{"id":31436,"date":"2021-12-21T15:40:01","date_gmt":"2021-12-21T18:40:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=31436"},"modified":"2022-01-10T09:42:09","modified_gmt":"2022-01-10T12:42:09","slug":"virus-da-covid-19-pode-permanecer-ativo-em-pessoas-saudaveis-por-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/virus-da-covid-19-pode-permanecer-ativo-em-pessoas-saudaveis-por-longo-prazo\/","title":{"rendered":"V\u00edrus da covid-19 pode permanecer ativo em pessoas saud\u00e1veis por longo prazo"},"content":{"rendered":"<p>Estudo da Plataforma Cient\u00edfica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em ingl\u00eas) mostrou que 8% dos pacientes com a forma leve da covid-19, saud\u00e1veis e com sintomas leves podem ter epis\u00f3dios de positividade prolongada \u2013 quando o coronav\u00edrus continua sendo detectado no organismo, mesmo ap\u00f3s o fim dos sintomas. Por\u00e9m, mais estudos ainda s\u00e3o necess\u00e1rios para avaliar a capacidade de transmiss\u00e3o do v\u00edrus em casos de infec\u00e7\u00e3o prolongada, relata a pesquisa.<\/p>\n<p>De acordo com Marielton dos Passos Cunha, p\u00f3s-doutorando na SPPU e primeiro autor do artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fmed.2021.760170\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Descarga viral prolongada at\u00edpica com evolu\u00e7\u00e3o da SARS-CoV-2 intra-hospedeiro em um paciente sintom\u00e1tico moderadamente afetado,<\/em><\/a>\u00a0publicado na\u00a0<em>Frontiers<\/em>, os resultados levantam uma discuss\u00e3o sobre a necessidade da realiza\u00e7\u00e3o de testes ap\u00f3s os 14 dias de afastamento do indiv\u00edduo infectado, para confirmar se o v\u00edrus foi, de fato, eliminado.<\/p>\n<p>A pesquisa faz parte de um projeto de monitoramento do sars-cov-2 na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, cujas amostras foram coletadas entre mar\u00e7o e novembro de 2020, e est\u00e1 sendo financiada pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), pelo Instituto Pasteur e pelo Consulado da Fran\u00e7a em S\u00e3o Paulo, sob a coordena\u00e7\u00e3o da pesquisadora Paola Min\u00f3prio.<\/p>\n<p>Foram selecionados 38 pacientes positivos com sintomas leves para participar do estudo. \u201cN\u00f3s coletamos amostras desses pacientes a cada semana para testagem. Tr\u00eas pacientes foram classificados como at\u00edpicos, pois se mantiveram positivos por mais tempo\u201d, explica Cunha. Um dos pacientes \u00e9 uma pessoa vivendo com HIV e testou positivo por 232 dias; j\u00e1 os outros dois testaram positivo durante 71 e 81 dias. No entanto, eles estiveram assintom\u00e1ticos na maior parte do tempo.<\/p>\n<p>O pesquisador ressalta que o paciente com HIV estava com a contagem normal de c\u00e9lulas do sistema imune, portanto, os dados sugerem que ele era t\u00e3o capaz de responder ao sars-cov-2 quanto os outros dois pacientes. \u201cPrecisar\u00edamos de uma coorte s\u00f3 de pacientes com HIV e que foram infectados pela covid-19 para avaliar se o HIV interfere ou n\u00e3o na resposta imune contra o coronav\u00edrus\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Apesar da alta durabilidade da infec\u00e7\u00e3o, os pesquisadores conseguiram caracterizar toda a sua dura\u00e7\u00e3o \u2013 ou seja, no momento da \u00faltima coleta, os pacientes testaram negativo. \u201cIsso significa que o pr\u00f3prio sistema imune, apesar de ter alguma dificuldade inicial, conseguiu eliminar o v\u00edrus.\u201d<\/p>\n<p><strong>Imunossuprimidos<br \/>\n<\/strong>At\u00e9 ent\u00e3o, outros estudos sobre positividade prolongada mostravam pacientes com quadros de imunossupress\u00e3o, associada a alguma doen\u00e7a ou a um transplante, o que explica a dificuldade no controle da infec\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 a nossa pesquisa trata de pacientes saud\u00e1veis, com defesa natural contra o v\u00edrus. Alguns fatores do hospedeiro podem estar ligados a essa positividade prolongada, como estado nutricional, condi\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica e idade\u201d, afirma o cientista.<\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o prolongada tamb\u00e9m pode estar associada ao pr\u00f3prio v\u00edrus, que desenvolve mecanismos para sobreviver e se perpetuar. \u201cO v\u00edrus pode modular alguns genes do hospedeiro para ajudar a sua replica\u00e7\u00e3o, por exemplo, e assim evadir de respostas ligadas ao sistema imune. Ent\u00e3o, as muta\u00e7\u00f5es virais acumuladas ao longo da infec\u00e7\u00e3o podem estar relacionadas a essa positividade prolongada.\u201d<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 entender qual \u00e9 o impacto epidemiol\u00f3gico desse fen\u00f4meno: se os v\u00edrus que continuam no organismo t\u00eam capacidade de estabelecer uma nova infec\u00e7\u00e3o em outro hospedeiro ou n\u00e3o. Al\u00e9m disso, o grupo est\u00e1 sequenciando amostras de novos pacientes que apresentaram quadros parecidos para verificar se existem muta\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 infec\u00e7\u00e3o prolongada e encontrar novas explica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal da USP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Plataforma Cient\u00edfica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em ingl\u00eas) mostrou que 8% dos pacientes com a forma leve da covid-19, saud\u00e1veis e com sintomas leves podem ter epis\u00f3dios de positividade prolongada \u2013 quando o coronav\u00edrus continua sendo detectado no organismo, mesmo ap\u00f3s o fim dos sintomas. 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