{"id":2863,"date":"2013-12-09T09:24:35","date_gmt":"2013-12-09T12:24:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=2863"},"modified":"2013-12-09T09:24:35","modified_gmt":"2013-12-09T12:24:35","slug":"crescimento-mandibular-desenvolvimento-dentoalveolar-tratamento-classe-ii-divisao-1-bionator-balters-funcao-maturidade-esqueletica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/crescimento-mandibular-desenvolvimento-dentoalveolar-tratamento-classe-ii-divisao-1-bionator-balters-funcao-maturidade-esqueletica\/","title":{"rendered":"Crescimento mandibular e desenvolvimento dentoalveolar no tratamento da Classe II, divis\u00e3o 1, com Bionator de Balters em fun\u00e7\u00e3o da maturidade esquel\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p><b>Objetivo:<\/b> avaliar a influ\u00eancia da matura\u00e7\u00e3o \u00f3ssea no processo de crescimento e de desenvolvimento mandibular e dentoalveolar durante a corre\u00e7\u00e3o da Classe II, divis\u00e3o 1, com o Bionator de Balters.<\/p>\n<p><b>M\u00e9todos:<\/b> foram avaliados tr\u00eas grupos de crian\u00e7as com Classe II, divis\u00e3o 1. Dois grupos foram tratados por um ano com o aparelho Bionator de Balters, em diferentes idades esquel\u00e9ticas (Grupo 1: 6 crian\u00e7as, com 7 a 8 anos de idade; e Grupo 2: 10 crian\u00e7as, com 9 a 10 anos); e um grupo sem tratamento (Grupo controle: 7 crian\u00e7as, com 8 a 9 anos). Telerradiografias laterais em norma de 45\u00b0 foram utilizadas para a avalia\u00e7\u00e3o do crescimento mandibular e para o desenvolvimento dentoalveolar. Implantes met\u00e1licos de t\u00e2ntalo foram usados como refer\u00eancia fixa e est\u00e1vel para sobreposi\u00e7\u00f5es radiogr\u00e1ficas e aquisi\u00e7\u00e3o de dados. Na an\u00e1lise estat\u00edstica do deslocamento de pontos localizados na regi\u00e3o de c\u00f4ndilo, corpo e base mandibular e de pontos dent\u00e1rios, foi empregado o teste t de Student; para avaliar as diferen\u00e7as entre os grupos, usou-se a an\u00e1lise de vari\u00e2ncia a um crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o (n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 95%).<\/p>\n<p><b>Resultados:<\/b> os grupos, quando avaliados individualmente, apresentaram crescimento de todos os pontos esquel\u00e9ticos de forma significativa (1,2 a 3,7mm); por\u00e9m, quando comparados entre si, a quantidade de crescimento na regi\u00e3o do c\u00f4ndilo, ramo e base da mand\u00edbula n\u00e3o foi estatisticamente diferente. Quanto \u00e0s altera\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias, ocorreu maior inclina\u00e7\u00e3o dos incisivos inferiores para vestibular (1,86mm) nos pacientes menos maduros, e maior extrus\u00e3o dos primeiros molares permanentes (4,8mm) nos pacientes mais maduros.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> M\u00e1 oclus\u00e3o de Angle Classe II. Ortopedia. Crescimento e desenvolvimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento da m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe II, com aparelhos funcionais, estudado por d\u00e9cadas em estudos experimentais em animais e em seres humanos, prova que essa terapia \u00e9 capaz de reorganizar o crescimento e o desenvolvimento normal da face<sup>26,28<\/sup>, com efeitos esquel\u00e9ticos e dentoalveolares importantes para a corre\u00e7\u00e3o da m\u00e1 oclus\u00e3o<sup>12,21,23<\/sup>. Com\u00a0rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mand\u00edbula, trabalhos com diferentes m\u00e9todos t\u00eam comprovado que a terapia funcional, em pacientes com m\u00e1s oclus\u00f5es de Classe II, \u00e9 capaz de alterar o crescimento condilar e promover a remodela\u00e7\u00e3o \u00f3ssea mandibular<sup>26,28<\/sup>. Todavia, o crescimento condilar representa, at\u00e9 aos dias atuais, um fato controverso e pouco definido<sup>22<\/sup>.<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia do presente estudo do tratamento da Classe\u00a0II com o aparelho Bionator de Balters reside na utiliza\u00e7\u00e3o de radiografias em 45\u00b0, que permitem uma avalia\u00e7\u00e3o sem a sobreposi\u00e7\u00e3o de estruturas anat\u00f4micas<sup>16<\/sup>, pelo referencial dos implantes met\u00e1licos<sup>24<\/sup>, e pela distribui\u00e7\u00e3o desses pacientes por idade esquel\u00e9tica \u2014\u00a0o que torna os resultados mais fidedignos.<\/p>\n<p>J\u00e1 existem trabalhos que utilizaram m\u00e9todos semelhantes<sup>23<\/sup>; todavia, o cl\u00ednico ainda tem dificuldade em definir a fase ideal para o in\u00edcio da interven\u00e7\u00e3o, pois a literatura estudada muitas vezes \u00e9 contradit\u00f3ria, com autores afirmando que, em pacientes jovens, o aumento do comprimento mandibular poder\u00e1 ocorrer com a utiliza\u00e7\u00e3o desses aparelhos<sup>5,24<\/sup>, ao passo que outros autores afirmam que essa forma de tratamento n\u00e3o faz crescer a\u00a0mand\u00edbula, pois \u00e9 na puberdade que a crian\u00e7a tem maiores ganhos de crescimento<sup>22<\/sup>.<\/p>\n<p>O objetivo do presente estudo \u00e9 avaliar a influ\u00eancia da matura\u00e7\u00e3o esquel\u00e9tica no crescimento e desenvolvimento mandibular e dentoalveolar natural e induzido pelo tratamento da m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe II, divis\u00e3o 1, com o Bionator de Balters.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p>Foram utilizadas radiografias de uma amostra composta de 23 pacientes leucodermas, sendo 9 do sexo masculino e 14 do feminino, com idades esquel\u00e9ticas variando de 7 a 10 anos, com m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0II, divis\u00e3o 1, de Angle, e defici\u00eancia mandibular. Telerradiografias laterais obl\u00edquas, em norma de 45\u00b0 (telerradiografia obl\u00edqua), das hemimand\u00edbulas direita e esquerda, e radiografias de m\u00e3o e punho foram tomadas por um mesmo t\u00e9cnico e no mesmo dia, utilizando aparelho de raios X da marca Funk Orbital X15, \u00e9crans Lanex e filme TMG ,com os fatores 82 Kvp, 80\u00a0mA e 0,5s de exposi\u00e7\u00e3o. Essas radiografias foram coletadas prospectivamente, em dois tempos, com intervalo de um ano, e arquivadas no <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/como-inserir-lasers-de-baixa-e-alta-potencia-na-rotina-clinica\/\">curso<\/a> de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UNESP, na cidade de Araraquara\/SP.<\/p>\n<p>Os pacientes da amostra foram distribu\u00eddos em tr\u00eas grupos, de acordo com a idade esquel\u00e9tica obtida pelo m\u00e9todo de Ekl\u00f6f e Ringertz, utilizando o programa Radiocef Studio V.1 R.3 (Radio Memory, Belo Horizonte\/MG), a\u00a0partir de mensura\u00e7\u00f5es de 10 dimens\u00f5es dos ossos da m\u00e3o e punho, em imagens escaneadas (Scanner Agfa, SnapScan 1236) das radiografias. O grupo controle (GC) foi composto de pacientes sem tratamento, com 8,5 a 9,4 anos de idade esquel\u00e9tica. Os grupos tratados 1 (G1) e 2 (G2) foram compostos de pacientes com idade esquel\u00e9tica inicial de 7 a 8,5 anos, e de 9,3 a 10,7 anos, respectivamente (Tab.\u00a01).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab01.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2899\" alt=\"v_18_n_04_43tab01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab01.jpg\" width=\"800\" height=\"405\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab01.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab01-300x151.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O aparelho utilizado nos pacientes dos grupos tratados foi o Bionator, descrito por Balters<sup>4<\/sup>, com extens\u00e3o profunda de acr\u00edlico do arco inferior, visando maior apoio mucoso na regi\u00e3o lingual, sempre confeccionados pelo mesmo profissional<sup>23<\/sup>.<\/p>\n<p>Todos os pacientes receberam tr\u00eas implantes met\u00e1licos de t\u00e2ntalo, medindo 0,5mm de di\u00e2metro e 1,5mm de comprimento, posicionados na superf\u00edcie cortical da mand\u00edbula, conforme o m\u00e9todo desenvolvido por Bj\u00f6rk<sup>8<\/sup>. O primeiro, posicionado no centro da s\u00ednfise, entre as ra\u00edzes dos incisivos, e os outros dois, posicionados na regi\u00e3o posterior, entre as ra\u00edzes dos primeiros molares permanentes inferiores, direito e esquerdo.<\/p>\n<p>Com o objetivo de avaliar o crescimento mandibular e os desenvolvimentos dent\u00e1rios natural e induzido pelo tratamento ortop\u00e9dico com o Bionator de Balters, foram estabelecidos 16 pontos cefalom\u00e9tricos demarcados na mand\u00edbula, visualizada em telerradiografias obl\u00edquas direitas e esquerdas: pontos condilares (co, coa, cop, cla, e clp); pontos na regi\u00e3o do ramo (ramp, rams, rma e rmi) e borda inferior (gop, go, goa, me, bora, borm, e borp) (Quadro 1).<\/p>\n<p>Os pontos demarcados sobre os dentes permanentes foram: icp, iip, cp, m1p, m2p, p1m e p2m e sobre dentes dec\u00edduos: cd, m1d e m2d, totalizando 10 pontos dent\u00e1rios, al\u00e9m de 2 pontos referenciais dos implantes (Fig. 1, Quadro 1).<\/p>\n<p>Para a an\u00e1lise dos deslocamentos dos pontos cefalom\u00e9tricos, foi utilizado um sistema de coordenadas cartesianas. O eixo X \u00e9 representado pela linha horizontal formada pelo plano orbit\u00e1rio determinado na radiografia inicial (T<sub>1<\/sub>) e transferido para as radiografias subsequentes por meio da superposi\u00e7\u00e3o das imagens dos implantes met\u00e1licos, localizados na por\u00e7\u00e3o anteroposterior da mand\u00edbula (Ip e Ia). O eixo Y \u00e9 representado pela linha vertical perpendicular ao plano orbit\u00e1rio, passando por um ponto fiducial localizado na extremidade posterior do plano orbit\u00e1rio, numa posi\u00e7\u00e3o mais posterior \u00e0s estruturas esquel\u00e9ticas e dent\u00e1rias do tra\u00e7ado cefalom\u00e9trico. A posi\u00e7\u00e3o anteroposterior de cada ponto cefalom\u00e9trico foi obtida pela dist\u00e2ncia linear do ponto referido ao eixo Y, paralelo ao eixo X. De forma semelhante, a posi\u00e7\u00e3o vertical de cada ponto cefalom\u00e9trico foi obtida pela dist\u00e2ncia linear do ponto ao eixo X, paralelo ao eixo Y (Fig.\u00a01).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43figb01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2900 aligncenter\" alt=\"v_18_n_04_43figb01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43figb01.jpg\" width=\"400\" height=\"479\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43figb01.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43figb01-250x300.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O deslocamento horizontal de cada ponto foi obtido pela diferen\u00e7a entre a dist\u00e2ncia linear horizontal dos pontos em dois instantes distintos (i2-i1), onde i1 representa o in\u00edcio do tratamento ortop\u00e9dico (grupo tratado) ou in\u00edcio do per\u00edodo de observa\u00e7\u00e3o (grupo controle), e i2 o deslocamento ap\u00f3s um ano da terapia ortop\u00e9dica (grupo tratado) ou final do per\u00edodo de observa\u00e7\u00e3o (grupo controle). O deslocamento total de cada ponto foi obtido utilizando a regra do tri\u00e2ngulo ret\u00e2ngulo (deslocamento total \u00e9 igual \u00e0 raiz quadrada do somat\u00f3rio do deslocamento horizontal elevado ao quadrado, e do deslocamento vertical elevado ao quadrado).<\/p>\n<p>O presente estudo foi aprovado em 04\/05\/2009 pelo Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Araraquara, sob o protocolo 39\/06, estando de acordo com a resolu\u00e7\u00e3o 196\/96 do Conselho Nacional de Sa\u00fade\/MS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43qdo01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2901\" alt=\"v_18_n_04_43qdo01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43qdo01.jpg\" width=\"800\" height=\"627\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43qdo01.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43qdo01-300x235.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise estat\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Os pontos predeterminados nas imagens radiogr\u00e1ficas foram digitalizados por duas vezes por um mesmo operador calibrado, em intervalos de 15 dias, utilizando um microcomputador IBM adequado, com o programa Dentofacial Planner Plus vers\u00e3o 2.02 (Dentofacial Software Inc. Toronto, Canad\u00e1), sobre mesa digitalizadora Numonics Accugrid (Numonics Corporation, modelo A30TLE. Montgomeryville, EUA). Os dados obtidos foram exportados ao programa Excel e submetidos \u00e0 an\u00e1lise estat\u00edstica pelo programa SPSS (Advanced Statistics Package for Social Scienses, SPSS, Inc, Chicago, EUA). Esse procedimento foi realizado para a avalia\u00e7\u00e3o do erro do m\u00e9todo no processo de digitaliza\u00e7\u00e3o. Foi aplicado o coeficiente de correla\u00e7\u00e3o intraclasse (ICC), que evidenciou varia\u00e7\u00f5es de 0,893 a 0,996, sendo a menor correspondente ao ponto m1d (v) e a maior aos pontos oj, cop (v), coa (v) e rmd, demonstrando que o erro de m\u00e9todo n\u00e3o foi significativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab02-03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2902\" alt=\"v_18_n_04_43tab02-03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab02-03.jpg\" width=\"800\" height=\"672\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab02-03.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab02-03-300x252.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a compara\u00e7\u00e3o entre os grupos, os dados obtidos foram anualizadas, de forma a equilibrar a pequena diferen\u00e7a no tempos de observa\u00e7\u00e3o ou tratamento, de 0,8 a 1,2 anos (Tab.\u00a01).<\/p>\n<p>De cada paciente, em cada momento do estudo, foram obtidas duas telerradiografias obl\u00edquas, uma do lado direito e outra do lado esquerdo. O estudo da correla\u00e7\u00e3o dos deslocamentos dos pontos predeterminados dos dois lados, empregando-se o coeficiente de correla\u00e7\u00e3o de Pearson, mostrou que para 77% a correla\u00e7\u00e3o \u00e9 zero ou muito fraca, e que para 16% a correla\u00e7\u00e3o \u00e9 moderada, mostrando que a corre\u00e7\u00e3o promovida pelo aparelho ou crescimento natural n\u00e3o \u00e9 necessariamente sim\u00e9trica. Em fun\u00e7\u00e3o desses resultados, optou-se por trabalhar com as medidas dos dois lados como medidas independentes.<\/p>\n<p>Para a an\u00e1lise estat\u00edstica do deslocamento de cada ponto, foi empregado o teste t de Student para a m\u00e9dia de uma popula\u00e7\u00e3o. Para avaliar se as m\u00e9dias de cada medida, nos tr\u00eas grupos, eram iguais, utilizou-se an\u00e1lise de vari\u00e2ncia com um crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o (ANOVA), isso quando o teste de homogeneidade das vari\u00e2ncias n\u00e3o foi significativo, caso contr\u00e1rio, a compara\u00e7\u00e3o das m\u00e9dias foi feita por meio da estat\u00edstica de Brown-Forsythe. Foram\u00a0realizados os respectivos testes de compara\u00e7\u00e3o m\u00faltipla de m\u00e9dias para as vari\u00e1veis que apresentaram resultados estatisticamente significativos no teste da hip\u00f3tese de igualdade de m\u00e9dias. O n\u00edvel de signific\u00e2ncia adotado para todo os testes estat\u00edsticos foi de 95% (p\u00a0&lt; 0,05).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESULTADOS<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a amostra analisada e as medidas obtidas, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que, acompanhado por um ano sem tratamento, o crescimento natural ocorreu promovendo mudan\u00e7as horizontais para tr\u00e1s dos pontos goa e go; e para tr\u00e1s e para baixo nos pontos gop, ramp, rams, clp, cop, co, coa, cla e rma; e somente para baixo no ponto me, com signific\u00e2ncia estat\u00edstica (Tab.\u00a02).<\/p>\n<p>Os resultados do deslocamento dos pontos dent\u00e1rios desse grupo controle foram significativos com rela\u00e7\u00e3o ao deslocamento dent\u00e1rio total. No sentido horizontal, os incisivos migraram para vestibular; os pontos m2p, p2m, p1m e cp deslocaram-se para mesial e para oclusal, e m1p deslocou-se significativamente em dire\u00e7\u00e3o oclusal. Os demais dentes avaliados n\u00e3o demonstraram altera\u00e7\u00f5es significativas nesse grupo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2903 aligncenter\" alt=\"v_18_n_04_43tab04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab04.jpg\" width=\"400\" height=\"684\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab04.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_43tab04-175x300.jpg 175w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os dados do grupo 1 (Tab.\u00a03), de pacientes com menor idade esquel\u00e9tica ou menos maduros, mostram deslocamento total significativo de todos os pontos estudados, tanto para as medidas de origem esquel\u00e9ticas quanto para as medidas dent\u00e1rias.<\/p>\n<p>Os movimentos dent\u00e1rios totais foram todos significativos, com movimento para mesial de todos os dentes, exceto dos primeiros molares dec\u00edduos e dos caninos, tamb\u00e9m com extrus\u00e3o significativa dos dentes permanentes (m1p, m2p, p1m, p2m, cp).<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es significativas ocorreram no sentido horizontal e vertical nos pontos goa, go, gop, ramp, rams, clp, cop, co, coa, cla, rmi; somente no sentido horizontal no ponto borp; e no sentido vertical em me e rma.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias no sentido horizontal e vertical ocorreram com a mesializa\u00e7\u00e3o e extrus\u00e3o significativa dos pontos m2p, p2m, cp; e somente extrus\u00e3o nos pontos m1p, p1m.<\/p>\n<p>Para avaliar se as m\u00e9dias de cada medida nos tr\u00eas grupos eram iguais, utilizou-se a an\u00e1lise de vari\u00e2ncia (ANOVA) com um crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o quando o teste de homogeneidade das vari\u00e2ncias n\u00e3o foi significativo; caso contr\u00e1rio, a compara\u00e7\u00e3o das m\u00e9dias foi feita por meio da estat\u00edstica de Brown-Forsythe. Esses resultados s\u00e3o apresentados nas Tabelas 5 e 6. Na\u00a0Tabela\u00a07 s\u00e3o apresentados os resultados da compara\u00e7\u00e3o m\u00faltipla de m\u00e9dias das vari\u00e1veis que apresentaram resultados estatisticamente significativos no teste da hip\u00f3tese de igualdade de m\u00e9dias.<\/p>\n<p>Os dados da Tabela 5 mostram que, com exce\u00e7\u00e3o da medida iip, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre as m\u00e9dias das medidas horizontais de crescimento mandibular e migra\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria. Os resultados da compara\u00e7\u00e3o m\u00faltipla de m\u00e9dias (Tab. 7) mostram que a m\u00e9dia de iip do grupo 1 difere das m\u00e9dias do grupo controle e do grupo 2. Quanto \u00e0s medidas de crescimento vertical, os resultados indicam que h\u00e1 diferen\u00e7a significativa entre as m\u00e9dias dos grupos apenas para algumas medidas de movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria (m2p, m1p e p1m). Com rela\u00e7\u00e3o a p1m, tamb\u00e9m foi observada diferen\u00e7a significativa entre as vari\u00e2ncias dos tr\u00eas grupos. Os resultados das compara\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas de m\u00e9dias mostram que, para as tr\u00eas medidas citadas, o crescimento vertical no grupo 2 foi maior e significativamente diferente dos outros dois grupos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O presente trabalho foi realizado com telerradiografias obl\u00edquas em 45\u00b0 de pacientes que possu\u00edam implantes met\u00e1licos inseridos na mand\u00edbula, utilizados como refer\u00eancias est\u00e1veis \u2014\u00a0o que permitiu uma avalia\u00e7\u00e3o mais fidedigna dos resultados obtidos. Esse recurso elimina vari\u00e1veis como a amplia\u00e7\u00e3o das imagens radiogr\u00e1ficas<sup>3<\/sup> e o posicionamento incorreto da cabe\u00e7a dos pacientes no cefalostato. As imagens dos implantes, como proposto por Bj\u00f6rk<sup>8<\/sup>, foram marcadas na telerradiografia inicial e transferidas para as subsequentes, possibilitando uma avalia\u00e7\u00e3o do real deslocamento dos pontos nos tempos avaliados (para todos os grupos), o que de outra forma n\u00e3o seria poss\u00edvel<sup>23<\/sup>.<\/p>\n<p>Tem sido o objetivo de in\u00fameros autores identificar se o aparelho ortop\u00e9dico altera apenas a dire\u00e7\u00e3o do crescimento condilar ou a velocidade e quantidade desse crescimento. Bjork e Skieller<sup>9<\/sup> citam a import\u00e2ncia, em estudos longitudinais, do crescimento condilar no aumento em comprimento da mand\u00edbula, sendo a dire\u00e7\u00e3o de crescimento do c\u00f4ndilo extremamente vari\u00e1vel e de dif\u00edcil previs\u00e3o. O\u00a0real papel do c\u00f4ndilo no crescimento mandibular \u00e9 assunto de controv\u00e9rsia nos estudos de crescimento craniofacial. A cartilagem do c\u00f4ndilo possui uma capacidade de crescimento compensat\u00f3rio, gerando crescimento suficiente para permitir a adapta\u00e7\u00e3o da mand\u00edbula \u00e0 base do cr\u00e2nio pela fossa articular e ao complexo maxilar.<\/p>\n<p>No grupo controle em nosso estudo, o crescimento do c\u00f4ndilo foi significativo em todas as suas refer\u00eancias: colo do c\u00f4ndilo anterior e posterior (cla e clp), por\u00e7\u00e3o\u00a0posterior e superior (cop e co), para cima e para tr\u00e1s. A regi\u00e3o anterior do c\u00f4ndilo (coa) foi uma excess\u00e3o e n\u00e3o apresentou crescimento para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o uso do aparelho em crian\u00e7as mais novas (grupo 1), o c\u00f4ndilo exibiu crescimento para tr\u00e1s n\u00e3o significativo, e crescimento vertical semelhante ao grupo controle. No grupo 2, de crian\u00e7as mais maduras, o c\u00f4ndilo apresentou crescimento significativo para tr\u00e1s e para cima, demonstrando uma altera\u00e7\u00e3o de crescimento condilar mais para posterior e superior, como os encontrados por Ara\u00fajo<sup>3<\/sup>. Esse padr\u00e3o de crescimento condilar n\u00e3o diferiu daquele apresentado pelas crian\u00e7as do grupo controle, por\u00e9m houve maior crescimento vertical em ambos os grupos tratados (1 e 2), e horizontal no grupo\u00a02, sendo discordantes dos resultados de Bj\u00f6rk<sup>8<\/sup>, ao\u00a0sugerir que o crescimento para tr\u00e1s, obtido com o tratamento, poderia ter sido estatisticamente significativo, se comparado ao grupo controle, tamb\u00e9m discordantes dos de Hultgren et al.<sup>15<\/sup>, que relataram que os ativadores causaram um redirecionamento do c\u00f4ndilo em posi\u00e7\u00e3o mais posterior. Esses resultados s\u00e3o concordantes com os de Monini<sup>25<\/sup>, que encontrou estabilidade no direcionamento do crescimento condilar.<\/p>\n<p>Nosso estudo demonstrou que ocorreram modifica\u00e7\u00f5es individuais significativas; todavia, na compara\u00e7\u00e3o entre os grupos, as altera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00f4ndilo n\u00e3o foram significativas, permitindo-nos reafirmar a hip\u00f3tese de v\u00e1rios autores<sup>3,20<\/sup> que aceitavam o redirecionamento do crescimento mandibular, mas nada al\u00e9m do potencial de crescimento natural.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao ramo mandibular, foi verificado no grupo controle um deslizamento do ramo para posterior, representado pela reabsor\u00e7\u00e3o da por\u00e7\u00e3o anterior do ramo (para tr\u00e1s e para cima) e pela aposi\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o posterior para tr\u00e1s. Esses dados foram observados na regi\u00e3o superior (rams e rma) e m\u00e9dia do ramo (ramp e rmi).<\/p>\n<p>Os grupos 1 e 2 (tratados) exibiram um deslizamento para cima do ramo anterossuperior, e para cima e para tr\u00e1s no ramo inferior, semelhantemente ao grupo controle. Esses resultados s\u00e3o compat\u00edveis com o processo de deslizamento do ramo em rela\u00e7\u00e3o ao corpo mandibular, que ocorre naturalmente durante o crescimento e desenvolvimento esquel\u00e9tico facial, como descrito por Gu e McNamara Jr.<sup>14<\/sup><\/p>\n<p>Os resultados comparativos entre os tr\u00eas grupos analisados revelam que o corpo mandibular exibiu crescimento no sentido vertical, sem signific\u00e2ncia estat\u00edstica, sugerindo que o Bionator de Balters n\u00e3o influenciou esse crescimento. Esses resultados corroboram com Kessner e Faltin Jr.<sup>18<\/sup>, pois h\u00e1 uma remodela\u00e7\u00e3o articular que promove a adapta\u00e7\u00e3o mandibular mais para anterior, sem alterar o comprimento mandibular de forma significativa. Schulhof e Engel<sup>29<\/sup> discordam desses achados e salientam que o tratamento com o aparelho Bionator promove um aumento do ramo ascendente e do corpo mandibular em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento normal.<\/p>\n<p>No presente estudo n\u00e3o ocorreu aumento significativo do ramo mandibular, pois o c\u00f4ndilo cresceu para cima 1,68mm (GC), 2,27mm (G1) e 2,68mm (G2); e o g\u00f4nio cresceu na mesma dire\u00e7\u00e3o 0,86mm (GC), 1,32mm (G1) e 1,27mm (G2), resultando em um pequeno aumento na dist\u00e2ncia co-go de 0,82mm para o grupo controle, 0,95mm para o grupo 1 e de 1,41mm para o grupo 2. Os resultados encontrados por Reis et al.<sup>27<\/sup> foram semelhantes aos nossos, onde o Bionator de Balters estimulou o crescimento do corpo e ramo mandibular de maneira semelhante nas duas faixas et\u00e1rias estudadas, sem modificar a tend\u00eancia de crescimento individual. Por outro lado, Malta et al.<sup>19<\/sup> evidenciaram que a diferen\u00e7a de quantidade de crescimento mandibular acontece e \u00e9 significativa (3,3mm) quando comparamos casos de pacientes Classe II tratados com aparelho Bionator de Balters e sem tratamento, evidenciando que esse aparelho \u00e9 eficiente.<\/p>\n<p>Os dados revelam que a regi\u00e3o gon\u00edaca exibiu mudan\u00e7as significativas em todos os grupos estudados. Os pontos goa, go e gop apresentaram deslocamento para cima e para tr\u00e1s significativos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de goa no grupo\u00a01. O\u00a0deslocamento desses pontos no grupo 2 foi maior que nos demais grupos, por\u00e9m sem signific\u00e2ncia estat\u00edstica. Esses resultados apontam para um padr\u00e3o de remodela\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o gon\u00edaca, principalmente nas crian\u00e7as mais maduras, compat\u00edvel com o crescimento natural demonstrado por diversos autores<sup>8,9,10,14<\/sup>, que observaram reabsor\u00e7\u00e3o na borda posterior da mand\u00edbula. Assim, parte do crescimento vertical verificado na regi\u00e3o de c\u00f4ndilo \u00e9 parcialmente compensado pela reabsor\u00e7\u00e3o que ocorre na regi\u00e3o gon\u00edaca, resultando em pequenas mudan\u00e7as na altura do ramo mandibular. Bigliazzi, Kessner e Faltin Jr.<sup>7<\/sup> verificaram que em pacientes Classe II, divis\u00e3o 1, com retrognatismo mandibular, o \u00e2ngulo gon\u00edaco permaneceu inalterado durante o per\u00edodo de tratamento com o Bionator.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas t\u00eam demonstrado que o uso de aparelhos ortop\u00e9dicos pode alterar o crescimento da mand\u00edbula; contudo, a natureza exata dessa altera\u00e7\u00e3o permanece um t\u00f3pico de grande controv\u00e9rsia<sup>13<\/sup>. Nossos resultados demonstraram que, no grupo controle, ocorreu um movimento significativo do ponto mentoniano para baixo, e que a borda mandibular exibiu movimento para tr\u00e1s, mas sem signific\u00e2ncia estat\u00edstica. Esses dados est\u00e3o de acordo com autores<sup>14,30<\/sup> que observaram aposi\u00e7\u00e3o \u00f3ssea na por\u00e7\u00e3o anterior da borda mandibular.<\/p>\n<p>No grupo 1 ocorreu o deslocamento para frente e para baixo do mento e da borda anterior e m\u00e9dia, enquanto a borda posterior apresentou um movimento para tr\u00e1s e para cima \u2014\u00a0todos n\u00e3o significativos. J\u00e1 no grupo 2, o mento apresentou movimento para baixo e o bordo posterior um movimento para tr\u00e1s, sendo significativos; todavia, para a borda anterior e m\u00e9dia foram n\u00e3o significativos. Esses dados apontam para uma relativa estabilidade da borda inferior da mand\u00edbula, principalmente em crian\u00e7as jovens.<\/p>\n<p>Os resultados observados para as crian\u00e7as maduras foram semelhantes aos do grupo controle, estando em conformidade a outros estudos<sup>20,21<\/sup>. Por outro lado, Almeida<sup>1<\/sup>, tratando crian\u00e7as com idade m\u00e9dia inicial de 10 anos e 8 meses, observou aumento na protrus\u00e3o mandibular e no comprimento efetivo do corpo da mand\u00edbula que, segundo Almeida-Pedrin<sup>2<\/sup>, promoveu uma melhora significativa na rela\u00e7\u00e3o maxilomandibular em rela\u00e7\u00e3o ao grupo controle, concordando com o estudo de Basciftci et al.<sup>5<\/sup>, que a maior quantidade de crescimento ocorre durante a adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Opheij et al.<sup>26<\/sup> n\u00e3o encontraram altera\u00e7\u00f5es esquel\u00e9ticas estatisticamente significativas em pacientes com m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe II com retrognatismo mandibular, tratados com o Bionator, observando efeitos mais significativos nas estruturas dentoalveolares. Para Janson<sup>17<\/sup>, crian\u00e7as tratadas no per\u00edodo pr\u00e9-pubert\u00e1rio exibiram mudan\u00e7as dentoalveolares \u2014\u00a0notavelmente uma protrus\u00e3o dos incisivos inferiores e a corre\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o molar em disto-oclus\u00e3o. Observou<sup>17<\/sup> uma redu\u00e7\u00e3o de overjet de aproximadamente 2mm, semelhante ao que foi observado em nosso estudo (diminui\u00e7\u00e3o significativa do overjet em 1,86mm [G1], 0,72mm [GC] e 0,4mm [G2]). Para Bastos e Mucha<sup>6<\/sup>, uma das indica\u00e7\u00f5es do Bionator \u00e9 quando existe possibilidade de proje\u00e7\u00e3o dos incisivos inferiores para anterior. Para Martins et al.<sup>21<\/sup>, as altera\u00e7\u00f5es esquel\u00e9ticas promovidas pelo Bionator ocorrem em 32% dos casos por meio do aumento da altura facial inferior, e em 68% pelo movimento dentoalveolar, sendo maior nos molares inferiores e incisivos superiores.<\/p>\n<p>No sentido vertical, ocorreu maior quantidade de erup\u00e7\u00e3o dos dentes posteriores, sendo significativo para o grupo\u00a02, que apresentou quase o dobro de erup\u00e7\u00e3o dos molares (2,37mm dos primeiros molares, 4,64mm dos segundos molares e 2,66mm dos primeiros pr\u00e9-molares) quando comparado ao grupo controle e ao grupo\u00a01. Esses fatos demonstram que o aparelho Bionator com apoio oclusal permite o irrompimento ativo dos molares permanentes. Com rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00e9-molares, esses irrompem mais nos indiv\u00edduos mais maduros (G2), principalmente pela fase de forma\u00e7\u00e3o radicular mais avan\u00e7ada em que se encontram. Para alguns autores<sup>1,11<\/sup> ocorreu um aumento significativo da altura facial posterior, principalmente no grupo tratado com Bionator, pela extrus\u00e3o dos dentes posteriores \u2014\u00a0o que foi confirmado por nosso estudo quando considerados os resultados do grupo mais maduro (G2) e o mais jovem (G1), evidenciando o predom\u00ednio da adapta\u00e7\u00e3o dentoalveolar no sentido horizontal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo adotado e dos resultados obtidos no presente trabalho, fundamentados em an\u00e1lises estat\u00edsticas, \u00e9 poss\u00edvel concluir que:<\/p>\n<p>1) Quando individualmente avaliadas as altera\u00e7\u00f5es esquel\u00e9ticas e dent\u00e1rias nos grupos, ocorreu crescimento em todos os pontos analisados.<\/p>\n<p>2) Quando comparados os grupos entre si, as mudan\u00e7as esquel\u00e9ticas mandibulares foram semelhantes, indicando que o padr\u00e3o de crescimento mandibular n\u00e3o foi alterado significativamente com o tratamento estabelecido.<\/p>\n<p>3) Quando avaliadas as altera\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias ap\u00f3s o uso do Bionator, ocorreu maior extrus\u00e3o dos primeiros molares permanentes e de pr\u00e9-molares no grupo mais maduro (G2); e a inclina\u00e7\u00e3o dos incisivos inferiores para vestibular foi maior no grupo de pacientes menos maduros (G1).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo:<\/b> Santos-Pinto PR, Martins LP, Santos-Pinto A, Gandini J\u00fanior LG, Raveli DB, Santos-Pinto CCM. Mandibular growth and dentoalveolar development in the treatment of Class II division 1 malocclusion using Balters Bionator according to the skeletal maturation. Dental Press J Orthod. 2013 July-Aug;18(4):43-52.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Enviado em<\/b><b>:<\/b> 04 de agosto de 2009 &#8211; <b>Revisado e aceito<\/b><b>:<\/b> 29 de dezembro de 2010<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/b> Prof. Paulo Roberto dos Santos-Pinto<\/p>\n<p>Orthodontic Center \u2013 Rua Am\u00e9rico Brasiliense, 1702 \u2013 Sala 5,<\/p>\n<p>CEP: 14015-050 \u2013 Ribeir\u00e3o Preto\/SP<\/p>\n<p>E-mail: dr-pauloroberto@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo: avaliar a influ\u00eancia da matura\u00e7\u00e3o \u00f3ssea no processo de crescimento e de desenvolvimento mandibular e dentoalveolar durante a corre\u00e7\u00e3o da Classe II, divis\u00e3o 1, com o Bionator de Balters. 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