{"id":47214,"date":"2025-08-21T08:00:59","date_gmt":"2025-08-21T08:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=47214"},"modified":"2025-08-25T15:04:09","modified_gmt":"2025-08-25T15:04:09","slug":"plantas-influenciam-o-desgaste-dentario-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/plantas-influenciam-o-desgaste-dentario-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Plantas influenciam o desgaste dent\u00e1rio, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"232\" data-end=\"713\">Um estudo internacional liderado por cientistas da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (JGU), na Alemanha, trouxe novas pistas sobre como reconstruir a dieta e os habitats de animais extintos a partir da an\u00e1lise de seus dentes fossilizados. A pesquisa, publicada online pela revista<a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/\"> <em data-start=\"520\" data-end=\"569\">Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em><\/a> (PNAS), mostra que o desgaste do esmalte dent\u00e1rio varia de acordo com o teor de fit\u00f3litos e o n\u00edvel de \u00e1gua presentes nas plantas consumidas.<\/p>\n<ul>\n<li data-start=\"232\" data-end=\"713\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/tribunal-mantem-aposentadoria-especial-de-dentista\/\">Tribunal mant\u00e9m aposentadoria especial de dentista<\/a><\/li>\n<li data-start=\"232\" data-end=\"713\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/tribunal-mantem-aposentadoria-especial-de-dentista\/\">Conhe\u00e7a os cursos dispon\u00edveis na Dental Press\u00a0<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p data-start=\"715\" data-end=\"1056\">Os fit\u00f3litos s\u00e3o pequenas inclus\u00f5es minerais de di\u00f3xido de s\u00edlica encontradas em muitas esp\u00e9cies vegetais. Embora sejam mais macios que o esmalte dent\u00e1rio, sempre houve d\u00favidas se eles seriam os principais respons\u00e1veis pela abras\u00e3o dos dentes ou se o desgaste era causado por part\u00edculas externas, como areia e minerais aderidos \u00e0s plantas.<\/p>\n<p data-start=\"1103\" data-end=\"1490\">Para avaliar esse efeito, pesquisadores da Universidade de Mainz e da Universidade de Zurique alimentaram seis grupos de porquinhos-da-\u00edndia durante tr\u00eas semanas com tr\u00eas tipos de plantas \u2014 alfafa, grama e bambu \u2014 em vers\u00f5es frescas ou secas. As plantas escolhidas apresentavam diferentes concentra\u00e7\u00f5es de fit\u00f3litos, variando entre 0,5% e 3%, mas estavam livres de part\u00edculas externas.<\/p>\n<p data-start=\"1492\" data-end=\"1885\">Ap\u00f3s o per\u00edodo, os molares dos animais foram examinados por microscopia de alta resolu\u00e7\u00e3o. O resultado mostrou que a abras\u00e3o dent\u00e1ria aumentava de acordo com a quantidade de fit\u00f3litos presente na dieta. Al\u00e9m disso, o teor de \u00e1gua tamb\u00e9m se revelou determinante: dentes de animais que consumiram grama seca estavam muito mais desgastados do que os daqueles que receberam grama fresca e \u00famida.<\/p>\n<p data-start=\"1887\" data-end=\"2302\">\u201cEmbora exista um n\u00edvel de desgaste igualmente baixo ap\u00f3s o consumo de alfafa e de grama fresca, as paisagens em que essas plantas crescem podem ser muito diferentes\u201d, explicou a pesquisadora Daniela Winkler, l\u00edder do estudo. Segundo ela, isso pode representar um desafio para paleont\u00f3logos, que muitas vezes usam marcas de abras\u00e3o nos dentes fossilizados para deduzir o tipo de ambiente em que viviam os animais.<\/p>\n<p data-start=\"2344\" data-end=\"2667\">At\u00e9 agora, an\u00e1lises de abras\u00e3o dent\u00e1ria frequentemente indicavam que menor desgaste significava habitats mais arborizados, ricos em folhas e vegeta\u00e7\u00e3o, enquanto maior desgaste era associado a ambientes abertos, dominados por gram\u00edneas. Por\u00e9m, os resultados sugerem que esse m\u00e9todo pode levar a interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas.<\/p>\n<p data-start=\"2669\" data-end=\"2913\">\u201cAs texturas superficiais dos dentes de herb\u00edvoros que consomem grama \u00famida podem se parecer com as de animais que se alimentam de folhas. \u00c9 fundamental considerar isso ao reconstruir dietas e habitats de esp\u00e9cies extintas\u201d, destacou Winkler.<\/p>\n<p data-start=\"2669\" data-end=\"2913\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o internacional<\/strong><br \/>\nO estudo contou com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Universidade de Zurique, do Centro de Hist\u00f3ria Natural da Universidade de Hamburgo, da Universidade de Ghent e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig. A pesquisa integra o projeto \u201cHerbivoria de Vertebrados\u201d, coordenado pelo professor Thomas T\u00fctken, do Instituto de Geoci\u00eancias da JGU, financiado por uma bolsa do Conselho Europeu de Investiga\u00e7\u00e3o (ERC).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo internacional liderado por cientistas da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (JGU), na Alemanha, trouxe novas pistas sobre como reconstruir a dieta e os habitats de animais extintos a partir da an\u00e1lise de seus dentes fossilizados. 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