{"id":27424,"date":"2020-01-13T11:09:44","date_gmt":"2020-01-13T14:09:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=27424"},"modified":"2020-01-13T14:46:36","modified_gmt":"2020-01-13T17:46:36","slug":"brasil-tem-mais-videolocadoras-do-que-livrarias-afirma-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/brasil-tem-mais-videolocadoras-do-que-livrarias-afirma-ibge\/","title":{"rendered":"Brasil tem mais videolocadoras do que livrarias, afirma IBGE"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Em quase duas d\u00e9cadas, n\u00famero de cidades com livrarias no Brasil caiu de 2.374 para 985. Entre 2014 e 2018, cerca de 520 munic\u00edpios perderam suas bibliotecas p\u00fablicas.<\/em><\/h2>\n<figure id=\"attachment_27425\" aria-describedby=\"caption-attachment-27425\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27425\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Livrarias.jpg\" alt=\"Livrarias\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Livrarias.jpg 1000w, \/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Livrarias-300x225.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Livrarias-768x576.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Livrarias-585x439.jpg 585w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27425\" class=\"wp-caption-text\">Brasil diminui em mais de 50% o n\u00famero de livrarias em menos de duas d\u00e9cadas<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em um mundo moderno, categorizado pelo crescimento exponencial da tecnologia, quem diria: ferramentas e neg\u00f3cios como a Amazon s\u00e3o mais prejudiciais \u00e0s livrarias, do que plataformas streaming &#8211; como a Netflix &#8211; para as videolocadoras. O mais recente estudo realizado pelo IBGE (<a href=\"https:\/\/ibge.gov.br\/\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstic<\/a>a) em 2018, indica que, no Brasil, cerca de 23% do munic\u00edpios ainda tinham locadoras de filmes, enquanto menos de 18% ainda tinham livrarias.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/loja.dentalpress.com.br\/\">Conhe\u00e7a nossos livros e revistas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/ortodontista-raiz-e-ortodontista-nutella-em-tempos-de-ortodontia-digital\/\">Ortodontista raiz e ortodontia Nutella em tempos de ortodontia digital<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Entre 2001 e 2018, o n\u00famero de cidades com livrarias no pa\u00eds caiu de 2.374 para 985: uma queda de 58% em 17 anos. Ao todo, o Brasil tem 5.570 munic\u00edpios. Ao passo que a abrang\u00eancia de livrarias no pa\u00eds era de 42,7% em 2001, na \u00faltima pesquisa o n\u00famero de cidades com livrarias representava apenas 17,7% do total.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de livrarias reflete a diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de leitores ativos no pa\u00eds. Para al\u00e9m do mercado editorial, a leitura como pol\u00edtica p\u00fablica tamb\u00e9m est\u00e1 em defasagem: o n\u00famero de cidades com bibliotecas p\u00fablicas caiu de 97,7% em 2014, para 87,7% na \u00faltima pesquisa. Ou seja, 524\u00a0 munic\u00edpios perderam suas bibliotecas p\u00fablicas em apenas 4 anos.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE apenas reafirmaram as suspeitas do presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Livrarias (ANL), Bernardo Gurbanov. \u201c\u00c9 a confirma\u00e7\u00e3o de algo que a gente vem falando h\u00e1 muito tempo\u201d, disse em entrevista ao <a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/materias\/2019\/12\/09\/ibge-aponta-que-no-brasil-tem-mais-municipios-com-videolocadoras-do-que-com-livrarias?utm_source=PublishNews+-+BR&amp;utm_campaign=30f7b18868-EMAIL_CAMPAIGN_2019_12_09_02_48&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_598a87e1b7-30f7b18868-51852617\">PublishNews<\/a>. Ele aponta que, entre o fim dos anos 1990 e o in\u00edcio dos 2000, o mundo viveu uma transforma\u00e7\u00e3o nos h\u00e1bitos de consumo, com o surgimento da internet.<\/p>\n<p>\u201cNo fim do s\u00e9culo 20, voc\u00ea tinha praticamente um canal para chegar ao livro: a livraria. Hoje, entrando na segunda d\u00e9cada do mil\u00eanio, n\u00f3s temos uma situa\u00e7\u00e3o diametralmente oposta: quando voc\u00ea precisa de um livro, tem n possibilidades de busca. A oferta se multiplicou de forma t\u00e3o extraordin\u00e1ria que a livraria deixou de ser o local de refer\u00eancia na busca pelo livro e quanto mais se avan\u00e7a a tecnologia, mais se multiplicam os canais. Isso \u00e9 preocupante\u201d, ressaltou ao PublishNews.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>PERFIL DA PESQUISA<\/h2>\n<p>O IBGE avalia anualmente o desempenho da economia do setor cultural brasileiro. O ramo ocupava, segundo o estudo, cerca de 5,2 milh\u00f5es de pessoas. Mulheres (50,5%), brancas (52,6%) e com menos de 40 anos (54,9%) representavam a maioria no perfil da pesquisa.<\/p>\n<p>O setor movimentou aproximadamente R$ 226 bilh\u00f5es e o gasto m\u00e9dio familiar com atividades culturais foi de R$ 282,86 por ano: uma m\u00e9dia de R$ 23,57 por m\u00eas. Esse \u00edndice reafirma o n\u00edvel de desigualdade no pa\u00eds: fam\u00edlias com rendimentos de at\u00e9 R$ 1.908,00 comprometiam apenas\u00a0 5,9% com atividades dessa modalidade: abaixo da m\u00e9dia nacional de 7,5%. Fam\u00edlias com renda superior a R$ 23.850,00, por outro lado, destinaram 7,9% (o equivalente a R$ 1.443,41) \u00e0 despesas na \u00e1rea da cultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em quase duas d\u00e9cadas, n\u00famero de cidades com livrarias no Brasil caiu de 2.374 para 985. 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