{"id":4307,"date":"2014-06-13T15:45:44","date_gmt":"2014-06-13T18:45:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=4307"},"modified":"2014-06-13T15:45:44","modified_gmt":"2014-06-13T18:45:44","slug":"deteccao-fraturas-radiculares-verticais-investigacao-impacto-utilizacao-radiografias-ortogonais-dissociadas-metodos-convencional-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/deteccao-fraturas-radiculares-verticais-investigacao-impacto-utilizacao-radiografias-ortogonais-dissociadas-metodos-convencional-digital\/","title":{"rendered":"Detec\u00e7\u00e3o de fraturas radiculares verticais:  uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o impacto da utiliza\u00e7\u00e3o  de radiografias ortogonais e dissociadas pelos m\u00e9todos convencional e digital"},"content":{"rendered":"<p><b>Resumo<\/b><\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o: radiografias intrabucais s\u00e3o uma importante ajuda investigativa na detec\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es na raiz dent\u00e1ria, incluindo fraturas radiculares verticais (FRV). Objetivo: avaliar a capacidade de radiografias convencionais e digitais, ortogonais e dissociadas para detectar FRV em <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> que apresentam diferentes condi\u00e7\u00f5es do canal radicular. M\u00e9todos: sessenta dentes foram divididos em tr\u00eas grupos, considerando-se a condi\u00e7\u00e3o do canal (n\u00e3o obturado, obturado com guta-percha e obturado com guta-percha e pino met\u00e1lico). Em cada grupo, dez dentes foram artificialmente fraturados e dez dentes (controles) n\u00e3o foram fraturados. Realizaram-se radiografias convencionais (Kodak) e digitais (placas de f\u00f3sforo \u2013 VistaScan Durr Dental) ortogonais e horizontalmente dissociadas. Usando um teste cego, tr\u00eas observadores calibrados realizaram avalia\u00e7\u00f5es em quatro tempos distintos. Valores modais foram utilizados para calcular a sensibilidade, especificidade e acur\u00e1cia. A \u00e1rea sob a curva ROC (aucROC) e intervalos de confian\u00e7a (IC ) foram usados para comparar o desempenho entre os sistemas radiogr\u00e1ficos, bem como a influ\u00eancia de imagens ortogonais e combinadas (ortogonal mais dissociadas). Resultados: radiografias combinadas (ortogonal + dissociadas) apresentaram maior aucROC para ambas as imagens convencionais e digitais. Os\u00a0ICs mostraram diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre as radiografias convencionais ortogonais e digitais combinadas (IC:\u00a00,403\u2009-\u20090,697 e 0,767\u2009-\u20090,967, respectivamente). Al\u00e9m disso, quando apenas incid\u00eancias ortogonais foram consideradas, radiografias digitais proporcionaram melhores resultados do que as convencionais (IC: 0,622\u2009-\u20090,878 e 0,403\u2009-\u20090,697, respectivamente). Conclus\u00e3o: a forte tend\u00eancia de melhores resultados dos testes de diagn\u00f3stico proporcionados pelas radiografias digitais sugere que o sistema <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-alinhadores-e-ortodontia-digital-2\/\">digital<\/a>, utilizando proje\u00e7\u00f5es combinadas, \u00e9 mais apropriado para investigar FRV do que o convencional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Palavras-chave: <\/b>Diagn\u00f3stico. <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-intensivo-de-endodontia-para-molares\/\">Endodontia<\/a>. Radiografia dent\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Radiografias intrabucais s\u00e3o, na maioria dos casos, o primeiro aux\u00edlio investigativo na detec\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es endod\u00f4nticas, incluindo fraturas radiculares verticais (FRV)<sup>1,4<\/sup>. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a radiografia digital tem substitu\u00eddo o m\u00e9todo convencional<sup>5<\/sup>. Esse sistema apresenta algumas vantagens em rela\u00e7\u00e3o ao convencional, como a facilidade de processamento, armazenamento e troca de informa\u00e7\u00f5es de dados, bem como a possibilidade de p\u00f3s-processamento da imagem<sup>5,6<\/sup>. Independentemente do sistema, a t\u00e9cnica tem um papel importante no diagn\u00f3stico preciso: a imagem radiogr\u00e1fica mostrar\u00e1 uma linha radiol\u00facida quando o feixe central de raios\u00a0X for direcionado paralelamente \u00e0 linha de fratura. Portanto, a ado\u00e7\u00e3o de diferentes incid\u00eancias \u00e9 recomendada para aumentar as chances de detec\u00e7\u00e3o da FRV<sup>7<\/sup>.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico correto da FRV \u00e9 baseado nos achados cl\u00ednicos e radiogr\u00e1ficos. Na avalia\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica, a condi\u00e7\u00e3o do canal radicular (obturado ou n\u00e3o obturado), o sistema utilizado para a aquisi\u00e7\u00e3o de imagens (convencional ou digital), bem como o n\u00famero de imagens radiogr\u00e1ficas adquiridas s\u00e3o importantes e podem interferir no diagn\u00f3stico. Portanto, esse estudo comparou a acur\u00e1cia diagn\u00f3stica das imagens digitais e convencionais usando radiografias ortogonais e combinadas (ortogonal + dissociadas) para investigar FRV em dentes com diferentes condi\u00e7\u00f5es do canal radicular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Material e M\u00e9todos<\/b><\/p>\n<p>O Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul aprovou a presente pesquisa. Sessenta dentes unirradiculares extra\u00eddos foram cortados na jun\u00e7\u00e3o cemento\/esmalte e as ra\u00edzes foram inseridas em blocos de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-resina-compostas\/\">resina<\/a> acr\u00edlica para garantir a estabilidade dos fragmentos ap\u00f3s a fratura. A fim de simular a resili\u00eancia do ligamento periodontal, uma camada fina de cera foi usada para cobrir as ra\u00edzes. Os dentes foram aleatoriamente divididos em tr\u00eas grupos (n\u00a0=\u00a020) de acordo com a condi\u00e7\u00e3o do canal radicular: n\u00e3o obturado, endodonticamente obturado com guta-percha e endodonticamente obturado com guta-percha e pino met\u00e1lico. Dez dentes de cada grupo foram fraturados (grupo de teste) usando um cinzel posicionado no interior do canal radicular, e dez n\u00e3o foram fraturados (grupo controle). A inspe\u00e7\u00e3o visual com magnifica\u00e7\u00e3o confirmou a presen\u00e7a ou aus\u00eancia de FRV e estabeleceu o padr\u00e3o-ouro.<\/p>\n<p>As radiografias convencionais e digitais foram adquiridas usando aparelho de raios X intrabucal (Dabi Atlante, Spectro 70X, 127kV, 7,5mA e 50\/60Hz). Radiografias ortogonais (0\u00b0) e horizontalmente dissociadas (15\u00b0 de deslocamento mesial e distal) foram realizadas de toda a amostra, totalizando 360 imagens. As radiografias convencionais foram feitas usando filmes odontol\u00f3gicos intrabucais D-Speed (0,4s; Kodak, Rochester, EUA), processadas em uma m\u00e1quina autom\u00e1tica (DENT-X 9000, Elmsford, EUA). As radiografias digitais foram feitas usando placas de f\u00f3sforo do Sistema VistaScan (0,3s; D\u00fcrr Dental, Bietigheim Bissingen, Alemanha).<\/p>\n<p>As radiografias convencionais foram inspecionadas em negatosc\u00f3pio equipado com uma m\u00e1scara escura, em uma sala com luz controlada. As radiografias digitais foram armazenadas e visualizadas no software DBSWIN 5.3.0 (D\u00fcrr Dental, Bietigheim Bissingen, Alemanha), que inclui algumas ferramentas de visualiza\u00e7\u00e3o e filtros para p\u00f3s-processamento. A Figura\u00a01 mostra as radiografias ortogonais e dissociadas de tr\u00eas dentes fraturados, exibindo diferentes condi\u00e7\u00f5es do canal radicular.<\/p>\n<p>Usando um testo cego, tr\u00eas examinadores calibrados (\u00edndice kappa\u00a0\u2265\u00a00,7) avaliaram as imagens para a presen\u00e7a ou aus\u00eancia de FRV, usando uma escala dicot\u00f4mica. A an\u00e1lise das imagens foi realizada em quatro passos, com intervalo de 15 dias entre: (I) radiografias ortogonais convencionais; (II) radiografias ortogonais digitais; (III) radiografias ortogonais e dissociadas convencionais; e (IV) radiografias ortogonais e dissociadas digitais. As avalia\u00e7\u00f5es de sensibilidade, especificidade e acur\u00e1cia foram realizadas com base no valor modal (o diagn\u00f3stico mais prevalente entre os tr\u00eas examinadores). A \u00e1rea sob a curva ROC (aucROC) e o intervalo de confian\u00e7a (IC de 95%) foram calculados para cada condi\u00e7\u00e3o e utilizados para comparar o desempenho do sistema radiogr\u00e1fico e o efeito da dissocia\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica horizontal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Resultados<\/b><\/p>\n<p>Os valores de sensibilidade, especificidade e de acur\u00e1cia de cada sistema radiogr\u00e1fico em cada grupo de condi\u00e7\u00e3o do canal radicular, em conjunto com a m\u00e9dia da aucROC e IC para cada t\u00e9cnica radiogr\u00e1fica, s\u00e3o mostrados na Tabela\u00a01. Imagens combinadas melhoraram a acur\u00e1cia do diagn\u00f3stico, independentemente da condi\u00e7\u00e3o do canal, em ambos os sistemas radiogr\u00e1ficos. No entanto, a acur\u00e1cia foi ainda maior quando foram analisados os dentes com canais vazios.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da aucROC e respectivo IC revelou que imagens combinadas produziram bons resultados, semelhantes em ambos os sistemas radiogr\u00e1ficos. Foi observada diferen\u00e7a estat\u00edstica entre as radiografias convencionais ortogonais (IC:\u00a00,403\u00a0\u2013\u00a00,697) e as radiografias digitais combinadas (IC:\u00a00,767 \u2013 0,967). Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m foi observada uma forte tend\u00eancia de melhores resultados com a avalia\u00e7\u00e3o das imagens digitais quando apenas radiografias ortogonais foram examinadas (IC para radiografias convencionais: 0,403 \u2013\u00a00,697, IC para radiografias digitais: 0,622 \u2013 0,878).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46tab01.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4311 aligncenter\" alt=\"endo_v04_n01_46tab01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46tab01.jpg\" width=\"800\" height=\"237\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46tab01.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46tab01-300x88.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46fig01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4310\" alt=\"endo_v04_n01_46fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46fig01.jpg\" width=\"800\" height=\"388\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46fig01.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2014\/03\/endo_v04_n01_46fig01-300x145.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Discuss\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Esse estudo avaliou dois sistemas radiogr\u00e1ficos para detectar FRV em dentes com diferentes condi\u00e7\u00f5es do canal radicular. Apesar da limita\u00e7\u00e3o dos estudos in vitro, caracterizados pela impossibilidade de avaliar as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que ajudam a alcan\u00e7ar o diagn\u00f3stico correto, o m\u00e9todo empregado objetivou reproduzir as condi\u00e7\u00f5es observadas nos alv\u00e9olos dent\u00e1rios. Assim, puderam ser reproduzidos: a resili\u00eancia do ligamento periodontal, a aleatoriedade da orienta\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os de fratura e a estabilidade dos fragmentos. Al\u00e9m\u00a0disso, a avalia\u00e7\u00e3o das imagens foi realizada em uma sequ\u00eancia passo a passo (faseada), inicialmente somente as radiografias ortogonais e, na sequ\u00eancia, as imagens combinadas (ortogonal + dissociadas), reproduzindo o que deve ser realizado na pr\u00e1tica di\u00e1ria. Assim, o benef\u00edcio da adi\u00e7\u00e3o de imagens pode ser estimado.<\/p>\n<p>A literatura ainda \u00e9 controversa sobre o benef\u00edcio das imagens digitais no diagn\u00f3stico, quando comparadas com o sistema convencional nas diversas especialidades odontol\u00f3gicas<sup>8-11<\/sup>. Alguns trabalhos t\u00eam sugerido que o p\u00f3s-processamento das imagens digitais pode melhorar a precis\u00e3o do diagn\u00f3stico<sup>9,12,13,14<\/sup>. O presente estudo mostrou maiores valores de especificidade, sensibilidade e acur\u00e1cia por meio de radiografias digitais, embora sem diferen\u00e7a estat\u00edstica, independentemente da condi\u00e7\u00e3o do canal radicular. Os melhores resultados observados para o sistema digital podem estar relacionados ao p\u00f3s-processamento da imagem, uma vez que os examinadores foram autorizados a usar as ferramentas dispon\u00edveis. Por outro lado, outros estudos comparando imagens digitais e convencionais para detectar FRV encontraram resultados semelhantes<sup>15,16,17<\/sup>.<\/p>\n<p>Sabe-se que os materiais endod\u00f4nticos ou pinos met\u00e1licos podem afetar o diagn\u00f3stico correto da FRV, j\u00e1 que eles podem imitar ou ocultar a linha de fratura<sup>17<\/sup>. Corroborando outros autoress<sup>18,19<\/sup>, maior sensibilidade foi observada em dentes sem obtura\u00e7\u00e3o. A especificidade foi semelhante entre os sistemas, independentemente da condi\u00e7\u00e3o do canal radicular, sugerindo que, em caso de d\u00favida, o examinador tende a dar um diagn\u00f3stico negativo, aumentando, assim, as especificidades.<\/p>\n<p>Os valores de IC e aucROC sugerem que as radiografias combinadas s\u00e3o melhores para diagnosticar FRV, independentemente do sistema radiogr\u00e1fico. Um estudo in vivo que investigou o diagn\u00f3stico de FRV encontrou uma sensibilidade m\u00e9dia de 0,23, um valor considerado muito baixo<sup>20<\/sup>. Dessa maneira, \u00e9 poss\u00edvel deduzir que esse resultado possivelmente ocorreu porque os autores utilizaram apenas uma incid\u00eancia radiogr\u00e1fica para o diagn\u00f3stico. Em uma tentativa de aumentar a capacidade diagn\u00f3stica das imagens intrabucais, outros estudos tamb\u00e9m realizaram tr\u00eas incid\u00eancias<sup>15,17,18<\/sup>. Kambungton et al.<sup>15<\/sup> compararam os resultados obtidos com as radiografias ortogonais e combinadas; no entanto, todas as tr\u00eas imagens foram visualizadas ao mesmo tempo, o que pode ter aumentado a acur\u00e1cia para a proje\u00e7\u00e3o ortogonal. O presente estudo tamb\u00e9m comparou o desempenho na avalia\u00e7\u00e3o de uma ou tr\u00eas imagens em cada momento, mas com uma abordagem passo a passo, que se acredita ser mais consistente com o que acontece na cl\u00ednica odontol\u00f3gica. Portanto, se uma radiografia n\u00e3o mostra a linha de fratura, sem dar diagn\u00f3stico conclusivo, uma segunda, mesialmente ou distalmente angulada, deve ser realizada. Se a d\u00favida persistir, uma terceira radiografia com dissocia\u00e7\u00e3o para o lado oposto deve ser realizada, a fim de explorar plenamente o m\u00e9todo radiogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Na tentativa de superar as limita\u00e7\u00f5es das radiografias com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o de estruturas, o desenvolvimento da tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico (TCFC) aumentou substancialmente a solicita\u00e7\u00e3o de imagens tridimensionais na Odontologia, incluindo a busca de FRV. Alguns estudos in vitro relataram melhores valores de sensibilidade na avalia\u00e7\u00e3o de TCFC em dentes com canais radiculares vazios<sup>15,18,21,22,23<\/sup>, o que n\u00e3o \u00e9 verificado no caso da presen\u00e7a de guta-percha ou pino met\u00e1lico<sup>18,21<\/sup>. Quando os valores de especificidade s\u00e3o analisados, os resultados provaram ser semelhantes entre os m\u00e9todos<sup>15,23<\/sup>. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante ter em mente que, t\u00e3o importante quanto o diagn\u00f3stico da patologia em si, \u00e9 o quanto o exame por imagem pode alterar o planejamento de tratamento<sup>24,25<\/sup>, especialmente quando h\u00e1 um aumento importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dose de radia\u00e7\u00e3o recebida pelo paciente<sup>26,27<\/sup>. Essa atitude refor\u00e7a a indica\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica para pesquisa de FRV e mostra que a t\u00e9cnica n\u00e3o deve ser limitada a uma radiografia ortogonal, revelando a import\u00e2ncia das incid\u00eancias dissociadas horizontalmente, como uma ferramenta de diagn\u00f3stico. Al\u00e9m disso, quando os sistemas digitais e convencionais s\u00e3o comparados, a dose de radia\u00e7\u00e3o mais baixa para o m\u00e9todo digital deve ser vista como uma importante vantagem<sup>28,29<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A radiografia digital, utilizando proje\u00e7\u00f5es ortogonais e horizontalmente dissociadas, foi considerada um sistema adequado para o diagn\u00f3stico radiogr\u00e1fico da FRV, proporcionando valores mais elevados de acur\u00e1cia, quando comparada com o sistema convencional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo<\/b>: Silva L, Silveira PF, Vizzotto MB, Liedke GS, Silveira HLD, Silveira HED. Detection of vertical root fractures: An investigation on the impact of using orthogonal and dissociated radiographs in conventional and digital systems. Dental Press Endod. 2014 Jan-Apr;4(1):46-50.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recebido:<\/strong> 11\/11\/2013. Aceito: 22\/11\/2013<\/p>\n<p><strong>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/strong> Gabriela Salatino Liedke<\/p>\n<p>Rua Ramiro Barcelos, 2492\/503 \u2013 CEP: 90035-003 \u2013 Porto Alegre\/RS<br \/>\nE-mail: gabiliedke@yahoo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Radiografias intrabucais s\u00e3o, na maioria dos casos, o primeiro aux\u00edlio investigativo na detec\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es endod\u00f4nticas, incluindo fraturas radiculares verticais (FRV)&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-4307","post","type-post","status-publish","format-standard"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4307","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4307"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4307\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}