoas a pensar e adquirir uma capacidade anal\u00edtica e cr\u00edtica. Eles ensinam apenas o fazer t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Os mestrados foram criados para capacitar o corpo docente e formar profissionais competentes na arte de analisar e pensar, na arte de criar e inovar. N\u00e3o se pode cobrar capacidade de inova\u00e7\u00e3o, sem ensinar a analisar e a refletir. Mas, alguns mestrados se perderam e acabam dando t\u00edtulo de mestre sem capacitar para a vida acad\u00eamica. Mestrado \u00e9 apreender a ensinar!<\/p>\n<p><strong>PEDAGOGOS<br \/>\n<\/strong>Na Gr\u00e9cia, os escravos levavam as crian\u00e7as para todos os lugares. Eram filhos dengados e ricos que j\u00e1 se achavam poderosos. Os escravos para n\u00e3o serem punidos por discordar das crian\u00e7as, tinham que se virarem. Criaram t\u00e9cnicas, modos e outras artimanhas para conseguirem o objetivo, hoje conhecidas como metodologia de ensino. Este tipo de escravo passou a ser conhecido como \u201cpedagogo\u201d ou guia de crian\u00e7as. Aprenderam a tratar, trabalhar e educar as crian\u00e7as pela necessidade de preservar a vida.<\/p>\n<p>Educar \u00e9 induzir a busca e a reflex\u00e3o para se construir o conhecimento em si mesmo. Se a informa\u00e7\u00e3o chega e voc\u00ea e n\u00e3o interioriza, isto continua sendo informa\u00e7\u00e3o, logo esquecemos. A informa\u00e7\u00e3o vira conhecimento a partir do momento que a mente reflete, analisa, questiona e conclui.<\/p>\n<p>As pessoas adoram protocolos, pois \u201cacredita-se\u201d que sejam informa\u00e7\u00f5es testadas, mas principalmente porque n\u00e3o precisam analisar e pensar sobre elas. O uso de um protocolo \u00e9 autom\u00e1tico e nem se questiona, n\u00e3o se inova, n\u00e3o se evolui. O uso de protocolos \u00e9 t\u00e9cnico, n\u00e3o estimula criatividade e inova\u00e7\u00e3o, s\u00f3 o consumo.<\/p>\n<p><strong>O MESTRADO<br \/>\n<\/strong>O mestrado foi criado para uma pessoa que queira ser professor, aprenda as t\u00e9cnicas de abordagens e processamento de informa\u00e7\u00f5es para que se transformem em conhecimento a partir da reflex\u00e3o, criatividade, analise critica e capacidade de decis\u00e3o. O professor forma um individuo pensante e questionador, e n\u00e3o um fazente.<\/p>\n<p>No mestrado n\u00e3o se treina para virar especialista. No mestrado se ensina como abordar didaticamente determinados assuntos, como resgatar o conhecimento dispon\u00edvel na literatura analisando os bons e ruins para selecionar e usar na reflex\u00e3o e cr\u00edtica. Mestrado deve ter conte\u00fado de pedagogia, t\u00e9cnicas de apresenta\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de conhecimentos a ser transmitidos. Mestrados sem este conte\u00fado s\u00e3o especializa\u00e7\u00f5es, pois \u201cmestrado serve para formar mestres\u201d, simples assim, diria Lenine.<\/p>\n<p>Na maioria das escolas com notas baixas, os professores que est\u00e3o na sala de aula, laborat\u00f3rios e hospitais n\u00e3o t\u00eam mestrado onde aprenderiam ser pedagogos. S\u00e3o especialistas, preceptores, monitores, tutores, mentores ou outro nome que se d\u00ea a quem acompanha os alunos. O verdadeiro mestre forma pessoas a cada momento de conv\u00edvio.<\/p>\n<p>O tempo do mestrado \u00e9 o momento para testar e exercitar as t\u00e9cnicas de ensino, avaliar resultados, se familiarizar com as novas tecnologias, enfim s\u00e3o dois anos para se aprender a ser mestre ou professor na verdadeira concep\u00e7\u00e3o da palavra.<\/p>\n<p>Na hora de contratar um professor, estas universidades com avalia\u00e7\u00f5es ruins, n\u00e3o se contrata o verdadeiro mestre. Um aula-teste n\u00e3o serve para avaliar um bom professor, mas sim a conviv\u00eancia no dia a dia. Contrate provisoriamente por um a dois anos e observe-o na ambi\u00eancia acad\u00eamica como \u00e9 seu desempenho pessoal, acad\u00eamico e social. Depois o contrata em definitivo.<\/p>\n<p><strong>REFLEX\u00c3O FINAL<br \/>\n<\/strong>O perfil do aluno de uma universidade com mestres bem-preparados \u00e9 muto diferente daquele formado em sua vida acad\u00eamica por uma verdadeira colcha de retalhos em que cada tutor, monitor, mentor, preceptor e especialista deu o seu melhor, mas de forma desordenada e aleat\u00f3ria, sem compromisso para formar pessoas conscientes para agir na sociedade. Na hora de uma avalia\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, estes alunos acabam em conceitos ruins para a pr\u00f3pria escola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alberto Consolaro Nas faculdades com conceitos ruins nas avalia\u00e7\u00f5es, quem ensina os graduandos a pensar? 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