{"id":2847,"date":"2013-12-30T12:42:13","date_gmt":"2013-12-30T15:42:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=2847"},"modified":"2014-01-17T09:01:12","modified_gmt":"2014-01-17T12:01:12","slug":"tratamento-hipoplasia-face-media-pacientes-sindromicos-fendas-orofaciais-aparelho-distrator-externo-rigido-red","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/tratamento-hipoplasia-face-media-pacientes-sindromicos-fendas-orofaciais-aparelho-distrator-externo-rigido-red\/","title":{"rendered":"Tratamento da hipoplasia da face m\u00e9dia, em pacientes sindr\u00f4micos e com fendas orofaciais, pelo uso do aparelho distrator externo r\u00edgido (RED)"},"content":{"rendered":"<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/b> a Distra\u00e7\u00e3o Osteog\u00eanica (DO) tornou-se uma alternativa para o tratamento das displasias craniofaciais esquel\u00e9ticas severas. O aparelho distrator externo r\u00edgido (RED) \u00e9 utilizado com \u00eaxito para avan\u00e7ar a maxila e todo o complexo maxilar-orbital-frontal (monobloco) em crian\u00e7as, adolescentes e adultos. Essa abordagem proporciona resultados previs\u00edveis e est\u00e1veis, podendo ser aplicada isoladamente ou junto a procedimentos cir\u00fargicos ortogn\u00e1ticos craniofaciais.<\/p>\n<p><b>Objetivo: <\/b>no presente artigo, ser\u00e3o descritos os aspectos t\u00e9cnicos pertinentes a uma adequada aplica\u00e7\u00e3o do RED, incluindo o planejamento, procedimentos cir\u00fargicos e ortod\u00f4nticos.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> Distra\u00e7\u00e3o. Maxila. Face m\u00e9dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A distra\u00e7\u00e3o osteog\u00eanica (DO) tem sido utilizada nas \u00faltimas d\u00e9cadas para tratar a hipoplasia da face m\u00e9dia, por promover seu significativo avan\u00e7o (por meio de um processo de estiramento gradual dos ossos da face), quando comparado ao avan\u00e7o em um s\u00f3 tempo, atrav\u00e9s da <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">cirurgia<\/a> ortogn\u00e1tica convencional ou cirurgia de monobloco.<\/p>\n<p>A DO pode ser o tratamento de escolha para pacientes portadores das s\u00edndromes de Crouzon ou de Apert<sup>8,17,23,30<\/sup>; de microssomia hemifacial<sup>19<\/sup>; e disostose mandibulofacial, tamb\u00e9m conhecida como s\u00edndrome de Treacher Collins. Sua aplica\u00e7\u00e3o bem-sucedida beneficia pacientes com hipoplasia maxilar severa secund\u00e1ria e fendas orofaciais<sup>11,12,14,21,22<\/sup>; rec\u00e9m-nascidos que apresentam problemas respirat\u00f3rios obstrutivos, como os ocorridos nos portadores da sequ\u00eancia de Pierre Robin<sup>3,4<\/sup>; e pacientes que apresentam defeitos \u00f3sseos amplos resultantes da ressec\u00e7\u00e3o de tumores ou decorrentes de traumas.<\/p>\n<p>Molina et al.<sup>18<\/sup> foram os pioneiros na utiliza\u00e7\u00e3o da DO para o avan\u00e7o maxilar, ap\u00f3s osteotomia horizontal incompleta da maxila, com o aux\u00edlio da aplica\u00e7\u00e3o de tra\u00e7\u00e3o reversa por meio de m\u00e1scara facial e el\u00e1sticos.<\/p>\n<p>Os resultados desses primeiros tratamentos motivaram a explora\u00e7\u00e3o de tratamentos alternativos e a formula\u00e7\u00e3o de novos distratores com diferentes desenhos \u2014 entre eles, o aparelho distrator externo r\u00edgido (RED).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig01.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2852 aligncenter\" alt=\"v18_n04_134_fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig01.jpg\" width=\"400\" height=\"617\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig01.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig01-194x300.jpg 194w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>APRESENTA\u00c7\u00c3O DA T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>DO para avan\u00e7o maxilar<\/strong><\/p>\n<p>Aparelho<\/p>\n<p>O aparelho utilizado para realizar a distra\u00e7\u00e3o osteog\u00eanica \u00e9 composto por uma estrutura externa r\u00edgida, descrita na Figura 1A, e por um <i>splint<\/i> intrabucal (Fig. 1B), que ser\u00e1 ligado com fios cir\u00fargicos (0,018\u201d) aos parafusos distratores, montados entre a haste vertical e as barras horizontais<sup>12<\/sup>.<\/p>\n<p>Dois tubos retangulares mediais, soldados \u00e0 por\u00e7\u00e3o anterior do arco vestibular do <i>splint <\/i>(0,051\u201d), s\u00e3o utilizados para ancorar os ganchos conectores do <i>splint, <\/i>que ser\u00e3o instalados, no consult\u00f3rio, ap\u00f3s a cirurgia \u2014 juntamente com a haste vertical anterior de fibra de carbono, os parafusos distratores e as barras horizontais (Fig. 1C). Al\u00e9m disso, no momento da cirurgia, a parte anterior do <i>splint<\/i> \u00e9 fixada aos parafusos de ancoragem esquel\u00e9tica, entre os caninos e incisivos laterais superiores, bilateralmente (Fig. 2A). Isso evite a movimenta\u00e7\u00e3o para baixo do dispositivo durante o processo de distra\u00e7\u00e3o e o torna bastante r\u00edgido, adicionando estabilidade ao <i>splint<\/i><sup>9<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cirurgia<\/strong><\/p>\n<p>O protocolo destinado ao tratamento da DO maxilar com esse distrator externo pode ou n\u00e3o incluir um alinhamento dent\u00e1rio ortod\u00f4ntico pr\u00e9-cir\u00fargico, dependendo do est\u00e1gio evolutivo da denti\u00e7\u00e3o em que se encontra o paciente portador de hipoplasia da maxila e fenda facial severa. A fabrica\u00e7\u00e3o do <i>splint<\/i> intrabucal \u00e9 obrigat\u00f3ria, sendo esse fixado aos dentes em consulta cl\u00ednica que deixar\u00e1 o paciente pronto para a cirurgia\u00a0\u2014\u00a0pois o <i>splint <\/i>promove um ponto de ancoragem para o avan\u00e7o maxilar, e as demais estruturas permitem a conex\u00e3o entre a denti\u00e7\u00e3o e o halo externo.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da cirurgia \u00e9 caracterizado pela instala\u00e7\u00e3o de mini-implantes entre os \u00e1pices radiculares do incisivo lateral e canino superiores de ambos os lados, seguida pela liga\u00e7\u00e3o desses ao <i>splint<\/i>, com fio de a\u00e7o cir\u00fargico, o que adiciona seguran\u00e7a \u00e0 estabilidade intrabucal (Fig. 2A). Em seguida, realiza-se uma osteotomia Le Fort I completa, com disjun\u00e7\u00e3o pterigomaxilar.<\/p>\n<p>A maxila n\u00e3o \u00e9 fraturada e deslocada para baixo, conforme frequentemente verificado durante a cirurgia ortogn\u00e1tica convencional. No entanto, o cirurgi\u00e3o dever\u00e1 assegurar-se da completa mobilidade do osso maxilar. Existe a op\u00e7\u00e3o de incluir a base dos ossos malares e, tamb\u00e9m, o aspecto lateral dos ossos nasais durante a osteotomia, o que possibilita um avan\u00e7o significativo das regi\u00f5es nasal e infraorbital (Fig. 2B). O halo externo \u00e9 fixado seguramente ao cr\u00e2nio, utilizando-se pinos cranianos espec\u00edficos de tit\u00e2nio. \u00c9 imperativo o correto posicionamento dos pinos (Fig. 1a, 1b) na parte mais espessa entre os ossos temporal e parietal\u00a0\u2014\u00a0normalmente de 3 a 6cm acima do l\u00f3bulo da orelha \u2014, paralelamente ou um pouco inclinado para cima em rela\u00e7\u00e3o ao Plano Horizontal de Frankfort. A haste vertical anterior, os parafusos distratores e as barras horizontais somente ser\u00e3o instalados entre tr\u00eas e sete dias ap\u00f3s realizada a cirurgia (per\u00edodo de lat\u00eancia), sem desconforto para o paciente e em ambiente cl\u00ednico. Quando instalada, a haste vertical \u00e9 afastada da face, anteriormente, de 3 a 5cm, posicionada na linha m\u00e9dia e paralelamente ou divergente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o inferior do plano facial (Fig. 3D, E, F).<\/p>\n<p>A dieta prescrita nas primeiras 24 horas p\u00f3s-cir\u00fargicas \u00e9 a l\u00edquida e, em progress\u00e3o, \u00e9 incorporada uma dieta pastosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig02.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2853 aligncenter\" alt=\"v18_n04_134_fig02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig02.jpg\" width=\"800\" height=\"235\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig02.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig02-300x88.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig03.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2854\" alt=\"v18_n04_134_fig03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig03.jpg\" width=\"800\" height=\"824\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig03.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig03-291x300.jpg 291w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2855\" alt=\"v18_n04_134_fig04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig04.jpg\" width=\"800\" height=\"581\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig04.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig04-300x217.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2856\" alt=\"v18_n04_134_fig05\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig05.jpg\" width=\"800\" height=\"299\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig05.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig05-300x112.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Protocolo<\/strong><\/p>\n<p>O protocolo de distra\u00e7\u00e3o segue um ritmo de ativa\u00e7\u00e3o entre 1 e 2mm por dia, dependendo da severidade da condi\u00e7\u00e3o e da idade do paciente (nos pacientes jovens, pode n\u00e3o haver per\u00edodo de lat\u00eancia e o ritmo pode ser mais acelerado). Um per\u00edodo aproximado de uma ou duas semanas de distra\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-correcao-de-sorriso-gengival\/\">corre\u00e7\u00e3o<\/a> da maioria dos pacientes, quando \u00e9, ent\u00e3o, iniciada a fase de consolida\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, compreendida entre quatro e oito semanas (Fig.\u00a03, 4, 5). H\u00e1\u00a0ocasi\u00f5es em que surge uma resist\u00eancia ao avan\u00e7o maxilar, no final da fase ativa da distra\u00e7\u00e3o. Nessas situa\u00e7\u00f5es, opta-se pela montagem de um segundo sistema distrator na haste vertical. Providencia-se, assim, um sistema de tra\u00e7\u00e3o com dois sistemas distratores, cada um apresentando dois parafusos para ativa\u00e7\u00e3o (lado esquerdo e direito), significativamente mais forte e capaz de ultrapassar qualquer resist\u00eancia oferecida pelos tecidos moles.<\/p>\n<p>Nos pacientes em que \u00e9 planejado um avan\u00e7o maxilar extremo, o cl\u00ednico poder\u00e1 notar a mobilidade do osso maxilar em at\u00e9 12 semanas ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o do halo externo. Caso a mobilidade da maxila provoque desconforto, o cirurgi\u00e3o poder\u00e1 decidir pela fixa\u00e7\u00e3o de placas r\u00edgidas, para aumentar a estabilidade do osso maxilar. Interessa ressaltar que, nos pacientes em que h\u00e1 consolida\u00e7\u00e3o insuficiente da maxila, ocorre mobilidade \u00f3ssea nos planos vertical e transverso, e praticamente nenhuma tend\u00eancia de movimento anterior ou posterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da maxila, remove-se o halo externo, as barras horizontais, os parafusos distratores e os fios cir\u00fargicos, em ambiente cl\u00ednico. Frequentemente, \u00e9 desnecess\u00e1rio anestesiar os pacientes adolescentes e adultos, ao contr\u00e1rio do que ocorre em crian\u00e7as, nas quais \u00e9 aconselh\u00e1vel a anestesia em centro cir\u00fargico e sob leve seda\u00e7\u00e3o. Em seguida, s\u00e3o removidos os ganchos externos componentes do <i>splint<\/i> intrabucal e orienta-se o paciente para o uso noturno da m\u00e1scara facial de Petit, promovendo uma conten\u00e7\u00e3o ativa. A\u00a0m\u00e1scara \u00e9 usada com el\u00e1sticos, por meio dos quais se exerce uma carga de 400 a 500gf, por seis a oito semanas, at\u00e9 constatar-se clinicamente a estabilidade da maxila em sua nova posi\u00e7\u00e3o, sendo, ent\u00e3o, poss\u00edvel remover o <i>splint<\/i> intrabucal e iniciar, ou reiniciar, o tratamento ortod\u00f4ntico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DO para avan\u00e7o da face m\u00e9dia em monobloco<\/strong><\/p>\n<p>Em casos de pacientes com s\u00edndromes craniofaciais severas, envolvendo importantes defici\u00eancias frontal, orbital e maxilar, o uso do aparelho distrator externo r\u00edgido tamb\u00e9m promove melhoria dessa condi\u00e7\u00e3o (Fig. 6, 7). A t\u00e9cnica de avan\u00e7o da face m\u00e9dia em monobloco segue passos similares aos realizados nos pacientes que necessitam exclusivamente de avan\u00e7o maxilar.<\/p>\n<p>Inicia-se com o preparo ortod\u00f4ntico opcional e segue-se para a confec\u00e7\u00e3o do <i>splint <\/i>intrabucal. No\u00a0momento cir\u00fargico, o <i>splint<\/i> \u00e9 fixado ao osso maxilar por meio de parafusos de tit\u00e2nio. Realiza-se a incis\u00e3o e uma osteotomia cl\u00e1ssica, para a separa\u00e7\u00e3o em monobloco<sup>20<\/sup>, culminando com a completa mobiliza\u00e7\u00e3o do segmento esquel\u00e9tico. A fixa\u00e7\u00e3o r\u00edgida entre o osso frontal e as protuber\u00e2ncias supraorbitais \u00e9 feita por meio da instala\u00e7\u00e3o de tr\u00eas placas de tit\u00e2nio (Fig. 2B). Al\u00e9m disso, duas placas laterais s\u00e3o destinadas \u00e0 ancoragem dos parafusos que, futuramente, receber\u00e3o o pino de tra\u00e7\u00e3o superior, que perfura e atravessa a pele ao n\u00edvel das sobrancelhas (Fig. 2C). Ap\u00f3s a ancoragem dos pinos de tra\u00e7\u00e3o, a incis\u00e3o coronal \u00e9 suturada e o cirurgi\u00e3o posiciona o halo externo craniano.<\/p>\n<p>Nos casos com s\u00edndromes craniofaciais j\u00e1 tratados cirurgicamente, \u00e9 importante fixar com cautela os pinos cranianos, pois muitos pacientes possuem defeitos cranianos pr\u00f3prios da condi\u00e7\u00e3o ou derivados de cirurgia(s) pr\u00e9via(s). Cuida-se para que o halo seja adequadamente ancorado em osso s\u00f3lido. A parte anterior do halo \u00e9 posicionada distando 2 a 3cm da fronte \u2014 estando o halo localizado paralelamente, ou um pouco inclinado para cima, em rela\u00e7\u00e3o ao Plano Horizontal de Frankfurt\u00a0\u2014 e de 3 a 6cm acima do l\u00f3bulo da orelha. O paciente retornar\u00e1 cinco a sete dias ap\u00f3s a cirurgia e ser\u00e1, ent\u00e3o, instalado, em ambiente cl\u00ednico, o aparelho distrator com dois sistemas de distra\u00e7\u00e3o: um superior, ao n\u00edvel supraorbital, por meio dos pinos de tra\u00e7\u00e3o; e um inferior, ao n\u00edvel dent\u00e1rio, atrav\u00e9s dos ganchos externos ligados com fios cir\u00fargicos ao <i>splint<\/i> intrabucal (Fig. 6C, D, E).<\/p>\n<p>O protocolo de distra\u00e7\u00e3o \u00e9 similar ao aplicado em pacientes com avan\u00e7o maxilar apenas, em um ritmo de ativa\u00e7\u00e3o de 1 a 2mm di\u00e1rio, at\u00e9 se alcan\u00e7ar a corre\u00e7\u00e3o da deformidade esquel\u00e9tica. O ritmo da distra\u00e7\u00e3o pode precisar ser desacelerado se o paciente apresentar sinais de vazamento de fluido c\u00e9rebro-espinhal. O ritmo tamb\u00e9m pode ser aumentado em casos de defici\u00eancias severas, especialmente em pacientes jovens, que possuem maior potencial de cicatriza\u00e7\u00e3o. Nos casos submetidos ao avan\u00e7o em monobloco, \u00e9 imposs\u00edvel utilizar-se uma m\u00e1scara facial como conten\u00e7\u00e3o; portanto, \u00e9 recomendado que o per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o seja mais longo do que nos pacientes com fenda, ou limitado at\u00e9 o momento em que o cl\u00ednico assegure a estabilidade do segmento esquel\u00e9tico, por meio de exames cl\u00ednico, radiogr\u00e1fico e topogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2857 aligncenter\" alt=\"v18_n04_134_fig06\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig06.jpg\" width=\"800\" height=\"819\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig06.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig06-293x300.jpg 293w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento padr\u00e3o dos pacientes com deformidades dentofaciais \u00e9 a cirurgia ortogn\u00e1tica associada ao tratamento ortod\u00f4ntico. Os procedimentos cir\u00fargicos de escolha para a corre\u00e7\u00e3o dessas condi\u00e7\u00f5es englobam a osteotomia Le Fort I, a osteotomia Le Fort III, a expans\u00e3o r\u00e1pida da maxila assistida cirurgicamente, e a osteotomia sagital do ramo mandibular; todos com utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de fixa\u00e7\u00e3o r\u00edgida.<\/p>\n<p>Essas abordagens frequentemente proporcionam corre\u00e7\u00e3o bem-sucedida e previs\u00edvel, por\u00e9m, resultado satisfat\u00f3rio semelhante n\u00e3o \u00e9 esperado quando a t\u00e9cnica \u00e9 realizada em pacientes portadores de condi\u00e7\u00f5es mais graves ou complexas, relacionadas \u00e0 hipoplasia maxilar severa, a fendas orofaciais e a s\u00edndromes<sup>31<\/sup>.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o maxilar em pacientes sem fendas \u00e9 mais est\u00e1vel em longo prazo do que nos pacientes portadores de fendas<sup>1,7<\/sup>. Em vez do avan\u00e7o radical realizado nas cirurgias ortogn\u00e1ticas convencionais, o segmento ser\u00e1 gradualmente avan\u00e7ado e evitar-se-\u00e1 as principais desvantagens do r\u00e1pido avan\u00e7o, ou seja: o extravasamento do fluido c\u00e9rebro-espinhal; a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o intracraniano vulner\u00e1vel \u00e0 infec\u00e7\u00e3o; a necessidade de enxerto \u00f3sseo volumoso e de fixa\u00e7\u00e3o \u00f3ssea<sup>5<\/sup>. Em adi\u00e7\u00e3o, existe limita\u00e7\u00e3o na quantidade de avan\u00e7o, ditada pelas restri\u00e7\u00f5es dos tecidos moles<sup>33<\/sup>; o tratamento radical requer transfus\u00f5es sangu\u00edneas<sup>17<\/sup> e, por fim, questiona-se a estabilidade em longo prazo<sup>26<\/sup>. Em contrapartida, as vantagens do avan\u00e7o gradual do segmento em monobloco incluem: um avan\u00e7o est\u00e1vel e previs\u00edvel da face m\u00e9dia; redu\u00e7\u00e3o das complica\u00e7\u00f5es, focalizando as infec\u00e7\u00f5es; redu\u00e7\u00e3o da morbidade intra e p\u00f3s-operat\u00f3ria; simplifica\u00e7\u00e3o do procedimento; n\u00e3o requer enxerto \u00f3sseo e, nem tampouco, a fixa\u00e7\u00e3o r\u00edgida; o tempo cir\u00fargico \u00e9 menor e tamb\u00e9m diminui o risco da necessidade de transfus\u00e3o sangu\u00ednea.<\/p>\n<p>Tanto os pacientes com fendas quanto os que apresentam s\u00edndromes, experimentam estabilidade resultante dos tratamentos com, respectivamente, avan\u00e7o da maxila e da face m\u00e9dia (Fig. 8). A grande quantidade de forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea na \u00e1rea pterigomaxilar \u00e9 o acontecimento crucial que favorece esse progn\u00f3stico. Al\u00e9m do volume, o tipo de osso lamelar denso \u2014 verificado em exame histol\u00f3gico e radiogr\u00e1fico<sup>11,16<\/sup> \u2014 fortalece o progn\u00f3stico. Essa forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea local tamb\u00e9m possibilita espa\u00e7o adicional para a erup\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria (Fig. 9)<sup>28<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"v18_n04_134_fig07\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig07.jpg\" width=\"800\" height=\"444\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"v18_n04_134_fig08\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig08.jpg\" width=\"800\" height=\"650\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig09.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2860\" alt=\"v18_n04_134_fig09\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig09.jpg\" width=\"800\" height=\"355\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig09.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n04_134_fig09-300x133.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Existe, ainda, a possibilidade de se conjugar o tratamento com o RED e a cirurgia ortogn\u00e1tica convencional, aplicada em casos nos quais somente a t\u00e9cnica de distra\u00e7\u00e3o seria insuficiente, a exemplo de alguns casos onde ocorre limita\u00e7\u00e3o de movimento direcional da distra\u00e7\u00e3o. O benef\u00edcio de se combinar essas duas t\u00e9cnicas abrange uma corre\u00e7\u00e3o esquel\u00e9tica resultante, principalmente, da t\u00e9cnica da distra\u00e7\u00e3o, seguida por um refinamento do posicionamento dos ossos e da oclus\u00e3o, consequente da cirurgia ortogn\u00e1tica; ou do uso de osteotomias com distra\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea<sup>32<\/sup>.<\/p>\n<p>O tratamento de pacientes portadores de hipoplasia maxilar e da face m\u00e9dia, dependente da t\u00e9cnica da distra\u00e7\u00e3o osteog\u00eanica, envolve aspectos t\u00e9cnicos que necessitam de mais estudos para esclarecer quest\u00f5es relacionadas \u00e0 resposta individual ao tratamento. No que se refere \u00e0 t\u00e9cnica, existem guias para orientar a indica\u00e7\u00e3o da distra\u00e7\u00e3o isolada ou combinada com a cirurgia ortogn\u00e1tica convencional. Outras quest\u00f5es s\u00e3o espec\u00edficas \u00e0 t\u00e9cnica da distra\u00e7\u00e3o, como a escolha entre o uso de distratores externos ou internos para as diferentes situa\u00e7\u00f5es. Os sistemas internos s\u00e3o mais interessantes, pois est\u00e3o confinados; no entanto, h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e grau de avan\u00e7o<sup>10,24<\/sup>. Outras\u00a0considera\u00e7\u00f5es, ainda desafiadoras, incluem a dura\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o. Sabe-se que existe rela\u00e7\u00e3o direta com a idade, j\u00e1 que, nos pacientes mais jovens, esse per\u00edodo \u00e9 reduzido. Tamb\u00e9m se pode relacionar diretamente a quantidade de avan\u00e7o \u00e0 dura\u00e7\u00e3o do tempo ideal de consolida\u00e7\u00e3o, o que poder\u00e1 tornar a fase de consolida\u00e7\u00e3o muito longa e at\u00e9 impratic\u00e1vel. Dessa forma, \u00e9 vital se obter um relacionamento de coopera\u00e7\u00e3o entre cl\u00ednicos e pesquisadores, para possibilitar a redu\u00e7\u00e3o da fase de consolida\u00e7\u00e3o na t\u00e9cnica de distra\u00e7\u00e3o. O recente uso de prote\u00ednas morfogen\u00e9ticas, fatores de crescimento e ultrassom de baixa intensidade comp\u00f5e o esfor\u00e7o cient\u00edfico para esse fim<sup>2,6,9,25,27,29<\/sup>. Estudos procuram elucidar a resposta dos tecidos moles ao movimento gradual do osso em que est\u00e3o inseridos. Algumas dessas mudan\u00e7as parecem mais favor\u00e1veis ao se utilizar a t\u00e9cnica da distra\u00e7\u00e3o do que a cirurgia ortogn\u00e1tica convencional, a exemplo da melhora dos l\u00e1bios e nariz, como consequ\u00eancia do avan\u00e7o maxilar<sup>33<\/sup>. Al\u00e9m disso, percebe-se uma resposta mais positiva dos tecidos velofaringeanos quando se compara o avan\u00e7o gradual e o radical<sup>13,15<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n<p>A t\u00e9cnica da distra\u00e7\u00e3o externa r\u00edgida para o avan\u00e7o da maxila e da face m\u00e9dia, em pacientes que apresentam fendas, assim como para os portadores de s\u00edndromes craniofaciais severas, mostra-se segura, previs\u00edvel e est\u00e1vel. O conhecimento cl\u00ednico dispon\u00edvel para avalia\u00e7\u00e3o permite indicar a distra\u00e7\u00e3o osteog\u00eanica como t\u00e9cnica de tratamento para condi\u00e7\u00f5es que, outrora, eram desafiadoras com a aplica\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas cir\u00fargicas tradicionais. Contudo, o uso das t\u00e9cnicas de distra\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclui a possibilidade de combin\u00e1-las a t\u00e9cnicas cir\u00fargicas tradicionais. Apesar dos benef\u00edcios bem reconhecidos da distra\u00e7\u00e3o, h\u00e1, ainda, desafios para a sua adapta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em pacientes com fendas e s\u00edndromes. Isso inclui o desenvolvimento de novos aparelhos, a redu\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o da resposta dos tecidos moles \u00e0 distra\u00e7\u00e3o gradual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo<\/b>:<\/p>\n<p>Sant\u2019Anna EF, Cury-Saramago AA, Lau GWT, Polley\u00a0JW, Figueroa AA. Treatment of midfacial hypoplasia in syndromic and cleft lip and palate patients by means of a rigid external distractor (RED). Dental Press J Orthod. 2013 July-Aug;18(4):134-43.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Enviado em<\/b>: 31 de maio de 2013 &#8211; <b>Revisado e aceito<\/b>: 5 de junho de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os pacientes que aparecem no presente artigo autorizaram previamente a publica\u00e7\u00e3o de suas fotografias faciais e intrabucais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia<\/b>: Eduardo Franzotti Sant\u2019Anna<\/p>\n<p>E-mail: eduardofranzotti@ortodontia.ufrj.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o: a Distra\u00e7\u00e3o Osteog\u00eanica (DO) tornou-se uma alternativa para o tratamento das displasias craniofaciais esquel\u00e9ticas severas. O aparelho distrator externo r\u00edgido (RED) \u00e9 utilizado com \u00eaxito para avan\u00e7ar a maxila e todo o complexo maxilar-orbital-frontal (monobloco) em crian\u00e7as, adolescentes e adultos. Essa abordagem proporciona resultados previs\u00edveis e est\u00e1veis, podendo ser aplicada isoladamente ou junto a<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2847","post","type-post","status-publish","format-standard"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2847\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}