{"id":46755,"date":"2025-02-27T11:45:41","date_gmt":"2025-02-27T11:45:41","guid":{"rendered":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/?p=46755"},"modified":"2025-02-27T11:45:41","modified_gmt":"2025-02-27T11:45:41","slug":"teremos-menos-dentes-ou-e-lenda-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/teremos-menos-dentes-ou-e-lenda-urbana\/","title":{"rendered":"Teremos menos dentes ou \u00e9 lenda urbana?"},"content":{"rendered":"<p>Por : Alberto Consolaro<\/p>\n<div class=\"texto0 mt-4\">\n<p>Os amigos que inclu\u00edram visitas a museus com exposi\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana ficaram decepcionados com os mais primitivos dos homens e seus <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> semelhantes aos de hoje.<\/p>\n<p>No passado, eu aprendi e ensinei, que os humanos teriam uma tend\u00eancia de diminuir os dentes para um incisivo, canino, pr\u00e9-molar e dois molares em cada lado. Foi ensinado que t\u00ednhamos tr\u00eas incisivos, um canino, tr\u00eas pr\u00e9-molares e quatro molares, em arco dent\u00e1rio bem maior.<\/p>\n<p>Isto seria pela alimenta\u00e7\u00e3o obtida na natureza ter sido transformada pela agricultura e industrializa\u00e7\u00e3o, deixando-a mais f\u00e1cil de ser triturada. Seria uma forma de adapta\u00e7\u00e3o do corpo ao mundo atual, mas n\u00e3o \u00e9!<\/p>\n<h2>Instabilidade<\/h2>\n<p>Em algumas popula\u00e7\u00f5es chega-se a se ter mais da metade das pessoas com alguma aus\u00eancia dos terceiros molares, ou at\u00e9 mesmo dos quatro de uma vez. A forma destes dentes tende a ser vari\u00e1vel, incluindo seu tamanho. Isto d\u00e1 uma ideia que este dente estaria desaparecendo, mas n\u00e3o est\u00e1. A posi\u00e7\u00e3o deles, s\u00e3o igualmente inst\u00e1veis e induzem problemas em rela\u00e7\u00e3o ao dente vizinho, inflama\u00e7\u00f5es e cistos, sem contar algumas neoplasias benignas.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia cong\u00eanita de um ou alguns dentes se chama anodontia parcial e \u00e9 muito frequente, chegando-se afetar at\u00e9 35% das pessoas, sem contar as aus\u00eancias dos terceiros. Nos europeus, os dentes mais ausentes s\u00e3o os segundos pr\u00e9-molares superiores e ou inferiores. Nos estadunidenses, o incisivo lateral superior \u00e9 o mais ausente, enquanto nos orientais \u00e9 o incisivo central inferior. No Brasil, a maior frequ\u00eancia est\u00e1 associada \u00e0 origem da coloniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas fam\u00edlias com anodontia parcial, alguns membros podem ter os dentes que os outros tem ausentes, mas em formato conoide e tamanho reduzido, pois o gene n\u00e3o atuou completamente.<\/p>\n<h2>Extranumer\u00e1rios<\/h2>\n<p>Para contribuir com esta \u201cteoria da evolu\u00e7\u00e3o dos dentes\u201d t\u00eam pessoas que se apresentam com muitos dentes extranumer\u00e1rios. Estes dentes a mais, permitem sugerir hip\u00f3teses de que seriam manifesta\u00e7\u00f5es de uma terceira denti\u00e7\u00e3o que um dia os ancestrais teriam tido, mas nunca foram vistas. Algumas pessoas t\u00eam um quarto molar, um em cada lado. Este dente a mais \u00e9 chamado de quarto molar de Bolk e pode ser indistingu\u00edvel dos normais.<\/p>\n<p>Depois de visitas aos museus que estudam e exp\u00f5em esp\u00e9cimes humanos mais primitivos, os que aprenderam e ensinaram que os dentes est\u00e3o diminuindo ficam com um sabor de decep\u00e7\u00e3o, pois at\u00e9 hoje eles t\u00eam a mesma forma, tamanho e posi\u00e7\u00e3o no homem atual.<\/p>\n<p>Tem uma quest\u00e3o que intriga os cientistas que n\u00e3o conseguem explicar. Qual seria a raz\u00e3o dos f\u00f3sseis mais primitivos dos humanos apresentarem-se quase sempre com os dentes bem alinhados em um arco bem constitu\u00eddo?<\/p>\n<h2>Reflex\u00f5es finais<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"Publicidade back-cinzinha d-flex flex-column align-items-center publiescrito pt-2\">\n<div class=\"col-24 publi denakop-post-bauru-ad5\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"texto1 mt-4\">\n<p>Com base na ci\u00eancia, n\u00e3o podemos dizer que o n\u00famero de dentes est\u00e1 diminuindo com o tempo, e nem que o tamanho dos dentes est\u00e1 se reduzindo, pois est\u00e1 igual aos homens mais primitivos j\u00e1 encontrados. N\u00e3o existe qualquer evid\u00eancia cient\u00edfica de que isto esteja acontecendo, apenas teorias e conjecturas encantadoras n\u00e3o suportadas em evid\u00eancias.<\/p>\n<p>Nos humanos, apenas uma muta\u00e7\u00e3o no DNA ocorre a cada 100 anos para o corpo como um todo se adaptar ao mundo. \u00a0N\u00e3o deu tempo para mudar t\u00e3o rapidamente os dentes, ou seja, a denti\u00e7\u00e3o n\u00e3o sofreu altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m pode dizer que n\u00e3o acredita nisto, mas ressalta-se que acreditar \u00e9 coisa de religi\u00e3o e pol\u00edtica. Em ci\u00eancia, o que vale s\u00e3o os fatos e os dados apresentados \u00e0 comunidade cient\u00edfica da qual o Brasil faz parte com suas revistas, disserta\u00e7\u00f5es, teses e universidades reconhecidas pelo mundo.<\/p>\n<p>O n\u00famero de dentes humanos \u00e9 32, mas os problemas cl\u00ednicos decorrentes da instabilidade num\u00e9rica, morfol\u00f3gica e da posi\u00e7\u00e3o dos terceiros molares, leva-nos afirmar que o ideal seria termos 28, mas isto n\u00e3o est\u00e1 sob nosso controle e vem desde os prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por : Alberto Consolaro Os amigos que inclu\u00edram visitas a museus com exposi\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana ficaram decepcionados com os mais primitivos dos homens e seus dentes semelhantes aos de hoje. 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