{"id":2958,"date":"2013-12-09T09:23:26","date_gmt":"2013-12-09T12:23:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=2958"},"modified":"2013-12-09T09:23:26","modified_gmt":"2013-12-09T12:23:26","slug":"implante-imediato-area-septo-inter-radicular-relato-caso-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/implante-imediato-area-septo-inter-radicular-relato-caso-2\/","title":{"rendered":"Comportamento dos tecidos peri-implantares no implante imediato com provisionaliza\u00e7\u00e3o: revis\u00e3o de literatura"},"content":{"rendered":"<p><b>Resumo<\/b><\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o: a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-implantodontia-2\/\">Implantodontia<\/a> alcan\u00e7ou um patamar onde apenas a osseointegra\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o bastante para se considerar sucesso o resultado do tratamento. Hoje, al\u00e9m de devolver fun\u00e7\u00e3o, o <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-protese-sobre-implante-mais-protese-fixa\/\">implante<\/a> deve estar associado a restaura\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas similares \u00e0 denti\u00e7\u00e3o natural, harmoniosas com os <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> vizinhos e com as outras estruturas peri-implantares. O\u00a0processo cicatricial, ap\u00f3s a perda dent\u00e1ria, \u00e9 desfavor\u00e1vel aos tecidos moles, que acompanham a remodela\u00e7\u00e3o \u00f3ssea comprometendo a est\u00e9tica. A utiliza\u00e7\u00e3o de implantes imediatos e provisionaliza\u00e7\u00e3o possibilita uma abordagem de tratamento que visa a manuten\u00e7\u00e3o dos tecidos peri-implantares, em substitui\u00e7\u00e3o ao tratamento das sequelas da atrofia p\u00f3s-extra\u00e7\u00e3o. Objetivo: identificar e discutir os determinantes do comportamento morfo-est\u00e9tico-funcional do tecido peri-implantar no procedimento de implante imediato com provisionaliza\u00e7\u00e3o. M\u00e9todos: utilizou-se como fonte de pesquisa a base de dados do PubMed no per\u00edodo de 2003 a 2012. Resultados: dentro dos limites dessa revis\u00e3o, foi poss\u00edvel concluir que o resultado est\u00e9tico na terapia com implantes sofre influ\u00eancia do bi\u00f3tipo tecidual, especialmente nos n\u00edveis da mucosa peri-implantar vestibular. O bi\u00f3tipo fino apresentou maior suscetibilidade a recess\u00e3o <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-correcao-de-sorriso-gengival\/\">gengival<\/a>. Por outro lado, o bi\u00f3tipo tecidual demonstrou pouca influ\u00eancia na altura da papila interproximal. O preenchimento do gap com um substituto \u00f3sseo ou enxerto aut\u00f3geno contribuiu para a manuten\u00e7\u00e3o das estruturas ao redor do implante, mas n\u00e3o se pode afirmar a exist\u00eancia de superioridade entre os materiais de enxerto. Conclus\u00e3o: o enxerto de tecido conjuntivo subepitelial parece beneficiar o n\u00edvel da mucosa marginal vestibular.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> Carga imediata em implante dent\u00e1rio. Extra\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria. Alv\u00e9olo dent\u00e1rio. Implantes dent\u00e1rios para um \u00fanico dente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>O sucesso cl\u00ednico das reabilita\u00e7\u00f5es prot\u00e9ticas unit\u00e1rias implantossuportadas na maxila anterior depende da obten\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses com est\u00e9tica satisfat\u00f3ria para o paciente e para o cirurgi\u00e3o-dentista<sup>1<\/sup>. Hoje, com as altas taxas de sobreviv\u00eancia dos implantes, o objetivo tem sido criar uma restaura\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que seja similar ao dente natural e que seja est\u00e1vel ao longo do tempo<sup>2,3,4<\/sup>.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de instala\u00e7\u00e3o de implantes em pacientes ed\u00eantulos unit\u00e1rios \u00e9 bem descrita e rotineira<sup>5<\/sup>. Muitas vezes, s\u00e3o indicados diversos procedimentos de aumento \u00f3sseo e gengival<sup>6,7<\/sup> devido \u00e0 reabsor\u00e7\u00e3o \u00f3ssea alveolar que ocorre durante o primeiro ano ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando a taxa m\u00e1xima nos primeiros seis meses<sup>8<\/sup>. Infelizmente, mesmo com a melhoria das t\u00e9cnicas, essas abordagens implicam em falhas da preserva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel \u00f3sseo residual e do contorno da gengiva marginal. Essas altera\u00e7\u00f5es causam comprometimento est\u00e9tico em curto, m\u00e9dio e longo prazo<sup>5<\/sup>.<\/p>\n<p>Atualmente, a abordagem do cirurgi\u00e3o-dentista frente \u00e0 indica\u00e7\u00e3o de exodontia de uma unidade dent\u00e1ria tem sido ampliada. O implantodontista, que h\u00e1 alguns anos comumente j\u00e1 recebia o paciente com a aus\u00eancia dent\u00e1ria, \u201cpronto\u201d para receber o implante, tem tido cada vez mais a oportunidade de decidir o melhor momento para a extra\u00e7\u00e3o e para a instala\u00e7\u00e3o do implante, o que pode influenciar no resultado do tratamento. O conhecimento da fisiologia \u00f3ssea alveolar e do processo cicatricial tem modificado os protocolos de planejamento para os casos de exodontia unit\u00e1ria em \u00e1reas est\u00e9ticas. Chen e Buser<sup>9<\/sup> didaticamente classificaram como tipo 1, ou implante imediato, a coloca\u00e7\u00e3o do implante no momento da extra\u00e7\u00e3o, como parte do mesmo procedimento cir\u00fargico; tipo 2, ou implante precoce, o implante instalado entre quatro e oito semanas ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o e quando o tecido mole cicatrizou, mas n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o \u00f3ssea clinicamente significativa; tipo 3, tamb\u00e9m implante precoce, a implanta\u00e7\u00e3o entre doze e dezesseis semanas ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, mas onde observa-se uma remodela\u00e7\u00e3o \u00f3ssea importante; tipo 4, ou implante tardio, a instala\u00e7\u00e3o do implante a partir de seis meses ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o, quando o alv\u00e9olo est\u00e1 completamente cicatrizado.<\/p>\n<p>W\u00f6hrle<sup>10<\/sup> pioneiramente preconizou a coloca\u00e7\u00e3o imediata dos implantes nos alv\u00e9olos frescos e carga imediata. Posteriormente, muitos autores descreveram e aperfei\u00e7oaram a t\u00e9cnica, demonstrando seu benef\u00edcio<sup>11,12,13<\/sup>. A t\u00e9cnica de implantes imediatos e carga imediata parece colaborar substancialmente com a preserva\u00e7\u00e3o da arquitetura marginal. As Figuras de 1 a 6 mostram um caso cl\u00ednico que ilustra a t\u00e9cnica do implante imediato com provisionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de fratura radicular, complica\u00e7\u00f5es periodontais e\/ou endod\u00f4nticas, remete a um problema desafiador, uma vez que as sequelas microbianas e mec\u00e2nicas tipicamente induzem a reabsor\u00e7\u00e3o completa da t\u00e1bua \u00f3ssea vestibular. Nesses casos, dificilmente os requisitos m\u00ednimos s\u00e3o contemplados para a instala\u00e7\u00e3o de implantes e carga imediata. As t\u00e9cnicas t\u00eam evolu\u00eddo no intuito de associar procedimentos de aumento \u00f3sseo alveolar ao implante imediato<sup>13<\/sup>. No entanto, os tipos de material de enxerto bem como a t\u00e9cnica cir\u00fargica em si est\u00e3o longe de serem consideradas consensuais, sobretudo pelo grande n\u00famero de vari\u00e1veis.<\/p>\n<p>Kan et al.<sup>5<\/sup> relataram que fatores extr\u00ednsecos e intr\u00ednsecos podem interferir nos resultados do implante e carga imediata. Quanto aos fatores extr\u00ednsecos relacionados \u00e0 t\u00e9cnica cir\u00fargica, destacam-se o posicionamento tridimensional do implante e sua angula\u00e7\u00e3o<sup>14<\/sup>, o tempo de instala\u00e7\u00e3o<sup>9,15<\/sup>, a coloca\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de enxerto<sup>16,17<\/sup> e o n\u00edvel do trauma cir\u00fargico na exodontia e na instala\u00e7\u00e3o do implante<sup>13<\/sup>. No \u00e2mbito da pr\u00f3tese, correlaciona-se a forma, a provisionaliza\u00e7\u00e3o e sua manipula\u00e7\u00e3o<sup>18<\/sup>. J\u00e1 no design do implante, inclui-se a macrogeometria, a superf\u00edcie e a interface implante\/abutment<sup>19<\/sup>. Os fatores intr\u00ednsecos relacionam-se ao paciente, como o bi\u00f3tipo gengival<sup>5,12<\/sup>, presen\u00e7a de doen\u00e7a periodontal, quantidade e qualidade \u00f3ssea e a higieniza\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade bucal<sup>20,21,22<\/sup>.<\/p>\n<p>O objetivo desse artigo \u00e9, por meio de uma revis\u00e3o da literatura, identificar e discutir os determinantes do comportamento morfo-est\u00e9tico-funcional do tecido peri-implantar no procedimento de implante imediato com provisionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig01_2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2981 aligncenter\" alt=\"dpi_v07_n03_41fig01_2\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig01_2.jpg\" width=\"600\" height=\"302\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig01_2.jpg 600w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig01_2-300x151.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig03_4.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2982\" alt=\"dpi_v07_n03_41fig03_4\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig03_4.jpg\" width=\"600\" height=\"324\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig03_4.jpg 600w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig03_4-300x162.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig05.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2983\" alt=\"dpi_v07_n03_41fig05\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig05.jpg\" width=\"800\" height=\"345\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig05.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig05-300x129.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2984\" alt=\"dpi_v07_n03_41fig06\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig06.jpg\" width=\"800\" height=\"585\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig06.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41fig06-300x219.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Revis\u00e3o de literatura<\/b><\/p>\n<p>Foi realizada uma pesquisa bibliogr\u00e1fica na base de dados PubMed, utilizando as palavras-chave: provisionaliza\u00e7\u00e3o, enxerto \u00f3sseo e implantes dent\u00e1rios, carga imediata em implante dent\u00e1rio, extra\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria, alv\u00e9olo dental, implantes dent\u00e1rios para um \u00fanico dente; de 2003 a 2012. Foram selecionadas 18 pesquisas cl\u00ednicas, que est\u00e3o sumarizadas no Quadro 1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Discuss\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 ponto pac\u00edfico na literatura que a remodela\u00e7\u00e3o \u00f3ssea p\u00f3s extra\u00e7\u00e3o e as altera\u00e7\u00f5es peri-implantares s\u00e3o complica\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas no tratamento com implantes na regi\u00e3o anterior, e sofrem influ\u00eancia multifatorial.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro contato osso-implante, Kan et\u00a0al.<sup>5<\/sup> e Raes et al.<sup>24<\/sup> encontraram perdas na crista mesial e distal em estudos com implantes imediatos sem utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto. Por outro lado, Cooper et al.<sup>17<\/sup> e Brown et al.<sup>19<\/sup> obtiveram aumento do n\u00edvel \u00f3sseo sem a utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto \u00f3sseo. Tsuda et al.<sup>16<\/sup> tamb\u00e9m relatam aumento \u00f3sseo com uso de enxerto xen\u00f3geno (Bio-Oss) e tecido conjuntivo subepitelial. Entretanto, Levin et al.<sup>28<\/sup> , que utilizaram enxerto FDBA ou fosfato de c\u00e1lcio bif\u00e1sico, encontraram reabsor\u00e7\u00e3o da crista \u00f3ssea na \u00e1rea correspondente ao primeiro contato osso-implante, e De Rouck et al.<sup>12<\/sup>, que tamb\u00e9m utilizaram enxerto com Bio-Oss, encontraram m\u00e9dia de perda \u00f3ssea mesial de 1,13mm, e distal de 0,86mm, em tr\u00eas anos. Aspectos intr\u00ednsecos aos pacientes, crit\u00e9rios de inclus\u00e3o do estudo, operador, materiais de enxertia utilizados, falta de padroniza\u00e7\u00e3o na t\u00e9cnica utilizada e na forma de avalia\u00e7\u00e3o empregada s\u00e3o fatores que podem gerar diferen\u00e7a nos resultados dos estudos.<\/p>\n<p>Kan et al.<sup>5<\/sup> encontraram recess\u00e3o vestibular (m\u00e9dia de\u00a01mm) ap\u00f3s implante imediato sem utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto, resultado tamb\u00e9m encontrado por De Rouck et al.<sup>12<\/sup>, que utilizaram enxerto com Bio-Oss. Tsuda et al.<sup>16<\/sup> fizeram enxerto com Bio-Oss e tecido conjuntivo, e obtiveram recess\u00e3o gengival em menor grau (0,05mm), ocorrendo o mesmo com Cornelini et al.<sup>32<\/sup>, que utilizaram membrana de col\u00e1geno (recess\u00e3o de 0,5mm). Sem utilizar qualquer material de enxerto, Cooper et\u00a0al.<sup>17<\/sup> observaram que houve estabilidade das margens gengivais, e, em 83%, houve aumento dessas \u2014\u00a0resultado semelhante ao de Brown et al.<sup>19<\/sup>, que tamb\u00e9m perceberam estabilidade, com ganhos de at\u00e9 0,2mm. Raes et al.<sup>24<\/sup> encontraram estabilidade da margem gengival na maioria dos casos e recess\u00e3o acentuada em apenas 7% dos casos. Relataram, ainda, que os resultados das cirurgias sem retalho mostraram menos recess\u00e3o que os encontrados nas cirurgias convencionais do mesmo estudo. Miyamoto e Obama<sup>15<\/sup> relacionaram a diminui\u00e7\u00e3o da recess\u00e3o gengival com a espessura do osso vestibular maior que 2mm, e Kan et al.<sup>5<\/sup> observaram que regi\u00f5es com um bi\u00f3tipo gengival espesso apresentaram mudan\u00e7as significativamente menores nas margens vestibulares (0,56mm de recess\u00e3o) do que em regi\u00f5es com o bi\u00f3tipo gengival fino onde houve recess\u00e3o de 1,5mm.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das papilas, Kan et al.<sup>5<\/sup> e Cornelini et al.<sup>32<\/sup> relataram em seus estudos diminui\u00e7\u00e3o de papilas. El-Chaar<sup>20<\/sup> obteve redu\u00e7\u00e3o de 0,3 e 0,5mm nas papilas ap\u00f3s um ano de acompanhamento. Por outro lado, Tsuda\u00a0et\u00a0al.<sup>16<\/sup> observaram preenchimento das papilas pelo \u00edndice de Jemt<sup>23<\/sup> em metade dos 80% de s\u00edtios avaliados, atribuindo os bons resultados \u00e0 t\u00e9cnica de enxerto \u00f3sseo associado ao enxerto de conjuntivo. Raes et al.<sup>24<\/sup> encontraram estabilidade das papilas, corroborando os dados de Alberti et al.<sup>39<\/sup> No estudo de Brown et al.<sup>19<\/sup> houve aumento da altura das papilas, ocorrendo altera\u00e7\u00e3o do \u00edndice papilar de Jemt<sup>23<\/sup> de 2 (85%) e 3 (24%) em oito semanas para 2 (65%) e 3 (43%) em um\u00a0ano. Vale ressaltar que no estudo de Raes et al.<sup>24<\/sup> o bi\u00f3tipo gengival da amostra foi espesso, e que no de Brown et al.<sup>19<\/sup> o gap m\u00e1ximo foi de 1,5mm, com as paredes dos alv\u00e9olos \u00edntegras. Em sua pesquisa, Alberti et al.<sup>39<\/sup> relataram que o ajuste do provis\u00f3rio favoreceu a preserva\u00e7\u00e3o das papilas.<\/p>\n<p>Fatores como operador, m\u00e9todos de padroniza\u00e7\u00e3o das medidas, sele\u00e7\u00e3o dos casos (tipo gengival, preserva\u00e7\u00e3o de t\u00e1bua \u00f3ssea, espessura \u00f3ssea, espa\u00e7o entre implante e alv\u00e9olo, entre outros requisitos) interferem nos resultados; e Noelken et al.<sup>33<\/sup> justificam a manuten\u00e7\u00e3o da arquitetura gengival em seu estudo pelo conjunto de cuidados, como o posicionamento mais palatinizado dos implantes em rela\u00e7\u00e3o ao alv\u00e9olo residual, utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto aut\u00f3geno e a t\u00e9cnica de reconstru\u00e7\u00e3o \u00f3ssea tipo envelope. Segundo esses autores, tais detalhes contribuem para o m\u00ednimo de rea\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias, evitando grandes reabsor\u00e7\u00f5es \u00f3sseas e o colapso dos tecidos moles.<\/p>\n<p>Huynh-Ba et al.<sup>34<\/sup> relataram que, embora n\u00e3o exista consenso geral, a largura m\u00ednima de t\u00e1bua \u00f3ssea vestibular necess\u00e1ria para manuten\u00e7\u00e3o do osso seria em torno de 2mm. Sabe-se que a espessura \u00f3ssea vestibular interfere na manuten\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o vertical da crista \u00f3ssea vestibular. Ainda de acordo com esses autores a, utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto seria justific\u00e1vel para compensar a reabsor\u00e7\u00e3o \u00f3ssea esperada, especialmente na regi\u00e3o anterior, onde, na maioria dos casos, n\u00e3o se encontra volume \u00f3sseo compat\u00edvel com o preconizado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2985 aligncenter\" alt=\"dpi_v07_n03_41qdo01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01.jpg\" width=\"800\" height=\"771\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01-300x289.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2986\" alt=\"dpi_v07_n03_41qdo01b\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01b.jpg\" width=\"800\" height=\"756\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01b.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01b-300x283.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01c.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2987\" alt=\"dpi_v07_n03_41qdo01c\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01c.jpg\" width=\"800\" height=\"775\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01c.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01c-300x290.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01d.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2988\" alt=\"dpi_v07_n03_41qdo01d\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01d.jpg\" width=\"800\" height=\"770\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01d.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/dpi_v07_n03_41qdo01d-300x288.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Conclus\u00f5es<\/b><\/p>\n<p>Dentro dos limites da presente revis\u00e3o de literatura, conclui-se que:<\/p>\n<p>1) N\u00e3o existe consenso entre os autores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 t\u00e9cnica operat\u00f3ria, materiais de enxerto, tipo de implante e procedimento prot\u00e9tico em torno do procedimento de implante imediato e provisionaliza\u00e7\u00e3o. No entanto, a t\u00e9cnica parece trazer resultados cl\u00ednicos e est\u00e9ticos satisfat\u00f3rios.<\/p>\n<p>2) O bi\u00f3tipo tecidual tem influ\u00eancia na est\u00e9tica da terapia com implantes, principalmente nos n\u00edveis da mucosa peri-implantar vestibular; sendo o bi\u00f3tipo fino o que teve maior suscetibilidade para recess\u00e3o.<\/p>\n<p>3) O bi\u00f3tipo tecidual demonstrou pouca influ\u00eancia na altura da papila interproximal.<\/p>\n<p>4) O preenchimento do gap com um substituto \u00f3sseo ou enxerto aut\u00f3geno contribuiu para a manuten\u00e7\u00e3o das estruturas ao redor do implante. Entretanto, n\u00e3o se pode afirmar a exist\u00eancia de superioridade entre os materiais de enxerto.<\/p>\n<p>5) O enxerto de tecido conjuntivo subepitelial parece influenciar positivamente no n\u00edvel da mucosa marginal vestibular.<\/p>\n<p>6) Ainda s\u00e3o necess\u00e1rios estudos cl\u00ednicos controlados de longo prazo para estabelecer a real influ\u00eancia dos diversos fatores intr\u00ednsecos e extr\u00ednsecos no comportamento morfo-est\u00e9tico-funcional dos tecidos peri-implantares no procedimento de implante imediato com provisionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como citar este artigo: <\/strong><\/p>\n<p>Silva DBNF, Neves LC, Querino E, Rosa JCM Barreto\u00a0MA. Behavior of peri-implant tissues in immediate implant with provisionalization: A literature review. Dental Press Implantol. 2013 July-Sept;7(3):41-51.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>\u00bb Os pacientes que aparecem no presente artigo autorizaram previamente a publica\u00e7\u00e3o de suas fotografias faciais e intrabucais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia<\/b><\/p>\n<p><b>Leonardo da Costa Neves<\/b><\/p>\n<p>R. Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio \u2013 46 \u2013 Centro<\/p>\n<p>CEP: 48.010-090 \u2013 Alagoinhas\/BA<\/p>\n<p>E-mail: leonardo@nect.com.br<\/p>\n<p>Enviado em: 04\/03\/2012<\/p>\n<p>Revisado e aceito: 27\/02\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sucesso cl\u00ednico das reabilita\u00e7\u00f5es prot\u00e9ticas unit\u00e1rias implantossuportadas na maxila anterior depende da obten\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses com est\u00e9tica satisfat\u00f3ria para o paciente e para o cirurgi\u00e3o-dentista.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":2990,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2958","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2958"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2958\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}