{"id":3479,"date":"2014-01-08T16:24:40","date_gmt":"2014-01-08T19:24:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=3479"},"modified":"2014-01-24T07:55:28","modified_gmt":"2014-01-24T10:55:28","slug":"duvidas-empregar-reconstruir-grandes-perdas-coronarias-nucleos-preenchimento-pinos-pre-fabricados-nucleos-fundidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/duvidas-empregar-reconstruir-grandes-perdas-coronarias-nucleos-preenchimento-pinos-pre-fabricados-nucleos-fundidos\/","title":{"rendered":"Tenho muitas d\u00favidas sobre o que empregar para reconstruir grandes perdas coron\u00e1rias. Quando usar n\u00facleos de preenchimento com ou sem pinos pr\u00e9-fabricados e n\u00facleos fundidos?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/decay2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3483\" alt=\"decay2\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/decay2.jpg\" width=\"629\" height=\"350\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/decay2.jpg 629w, \/wp-content\/uploads\/2014\/01\/decay2-300x166.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 629px) 100vw, 629px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A reconstru\u00e7\u00e3o de tecido coron\u00e1rio perdido por c\u00e1rie, acesso endod\u00f4ntico ou fratura tem como finalidade criar condi\u00e7\u00f5es ideais para a realiza\u00e7\u00e3o de preparos dent\u00e1rios totais ou parciais com princ\u00edpios biomec\u00e2nicos adequados para receberem restaura\u00e7\u00f5es prot\u00e9ticas. A sele\u00e7\u00e3o dos materiais e das t\u00e9cnicas a serem empregados depende da extens\u00e3o da perda tecidual, da localiza\u00e7\u00e3o do dente envolvido e do tipo de fun\u00e7\u00e3o que o dente pilar ir\u00e1 exercer; unit\u00e1ria ou m\u00faltipla.<br \/>\nOs <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> que apresentam pequena perda de estrutura,cujo remanescente coron\u00e1rio \u00e9 suficientepara conter um material de preenchimento e de resistir mecanicamente aos esfor\u00e7os mastigat\u00f3rios n\u00e3o necessita do refor\u00e7o de pinos intrarradiculares. \u00c9 importante ressaltar que a an\u00e1lise do remanescente coron\u00e1rio dever\u00e1 ser feito levando-se em considera\u00e7\u00e3o o desgaste promovido pelo preparo dent\u00e1rio selecionado.<\/p>\n<p>Como exemplo, consideremos um dente premolar com uma restaura\u00e7\u00e3o direta MOD que ap\u00f3s a sua remo\u00e7\u00e3o apresenta espessura de paredes vestibular e\/ou lingual de 3 mm. Caso se decida confeccionar uma coroa cer\u00e2mica para este dente ele dever\u00e1 sofrer um desgaste axial de aproximadamente 1,5 a 2 mm, preservando apenas uma espessura de 1,5 a 1 mm destas paredes remanescentes, sendo insuficiente para resistir aos esfor\u00e7os funcionais e levando, com frequ\u00eancia, ao deslocamento da coroa pela fratura coron\u00e1ria. Neste caso, o emprego de um refor\u00e7o intrarradicular promoveria um aumento da resist\u00eancia mec\u00e2nica do remanescente coron\u00e1rio. Os pinos pr\u00e9-fabricados podem contribuir de forma importante nestes casos, quando o remanescente \u00e9 vi\u00e1vel e apresenta uma altura e espessura adequadas. Quando empregados em dentes anteriores atuam como refor\u00e7o estrutural e auxiliam na reten\u00e7\u00e3o do material de preenchimento, enquanto nos posteriores atuam de forma mais significativa na reten\u00e7\u00e3o, devido ao sentido das for\u00e7as oclusais. A indica\u00e7\u00e3o dos pinos pr\u00e9-fabricados est\u00e1 inversamente relacionada com a perda tecidual e com a extens\u00e3o da pr\u00f3tese. Quanto maior for a perda tecidual e a extens\u00e3o da pr\u00f3tese (ou a demanda funcional), menos indicado est\u00e1 o emprego de pinos pr\u00e9-fabricados. Embora alguns fabricantes recomendem seu uso de forma indiscriminada, \u00e9 consenso na literatura que deve-se restringir seu uso aos casos indicados.<br \/>\nOs materiais empregados para preenchimento s\u00e3o a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-resina-compostas\/\">resina<\/a> composta (espec\u00edfica ou n\u00e3o) e o ion\u00f4mero de vidro. Os dois materiais apresentam bom desempenho, propriedades mec\u00e2nicas e cl\u00ednicas.<\/p>\n<p>Os n\u00facleos fundidos s\u00e3o utilizados na odontologia desde o in\u00edcio do s\u00e9culo passado e desempenharam ao longo destes anos um importante papel na odontologia <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/especializacao-em-dentistica-restauradora\/\">restauradora<\/a>. Os diversos casos de insucesso, principalmente de fratura radicular, relacionados aos n\u00facleos fundidos n\u00e3o devem ser computados \u00e0 t\u00e9cnica em si, mas sim a erros de planejamento e\/ou execu\u00e7\u00e3o. Dentro dos limites de sua indica\u00e7\u00e3o e respeitando-se seus princ\u00edpios b\u00e1sicos de comprimento, di\u00e2metro e conicidade de preparo, \u00e9 um procedimento seguro e longevo, de acordo com a literatura. A propriedade est\u00e9tica dos pinos de fibra associados com n\u00facleos de preenchimento de resina composta s\u00f3 \u00e9 relevante quando o material da coroa apresenta translucidez elevada como nos casos de sistemas a base de dissilicato de l\u00edtio. Entretanto, caso seja mais indicado o emprego de um n\u00facleo fundido em um dente com impacto est\u00e9tico seria mais prudente optar-se por um sistema com infra-estrutura cer\u00e2mica opaca, capaz de impedir o efeito desagrad\u00e1vel do substrato met\u00e1lico, como a zirc\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Jornal da Aborj N\u00ba12 \/ Drs. M\u00e1rcio Zacch\u00e9 e Paulo S. Vanzillotta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reconstru\u00e7\u00e3o de tecido coron\u00e1rio perdido por c\u00e1rie, acesso endod\u00f4ntico ou fratura tem como finalidade criar condi\u00e7\u00f5es ideais para a realiza\u00e7\u00e3o de preparos dent\u00e1rios totais ou parciais com princ\u00edpios biomec\u00e2nicos adequados para receberem restaura\u00e7\u00f5es prot\u00e9ticas. <\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":3480,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3479"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3479\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}