{"id":47220,"date":"2025-08-25T15:18:19","date_gmt":"2025-08-25T15:18:19","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=47220"},"modified":"2025-08-25T15:18:19","modified_gmt":"2025-08-25T15:18:19","slug":"alberto-consolaro-fazer-o-canal-nao-faz-mal-a-ninguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/alberto-consolaro-fazer-o-canal-nao-faz-mal-a-ninguem\/","title":{"rendered":"Alberto Consolaro: &#8220;Fazer o canal n\u00e3o faz mal a ningu\u00e9m &#8220;"},"content":{"rendered":"<p><em>Por: Alberto Consolaro<\/em><\/p>\n<p>Quando a polpa dent\u00e1ria morre, deixa um espa\u00e7o vazio que dever\u00e1 ser preenchido ou obturado por um material que n\u00e3o agrida os tecidos, pois o canal se comunica com o corpo por um orif\u00edcio no final da raiz, chamado de forame apical.<\/p>\n<p>Os restos mortais da polpa devem ser removidos e o canal preparado, ou regularizado, para receber esta obtura\u00e7\u00e3o. Muitas vezes a polpa morre por ter sido atacada e invadida por bact\u00e9ria que contaminam o dente por dentro nos t\u00fabulos dentin\u00e1rios. Estas bact\u00e9rias invadem a polpa via c\u00e1rie ou por fratura acidental.<\/p>\n<p><strong>MAIS FRACO?<br \/>\n<\/strong>Considerando o rigor t\u00e9cnico e a evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, preparar o dente para se ter acesso ao canal se faz por uma abertura na coroa, perfurando o esmalte. Depois do tratamento endod\u00f4ntico, a coroa \u00e9 restaurada e tudo fica como era antes O dente ficar\u00e1 mais fraco estruturalmente pela c\u00e1rie ou fratura, o que destruiu boa parte do dente, e n\u00e3o por causa do tratamento endod\u00f4ntico.<\/p>\n<p>A polpa necrosada pode levar bact\u00e9rias para o \u00e1pice e induzir forma\u00e7\u00e3o de les\u00f5es inflamat\u00f3rias e c\u00edsticas. O tratamento endod\u00f4ntico nestes casos serve tamb\u00e9m para trat\u00e1-las, com uma alta taxa de sucesso. Se n\u00e3o curar ou se a les\u00e3o tiver outras evolu\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias, n\u00e3o foi pelo tratamento endod\u00f4ntico realizado e sim pela c\u00e1rie que necrosou o dente, que esparramou bact\u00e9rias para o osso ao redor do \u00e1pice do dente.<\/p>\n<p>O grau de efici\u00eancia e efic\u00e1cia do tratamento endod\u00f4ntico feito por especialistas bem treinados \u00e9 mais elevado ainda quando este profissional conhece profundamente a biologia do dente, polpa e peri\u00e1pice, e n\u00e3o se comporta como um mero t\u00e9cnico.<\/p>\n<p><strong>TRAUMATISMO DENT\u00c1RIO?<br \/>\n<\/strong>Quando h\u00e1 les\u00f5es pulpares e periapicais por traumatismo dent\u00e1rio, o tratamento endod\u00f4ntico, sempre que poss\u00edvel, deve ser feito antes que as bact\u00e9rias invadam a polpa exposta direta ou indiretamente, ou invadam os tecidos ao redor do dente chamados de tecidos periodontais.<\/p>\n<p>Isto vai determinar uma maior probabilidade de sucesso no reparo deste traumatismo. O tratamento de canal nos traumatismos dent\u00e1rios moderados e graves \u00e9 determinante para o seu sucesso cl\u00ednico. Nos casos leves, deve-se avaliar criteriosamente a cada 3 meses por 1 ano. Se houver mobilidade, escurecimento ou dor, o tratamento de canal deve ser providenciado e por m\u00e3os habilidosas de um endodontista.<\/p>\n<p><strong>COROA COM PINO<br \/>\n<\/strong>As vezes sobrou apenas a raiz por causa da c\u00e1rie ou traumatismo. Nestes casos, o canal pode ser feito, mas a possibilidade de sucesso diminui muito. Mas n\u00e3o por causa do tratamento do canal, mas pelo grau avan\u00e7ado da doen\u00e7a que se deixou chegar. A chance de sucesso diminui tamb\u00e9m pelo longo tempo e pela abund\u00e2ncia que as bact\u00e9rias invadiram as estruturas.<\/p>\n<p>E mais nestes casos, como a coroa foi destru\u00edda, depois do tratamento de canal, se usa restaurar com uma coroa prot\u00e9tica, fixando-a dentro da raiz com um pino, sobre o qual se colocar\u00e1 toda carga mastigat\u00f3ria. A chance deste pino assim sobrecarregado, promover fratura radicular \u00e9 elevad\u00edssima, mas n\u00e3o pelo tratamento de canal, mas pelo pino da coroa ali fixado, diminuindo a sobrevida do dente. Mas repito, n\u00e3o pelo tratamento de canal, mas pela c\u00e1rie que destruiu a coroa ou traumatismo dent\u00e1rio, pela contamina\u00e7\u00e3o bacteriana e pelo pino colocado.<\/p>\n<p><strong>REFLEX\u00c3O FINAL<br \/>\n<\/strong>Faz mal, tratar o canal? N\u00e3o tem como isto acontecer, pois se est\u00e1 higienizando o local, tirando bilh\u00f5es de bact\u00e9rias do dente contaminado. Estas podem entram na corrente sangu\u00ednea e at\u00e9 pode levar a sepse se o paciente for portador uma doen\u00e7a debilitante, mas n\u00e3o pelo tratamento endod\u00f4ntico.<\/p>\n<p>Durante o tratando de canal, o especialista bem treinado, pode administrar antibi\u00f3ticos, usar antiss\u00e9pticos poderosos e fazer manobras para tirar as bact\u00e9rias, sem sepse. Dizer que fazer o canal faz mal e n\u00e3o deve ser feito, representa um desservi\u00e7o \u00e0 sa\u00fade das pessoas do ponto de vista biol\u00f3gico, est\u00e9tico e funcional. \u00c9 ignor\u00e2ncia ou m\u00e1 f\u00e9!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alberto Consolaro Quando a polpa dent\u00e1ria morre, deixa um espa\u00e7o vazio que dever\u00e1 ser preenchido ou obturado por um material que n\u00e3o agrida os tecidos, pois o canal se comunica com o corpo por um orif\u00edcio no final da raiz, chamado de forame apical. Os restos mortais da polpa devem ser removidos e o<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":47221,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4764,1917,1660,351,757,299,3549],"tags":[],"class_list":{"0":"post-47220","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-capa","8":"category-alberto-consolaro","9":"category-colunistas","10":"category-destaque","11":"category-home","12":"category-noticias","13":"category-news"},"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47222,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47220\/revisions\/47222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}