{"id":29899,"date":"2021-01-28T08:21:36","date_gmt":"2021-01-28T11:21:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=29899"},"modified":"2021-01-28T08:29:54","modified_gmt":"2021-01-28T11:29:54","slug":"dados-preliminares-mostram-que-64-dos-recuperados-de-covid-tem-sintomas-persistentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/dados-preliminares-mostram-que-64-dos-recuperados-de-covid-tem-sintomas-persistentes\/","title":{"rendered":"Dados preliminares mostram que 64% dos recuperados de covid t\u00eam sintomas persistentes"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><em>De acordo com estudo da USP em Ribeir\u00e3o Preto, principais sintomas persistentes s\u00e3o fadiga, falta de ar, dor de cabe\u00e7a, perda de for\u00e7a muscular, dificuldade para enxergar ou inc\u00f4modo nos olhos<\/em><\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_29900\" aria-describedby=\"caption-attachment-29900\" style=\"width: 768px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29900\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/20210120_covid2-1-768x403-1.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"403\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/20210120_covid2-1-768x403-1.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2021\/01\/20210120_covid2-1-768x403-1-300x157.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2021\/01\/20210120_covid2-1-768x403-1-585x307.jpg 585w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-29900\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Cedida pela pesquisadora<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">R<\/span>esultados preliminares de uma pesquisa com pacientes recuperados de covid-19, acompanhados pela Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP, revelam que 64% t\u00eam algum sintoma persistente seis meses depois do in\u00edcio dos sintomas.<\/p>\n<p>Entre os pacientes atendidos pelo ambulat\u00f3rio p\u00f3s-covid (MINC) do Hospital das Cl\u00ednicas da FMRP, os principais sintomas persistentes s\u00e3o fadiga, falta de ar, <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-dtm-dor-orofacial-e-apneia-do-sono\/\">dor<\/a> de cabe\u00e7a, perda de for\u00e7a muscular, dificuldade para enxergar ou inc\u00f4modo nos olhos. Os dados s\u00e3o coletados pelo projeto Recovida, que acompanha, desde maio de 2020, sobreviventes da covid-19 para observar as repercuss\u00f5es da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO Recovida \u00e9 um projeto que foi pensado logo no in\u00edcio da pandemia no Brasil. Come\u00e7amos a pesquisar e organizar o estudo em abril do ano passado, no final desse mesmo m\u00eas ele foi aceito pelo Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa (CEP) e em maio come\u00e7amos a coletar os dados\u201d, conta a fisioterapeuta L\u00edvia Pimenta Bonif\u00e1cio, que desenvolveu o projeto em seu p\u00f3s-doutorado na FMRP.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 acompanhar pacientes sobreviventes da covid-19 na sua apresenta\u00e7\u00e3o leve e na forma grave da doen\u00e7a e observar sua sobrevida, bem como a ocorr\u00eancia de poss\u00edveis repercuss\u00f5es f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas ou sociais relacionadas \u00e0 infec\u00e7\u00e3o ou ao seu tratamento.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 o momento temos uma amostra de 177 pacientes acompanhados pelo Recovida entre casos com apresenta\u00e7\u00e3o leve, moderada e grave da covid-19\u201d, afirma L\u00edvia. \u201cNossa meta \u00e9 atingir 200 pacientes. No ambulat\u00f3rio MINC foram atendidos em torno de 230 pacientes no total, de maio a dezembro de 2020.\u201d<\/p>\n<p>Para facilitar o entendimento da gravidade da doen\u00e7a, os pacientes foram divididos nos grupos leve, moderado e grave. \u201cEstipulamos como crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o do estudo que os casos leves da covid-19 seriam aqueles pacientes com sintomas leves que n\u00e3o necessitaram de suporte de oxig\u00eanio e n\u00e3o foram internados\u201d, descreve a fisioterapeuta. \u201cOs casos moderados s\u00e3o de pacientes com sintomas leves a moderados que necessitaram de interna\u00e7\u00e3o com suporte ou n\u00e3o de oxig\u00eanio e os casos graves, pacientes com sintomas de moderados a graves que necessitaram de interna\u00e7\u00e3o, foram encaminhados ao CTI, necessitaram de intuba\u00e7\u00e3o ou tiveram complica\u00e7\u00f5es seletas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Acompanhamento<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p data-wp-editing=\"1\">Aplicados os crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o, a pesquisa identificou 14,7% de casos leves, 44,6% de casos moderados e 40,7% de casos graves. \u201cNo MINC o paciente recebe um atendimento m\u00e9dico habitual que segue um protocolo de avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, f\u00edsica, de coleta de exames espec\u00edficos e de imagem numa periodicidade estabelecida de fase aguda at\u00e9 um m\u00eas do in\u00edcio dos sintomas, tr\u00eas, seis e 12 meses de acompanhamento, quando isso \u00e9 poss\u00edvel, mas caso o paciente necessite de mais cuidados as consultas s\u00e3o mais frequentes\u201d, diz L\u00edvia. \u201cO Recovida segue este mesmo protocolo de periodicidade de acompanhamento dos pacientes, inclusive na verifica\u00e7\u00e3o dos exames estabelecidos pelo protocolo.\u201d<\/p>\n<p>Embora os resultados sejam preliminares, o estudo aponta que alguns sintomas s\u00e3o comuns e perduram por bastante tempo, e que podem ser sequelas. \u201cTemos pacientes com mais de seis meses do in\u00edcio dos sintomas e que ainda referem algum ou alguns sintomas persistentes\u201d, relata a fisioterapeuta. \u201cNa fase aguda, vimos que os sintomas respirat\u00f3rios s\u00e3o os mais comuns e mais marcantes, como tosse e a falta de ar (dispneia) assim como outros sintomas: febre, dor no corpo (mialgia), fadiga, dor de cabe\u00e7a (cefaleia) e epis\u00f3dios de diarreia. Tamb\u00e9m h\u00e1 sintomas caracter\u00edsticos da doen\u00e7a como altera\u00e7\u00e3o ou perda do paladar e do olfato.\u201d<\/p>\n<p><strong>Enfrentamento<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Com tr\u00eas meses do in\u00edcio dos sintomas as queixas respirat\u00f3rias como tosse e falta de ar ainda permanecem, mas em menor porcentagem. \u201cNesse momento, novas queixas se apresentam, como perda de for\u00e7a muscular geral, algumas altera\u00e7\u00f5es na sensibilidade do corpo (parestesias), queda de cabelo e ressecamento da pele\u201d, observa L\u00edvia. \u201cE os sintomas caracter\u00edsticos relacionados ao paladar e olfato est\u00e3o diminu\u00eddos\/reduzidos (hiposmia e hipogeusia), mas come\u00e7am a retornar ao estado normal sentido pelo paciente.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com a fisioterapeuta, os resultados preliminares do estudo indicam que em torno de 64% dos pacientes t\u00eam ainda algum sintoma persistente com seis meses ou mais do in\u00edcio dos sintomas. \u201cOs principais s\u00e3o fadiga, falta de ar, dor de cabe\u00e7a, perda de for\u00e7a muscular e casos de queixas relacionadas \u00e0 vis\u00e3o como uma dificuldade para enxergar ou inc\u00f4modo nos olhos\u201d, ressalta.<\/p>\n<h3>Enfrentamento<\/h3>\n<p>Segundo L\u00edvia, os cuidados com os pacientes ajudam a tra\u00e7ar estrat\u00e9gias de enfrentamento da covid-19. \u201cAcredito que seja importante acompanhar estes pacientes porque n\u00e3o sabemos ainda at\u00e9 quando os sintomas persistem, se ser\u00e3o de fato sequelas da covid-19 e quais consequ\u00eancias podem gerar na qualidade de vida pessoal e profissional destes pacientes\u201d, diz. \u201cApenas os estudos, as pesquisas cient\u00edficas bem delineadas, orientadas e fomentadas trar\u00e3o estas informa\u00e7\u00f5es estritamente necess\u00e1rias para o combate \u00e0 covid-19.\u201d<\/p>\n<p>O estudo conta com parcerias que complementam a avalia\u00e7\u00e3o do paciente. \u201cA equipe da fisioterapia realizando exames de espirometria, oscilometria, teste de caminhada e teste de for\u00e7a, a de oftalmologia realiza exames mais espec\u00edficos para acuidade visual dos pacientes com queixas visuais e a equipe de fonoaudiologia e CCP avaliam os pacientes que necessitaram de intuba\u00e7\u00e3o ou traqueostomia para avaliar poss\u00edveis sequelas relacionadas \u00e0 degluti\u00e7\u00e3o ou fona\u00e7\u00e3o\u201d, aponta a fisioterapeuta. \u201cOutros estudos parceiros da imunologia e oncologia analisam dados relacionados \u00e0 gen\u00e9tica. O Recovida \u00e9 um estudo do tipo \u2018guarda-chuva\u2019 que trabalha e compartilha dados com estes parceiros e oferece aos pacientes recuperados da covid-19 uma avalia\u00e7\u00e3o bastante completa.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 orientada pelo professor Fernando Bellissimo-Rodrigues, do Departamento de Medicina Social da FMRP. Tamb\u00e9m colaboraram com o estudo os professores Valdes Bollela, Rodrigo de Carvalho Santana, Jo\u00e3o Paulo Souza, Afonso Dinis Costa Passos, Amaury Lelis Dal Fabro, Benedito Ant\u00f4nio Lopes da Fonseca e prof. Jo\u00e3o Santana. O trabalho teve ainda colabora\u00e7\u00e3o dos projetos parceiros: professora Ada Clarice Gastaldi, junto com fisioterapeutas e alunos do <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/como-inserir-lasers-de-baixa-e-alta-potencia-na-rotina-clinica\/\">curso<\/a> de Fisioterapia, professora Ros\u00e1lia Antunes-Foschini e \u00cdlen Ferreira Costa, da Oftalmologia, e a aluna de Enfermagem Ana Paula Sulino Pereira.<\/p>\n<p><strong>\u00a0FONTE: JORNAL DA USP<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com estudo da USP em Ribeir\u00e3o Preto, principais sintomas persistentes s\u00e3o fadiga, falta de ar, dor de cabe\u00e7a, perda de for\u00e7a muscular, dificuldade para enxergar ou inc\u00f4modo nos olhos &nbsp; Resultados preliminares de uma pesquisa com pacientes recuperados de covid-19, acompanhados pela Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP, revelam que<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":29900,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-29899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29899"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29899\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}