{"id":31444,"date":"2021-12-03T15:30:36","date_gmt":"2021-12-03T18:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=31444"},"modified":"2022-01-10T11:55:58","modified_gmt":"2022-01-10T14:55:58","slug":"teorias-da-conspiracao-e-desinformacao-explicam-hesitacao-vacinal-em-paises-de-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/teorias-da-conspiracao-e-desinformacao-explicam-hesitacao-vacinal-em-paises-de-lingua-portuguesa\/","title":{"rendered":"Teorias da conspira\u00e7\u00e3o e desinforma\u00e7\u00e3o explicam hesita\u00e7\u00e3o vacinal em pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>O aumento de contamina\u00e7\u00f5es e mortes na Europa e Estados Unidos acende o alerta para uma quarta onda de covid-19, principalmente pelo alto \u00edndice de n\u00e3o vacinados. Aqui, no Brasil, mesmo com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, autoridades pedem cautela e manuten\u00e7\u00e3o das medidas de seguran\u00e7a. Com quase 75% da popula\u00e7\u00e3o imunizada com a primeira dose e 60% totalmente vacinada, o Pa\u00eds ainda tem muitos indecisos. Pelo menos \u00e9 o que diz estudo realizado em pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa que entrevistou 6.843 pessoas, entre maio e agosto do ano passado, e verificou que 21,1% n\u00e3o tinham inten\u00e7\u00e3o de se vacinar.<\/p>\n<p>Segundo \u00c1lvaro Francisco Lopes de Sousa, da Escola de Enfermagem de Ribeir\u00e3o Preto (EERP) da USP e um dos respons\u00e1veis pelo estudo, os pesquisadores (brasileiros e portugueses) buscavam a opini\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a vacina\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m entender o porqu\u00ea da hesita\u00e7\u00e3o vacinal. Como resultado, de acordo com os dados coletados, observaram como motivo principal as teorias da conspira\u00e7\u00e3o, seguidas pela desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/vaccines-1384392.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Determinants of COVID-19 vaccine hesitancy in Portuguese-speaking countries: a structural equations modeling approach<\/i><\/a>, publicado no \u00faltimo m\u00eas de outubro no site Multidisciplinary <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-alinhadores-e-ortodontia-digital-2\/\">Digital<\/a> Publishing Institute (MDPI), traz an\u00e1lise de opini\u00f5es sobre as vacinas contra a covid-19 que estavam sendo desenvolvidas na \u00e9poca (maio e agosto de 2020) e sobre as medidas de prote\u00e7\u00e3o recomendadas pelas institui\u00e7\u00f5es governamentais e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a maior parte dos que se negam \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o os maiores de 30 anos e os consumidores de informa\u00e7\u00f5es incompletas ou falsas sobre as vacinas. Do total dos hesitantes em se vacinar, 1.443 pessoas (21,9%) apresentavam sintomas de estresse, sendo a maioria do sexo masculino. Souza afirma que estresse e hesita\u00e7\u00e3o vacinal masculina s\u00e3o explicados culturalmente pela educa\u00e7\u00e3o de homens como exemplo de for\u00e7a, virilidade e sa\u00fade perfeita.<\/p>\n<p>Outro dado da pesquisa mostra que 22,4% dos hesitantes t\u00eam n\u00edvel superior, mas o pesquisador faz ressalva quanto ao fato de que em algumas regi\u00f5es da \u00c1frica apenas a popula\u00e7\u00e3o mais rica consegue pagar para ter acesso \u00e0 internet e tamb\u00e9m que a amostra pode ter outro vi\u00e9s, a de participantes relacionados ao mundo acad\u00eamico. Al\u00e9m de Brasil e Portugal, o estudo envolveu Angola, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>Se o n\u00famero dos que n\u00e3o desejam se vacinar foi alto entre os maiores de 30 anos, o inverso foi observado entre os jovens de 18 e 29 anos. Sousa informa que 84,5% deles se mostraram favor\u00e1veis \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m foram os mais adeptos \u00e0s medidas de prote\u00e7\u00e3o. Esta foi tamb\u00e9m a faixa et\u00e1ria que se mostrou mais cansada e estressada. O pesquisador relata que as respostas deste p\u00fablico deixaram claro o desejo de vacina\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida para a volta \u00e0s suas atividades normais, sem grandes riscos de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Maior esclarecimento das d\u00favidas sobre as vacinas<\/h2>\n<p>Com as informa\u00e7\u00f5es obtidas e tendo em vista um cen\u00e1rio ainda pand\u00eamico, Sousa defende mais investimento nas campanhas de vacina\u00e7\u00e3o, tanto no Brasil quanto em outros pa\u00edses. Campanhas pensadas em melhorar o di\u00e1logo com o grande p\u00fablico para esclarecer as d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacinas em uso. Para o pesquisador, \u201calgumas bolhas de desinforma\u00e7\u00e3o parecem ser mais confort\u00e1veis para algumas pessoas. O maior desafio dos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade \u00e9 romper essas bolhas\u201d.<\/p>\n<p>Sousa tamb\u00e9m insiste que o ritmo da vacina\u00e7\u00e3o em pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa deveria ser mais acelerado. Mesmo com o alcance das imuniza\u00e7\u00f5es, \u201cmuitas das hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes poderiam ter sido evitadas\u201d. E, \u201cquanto mais tempo uma parcela da popula\u00e7\u00e3o passa sem ser vacinada, novas variantes podem surgir\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>Fonte: Pedro Ferro, Jornal da USP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento de contamina\u00e7\u00f5es e mortes na Europa e Estados Unidos acende o alerta para uma quarta onda de covid-19, principalmente pelo alto \u00edndice de n\u00e3o vacinados. 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