{"id":46956,"date":"2025-05-19T12:16:06","date_gmt":"2025-05-19T12:16:06","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=46956"},"modified":"2025-05-19T12:16:06","modified_gmt":"2025-05-19T12:16:06","slug":"alberto-consolaro-humanos-com-dentes-em-forma-de-clava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/alberto-consolaro-humanos-com-dentes-em-forma-de-clava\/","title":{"rendered":"Alberto Consolaro: Humanos com dentes em forma de clava"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto0 mt-4\">\n<p><em>Por: Alberto Consolaro<\/em><\/p>\n<p>Apreciando a cole\u00e7\u00e3o na parte de dentes com hipercementose, come\u00e7o a viajar no mundo das possibilidades, criando hip\u00f3teses, checando outras e analisando o que j\u00e1 foi escrito nos trabalhos e teses.<\/p>\n<p>As ra\u00edzes dent\u00e1rias t\u00eam a forma de um cone com o \u00e1pice, ou ponta, bem afilado no seu final. Estas ra\u00edzes s\u00e3o revestidas por uma muito fina camada de tecido mineralizado, mas com metade de seu conte\u00fado formado por subst\u00e2ncias org\u00e2nicas. Sua espessura \u00e9 a mesma de uma folha de papel de seda, \u00e9 quase uma camada de tinta sobre as ra\u00edzes dent\u00e1rias.<\/p>\n<p>O cemento serve para unir o dente ao osso com fibras de col\u00e1geno, amortecendo as for\u00e7as aplicadas nos dentes durante o dia a dia e na mastiga\u00e7\u00e3o. Estas fibras, mais as c\u00e9lulas que as produzem, formam um tecido mole chamado de ligamento periodontal. Nunca tocamos o dente no osso, s\u00e3o dois tecidos duros, e isto seria prejudicial pois seriam reabsorvidos e perdidos. Podemos dizer que os dentes t\u00eam amortecedores de for\u00e7as para n\u00e3o se tocarem no osso.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"texto1 mt-4\">\n<p>No ter\u00e7o final das ra\u00edzes, com a idade, a espessura do cemento aumenta um pouco, para compensar e manter o comprimento final do dente, j\u00e1 que ele vai lentamente se desgastando na coroa com a mastiga\u00e7\u00e3o pelo toque entre os dentes superiores e inferiores. A raiz deixa de ficar fina na sua ponta ou \u00e1pice, para ficar um pouco arredondada. \u00a0Mas isto \u00e9 natural e se chama \u201cerup\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria passiva\u201d e ocorre a vida inteira.<\/p>\n<p><strong>O que ocorre?<br \/>\n<\/strong>No entanto, em algumas pessoas, frequentemente se v\u00ea em radiografias e tomografias, que alguns de seus dentes aparecem com os \u00e1pices de suas ra\u00edzes bem bojudas, lembrando o aspecto de clava, aquela arma primitiva que o homens das cavernas usavam. Um aspecto tamb\u00e9m, de taco de beisebol. Clava \u00e9 arma primitiva que consiste num peda\u00e7o de pau grosso, mais volumoso em uma das extremidades, e que se \u201cusava\u201d para ataque e defesa.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise microsc\u00f3pica revela que este aumento bojudo na raiz \u00e9 de cemento e passa a ser chamado de hipercementose. Seria para compensar uma mastiga\u00e7\u00e3o mais forte, com for\u00e7as muito pesadas? Ou aconteceria mais em pacientes que rangem os dentes ou os apertam o dia inteiro, os superiores e os inferiores, um contra outro, em processos chamados respectivamente de bruxismo e apertamento dent\u00e1rios?<\/p>\n<p>Para alguns estudiosos, seria uma esp\u00e9cie de estresse funcional, principalmente se consideramos que ocorre especialmente nos dentes posteriores. A hipercementose seria uma forma de fortalecer as ra\u00edzes para aguentarem esta carga oclusal gigantesca do ranger e ou apertar os dentes.<\/p>\n<p>Para outros estudiosos, seria uma acelera\u00e7\u00e3o, ou, na verdade, um ac\u00famulo de cemento, por causa do desgaste di\u00e1rio e m\u00ednimo da erup\u00e7\u00e3o passiva dos dentes, j\u00e1 que estamos vivendo muito mais ao longo dos anos, gerando mais desgastes na superf\u00edcie oclusal dos dentes posteriores. Ou seja, a hipercementose poderia representar um sinal de envelhecimento, embora ocorra tamb\u00e9m em adultos jovens entre 20 a 40 anos.<\/p>\n<p>Com este dinamismo todo, depositando-se lenta, mas progressivamente, em fraturas radiculares e em dentes com necrose pulpar e les\u00f5es periapicais, o cemento pode participar ajudando o reparo destas \u00e1reas, quando seja feito um bom tratamento.<\/p>\n<p><strong>Reflex\u00e3o final<\/strong><br \/>\nComo vivemos cada vez mais, comemos cada vez mais, nos estressamos e rangemos ou apertamos os dentes cada vez mais, ser\u00e1 que nosso destino ser\u00e1, nesta fase final de nossa hist\u00f3ria pela Terra, ser conhecidos como seres com dentes com ra\u00edzes em forma de clava? Talvez, os antropologistas celestes falar\u00e3o assim de nossa esp\u00e9cie. Deve ser por isto que cada vez que se fala em forma de clava e hipercementose, eu me remeto, imediatamente, \u00e0 figura do Capit\u00e3o Caverna.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Alberto Consolaro Apreciando a cole\u00e7\u00e3o na parte de dentes com hipercementose, come\u00e7o a viajar no mundo das possibilidades, criando hip\u00f3teses, checando outras e analisando o que j\u00e1 foi escrito nos trabalhos e teses. As ra\u00edzes dent\u00e1rias t\u00eam a forma de um cone com o \u00e1pice, ou ponta, bem afilado no seu final. 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