{"id":47443,"date":"2025-10-06T12:54:32","date_gmt":"2025-10-06T12:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=47443"},"modified":"2025-10-09T12:58:40","modified_gmt":"2025-10-09T12:58:40","slug":"alberto-consolaro-quem-leva-o-dente-para-fora-do-osso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/alberto-consolaro-quem-leva-o-dente-para-fora-do-osso\/","title":{"rendered":"Alberto Consolaro: &#8220;Quem leva o dente para fora do osso?&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto0 mt-4\">\n<p>Por: Alberto Consolaro<\/p>\n<p>Onde est\u00e3o os dentes antes de aparecerem na boca, pergunta a aluna. Como saem do osso? Quem os tiram de l\u00e1? Uau! Vou chamar o Professor Consolaro para conversar com voc\u00eas. E l\u00e1 fui para mais uma aventura do conhecimento cientifico na plan\u00edcie das mentes sedentas de saber.<\/p>\n<p>Embri\u00e3o \u00e9 um conjunto de tecidos geleificados, assim como s\u00e3o os prim\u00f3rdios da maxila e mand\u00edbula. O revestimento da boca primitiva do embri\u00e3o leva para o interior destes g\u00e9is, verdadeiras sementes diminutas que se desenvolvem como germes dent\u00e1rios em algumas semanas. S\u00f3 depois, os g\u00e9is ao redor se transformam em ossos dos maxilares, deixando os germes em cavernas chamadas de criptas, protegidos do meio ambiente bucal.<\/p>\n<p>O germe formado por c\u00e9lulas muito especiais, forma o esmalte e dentina da coroa, na forma de um sino, e s\u00f3 depois come\u00e7a a formar a raiz. Vamos imaginar na mand\u00edbula. Acreditava-se que enquanto a raiz formava, o dente ia sendo pressionado para cima, at\u00e9 que erupcionaria na mucosa bucal. Quem tiraria o dente do osso at\u00e9 chegar na boca, eram as ra\u00edzes, como se tivessem uma mola propulsora para cima.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"Publicidade back-cinzinha d-flex flex-column align-items-center publiescrito pt-2\">\n<div class=\"col-24 publi denakop-post-bauru-ad5\">\n<div id=\"denakop-membrana-1\">\n<div class=\"DNK_VIDEO\" data-yield-master-placement-inserted=\"\">\n<div>\n<div id=\"notsy_container_471265506\" class=\"SAM_VIDEO\" data-notsy-container-index=\"1\" data-notsy-mapped-container=\"1\">\n<div id=\"video_11496-container\" class=\"nts-container\" data-mobile=\"0\">\n<div id=\"video_11496-sub-container\" class=\"ym-video--sub-container\">\n<div id=\"video_11496-placeholder\">\n<p>A ci\u00eancia elabora hip\u00f3teses, usando-as para explicar, mas fica procurando provar que sejam verdadeiras ou falsas, at\u00e9 ter dados que provem o contr\u00e1rio ou as comprovem. Por cima do esmalte, no interior do osso, os tecidos moles chamados de \u201c\u00f3rg\u00e3o do esmalte\u201d, ao depositar suas \u00faltimas camadas na coroa, formam o epit\u00e9lio reduzido do \u00f3rg\u00e3o do esmalte, uma camada como a mucosa ou pele. Este epit\u00e9lio \u00e9 nutrido por vasos do tecido mole entre ele e o osso, chamado de tecido conjuntivo. Epit\u00e9lio e conjuntivo, formam uma membrana, ou uma touca, aderida ao esmalte chamada de fol\u00edculo pericoron\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>SER\u00c1?<\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas perguntaram: ser\u00e1 que em vez da raiz, n\u00e3o seria o fol\u00edculo pericoron\u00e1rio, a estrutura que abriria caminho para os dentes aparecerem na boca, saindo do osso. E logo come\u00e7aram as pesquisas. Na vertical, o dente tem o fol\u00edculo pericoron\u00e1rio, a coroa com esmalte, e a raiz com cemento recobrindo-a, ligando e separando-a do osso pelo ligamento periodontal com 0,25mm de espessura.<\/p>\n<p>Imagine que na d\u00e9cada de 80, os cientistas Donald R. Cahill e Sandy C. Marks Jr, em um grupo de dentes em c\u00e3es: 1\u00ba) Seccionaram a raiz logo abaixo da coroa, deixando-a com o fol\u00edculo pericoron\u00e1rio, e os dentes irromperam. 2\u00ba) Em outro grupo, removeram a coroa e deixaram o fol\u00edculo pericoron\u00e1rio com a raiz, e os dentes irromperam. 3\u00ba) No terceiro grupo, removeram s\u00f3 o fol\u00edculo pericoron\u00e1rio e deixaram dente no local, e os dentes n\u00e3o irromperam. 4\u00ba) E pasmem, em outros, removeram o dente inteiro, deixaram apenas o fol\u00edculo pericoron\u00e1rio e no lugar do dente, colocaram uma imita\u00e7\u00e3o ou r\u00e9plica de metal, e os dentes irromperam! A conclus\u00e3o \u00e9 que a estrutura essencial para a erup\u00e7\u00e3o levar os dentes para fora do osso e coloc\u00e1-los na boca, \u00e9 o Fol\u00edculo Pericoron\u00e1rio. Mas como?<\/p>\n<p><strong>REFLEX\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>O epit\u00e9lio no corpo, nunca ser\u00e1 vizinho de ossos, pois libera um mediador, como um l\u00edquido, que estimula a reabsor\u00e7\u00e3o de tecidos mineralizados e se chama EGF ou Fator de Crescimento Epid\u00e9rmico.<\/li>\n<li>Este mediador tamb\u00e9m controla a pr\u00f3pria prolifera\u00e7\u00e3o epitelial e passou a ter papel relevante no controle e terapia de certos carcinomas, os tumores malignos de origem epitelial. Se passado na pele em cremes, rejuvenesce e retarda as rugas e outros efeitos do envelhecimento. Por esta descoberta, Stanley Cohen ganhou o Premio Nobel de Medicina em 1986.<\/li>\n<li>O fol\u00edculo pericoron\u00e1rio tem epit\u00e9lio e libera muito EGF, estimulando a reabsor\u00e7\u00e3o do osso ao redor da coroa, abrindo caminho para chegarem at\u00e9 a superf\u00edcie do osso, promovendo a erup\u00e7\u00e3o na boca. Ou seja, dentes com ra\u00edzes completas, ainda t\u00eam potencial para irromperem se houver espa\u00e7o livre na trajet\u00f3ria eruptiva. A raiz pode participar da erup\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 essencial.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alberto Consolaro Onde est\u00e3o os dentes antes de aparecerem na boca, pergunta a aluna. Como saem do osso? Quem os tiram de l\u00e1? Uau! Vou chamar o Professor Consolaro para conversar com voc\u00eas. E l\u00e1 fui para mais uma aventura do conhecimento cientifico na plan\u00edcie das mentes sedentas de saber. Embri\u00e3o \u00e9 um conjunto<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":47444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4764,1917,1660,351,757,299,3549],"tags":[],"class_list":{"0":"post-47443","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-capa","8":"category-alberto-consolaro","9":"category-colunistas","10":"category-destaque","11":"category-home","12":"category-noticias","13":"category-news"},"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47443"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47445,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47443\/revisions\/47445"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}