{"id":31656,"date":"2022-02-10T09:00:08","date_gmt":"2022-02-10T12:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=31656"},"modified":"2022-02-20T13:07:01","modified_gmt":"2022-02-20T16:07:01","slug":"vacinas-sao-um-sucesso-mas-virus-ainda-desafia-nossa-imunidade-como-vamos-responder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/vacinas-sao-um-sucesso-mas-virus-ainda-desafia-nossa-imunidade-como-vamos-responder\/","title":{"rendered":"Vacinas s\u00e3o um sucesso, mas v\u00edrus ainda desafia nossa imunidade. Como vamos responder?"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-2261b1ab elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2261b1ab\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">A<\/span>s vacinas que tomamos ativaram nossa imunidade celular e continuam protegendo a maioria de doen\u00e7a grave, ainda que a prote\u00e7\u00e3o contra infec\u00e7\u00e3o tenha ca\u00eddo. Com a explos\u00e3o de casos de covid pela variante \u00f4micron, temos ouvido isso repetido quase como um mantra. Sem minimizar as mortes que ainda ocorrem, os n\u00fameros confirmam que os especialistas a recit\u00e1-los est\u00e3o corretos. Mas o que isso quer dizer exatamente? Que imunidade \u00e9 essa que deixa o v\u00edrus entrar, mas sem nos afetar como antes? O que a terceira dose tem a ver com tudo isso \u2013 e at\u00e9 quando podemos contar com ela?<\/p>\n<p>Se as perguntas s\u00e3o muitas, \u00e9 porque o assunto imunidade \u00e9 mesmo um pouco confuso. Mas o conhecimento de que a ci\u00eancia disp\u00f5e j\u00e1 \u00e9 capaz de respond\u00ea-las \u2013 algumas com mais certeza e detalhes, outras com menos.<\/p>\n<p>Reunimos nesta reportagem um time de imunologistas para entender o que j\u00e1 temos como trunfos na disputa com o v\u00edrus, e em que precisamos avan\u00e7ar quando o assunto s\u00e3o vacinas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-88c16e9 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"88c16e9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Linhas de defesa<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-d7296e7 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d7296e7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>Nossas linhas de defesa s\u00e3o complexas. Primeiro, temos o sistema imune inato, aquele que ataca qualquer coisa que considere uma amea\u00e7a. Mas \u00e9 uma ofensiva meio padr\u00e3o. O lado bom \u00e9 que n\u00e3o faz diferen\u00e7a se ele encontrou um v\u00edrus ou uma variante deste v\u00edrus, o ataque \u00e9 mantido. Em compensa\u00e7\u00e3o, ser generalista pode n\u00e3o ser t\u00e3o eficiente. Se entrar uma barata, ela vai levar uma chinelada. Mas se entrar um drag\u00e3o, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do sistema inato, temos uma maravilha conferida pela evolu\u00e7\u00e3o aos animais vertebrados chamada sistema imune adaptativo. Que \u00e9 maravilhoso por um motivo simples: tem mem\u00f3ria. \u00c9 utilizando esta caracter\u00edstica que conseguimos fazer as vacinas que j\u00e1 salvaram a vida de milh\u00f5es (bilh\u00f5es?) desde sua inven\u00e7\u00e3o. Como diz aquele ditado meio batido, mas sempre v\u00e1lido, o maior efeito colateral das vacinas \u00e9 gerar adultos.<\/p>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-9d8a775 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9d8a775\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-row\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-eb8937f\" data-id=\"eb8937f\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-581ca67 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"581ca67\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>O problema \u00e9 que o v\u00edrus da covid mudou e esta mem\u00f3ria pode n\u00e3o ser ativada com a mesma efici\u00eancia em todos os aspectos. Quem mais perdeu poder nessa hist\u00f3ria de muta\u00e7\u00f5es foram os anticorpos neutralizantes. \u201cAnticorpos neutralizantes s\u00e3o prote\u00ednas sol\u00faveis produzidas por c\u00e9lulas chamadas linf\u00f3citos B diante de uma amea\u00e7a. S\u00e3o espec\u00edficos para aquela amea\u00e7a e ficam circulando na nossa corrente sangu\u00ednea por um per\u00edodo que pode variar\u201d, explica o professor da Unesp H\u00e9lio Jos\u00e9 Montassier. Se o mesmo agente tentar entrar no baile da c\u00e9lula e nos infectar enquanto temos uma alta taxa de anticorpos neutralizantes contra ele, ser\u00e1 contido por esses le\u00f5es-de-ch\u00e1cara antes mesmo de chegar \u00e0 porta da balada.<\/p>\n<p>Acontece que os n\u00edveis de anticorpos caem naturalmente com o tempo \u2013 e no fundo \u00e9 bom que seja assim. \u201cPense como seria se, para cada v\u00edrus ou bact\u00e9ria que j\u00e1 encontramos na vida, desenvolv\u00eassemos um bilh\u00e3o de anticorpos, que s\u00e3o prote\u00ednas, e eles se mantivessem para sempre no nosso sangue?\u201d, questiona o doutor em imunologia pela USP Rafael Larocca. Eu imagino um grande pur\u00ea vermelho tentando em v\u00e3o correr em nossas veias e art\u00e9rias.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-f3dd663 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f3dd663\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>Ok, ent\u00e3o sabemos que os anticorpos caem com o tempo. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esse o problema. Eles tamb\u00e9m perderam um pouco a afinidade para as partes dos v\u00edrus com as quais deveriam se ligar, e que foram modificadas na \u00f4micron. Muitos daqueles le\u00f5es-de-ch\u00e1cara n\u00e3o v\u00e3o conseguir agarrar o v\u00edrus e impedi-lo de entrar nas c\u00e9lulas. \u00c9 por estes dois motivos \u2013 queda da quantidade de anticorpos com o tempo e perda de afinidade deles com vers\u00f5es modificadas do v\u00edrus \u2013 que a terceira dose se tornou necess\u00e1ria.<\/p>\n<blockquote><p><b>Independente das muta\u00e7\u00f5es do v\u00edrus, a terceira dose j\u00e1 seria important\u00edssima porque faz o n\u00edvel de anticorpos subir novamente. Mas nem \u00e9 quest\u00e3o s\u00f3 de quantidade. Tomar outra dose da vacina ap\u00f3s alguns meses aprimora a qualidade da nossa imunidade. \u201cA matura\u00e7\u00e3o da resposta imune ser\u00e1 melhor, as melhores c\u00e9lulas v\u00e3o ser aprimoradas e produzir anticorpos com ainda mais afinidade ao ant\u00edgeno [mais eficientes em reconhecer o v\u00edrus]. L\u00e1 na frente, teremos c\u00e9lulas e anticorpos muito superiores aos que t\u00ednhamos ap\u00f3s 15 dias da primeira dose, por exemplo\u201d,<\/b>\u00a0explica Larocca, atualmente cientista s\u00eanior em uma empresa de biotecnologia nos EUA.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mas voltemos \u00e0s variantes. Sabemos que nem mesmo a terceira dose tem garantido que as pessoas n\u00e3o se infectem com a \u00f4micron. \u00c9 a\u00ed que entra, finalmente, a imunidade celular. Ela \u00e9 chamada assim porque \u00e9 mediada por e dependente de c\u00e9lulas. No caso, os linf\u00f3citos T. H\u00e1 um tipo muito especial deles, apelidados de citot\u00f3xicos, que s\u00e3o de grande import\u00e2ncia contra os v\u00edrus. \u201cS\u00e3o chamados de citot\u00f3xicos porque levam \u00e0 morte c\u00e9lulas que est\u00e3o infectadas\u201d, explica H\u00e9lio Montassier. \u201c\u00c9 uma resposta que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 lembrada e t\u00e3o estudada como a resposta de anticorpos, mas \u00e9 muito importante porque, em ess\u00eancia, impede a conclus\u00e3o do processo de replica\u00e7\u00e3o viral\u201d, diz o professor da Unesp, lembrando que o v\u00edrus precisa da maquinaria celular para produzir outros v\u00edrus (sem a c\u00e9lula do hospedeiro, um v\u00edrus n\u00e3o \u00e9 ningu\u00e9m).<\/p>\n<p>A resposta das c\u00e9lulas T, ent\u00e3o, impede uma maior dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus dentro do organismo. H\u00e1, por\u00e9m, um \u00f4nus. \u201cEsse tipo de resposta mata a c\u00e9lula do hospedeiro, enquanto que o anticorpo n\u00e3o precisa fazer isso para gerar a prote\u00e7\u00e3o\u201d, pondera Montassier, explicando por que os anticorpos neutralizantes continuam sendo importantes. \u201cQuando eles funcionam, significa que voc\u00ea n\u00e3o vai precisar tanto desses outros meios. Mas, para isso, voc\u00ea tem que ter anticorpos suficientes.\u201d<\/p>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-8101b32 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"8101b32\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Quarta dose ou vacina nova?<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-1d800c09 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d800c09\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>Perguntar n\u00e3o ofende. Se a tend\u00eancia \u00e9 que a imunidade celular continue protegendo a grande maioria de doen\u00e7a grave, e n\u00e3o \u00e9 muito prov\u00e1vel surgir uma variante que escape dela, qual a necessidade de atualizar as vacinas? N\u00e3o poder\u00edamos ficar fazendo refor\u00e7os peri\u00f3dicos com estas que j\u00e1 est\u00e3o a\u00ed? Para Gustavo Cabral, a resposta \u00e9 um redondo n\u00e3o \u2013 e j\u00e1 passou da hora das farmac\u00eauticas investirem mais nessas novas vers\u00f5es das vacinas, afinal o v\u00edrus continua mudando. \u201cSe n\u00f3s tiv\u00e9ssemos uma vacina que utilizasse a variante delta, por exemplo, ter\u00edamos mais prote\u00e7\u00e3o contra a \u00f4micron, porque a delta est\u00e1 mais pr\u00f3xima da \u00f4micron. As nossas vacinas ainda utilizam a sequ\u00eancia do v\u00edrus original de Wuhan. Pense em voc\u00ea e eu na oitava s\u00e9rie. Somos as mesmas pessoas, mas mudamos muito\u201d, compara, lembrando que o n\u00famero de mortes pela covid ainda est\u00e1 muito alto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, por mais que a variante atual escape apenas parcialmente dos anticorpos neutralizantes, um escape pequeno pode ter potencial para desmontar toda a estrat\u00e9gia, explica Cabral. E exemplifica: \u201cSe antes precis\u00e1vamos de duas doses para imuniza\u00e7\u00e3o completa, agora s\u00e3o tr\u00eas. Se n\u00e3o fosse isso, poder\u00edamos at\u00e9 ter a terceira dose, mas mais tarde, e s\u00f3 como um refor\u00e7o para manter a imunidade, que tende a cair com o tempo. Mas agora estamos aplicando a terceira dose para combater o v\u00edrus mesmo\u201d. D\u00e1 para imaginar que, se houver ainda mais perda de neutraliza\u00e7\u00e3o de anticorpos nas pr\u00f3ximas vers\u00f5es do v\u00edrus, o cen\u00e1rio pode complicar bastante.<\/p>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-0731086 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0731086\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-row\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-4fb29ed\" data-id=\"4fb29ed\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-37b1765 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"37b1765\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>O pesquisador da USP explica ainda que n\u00e3o \u00e9 preciso fazer uma vacina com todas as muta\u00e7\u00f5es da \u00f4micron. \u201cO objetivo \u00e9 fazer uma atualiza\u00e7\u00e3o que inclua todas as muta\u00e7\u00f5es relacionadas aos anticorpos neutralizantes de todas as variantes poss\u00edveis. As muta\u00e7\u00f5es que n\u00e3o influenciam em nada nos anticorpos neutralizantes n\u00e3o precisam ser inclu\u00eddas.\u201d Para isso, ele considera necess\u00e1rio haver um trabalho intenso com estudos de predi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 feito para o v\u00edrus da gripe. \u201cPrecisamos estudar quais as tend\u00eancias, as muta\u00e7\u00f5es que podem favorecer o v\u00edrus, e assim predizer o que pode acontecer nas pr\u00f3ximas variantes. Quais ser\u00e3o as pr\u00f3ximas mudan\u00e7as do v\u00edrus? E, dentre elas, quais as que mais preocupam?\u201d, detalha.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um ponto em que as empresas precisam investir. J\u00e1 temos mais de 5 mil variantes descritas. As pessoas n\u00e3o sabem disso, mas 5 mil variantes j\u00e1 s\u00e3o mais do que suficientes para fazer uma modelagem e predizer o padr\u00e3o de muta\u00e7\u00f5es do sars-cov-2. Da\u00ed \u00e9 poss\u00edvel tirar o que pode ser mais significativo para o v\u00edrus ganhar vantagem e se antecipar\u201d, defende.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-dab94a9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"dab94a9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>\u201cNosso movimento \u00e9 \u2018vacina sim\u2019, sempre. Mas vacinas atualizadas. As empresas est\u00e3o numa zona de conforto muito grande. A Pfizer se pronunciou que est\u00e1 fazendo testes, \u00f3timo, mas e as outras? Acredito que elas n\u00e3o t\u00eam interesse em fazer isso agora porque tem muito IFA produzido com a sequ\u00eancia do v\u00edrus de Wuhan\u201d, sugere Cabral, que acha que \u00e9 preciso haver press\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cTem que haver uma forma de discuss\u00e3o disso. Muitas vezes temos medo de falar e a nossa fala ser usada por quem \u00e9 contra as vacinas, mas \u00e9 algo que n\u00e3o pode ser deixado de lado\u201d. Ele considera que tamb\u00e9m n\u00e3o devemos contar com uma quarta dose da mesma vacina, pois n\u00e3o haver\u00e1 ades\u00e3o. \u201cSem ter um \u2018tchan a mais\u2019, usando a mesma vacina, vai ser dif\u00edcil convencer as pessoas a tomar. J\u00e1 estamos com baixa ades\u00e3o \u00e0 terceira, imagine \u00e0 quarta dose.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-7bd99d85 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7bd99d85\" data-element_type=\"section\">\n<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n<div class=\"elementor-row\">\n<div class=\"elementor-column elementor-col-66 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-3c266932\" data-id=\"3c266932\" data-element_type=\"column\">\n<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-12115af elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"12115af\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n<p>Para H\u00e9lio Montassier, uma estrat\u00e9gia de vacina que contemple no m\u00ednimo mais duas variantes j\u00e1 seria v\u00e1lida. Indo al\u00e9m, poder\u00edamos oferecer ao sistema imune um conjunto mais representativo de ep\u00edtopos [<em>pequena parte de uma prote\u00edna do v\u00edrus com potencial de gerar a resposta imune<\/em>] das atuais variantes. \u201cAs pr\u00f3ximas variantes n\u00e3o ter\u00e3o todo o conjunto do v\u00edrus alterado, ent\u00e3o ter\u00edamos reatividade cruzada. Inclusive com anticorpos neutralizantes\u201d, detalha, esclarecendo que esse \u00e9 o modelo utilizado na vacina contra o v\u00edrus influenza. \u201cTemos at\u00e9 quatro variantes do influenza A e uma do B. A ideia \u00e9 voc\u00ea aumentar o espectro das respostas, incluindo a de anticorpos.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>Fonte: Luiza Caires\/ Jornal da USP<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As vacinas que tomamos ativaram nossa imunidade celular e continuam protegendo a maioria de doen\u00e7a grave, ainda que a prote\u00e7\u00e3o contra infec\u00e7\u00e3o tenha ca\u00eddo. Com a explos\u00e3o de casos de covid pela variante \u00f4micron, temos ouvido isso repetido quase como um mantra. 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