{"id":2822,"date":"2013-12-30T12:46:30","date_gmt":"2013-12-30T15:46:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=2822"},"modified":"2014-01-17T08:57:39","modified_gmt":"2014-01-17T11:57:39","slug":"estabilidade-horizontal-vertical-osteotomias-maxilares-pacientes-portadores-fissura-labiopalatal-emprego-enxerto-osseo-alogeno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/estabilidade-horizontal-vertical-osteotomias-maxilares-pacientes-portadores-fissura-labiopalatal-emprego-enxerto-osseo-alogeno\/","title":{"rendered":"Estabilidade horizontal e vertical das osteotomias maxilares, em pacientes portadores de fissura labiopalatal, com o emprego de enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno"},"content":{"rendered":"<p><b>Objetivo:<\/b> avaliar a estabilidade maxilar ap\u00f3s o tratamento ortod\u00f4ntico-cir\u00fargico de pacientes portadores de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/causas-das-fissuras-labiopalatinas\/\">fissura<\/a> labiopalatal, por meio de an\u00e1lise cefalom\u00e9trica, em dois diferentes grupos, com e sem utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno.<\/p>\n<p><b>M\u00e9todos: <\/b>a amostra foi constitu\u00edda de 48 pacientes portadores de fissura labiopalatal. O grupo teste foi composto de 25 pacientes que, ap\u00f3s a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-correcao-de-sorriso-gengival\/\">corre\u00e7\u00e3o<\/a> da posi\u00e7\u00e3o da maxila, receberam enxertia \u00f3ssea al\u00f3gena para preenchimento dos espa\u00e7os gerados pelas osteotomias maxilares do tipo Le Fort I. O grupo controle foi composto por 23 pacientes, com os procedimentos cir\u00fargicos similares aos do grupo teste, com a diferen\u00e7a de que n\u00e3o se utilizou enxertia \u00f3ssea. Realizaram-se tra\u00e7ados cefalom\u00e9tricos manuais e compara\u00e7\u00e3o entre as telerradiografias em perfil, obtidas no pr\u00e9-operat\u00f3rio, no p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato e ap\u00f3s o per\u00edodo m\u00ednimo de seis meses.<\/p>\n<p><b>Resultados:<\/b> ocorreu maior recidiva horizontal no grupo controle (p &lt; 0,05). N\u00e3o houve diferen\u00e7as estatisticamente significativas nas recidivas verticais entre os grupos teste e controle (p\u00a0&gt;\u00a00,05).<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o:<\/b> a utiliza\u00e7\u00e3o de enxertos al\u00f3genos em pacientes portadores de fissura labiopalatal submetidos a osteotomias maxilares Le Fort I contribuiu para o aumento da estabilidade horizontal p\u00f3s-operat\u00f3ria, quando comparada com cirurgias sem enxertia \u00f3ssea.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">Cirurgia<\/a> ortogn\u00e1tica. Cirurgia bucal. Transplante \u00f3sseo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>As fissuras labiopalatais s\u00e3o a m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o facial mais comum entre as anomalias cong\u00eanitas da face<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p>Entre as possibilidades terap\u00eauticas para recupera\u00e7\u00e3o funcional e est\u00e9tica do paciente portador de fissura labiopalatal, est\u00e3o o tratamento ortod\u00f4ntico e a cirurgia ortogn\u00e1tica. Nos pacientes portadores de fissura labiopalatal, observam-se algumas situa\u00e7\u00f5es oclusais delet\u00e9rias, como apinhamento dent\u00e1rio e mordida cruzada unilateral com colapso dos segmentos, mordida aberta no lado afetado e retrus\u00e3o da maxila<sup>2-6<\/sup>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o per\u00edodo de crescimento, naqueles pacientes em que se observa deformidade dentofacial, indica-se cirurgia ortogn\u00e1tica para corre\u00e7\u00e3o das discrep\u00e2ncias esquel\u00e9ticas e dent\u00e1rias.<\/p>\n<p>Hirano e Suzuki<sup>7<\/sup> descreveram os poss\u00edveis aspectos respons\u00e1veis pela retrus\u00e3o maxilar em pacientes adultos fissurados: a a\u00e7\u00e3o muscular desfavor\u00e1vel devido \u00e0s cicatrizes de cirurgia precoces no l\u00e1bio e palato; retalhos faringeanos e aus\u00eancia de dentes, diminuindo a estabilidade oclusal.<\/p>\n<p>Em geral, quanto maior for o n\u00famero de cirurgias pr\u00e9vias \u00e0 cirurgia ortogn\u00e1tica de avan\u00e7o de ter\u00e7o m\u00e9dio facial, maiores s\u00e3o as possibilidades de complica\u00e7\u00f5es, inclusive instabilidade<sup>7<\/sup>.<\/p>\n<p>A estabilidade da cirurgia ortogn\u00e1tica depende do tipo e extens\u00e3o dos movimentos executados nos maxilares. Especialmente nos pacientes portadores de fissuras labiopalatais, a estabilidade \u00e9 dif\u00edcil. Geralmente, esses pacientes j\u00e1 sofreram cirurgias no palato mole e duro, o que, normalmente, resulta em fibrose, limitando a extens\u00e3o dos movimentos transversais e anteroposteriores da maxila<sup>8-12<\/sup>.<\/p>\n<p>Como forma de se evitar as recidivas no tratamento das deformidades dentofaciais em pacientes portadores de fissura labiopalatal, alguns autores sugerem aumento do tempo de bloqueio intermaxilar no p\u00f3s-operat\u00f3rio, cirurgias combinadas de maxila e mand\u00edbula, uso de m\u00e1scaras faciais com tra\u00e7\u00e3o reversa de maxila e interposi\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-enxertos-osseos\/\">enxertos \u00f3sseos<\/a> entre os espa\u00e7os criados ap\u00f3s o avan\u00e7o da maxila<sup>13,14,15<\/sup>.<\/p>\n<p>O sucesso na corre\u00e7\u00e3o das deformidades dentofaciais depende de estabiliza\u00e7\u00e3o efetiva e da r\u00e1pida uni\u00e3o entre os segmentos \u00f3sseos reposicionados. Quando existe uma grande \u00e1rea de contato entre os segmentos, a uni\u00e3o \u00f3ssea satisfat\u00f3ria e segura pode ser esperada. Quando existe pequena \u00e1rea de contato, pode ocorrer instabilidade, recidiva ou uni\u00e3o fibrosa (pseudoartrose) entre os segmentos. Nesses casos, indicam-se enxertos. Alguns autores<sup>16,17<\/sup> indicam o uso de enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno em cirurgia ortogn\u00e1tica; por\u00e9m, nesses estudos, somente usados em pacientes n\u00e3o portadores de fissura labiopalatal.<\/p>\n<p>No estudo de Precious<sup>18<\/sup>, concluiu-se que as cicatrizes no l\u00e1bio superior e no palato interferem no desenvolvimento do nariz, l\u00e1bios, tecidos moles adjacentes e no desenvolvimento esquel\u00e9tico.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 interven\u00e7\u00e3o entre cinco e seis anos de idade, com enxerto \u00f3sseo na fissura e corre\u00e7\u00e3o da musculatura nasolabial, estabelece-se uma fun\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica, que melhorar\u00e1 o desenvolvimento facial. A cirurgia prim\u00e1ria muscular melhora o crescimento diminuindo as chances de cirurgia ortogn\u00e1tica<sup>19<\/sup><\/p>\n<p>Nique et al.<sup>2<\/sup> estudaram o emprego do osso al\u00f3geno para preenchimento alveolar em pacientes portadores de fissura labiopalatais unilaterais. A regi\u00e3o enxertada foi acompanhada, radiograficamente, por um per\u00edodo de tr\u00eas a seis meses. O osso al\u00f3geno \u00e9 uma excelente alternativa para reparar fissuras alveolares. Seu uso apresenta benef\u00edcio significativo para o paciente, eliminando a morbidade de um segundo s\u00edtio operat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Garrison et al.<sup>19<\/sup>, em avalia\u00e7\u00e3o de 20 pacientes submetidos, simultaneamente, ao enxerto \u00f3sseo alveolar e osteotomia Le\u00a0Fort\u00a0I, avaliaram, por meio de telerradiografias de perfil, os \u00edndices de recidiva da maxila no sentido anteroposterior e vertical, concluindo que n\u00e3o houve mudan\u00e7a significativa no plano horizontal. Entretanto, na dire\u00e7\u00e3o vertical, houve grande tend\u00eancia de recidiva. O tempo de bloqueio maxilomandibular foi de oito semanas, utilizando-se cerclagens mandibulares na rima orbit\u00e1ria e no pilar zigom\u00e1tico. Para a avalia\u00e7\u00e3o, utilizou-se cefalometria, tra\u00e7ando o plano SN; uma linha perpendicular foi tra\u00e7ada a partir do n\u00e1sio. Mediu-se a dist\u00e2ncia dessa linha ao ponto\u00a0A, avaliando-se as mudan\u00e7as no sentido horizontal (anteroposterior). Para\u00a0determinar o movimento vertical, tra\u00e7ou-se uma linha perpendicular ao plano SN, at\u00e9 o ponto A\u00ad.<\/p>\n<p>Outro estudo, de Heliovaara et al.<sup>20<\/sup>, avaliou as causas da recidiva em um estudo retrospectivo de 71 pacientes, dos quais 58 possu\u00edam fissuras uni- e bilaterais. O avan\u00e7o m\u00e9dio da maxila foi de 6,9mm. Foram feitos enxertos de calota craniana ou mandibular, quatro miniplacas para conten\u00e7\u00e3o da maxila e bloqueio maxilomandibular por seis semanas, mantido ap\u00f3s libera\u00e7\u00e3o do bloqueio com el\u00e1sticos em Classe\u00a0III. Concluiu-se que o tipo de fissura (uni- ou bilateral), as cicatrizes no palato mole, tens\u00e3o muscular, a adapta\u00e7\u00e3o e estabilidade dos segmentos \u00f3sseos est\u00e3o entre as principais causas das recidivas nas osteotomias na maxila. A estabilidade oclusal \u00e9 importante para evitar as recidivas.<\/p>\n<p>Hirano e Suzuki<sup>7<\/sup> avaliaram dois grupos, um com 14 pacientes com fissuras somente palatais, e outro com 11 pacientes com fissuras labiopalatais bilaterais. Os espa\u00e7os da osteotomia Le Fort I foram preenchidos com osso aut\u00f3geno sem o uso de bloqueio intermaxilar ou guia cir\u00fargico. Os pacientes foram avaliados por meio de telerradiografias de perfil, sendo o ponto A a refer\u00eancia. Os pacientes foram avaliados no pr\u00e9, p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato e um ano ap\u00f3s a cirurgia. A m\u00e9dia da recidiva no grupo de fissura somente palatal foi de 8,5% no sentido horizontal, e 16,7% no sentido vertical. No grupo de fissuras bilaterais, a recidiva horizontal foi de 9,4%, e vertical de 17,8%. Os autores apontam como principais fatores de recidiva o m\u00e9todo de fixa\u00e7\u00e3o dos segmentos osteotomizados, a adapta\u00e7\u00e3o neuromuscular, a extens\u00e3o do movimento da maxila e o preparo ortod\u00f4ntico pr\u00e9vio.<\/p>\n<p>Iannetti et al.<sup>21<\/sup> avaliaram a cirurgia combinada de maxila e mand\u00edbula para os pacientes portadores de fissura labiopalatal como forma de minimizar as recidivas. Apontaram as intensas cicatrizes e tens\u00e3o dos tecidos moles como respons\u00e1veis pela recidiva. Para diminuir as recidivas, sugerem sobrecorre\u00e7\u00f5es da maxila; entretanto, alertam para o fato de que, em grandes avan\u00e7os de maxila, podem ocorrer insufici\u00eancia velofaringeana. Essas conclus\u00f5es foram baseadas na avalia\u00e7\u00e3o de 15 pacientes submetidos a cirurgia combinada maxilomandibular. Para auxiliar na estabilidade da maxila, sugerem interpor enxerto \u00f3sseo no espa\u00e7o da osteotomia Le\u00a0Fort\u00a0I, com uso de el\u00e1sticos por tr\u00eas semanas, sendo o guia cir\u00fargico removido ap\u00f3s seis semanas. A avalia\u00e7\u00e3o da estabilidade ocorreu por meio de telerradiografias de perfil, sendo pr\u00e9-operat\u00f3ria, seis semanas, um ano e dois anos ap\u00f3s a cirurgia. As refer\u00eancias foram o ponto A, a espinha nasal posterior e ponto B. Para os casos onde somente a maxila foi operada, a recidiva foi de 25%, e, nos casos de ostetomia de maxila e mand\u00edbula, a recidiva foi de 8%.<\/p>\n<p>Em outro estudo, descrito por Erbe et al.<sup>22<\/sup>, efetuaram-se an\u00e1lises cefalom\u00e9tricas pr\u00e9-operat\u00f3rias imediatas e tardias (39 a 110 meses) de pacientes submetidos a osteotomias Le\u00a0Fort\u00a0I para avan\u00e7o, simultaneamente com enxerto \u00f3sseo alveolar aut\u00f3geno. As mudan\u00e7as operat\u00f3rias na posi\u00e7\u00e3o da maxila foram avaliadas nas dire\u00e7\u00f5es vertical e horizontal. Todos os par\u00e2metros usados nas mensura\u00e7\u00f5es cefalom\u00e9tricas foram medidos, manualmente, por um examinador na tentativa de se eliminar preconceitos de observador. Alguns pontos de refer\u00eancia foram dif\u00edceis de identificar. Entretanto, uma observa\u00e7\u00e3o cuidadosa de uma s\u00e9rie lateral de filmes da cabe\u00e7a aumentou a acur\u00e1cia, e a identifica\u00e7\u00e3o dos pontos de refer\u00eancia foi sempre poss\u00edvel. Os resultados provaram que a abordagem cir\u00fargica pode ser aplicada com efic\u00e1cia em casos que necessitam corre\u00e7\u00f5es na posi\u00e7\u00e3o dos segmentos dentoalveolares e enxerto \u00f3sseo na regi\u00e3o de fissura em um \u00fanico tempo cir\u00fargico<sup>22<\/sup>.<\/p>\n<p>Mesmo com a corre\u00e7\u00e3o cir\u00fargica da maxila, pode se esperar certo grau de recidiva decorrente das defici\u00eancias e particularidades j\u00e1 citadas (cirurgias pr\u00e9vias no palato e falta de estabilidade oclusal pela aus\u00eancia de dentes). A enxertia \u00f3ssea no espa\u00e7o gerado pela osteotomia e corre\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o da maxila, pode diminuir a ocorr\u00eancia de recidivas.<\/p>\n<p>Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a estabilidade de osteotomias nos sentidos horizontal e vertical com uso de enxerto al\u00f3geno em pacientes fissurados labiopalatais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p>Avaliou-se a estabilidade do tratamento ortod\u00f4ntico-cir\u00fargico de pacientes portadores de fissura labiopalatal, por meio de an\u00e1lise cefalom\u00e9trica em dois diferentes grupos, com e sem utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno.<\/p>\n<p>A pesquisa foi aprovada pelo Comit\u00ea de \u00c9tica da Institui\u00e7\u00e3o sob parecer n<sup>o<\/sup> 0003716\/10.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MATERIAL<\/strong><\/p>\n<p>A amostra foi constitu\u00edda por 48 pacientes portadores de fissura labiopalatal, operados no per\u00edodo de janeiro de 2006 a mar\u00e7o de 2009.<\/p>\n<p>Todos foram submetidos a cirurgias ortogn\u00e1ticas com envolvimento maxilar, t\u00e9cnica Le\u00a0Fort\u00a0I, com fixa\u00e7\u00e3o interna r\u00edgida e bloqueio intermaxilar com dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de quatro semanas. O grupo teste (GT) foi composto por 25 pacientes com fissuras uni- e bilaterais, de ambos os sexos, com m\u00e9dia de idade 23,16 anos. As cirurgias foram isoladas em maxila ou combinadas com cirurgias mandibulares. Reposicionadas as maxilas, receberam enxertias \u00f3sseas al\u00f3genas (enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno proveniente do Banco de Tecidos M\u00fasculo-Esquel\u00e9ticos do Hospital de Cl\u00ednicas da Universidade Federal do Paran\u00e1, em Curitiba\/PR), para preenchimento dos espa\u00e7os gerados pelas osteotomias.<\/p>\n<p>O grupo controle (GC) foi composto por 23 pacientes portadores de fissura labiopalatal, do tipo uni- e bilateral, de ambos os sexos, com m\u00e9dia de idade 25,78 anos. Os procedimentos cir\u00fargicos foram similares aos do GT, com a diferen\u00e7a que n\u00e3o se utilizou enxertia \u00f3ssea.<\/p>\n<p>Na sele\u00e7\u00e3o dos pacientes, foram inclu\u00eddos todos os pacientes portadores de fissura labiopalatal, submetidos a cirurgia ortogn\u00e1tica no per\u00edodo de janeiro 2006 a mar\u00e7o de 2009, de ambos os sexos e com idade acima de 18 anos. Foram exclu\u00eddos os pacientes que tiveram a cirurgia ortogn\u00e1tica realizada apenas na mand\u00edbula, bem como aqueles que j\u00e1 haviam se submetido a mais de uma cirurgia ortogn\u00e1tica. Os pacientes que n\u00e3o fizeram enxerto \u00f3sseo alveolar na inf\u00e2ncia tamb\u00e9m foram exclu\u00eddos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p>Estudo cego, no qual foram realizados tra\u00e7ados cefalom\u00e9tricos manuais das telerradiografias em perfil, por examinador \u00fanico. As radiografias foram obtidas em pr\u00e9-operat\u00f3rio, no p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato e ap\u00f3s o per\u00edodo m\u00ednimo de seis meses.<\/p>\n<p>Os tra\u00e7ados e an\u00e1lises cefalom\u00e9tricas foram realizados utilizando-se par\u00e2metros e medidas preconizadas<sup>19,23<\/sup>. A\u00a0posi\u00e7\u00e3o anteroposterior da maxila foi determinada tra\u00e7ando-se o plano SN (Sella: centro da sela t\u00farcica; N\u00e1sio:\u00a0ponto mais anterior da sutura frontonasal) e baixando-se uma perpendicular ao mesmo, a partir do N\u00e1sio (Na). Mediu-se a dist\u00e2ncia dessa linha ao ponto A (ponto mais posterior da concavidade do osso alveolar maxilar), determinando-se as posi\u00e7\u00f5es anteroposteriores pr\u00e9-operat\u00f3rias da maxila, comparadas posteriormente com as posi\u00e7\u00f5es p\u00f3s-operat\u00f3rias, ao longo do tempo (h) (Fig.\u00a01).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_fig01.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2838 aligncenter\" alt=\"v18_n05_84_fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_fig01.jpg\" width=\"400\" height=\"412\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_fig01.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_fig01-291x300.jpg 291w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tra\u00e7ou-se uma linha perpendicular ao plano SN at\u00e9 o ponto A para determinar a posi\u00e7\u00e3o vertical pr\u00e9-operat\u00f3ria da maxila e compar\u00e1-la com as posi\u00e7\u00f5es p\u00f3s-operat\u00f3rias, ao longo do tempo (v) (Fig.\u00a01).<\/p>\n<p>Com os referidos pontos de refer\u00eancia como guias, o tra\u00e7ado maxilar na radiografia pr\u00e9-operat\u00f3ria foi sobreposto \u00e0 primeira radiografia p\u00f3s-operat\u00f3ria (imediata). Repetiram-se os tra\u00e7ados, obtendo-se valores lineares horizontais e verticais, os quais correspondem \u00e0 quantidade de movimento obtido com a cirurgia.<\/p>\n<p>Em nova radiografia tardia, ap\u00f3s, no m\u00ednimo, seis meses, repetiu-se o processo de compara\u00e7\u00e3o por superposi\u00e7\u00e3o de tra\u00e7ados, dessa vez com a radiografia p\u00f3s-operat\u00f3ria imediata, obtendo-se os valores para avalia\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia da recidiva.<\/p>\n<p>A finalidade dessas medi\u00e7\u00f5es foi mensurar, linearmente, as poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es verticais e horizontais p\u00f3s-operat\u00f3rias, ao longo do tempo, e relacion\u00e1-las com a utiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de enxertos \u00f3sseos. Diferen\u00e7as entre os valores obtidos nos tra\u00e7ados tardios e imediatos significaram que ocorreram recidivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESULTADOS<\/strong><\/p>\n<p>Ambos os grupos apresentam distribui\u00e7\u00e3o normal com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vari\u00e1veis avan\u00e7o horizontal, recidiva horizontal, movimento vertical e recidiva vertical. A m\u00e9dia de avan\u00e7o horizontal nos dois grupos foi similar. A\u00a0m\u00e9dia de movimento vertical no GT foi maior do que no GC (Tab.\u00a01).<\/p>\n<p>Ocorreu maior recidiva horizontal no grupo GC (p\u00a0&lt; 0,05).<\/p>\n<p>N\u00e3o houve diferen\u00e7as estatisticamente significativas nas recidivas verticais entre GT e GC (p\u00a0&gt;\u00a00,05), (Tab.\u00a02,\u00a03).<\/p>\n<p>As vari\u00e1veis sexo, tipo de fissura e tipo de procedimento realizado n\u00e3o tiveram efeitos na estabilidade da cirurgia nos dois grupos (p &gt; 0,05) (Gr\u00e1f. 1, 2, 3).<\/p>\n<p>O GC teve maior tempo de acompanhamento do que o GT. Por\u00e9m, apesar dessa diferen\u00e7a, n\u00e3o existe correla\u00e7\u00e3o entre essa vari\u00e1vel e a recidiva, tanto no sentido vertical quanto no horizontal (Correla\u00e7\u00e3o de Pearson: p\u00a0&gt;\u00a00,05), (Tab.\u00a04; Gr\u00e1f.\u00a04,\u00a05).<\/p>\n<p>Aplicando-se o Coeficiente de Correla\u00e7\u00e3o de Pearson, obteve-se valor p\u00a0&gt;\u00a00,05, indicando que n\u00e3o existe correla\u00e7\u00e3o entre as duas vari\u00e1veis. Portanto, apesar do tempo de acompanhamento do grupo com enxerto ter sido menor que o tempo do grupo sem enxerto, n\u00e3o existe correla\u00e7\u00e3o entre essa vari\u00e1vel e a recidiva, tanto horizontal quanto vertical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2839 aligncenter\" alt=\"v18_n05_84_tab01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab01.jpg\" width=\"400\" height=\"234\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab01.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab01-300x175.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab02-03.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2840\" alt=\"v18_n05_84_tab02-03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab02-03.jpg\" width=\"800\" height=\"284\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab02-03.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab02-03-300x106.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf01-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2841 aligncenter\" alt=\"v18_n05_84_grf01-02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf01-02.jpg\" width=\"800\" height=\"308\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf01-02.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf01-02-300x115.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2842\" alt=\"v18_n05_84_grf03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf03.jpg\" width=\"400\" height=\"322\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf03.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf03-300x241.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf04-05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2843 aligncenter\" alt=\"v18_n05_84_grf04-05\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf04-05.jpg\" width=\"800\" height=\"305\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf04-05.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_grf04-05-300x114.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2844\" alt=\"v18_n05_84_tab04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab04.jpg\" width=\"400\" height=\"179\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab04.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v18_n05_84_tab04-300x134.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Os autores do presente artigo concordam com os relatos da literatura no que diz respeito \u00e0 instabilidade da cirurgia ortogn\u00e1tica em pacientes portadores de fissura labiopalatal. Atribui-se a algumas vari\u00e1veis a causa da instabilidade, como diversas cirurgias pr\u00e9vias, as fibroses cicatriciais decorrentes de procedimentos pr\u00e9vios, altera\u00e7\u00f5es de denti\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio muscular. Nos pacientes n\u00e3o fissurados, normalmente, a estabilidade e previsibilidade da cirurgia ortogn\u00e1tica variam de acordo com a dire\u00e7\u00e3o e magnitude do movimento cir\u00fargico, geralmente nessa ordem de import\u00e2ncia<sup>9,10<\/sup>.<\/p>\n<p>A literatura indica uma tend\u00eancia significativa de maiores recidivas p\u00f3s-operat\u00f3rias em fissurados do que em pacientes n\u00e3o fissurados com hipoplasia maxilar, submetidos \u00e0 cirurgia ortogn\u00e1tica<sup>9,14<\/sup>.<\/p>\n<p>Uma das formas sugeridas por alguns autores para se melhorar a estabilidade seria proporcionar uma melhor, mais efetiva e r\u00e1pida cicatriza\u00e7\u00e3o, com a utiliza\u00e7\u00e3o de enxertos \u00f3sseos adaptados nos espa\u00e7os gerados pela corre\u00e7\u00e3o da maxila<sup>16,17<\/sup>. Para se avaliar a efic\u00e1cia do procedimento de enxertia, os autores propuseram um estudo por meio da an\u00e1lise cefalom\u00e9trica dos pacientes submetidos \u00e0 cirurgia ortogn\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ainda, levando-se em considera\u00e7\u00e3o os benef\u00edcios observados com a utiliza\u00e7\u00e3o do enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno, incluiu-se no presente estudo apenas pacientes que tiveram enxerto do tipo al\u00f3geno, pois, sabe-se que o enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno apresenta diversas vantagens, como f\u00e1cil manipula\u00e7\u00e3o, grande quantidade de material dispon\u00edvel, redu\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">custos<\/a> e, principalmente, diminui\u00e7\u00e3o da morbidade p\u00f3s-operat\u00f3ria do paciente. Nique et al.<sup>2<\/sup> estudaram a aplica\u00e7\u00e3o do enxerto al\u00f3geno em defeitos alveolares de pacientes portadores de fissura labiopalatal, obtendo bons resultados de integra\u00e7\u00e3o \u00f3ssea. Outros autores tamb\u00e9m tiveram bons resultados do emprego de enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno em cirurgias ortogn\u00e1ticas de pacientes n\u00e3o fissurados<sup>16,17<\/sup>.<\/p>\n<p>Foram empregados m\u00e9todos j\u00e1 descritos na literatura, ou seja, avalia\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica por meio de an\u00e1lise cefalom\u00e9trica realizada em tr\u00eas diferentes tempos, no pr\u00e9-operat\u00f3rio, no p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato e no p\u00f3s-operat\u00f3rio tardio<sup>7,19-22<\/sup>, o qual se mostrou eficiente nos estudos de Erbe et al.<sup>22<\/sup> e de Iannetti et\u00a0al.<sup>21<\/sup><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo, os resultados mostraram mais recidivas horizontais no grupo GC (sem enxerto) do que as observadas no grupo GT (com enxerto), ou\u00a0seja, obteve-se mais estabilidade com o uso de enxertos. Fato, esse, tamb\u00e9m observado por Hirano e Suzuki<sup>7<\/sup>; por\u00e9m, nesses estudos citados, as recidivas ocorreram tanto no sentido horizontal quanto no vertical \u2014\u00a0a \u00fanica abordagem diferente foi a utiliza\u00e7\u00e3o do enxerto \u00f3sseo aut\u00f3geno para preenchimento dos espa\u00e7os gerados pelas osteotomias, o que pode sugerir a forma\u00e7\u00e3o de uma barreira mec\u00e2nica de enxerto aut\u00f3geno menos eficiente para restringir os movimentos de recidiva.<\/p>\n<p>Por fim, os presentes resultados corroboram os estudos de Heliovaara et al.<sup>20<\/sup> e Iannetti et al.<sup>21<\/sup>, sugerindo, tamb\u00e9m, maior estabilidade nos casos enxertados e demonstrando os efeitos positivos da realiza\u00e7\u00e3o do enxerto \u00f3sseo em cirurgias ortogn\u00e1ticas de pacientes fissurados como forma de se minimizar as recidivas. Por\u00e9m, em todos os estudos citados, a enxertia foi aut\u00f3gena e em pacientes n\u00e3o fissurados. \u00c9\u00a0poss\u00edvel, assim, inferir que o enxerto al\u00f3geno, empregado no presente estudo, apresentou resultados similares aos dos aut\u00f3genos, mesmo frente \u00e0s conhecidas condi\u00e7\u00f5es adversas apresentadas pelos pacientes fissurados.<\/p>\n<p>Sendo assim, em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura, os presentes resultados parecem ser in\u00e9ditos, pois n\u00e3o foram encontrados estudos de avalia\u00e7\u00e3o da estabilidade p\u00f3s-operat\u00f3ria maxilar com utiliza\u00e7\u00e3o de enxertia \u00f3ssea al\u00f3gena em pacientes portadores de fissura labiopalatal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de enxertos al\u00f3genos em pacientes fissurados submetidos a osteotomias maxilares Le\u00a0Fort\u00a0I contribui para o aumento da estabilidade horizontal p\u00f3s-operat\u00f3ria, quando comparada com cirurgias sem enxertia \u00f3ssea.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve diferen\u00e7as estatisticamente significativas nas recidivas verticais entre grupo teste e grupo controle.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo:<\/b> Gomes KU, Martins WDB, Ribas MO. Horizontal and vertical maxillary osteotomy stability, in cleft lip and palate patients, using allogeneic bone graft. Dental Press J Orthod. 2013 Sept-Oct;18(5):84-90.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Enviado em:<\/b> 16 de janeiro de 2012 &#8211; <b>Revisado e aceito:<\/b> 17 de agosto de 2012<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/b> Kelston Ulbricht Gomes<\/p>\n<p>Av. Silva Jardim, 2042 \u2013 Sala 1205 \u2013 Curitiba\/PR<\/p>\n<p>CEP: 80250-200 \u2013 E-mail: kelstongomes@yahoo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avaliar a estabilidade maxilar ap\u00f3s o tratamento ortod\u00f4ntico-cir\u00fargico de pacientes portadores de fissura labiopalatal, por meio de an\u00e1lise cefalom\u00e9trica, em dois diferentes grupos, com e sem utiliza\u00e7\u00e3o de enxerto \u00f3sseo al\u00f3geno. <\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":2838,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2822","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2822"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2822\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}