{"id":32344,"date":"2022-04-26T09:30:05","date_gmt":"2022-04-26T12:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=32344"},"modified":"2022-05-21T16:18:04","modified_gmt":"2022-05-21T19:18:04","slug":"estudo-aponta-alta-probabilidade-de-surgirem-novas-variantes-mais-perigosas-da-covid-19-nos-proximos-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/estudo-aponta-alta-probabilidade-de-surgirem-novas-variantes-mais-perigosas-da-covid-19-nos-proximos-meses\/","title":{"rendered":"Estudo aponta alta probabilidade de surgirem novas variantes mais perigosas da covid-19 nos pr\u00f3ximos meses"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-227013d6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"227013d6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>Por mais que o momento seja de relaxamento das medidas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 covid-19 em todo o mundo, especialistas preveem que novas variantes do coronav\u00edrus podem estar por vir nos pr\u00f3ximos meses, driblando a capacidade do sistema imune de cont\u00ea-las. Esta \u00e9 a conclus\u00e3o de um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas (ICB) da USP, em parceria com o Instituto de Qu\u00edmica (IQ) da USP e o Hospital S\u00edrio Liban\u00eas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-3b51f1a3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"3b51f1a3\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-row\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-66 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-5463bcd\" data-id=\"5463bcd\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-55188f22 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"55188f22\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>Publicado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/1999-4915\/14\/4\/827\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.mdpi.com\/1999-4915\/14\/4\/827&amp;source=gmail&amp;ust=1650996486865000&amp;usg=AOvVaw2jRcCrPq_vWWvg4y7Q0AWI\"><em>Viruses<\/em><\/a>\u00a0no dia 16 de abril, o estudo traz uma revis\u00e3o de mais de 150 artigos sobre o sars-cov-2. Foram analisados diversos aspectos do v\u00edrus, como seu potencial de muta\u00e7\u00e3o, a capacidade de controle do sistema imune, a transmissibilidade e a efic\u00e1cia das vacinas. \u201cA principal conclus\u00e3o a que chegamos \u00e9 que n\u00e3o devemos deixar o v\u00edrus circular, porque n\u00e3o sabemos como ser\u00e3o as variantes nos pr\u00f3ximos meses\u201d, afirma Cristiane Guzzo, professora do departamento de Microbiologia do ICB e pesquisadora principal do artigo.<\/p>\n<p>Segundo ela, \u00e9 um erro acreditar que a pandemia est\u00e1 sob controle e que n\u00e3o se trata mais de uma emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, como anunciou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no \u00faltimo dia 18. \u201cEstamos em uma situa\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel para os pr\u00f3ximos meses \u2013 quando a imunidade criada pelas doses de refor\u00e7o das vacinas e pelo alto \u00edndice de contamina\u00e7\u00e3o da \u00d4micron permanecer\u00e1 alta. Mas depois a tend\u00eancia \u00e9 que as pessoas comecem a se infectar novamente e a\u00ed ficaremos sujeitos ao surgimento de variantes ainda mais contagiosas e fortes do que as que conhecemos, o que diminui a efic\u00e1cia das vacinas. Como n\u00e3o temos como prever como ser\u00e1 a evolu\u00e7\u00e3o da pandemia e como as novas variantes v\u00e3o se comportar, todo o cuidado ainda precisa ser feito pela sociedade de forma a evitar a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus\u201d, destaca.<\/p>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-2257fd8a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2257fd8a\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-row\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-c21443a\" data-id=\"c21443a\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-632c090b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"632c090b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Mais perigoso<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-6923b0c5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6923b0c5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>No estudo, foi observado que o coronav\u00edrus \u00e9 ainda mais mut\u00e1vel do que se imaginava. Isso porque a prote\u00edna Spike, parte superficial do v\u00edrus que faz contato com as c\u00e9lulas humanas, segue evoluindo. \u201cIdentificamos em primeira m\u00e3o que 9,5% das muta\u00e7\u00f5es produzidas pelas variantes est\u00e3o localizadas na regi\u00e3o N Terminal (NTD) da prote\u00edna. Isso mostra que estas muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o diretamente associadas \u00e0 intera\u00e7\u00e3o ao receptor humano ACE2, mas afeta principalmente a capacidade dos anticorpos humanos reconhecerem o v\u00edrus\u201d, afirma Cristiane.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m constataram um n\u00famero expressivo de muta\u00e7\u00f5es (7,7%) localizadas na regi\u00e3o RDB, regi\u00e3o que promove a intera\u00e7\u00e3o com a ACE2. O que faz com que o contato entre v\u00edrus e c\u00e9lula humana seja maior e assim as contamina\u00e7\u00f5es aumentem. \u201cA hip\u00f3tese encontrada \u00e9 de que a maioria das vacinas tem como princ\u00edpio o est\u00edmulo da produ\u00e7\u00e3o de anticorpos que inibam a intera\u00e7\u00e3o entre a prote\u00edna Spike ao ACE2, de forma a diminuir a infec\u00e7\u00e3o viral. E uma das formas que o v\u00edrus encontrou para burlar essa inibi\u00e7\u00e3o \u00e9 modificar a regi\u00e3o de intera\u00e7\u00e3o do v\u00edrus com a c\u00e9lula humana\u201d, enfatiza.\u00a0\u00a0\u201cO v\u00edrus vem evoluindo com o objetivo de se manter vivo e para isso ele est\u00e1 se modificando principalmente para burlar a a\u00e7\u00e3o dos anticorpos e conseguir infectar o ser humano\u201d, complementa.<\/p>\n<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-c359bad elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"c359bad\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-row\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0f221fb\" data-id=\"0f221fb\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-b7c47cf elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b7c47cf\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>Foram identificados seis mecanismos que a prote\u00edna Spike adquiriu de forma a aumentar a efici\u00eancia de transmiss\u00e3o do sars-cov-2. Um deles \u00e9 o aumento da afinidade do Spike ao ACE2. Um outro \u00e9 o aumento significativo da quantidade de prote\u00ednas Spike na superf\u00edcie de cada part\u00edcula viral.<\/p>\n<p>No artigo, os pesquisadores destacam que outras prote\u00ednas do v\u00edrus tamb\u00e9m est\u00e3o se modificando. Isso ocasiona, por exemplo, o aumento da taxa com que o v\u00edrus consegue se multiplicar nas c\u00e9lulas humanas. \u201cPor esses e outros fatores, o v\u00edrus vai aprendendo a driblar a a\u00e7\u00e3o dos anticorpos e se adaptar ao ser humano\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O conjunto de muta\u00e7\u00f5es sendo observadas na prote\u00edna Spike pode sugerir que o sars-cov-2 possa evoluir para infectar outras c\u00e9lulas, al\u00e9m das c\u00e9lulas pulmonares. \u201cO grande medo seria a infec\u00e7\u00e3o, por exemplo, de c\u00e9lulas neurol\u00f3gicas\u201d, afirma Cristiane.<\/p>\n<p>Fonte: Ascom do ICB (Jornal da USP)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais que o momento seja de relaxamento das medidas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 covid-19 em todo o mundo, especialistas preveem que novas variantes do coronav\u00edrus podem estar por vir nos pr\u00f3ximos meses, driblando a capacidade do sistema imune de cont\u00ea-las. 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