{"id":2516,"date":"2013-11-11T17:12:23","date_gmt":"2013-11-11T20:12:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=2516"},"modified":"2013-11-12T15:11:04","modified_gmt":"2013-11-12T18:11:04","slug":"frequencia-reabsorcao-radicular-apical-apos-tratamento-ortodontico-longo-prazo-utilizando-radiografia-periapical-tomografia-computadorizada-feixe-conico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/frequencia-reabsorcao-radicular-apical-apos-tratamento-ortodontico-longo-prazo-utilizando-radiografia-periapical-tomografia-computadorizada-feixe-conico\/","title":{"rendered":"Frequ\u00eancia da reabsor\u00e7\u00e3o radicular apical ap\u00f3s tratamento ortod\u00f4ntico, em longo prazo, utilizando radiografia periapical e tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<p><b>Objetivo:<\/b> avaliar a frequ\u00eancia de reabsor\u00e7\u00e3o radicular apical (RRA) ap\u00f3s tratamento ortod\u00f4ntico, em longo prazo, por meio de imagens de radiografia periapical (RP) e tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico (TCFC).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>M\u00e9todos: <\/b>as imagens radiogr\u00e1ficas obtidas de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> de 58 pacientes, antes (T<sub>1<\/sub>), ap\u00f3s o tratamento ortod\u00f4ntico (T<sub>2<\/sub>) e decorridos pelo menos 52 meses do tratamento (T<sub>3<\/sub>), foram analisadas por tr\u00eas examinadores, membros do Board Brasileiro de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-ortodontia-2\/\">Ortodontia<\/a> e Ortopedia Facial. As estruturas apicais foram avaliadas por meio de imagens de RP (T<sub>2<\/sub> e T<sub>3<\/sub>), utilizando o sistema de escores de Levander e Malmgren modificado. A presen\u00e7a de RRA nas imagens tomogr\u00e1ficas obtidas em T<sub>3<\/sub> foi detectada por um especialista em radiologia com experi\u00eancia em TCFC. Os dados foram estatisticamente analisados pelo teste de Kolmogorov-Smirnov, com n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 5%. O teste kappa determinou o n\u00edvel de concord\u00e2ncia entre os observadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Resultados:<\/b> as RRAs mais frequentes foram as de escore 1 em T<sub>2<\/sub> (51,6%) e em T<sub>3<\/sub> (53,1%), quando avaliadas por RPs (p\u00a0&gt;\u00a00,05). Quando comparadas as frequ\u00eancias de RRAs em T<sub>3<\/sub>, entre imagens de RP e de TCFC, a diferen\u00e7a foi estatisticamente significativa para o grupo de pr\u00e9-molares da maxila e da mand\u00edbula, e de molares mandibulares. Os dentes que apresentaram maior frequ\u00eancia de RRA quando analisados por meio de imagens de TCFC, foram os incisivos laterais superiores (94,5%) e os centrais inferiores (87,7%), enquanto os de menor frequ\u00eancia foram os pr\u00e9-molares. As imagens de TCFC mostraram que os dentes envolvidos em tratamentos ortod\u00f4nticos com extra\u00e7\u00f5es apresentaram maior frequ\u00eancia de RRA (p\u00a0&lt;\u00a00,05).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o:<\/b> as radiografias periapicais mostraram maior frequ\u00eancia de RRAs que as imagens de TCFC para os grupos de pr\u00e9-molares e molares, n\u00e3o evidenciando altera\u00e7\u00e3o em longo prazo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> Reabsor\u00e7\u00e3o da raiz. Tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico espiral. Ortodontia corretiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A reabsor\u00e7\u00e3o radicular apical (RRA) decorrente da movimenta\u00e7\u00e3o ortod\u00f4ntica \u00e9 uma ocorr\u00eancia frequente. A etiologia envolve aspectos multifatoriais, como a variabilidade biol\u00f3gica individual, a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, as caracter\u00edsticas da mec\u00e2nica ortod\u00f4ntica, a morfologia radicular e a presen\u00e7a de les\u00f5es periapicais pr\u00e9vias ao tratamento ortod\u00f4ntico<sup>1-6<\/sup>.<\/p>\n<p>A reabsor\u00e7\u00e3o radicular associada ao movimento dent\u00e1rio ortod\u00f4ntico ocorre como consequ\u00eancia do processo inflamat\u00f3rio no periodonto apical, e representa perda de estrutura dent\u00e1ria causada por c\u00e9lulas cl\u00e1sticas<sup>7<\/sup>. A RRA pequena tem pouca relev\u00e2ncia cl\u00ednica. No entanto, a RRA grave, decorrente de uma combina\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel de fatores, como varia\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas, fisiol\u00f3gicas e gen\u00e9ticas, pode provocar altera\u00e7\u00e3o estrutural expressiva no \u00e1pice dent\u00e1rio<sup>8,9,10<\/sup>.<\/p>\n<p>A radiografia periapical (RP) \u00e9 um m\u00e9todo de imagem utilizado para o diagn\u00f3stico, planejamento e controle do tratamento ortod\u00f4ntico. No entanto, as informa\u00e7\u00f5es obtidas por meio da tomografia computadorizada t\u00eam revolucionado as investiga\u00e7\u00f5es na \u00e1rea da sa\u00fade e contribu\u00eddo no diagn\u00f3stico, planejamento, tratamento e progn\u00f3stico de v\u00e1rias doen\u00e7as<sup>11,12<\/sup>. A tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico (TCFC) \u2014\u00a0tecnologia desenvolvida recentemente<sup>13,14<\/sup>\u00a0\u2014 tem demonstrado melhora significativa na qualidade dos diagn\u00f3sticos aplicados \u00e0 Odontologia e, mais especificamente, \u00e0 Ortodontia<sup>15-18<\/sup>.<\/p>\n<p>Um estudo<sup>19<\/sup> prospectivo longitudinal,utilizando radiografia periapical como m\u00e9todo de imagem, avaliou a progress\u00e3o da RRA associada ao tratamento ortod\u00f4ntico, e mostrou que nos incisivos centrais a perda de estrutura radicular n\u00e3o progride durante a fase de conten\u00e7\u00e3o. P\u00f4de ser observada, ainda, aus\u00eancia de associa\u00e7\u00e3o com sexo, idade, sobremordida, sobressali\u00eancia, uso de aparelhos extrabucais e mecanismos de intrus\u00e3o. No entanto, a reabsor\u00e7\u00e3o radicular foi maior nos pacientes submetidos a tratamentos associados com extra\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias.<\/p>\n<p>Reukers et al.<sup>20 <\/sup>observaram preval\u00eancia de 63% de RRA em incisivos superiores, a partir de reconstru\u00e7\u00e3o digital de imagens ap\u00f3s tratamento ortod\u00f4ntico. Ainda\u00a0nesse estudo e no de Remington et al.<sup>10<\/sup>, o encurtamento radicular expressivo foi encontrado em poucos casos ap\u00f3s tratamento ortod\u00f4ntico. Dudic et al.<sup>21<\/sup> avaliaram a presen\u00e7a de RRAs induzidas ortodonticamente por meio de radiografia panor\u00e2mica e de TCFC. A RRA foi diagnosticada por meio de TCFC em 69% dos dentes, enquanto a radiografia panor\u00e2mica mostrou apenas 44% dos dentes com RRA.<\/p>\n<p>O objetivo do presente estudo foi detectar RRAs em longo prazo (de 52 a 288 meses), ap\u00f3s o t\u00e9rmino do tratamento ortod\u00f4ntico, por meio de radiografias periapicais e tomografias computadorizadas de feixe c\u00f4nico. A hip\u00f3tese nula foi de que n\u00e3o havia diferen\u00e7a entre a frequ\u00eancia de RRAs detectada por meio de radiografia periapical e de tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Material e M\u00e9todos<\/strong><\/p>\n<p>Os registros cl\u00ednicos de pacientes com tratamento ortod\u00f4ntico conclu\u00eddo de uma cl\u00ednica ortod\u00f4ntica privada (Goi\u00e2nia\/GO) foram utilizados como base de dados para o presente estudo. Os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o utilizados foram: pacientes com documenta\u00e7\u00f5es ortod\u00f4nticas inicial e final completas (radiografias periapicais e cefalom\u00e9tricas, fotografias e modelos de gesso) e de boa qualidade, tamb\u00e9m haver decorridos, no m\u00ednimo, 52 meses desde o t\u00e9rmino do tratamento ortod\u00f4ntico. Foram exclu\u00eddos pacientes com hist\u00f3rias de retratamento e de traumatismo dent\u00e1rio pr\u00e9vio.<\/p>\n<p>Os pacientes selecionados foram convidados a retornar para um exame de acompanhamento, o qual requeria radiografias periapicais e um exame de imagens de TCFC. A amostra final consistiu de 1.392 dentes, provenientes de 58 pacientes (Fig.\u00a01), sendo 30 do sexo feminino e 28 do masculino, com idade m\u00e9dia no in\u00edcio do tratamento de 12 anos e 4 meses (D.P.\u00a0= 2,31).Todos os pacientes foram tratados pelo mesmo profissional, especialista em Ortodontia, utilizando o sistema Edgewise.<\/p>\n<p>O estudo foi aprovado pelo Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa da UFG, sob protocolo n\u00b0 169\/2008.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos de Imagem<\/strong><\/p>\n<p>As radiografias periapicais (RPs) foram obtidas por meio do aparelho de raios X odontol\u00f3gico Spectro 70X Dental (Dabi Atlante, Ribeir\u00e3o Preto\/SP), com 70kV e 8mA, ponto focal do tubo 0,8mm\u00a0x\u00a00,8mm, com filme Kodak Insight (Eastman Kodak Co., Rochester, EUA), por meio da t\u00e9cnica radiogr\u00e1fica da bissetriz, utilizando posicionadores e tempo de exposi\u00e7\u00e3o de acordo com a regi\u00e3o exposta. Todos os filmes radiogr\u00e1ficos periapicais foram processados em m\u00e9todo autom\u00e1tico (Peri-Pro II, Air Techniques, Nova Iorque, EUA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2605 aligncenter\" alt=\"v_18_n_04_104fig1\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig1.jpg\" width=\"400\" height=\"573\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig1.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig1-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As imagens de TCFC foram obtidas com o sistema i-CAT (Imaging Sciences International, Hatfield, EUA). Os volumes foram reconstru\u00eddos com 0,2\u00a0x\u00a00,2\u00a0x\u00a00,2mm de <i>voxel<\/i> isom\u00e9trico, tens\u00e3o de tubo de 120kVp e corrente do tubo de 3,8mA. O tempo de exposi\u00e7\u00e3o foi de 40 segundos. As imagens foram analisadas com aux\u00edlio do pr\u00f3prio programa do tom\u00f3grafo (Xoran, vers\u00e3o 3.1.62; Xoran Technologies, Ann Arbor, EUA) em um computador com sistema operacional Microsoft Windows XP Professional SP2 (Microsoft Corp., Redmond, EUA), com processador Intel\u00a0Core\u00a02\u00a0Duo-6300 de 1.86 Ghz (Intel Corporation, Santa Clara, EUA), placa de v\u00eddeo NVIDIA GeForce 6200 turbo cache (NVIDIA Corporation, Santa Clara, EUA) e monitor EIZO &#8211; S2000 FlexScan, resolu\u00e7\u00e3o de 1600\u00a0x\u00a01200 <i>pixels<\/i> (EIZO Nanao Corporation Hakusan, Ishikawa, Jap\u00e3o). As ferramentas do programa foram aplicadas para que cada dente pudesse ser avaliado nas tr\u00eas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As imagens radiogr\u00e1ficas obtidas em tr\u00eas est\u00e1gios diferentes (T<sub>1<\/sub>, antes do tratamento ortod\u00f4ntico; T<sub>2<\/sub>, ap\u00f3s a conclus\u00e3o do tratamento ortod\u00f4ntico; e T<sub>3<\/sub>, decorridos, no m\u00ednimo, 52 meses do t\u00e9rmino do tratamento ortod\u00f4ntico) foram analisadas por tr\u00eas especialistas certificados pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial. Individualmente, os examinadores avaliaram as imagens radiogr\u00e1ficas de todos os dentes (com exce\u00e7\u00e3o dos segundos e terceiros molares), sendo exclu\u00eddos os dentes com les\u00f5es periapicais, com hist\u00f3ria de traumatismo dent\u00e1rio e com impossibilidade de diagn\u00f3stico devido \u00e0 sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens e rizog\u00eanese incompleta. O elevado n\u00famero de dentes com rizog\u00eanese incompleta dificultou a avalia\u00e7\u00e3o das estruturas apicais em T<sub>1<\/sub>. Utilizou-se para a calibragem 10% da amostra.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o das estruturas apicais foi realizada por meio de imagens de RP (T<sub>2<\/sub> e T<sub>3<\/sub>), utilizando o sistema de escores de Levander e Malmgren<sup>2<\/sup> modificado, para todos os grupos de dentes. Dessa maneira, classificou-se a situa\u00e7\u00e3o radicular em 5 escores: 0, sem reabsor\u00e7\u00e3o radicular; 1, contorno irregular da raiz dent\u00e1ria; 2, reabsor\u00e7\u00e3o radicular apical inferior a 2mm; 3, reabsor\u00e7\u00e3o radicular apical de 2mm a \u2153 do comprimento da raiz original; 4, reabsor\u00e7\u00e3o radicular apical superior a \u2153 do comprimento da raiz original. As radiografias montadas em cartelas de papel\u00e3o foram examinadas em negatosc\u00f3pio (Medalight LP-300, Universal Electronics Ind., EUA), com o aux\u00edlio de uma lupa com magnifica\u00e7\u00e3o de 3x, e em ambiente apropriado.<\/p>\n<p>As imagens tomogr\u00e1ficas obtidas em T<sub>3<\/sub> foram avaliadas por um especialista em radiologia com experi\u00eancia em TCFC. A an\u00e1lise da regi\u00e3o apical foi realizada de forma din\u00e2mica em diferentes planos (axial e <i>cross-sectional<\/i>). A espessura dos cortes analisados variou entre 1 e 1,5mm.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a ou aus\u00eancia de RRAs nas imagens de RP e de TCFC foi analisada em todos os grupos dent\u00e1rios. Para os dentes com ra\u00edzes m\u00faltiplas, o padr\u00e3o de an\u00e1lise da RRA foi estabelecido considerando a raiz dent\u00e1ria mais afetada.<\/p>\n<p>Os dados foram tratados estatisticamente pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. O n\u00edvel de signific\u00e2ncia escolhido foi de 5%. O n\u00edvel de concord\u00e2ncia entre observadores, considerando as condi\u00e7\u00f5es e os crit\u00e9rios descritos no m\u00e9todo, foi determinado pelo teste kappa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2606 aligncenter\" alt=\"v_18_n_04_104tab1\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab1.jpg\" width=\"400\" height=\"207\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab1.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab1-300x155.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2607 aligncenter\" alt=\"v_18_n_04_104tab2\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab2.jpg\" width=\"400\" height=\"257\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab2.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab2-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2608 aligncenter\" alt=\"v_18_n_04_104tab3\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab3.jpg\" width=\"400\" height=\"372\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab3.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab3-300x279.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2609\" alt=\"v_18_n_04_104tab4\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab4.jpg\" width=\"400\" height=\"218\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab4.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104tab4-300x163.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n<p>Do total de 58 pacientes, 40 tinham sido classificados, ao in\u00edcio do tratamento ortod\u00f4ntico, como portadores de m\u00e1 oclus\u00e3o Classe\u00a0I de Angle; 14 de Classe II, divis\u00e3o\u00a01; dois pacientes de Classe II, divis\u00e3o\u00a02; e dois pacientes de Classe III de Angle. Quarenta e nove pacientes utilizaram algum tipo de el\u00e1stico intermaxilar. A dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do tratamento foi de 22,9 meses \u00b1 6,72 meses.<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o dos dentes na amostra, indicativa de presen\u00e7a ou de aus\u00eancia de RRA, pode ser vista na Figura\u00a01. As imagens radiogr\u00e1ficas de 1.268 dentes foram analisadas em T<sub>2<\/sub>, 1.261 imagens radiogr\u00e1ficas em T<sub>3<\/sub> e 1.305 imagens de TCFC em T<sub>3<\/sub>.<\/p>\n<p>A frequ\u00eancia de RRA ap\u00f3s a conclus\u00e3o do tratamento ortod\u00f4ntico (T<sub>2<\/sub>), e decorridos de 52 a 288 meses desse (T<sub>3<\/sub>), determinada por meio de imagens de RP, est\u00e1 demonstrada na Tabela\u00a01. As RRAs mais frequentes, quando avaliadas por imagens de RPs, foram as de escore 1 (T<sub>2\u00a0<\/sub>=\u00a051,6% e T<sub>3\u00a0<\/sub>=\u00a053,1%). Os\u00a0dados n\u00e3o demonstraram diferen\u00e7a significativa entre T<sub>2<\/sub> e T<sub>3<\/sub> para nenhum dos escores (Tab.\u00a01).<\/p>\n<p>O valor de Kappa para a concord\u00e2ncia interobservadores, baseado nos escores de Levander e Malmgren<sup>2<\/sup> modificado, variou de 0,86 a 0,96 para imagens de RP.<\/p>\n<p>A frequ\u00eancia de RRAs detectada em T<sub>3<\/sub>, por meio de RP e TCFC, de acordo com o grupo dent\u00e1rio, est\u00e1 demonstrada na Tabela\u00a02. Quando comparadas as frequ\u00eancias de RRAs em T<sub>3<\/sub>, entre imagens de RPs e TCFC, a diferen\u00e7a foi estatisticamente significativa para o grupo de pr\u00e9-molares da maxila e da mand\u00edbula, e para o grupo de molares mandibulares. Nesses grupos dent\u00e1rios, a maior presen\u00e7a de RRA foi detectada por meio de imagens de RP. Portanto, a hip\u00f3tese nula foi rejeitada.<\/p>\n<p>A Tabela 3 evidencia a frequ\u00eancia de RRAs, analisada por meio de TCFC de acordo com os dentes. Os\u00a0incisivos laterais superiores e os centrais inferiores foram os dentes mais afetados por RRA. Os dentes menos afetados por RRAs foram os pr\u00e9-molares inferiores.<\/p>\n<p>Considerando os dentes envolvidos em tratamentos ortod\u00f4nticos realizados com ou sem extra\u00e7\u00f5es, analisados por meio de imagens de TCFC, os resultados da frequ\u00eancia de RRA est\u00e3o resumidos na Tabela\u00a04. A frequ\u00eancia de dentes com RRA foi maior no grupo de dentes envolvidos em tratamentos ortod\u00f4nticos com extra\u00e7\u00f5es (66,7%) do que no grupo sem extra\u00e7\u00f5es (45,2%), sendo a diferen\u00e7a estatisticamente significativa.<\/p>\n<p>A Figura 2 mostra radiografias periapicais de um incisivo lateral maxilar, em que a RRA n\u00e3o alterou ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o do movimento ortod\u00f4ntico em longo prazo. A Figura 3 mostra a diferen\u00e7a de detalhes de uma RRA em um incisivo central, por meio de TCFC e RP. A\u00a0Figura 4 mostra a sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens, sugerindo RRA por meio de RP, enquanto a imagem de TCFC mostra aus\u00eancia de RRA.<\/p>\n<p>Evidenciou-se RRA em incisivo lateral superior sem altera\u00e7\u00e3o em longo prazo (Fig. 2); presen\u00e7a de RRA em incisivo central (Fig. 3) e aus\u00eancia de RRA (Fig. 4) em pr\u00e9-molar (superior), por meio de RP e de TCFC.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2610 aligncenter\" alt=\"v_18_n_04_104fig2\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig2.jpg\" width=\"800\" height=\"430\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig2.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig2-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2611\" alt=\"v_18_n_04_104fig3\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig3.jpg\" width=\"800\" height=\"429\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig3.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig3-300x160.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2612\" alt=\"v_18_n_04_104fig4\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig4.jpg\" width=\"800\" height=\"523\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig4.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/v_18_n_04_104fig4-300x196.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Discuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A possibilidade de se obter informa\u00e7\u00f5es com a visualiza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o maxilofacial em planos tridimensionais (3D), com particular refer\u00eancia \u00e0s especialidades odontol\u00f3gicas, pode reduzir o risco de subestimar altera\u00e7\u00f5es nas estruturas dent\u00e1rias<sup>15-18,21-25<\/sup>, incluindo as reabsor\u00e7\u00f5es radiculares<sup>21,24<\/sup>.<\/p>\n<p>As RRAs caracterizam a perda de estrutura dent\u00e1ria e s\u00e3o decorrentes de diversos fatores, como variabilidade biol\u00f3gica individual, predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, fatores mec\u00e2nicos, morfologia radicular e les\u00e3o periapical pr\u00e9via ao tratamento ortod\u00f4ntico<sup>1-6<\/sup>. O\u00a0grau de reabsor\u00e7\u00e3o presente ap\u00f3s o tratamento ortod\u00f4ntico influencia no progn\u00f3stico. Consequ\u00eancias danosas para o dente podem ocorrer quando est\u00e3o presentes reabsor\u00e7\u00f5es graves, mesmo que observadas em pequeno percentual e frente a um tratamento ortod\u00f4ntico bem planejado e conduzido.<\/p>\n<p>O conhecimento atual n\u00e3o permite os ortodontistas identificar quais s\u00e3o os pacientes vulner\u00e1veis \u00e0s RRAs graves. Em recente revis\u00e3o sistem\u00e1tica sobre RRA associada a tratamento ortod\u00f4ntico, Weltman\u00a0et\u00a0al.<sup>1<\/sup> consideraram apenas 11 estudos apropriados, e seus protocolos muito vari\u00e1veis para que se procedesse uma an\u00e1lise quantitativa. Essa revis\u00e3o reflete o momento das pesquisas publicadas sobre RRA. Nenhum estudo possibilitou evid\u00eancia consistente sobre a longevidade de dentes com reabsor\u00e7\u00f5es graves<sup>28<\/sup>.<\/p>\n<p>A frequ\u00eancia de RRA, ap\u00f3s a conclus\u00e3o do tratamento ortod\u00f4ntico (T<sub>2<\/sub>) e decorridos 52 a 288 meses desse (T<sub>3<\/sub>), foi determinada por meio de imagens de RPs. As RRAs mais frequentes foram as de escore\u00a01. Os dados n\u00e3o demonstraram diferen\u00e7a significativa entre T<sub>2<\/sub> e T<sub>3<\/sub> para nenhum dos escores (Tab.\u00a01). Esses resultados mostraram-se similares aos de estudos anteriores<sup>9,10<\/sup>. Copland e Green<sup>9<\/sup> verificaram, por meio de radiografias cefalom\u00e9tricas, se a RRA associada com tratamento ortod\u00f4ntico progredia ap\u00f3s o t\u00e9rmino do tratamento ativo. Os incisivos centrais superiores de 45 indiv\u00edduos foram avaliados ap\u00f3s o t\u00e9rmino do tratamento, sendo que o tempo m\u00e9dio decorrido entre a conclus\u00e3o do tratamento e a obten\u00e7\u00e3o das radiografias finais foi de 2 anos e 4 meses (28 meses). Os resultados mostraram a paraliza\u00e7\u00e3o da RRA. Remington et al.<sup>10<\/sup> avaliaram as reabsor\u00e7\u00f5es radiculares apicais em 100 pacientes por meio de RPs ap\u00f3s a conclus\u00e3o do tratamento ortod\u00f4ntico e decorrido um per\u00edodo m\u00e9dio de 14,1 anos (169\u00a0meses). Os resultados sugeriram que, finalizado o tratamento, 52% dos dentes apresentaram escores 0 e 1. A avalia\u00e7\u00e3o em longo prazo n\u00e3o mostrou aumento na RRA ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o do aparelho, exceto remodela\u00e7\u00f5es de arestas e bordas afiadas, como tamb\u00e9m observado na amostra do presente estudo (Fig.\u00a02).<\/p>\n<p>Diferen\u00e7as de m\u00e9todos entre alguns estudos<sup>9,10<\/sup> e o do presente estudo merecem ser consideradas. No\u00a0presente estudo, a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do tratamento foi de 22,9 meses; a varia\u00e7\u00e3o do tempo de acompanhamento foi de 52 a 288 meses; a m\u00e9dia de tempo decorrido entre o t\u00e9rmino do tratamento e a obten\u00e7\u00e3o das radiografias finais foi de 1,1 meses, com um intervalo de zero a sete meses; a avalia\u00e7\u00e3o foi realizada em diferentes grupos de dentes; as RRAs detectadas por meio de RPs foram classificadas pelo sistema de Levander e Malmgren<sup>2<\/sup> modificado, enquanto a presen\u00e7a ou aus\u00eancia de RRA tamb\u00e9m foi analisada por meio de imagens de TCFC.<\/p>\n<p>Considerando os resultados das imagens de TCFC e RP em T<sub>3<\/sub>, pode-se verificar diferen\u00e7as entre os dois m\u00e9todos de imagem (Tab.\u00a02). Quando comparadas as frequ\u00eancias de RRAs em T<sub>3<\/sub>, a diferen\u00e7a foi significativa para o grupo de pr\u00e9-molares da maxila e da mand\u00edbula, e para o grupo de molares mandibulares. Nesses grupos dent\u00e1rios, a maior presen\u00e7a de RRAs foi detectada por meio de imagens de RPs.<\/p>\n<p>Esses resultados sugerem que as RPs, em fun\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00f5es, tendem a superestimar as RRAs nos grupos dent\u00e1rios posteriores (Fig.\u00a03, 4). Esses dados podem ser explicados em vista da presente an\u00e1lise ter sido para todos os grupos dent\u00e1rios. O grupo de dentes, as varia\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas apicais, a densidade do osso circundante (cortical \u00f3ssea), a angula\u00e7\u00e3o dos raios, o contraste radiogr\u00e1fico e a sobreposi\u00e7\u00e3o de estruturas anat\u00f4micas podem influenciar as interpreta\u00e7\u00f5es radiogr\u00e1ficas<sup>26<\/sup>. Na an\u00e1lise das imagens tomogr\u00e1ficas, foi utilizada uma estrat\u00e9gia de navega\u00e7\u00e3o com intuito de verificar em todos os planos, o \u00e1pice das ra\u00edzes, com recursos semelhantes aos sugeridos em recente estudo<sup>27<\/sup>. Essa estrat\u00e9gia favorece o perfeito manejo de imagens de TCFC, que podem revelar normalidades ou anormalidades incapazes de ser detectadas na RP convencional.<\/p>\n<p>Dudic et al.<sup>21<\/sup> avaliaram 275 dentes de 22 pacientes p\u00f3s-tratamento ortod\u00f4ntico, e compararam as RRAs por meio de radiografia panor\u00e2mica e TCFC, usando o mesmo sistema de gradua\u00e7\u00e3o de Levander e Malmgren<sup>2<\/sup>. Diferen\u00e7as significativas foram observadas entre os dois m\u00e9todos e para todos os escores de reabsor\u00e7\u00e3o radicular. O m\u00e9todo de imagem por radiografia panor\u00e2mica subestimou o escore das RRAs. Salientaram que as imagens de TCFC devem ser utilizadas em pesquisas e, tamb\u00e9m, como auxiliar no monitoramento de pacientes com risco de desenvolver reabsor\u00e7\u00f5es radiculares graves durante o movimento ortod\u00f4ntico.<\/p>\n<p>A frequ\u00eancia de RRAs de acordo com o grupo de dentes, analisada por meio de imagens de TCFC, mostrou os incisivos laterais superiores e os centrais inferiores como os dentes mais afetados com RRA. Os dentes menos afetados por RRAs foram os pr\u00e9-molares inferiores (Tab.\u00a03).<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de RRAs, valendo-se do m\u00e9todo de TCFC, frente aos dentes mais afetados, n\u00e3o foi comparada com outros dados da literatura por uma car\u00eancia de estudos. Considerando investiga\u00e7\u00f5es realizadas com RPs, verifica-se dados distintos entre o presente estudo com os de Newman<sup>5<\/sup>, que salientou os incisivos superiores, os pr\u00e9-molares superiores e os segundos pr\u00e9-molares inferiores como os dentes de maior preval\u00eancia de encurtamento radicular. Essa ordem de frequ\u00eancia difere das encontradas em outros estudos<sup>29,30<\/sup> realizados utilizando-se de RPs. No presente estudo, os pr\u00e9-molares foram os dentes menos afetados quando observados por meio de imagens de TCFC. Hemley<sup>29<\/sup> mostrou que os dentes mais suscept\u00edveis \u00e0s RRAs foram os incisivos centrais (9,1%), sendo os inferiores mais suscept\u00edveis que os superiores. Sharpe\u00a0et\u00a0al.<sup>30<\/sup>, utilizando RPs, encontraram maior frequ\u00eancia de RRA em incisivos centrais superiores (52,7%), seguido dos centrais inferiores (45,7%). Em\u00a0nosso estudo, constatou-se que os dentes mais afetados s\u00e3o os dentes anteriores, como tamb\u00e9m demonstrado em outros trabalhos<sup>5,9,10,28<\/sup>. Pode-se sugerir que a obten\u00e7\u00e3o de radiografias periapicais desse grupo dent\u00e1rio durante e ap\u00f3s o tratamento ortod\u00f4ntico seja ben\u00e9fico para a detec\u00e7\u00e3o e controle das RRAs<sup>9<\/sup>.<\/p>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria demonstrou ser um fator de risco para o surgimento de RRA durante a movimenta\u00e7\u00e3o ortod\u00f4ntica. A frequ\u00eancia de dentes com RRA foi maior no grupo de dentes envolvidos em tratamentos ortod\u00f4nticos com extra\u00e7\u00f5es (66,7%), do que no grupo sem extra\u00e7\u00f5es (45,3%), analisados por meio de TCFC (p\u00a0&lt;\u00a00,05) (Tab.\u00a04). Uma justificativa para esses resultados pode estar no fato de que, em tratamentos ortod\u00f4nticos com indica\u00e7\u00e3o de extra\u00e7\u00f5es, movimentos mais extensos s\u00e3o necess\u00e1rios. Esses resultados est\u00e3o de acordo com os de Marques et al.<sup>28<\/sup>, ao verificar que os principais fatores diretamente relacionados com RRA severas foram extra\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias, ra\u00edzes com formas triangulares e presen\u00e7a de RRA antes da movimenta\u00e7\u00e3o. Eles observaram, ainda, elevada preval\u00eancia de reabsor\u00e7\u00f5es graves em pacientes brasileiros tratados com o sistema Edgewise\u00a0\u2014 o que n\u00e3o foi verificado no presente estudo.<\/p>\n<p>A TCFC n\u00e3o representa um equipamento frequentemente encontrado nos consult\u00f3rios odontol\u00f3gicos. A rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio das imagens em 3D na rotina cl\u00ednica deve ser considerada quanto \u00e0 radia\u00e7\u00e3o emitida. A variabilidade de radia\u00e7\u00e3o entre os equipamentos e a aus\u00eancia de normas estabelecendo padr\u00f5es e recomenda\u00e7\u00f5es para utiliza\u00e7\u00e3o dessa tecnologia difere em alguns pa\u00edses e precisa ser discutida com os pacientes quanto \u00e0 efi\u00e1cia de seu m\u00e9todo de obten\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<p>Silva et al.<sup>22 <\/sup>compararam as doses de radia\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para a obten\u00e7\u00e3o de radiografias panor\u00e2micas e cefalom\u00e9tricas convencionais com a radia\u00e7\u00e3o emitida por duas unidades diferentes de tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico e tamb\u00e9m de tomografia computadorizada <i>multi-slice<\/i>. Os equipamentos convencionais emitiram doses menores de radia\u00e7\u00e3o. Os autores ressaltaram que, quando imagens tridimensionais forem necess\u00e1rias na pr\u00e1tica ortod\u00f4ntica, a TCFC deve ser a indicada como alternativa ao diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>\u00c9 presum\u00edvel que uma nova tecnologia com potencial para auxiliar no diagn\u00f3stico, tal como a TCFC, estabele\u00e7a novos desafios at\u00e9 que haja uma total compreens\u00e3o de suas propriedades e limita\u00e7\u00f5es. O desenvolvimento de novos equipamentos com menor emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o e modernos <i>softwares<\/i> pode ser valioso na aquisi\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o de exames tomogr\u00e1ficos. Futuros modelos de estudos que possibilitem decis\u00f5es cl\u00ednicas com resultados mais previs\u00edveis devem ser desenvolvidos, visando determinar em longo prazo o comportamento das reabsor\u00e7\u00f5es radiculares apicais graves decorrentes da movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria ortod\u00f4ntica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As radiografias periapicais mostraram maior frequ\u00eancia de RRAs que as imagens de TCFC para os grupos de pr\u00e9-molares e molares, n\u00e3o evidenciando altera\u00e7\u00e3o em longo prazo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n<p>O presente estudo foi suportado em partes por concess\u00f5es do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq 302875\/2008-5 e CNPq 474642\/2009). Pela ajuda na interpreta\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1ficas das reabsor\u00e7\u00f5es, agradecemos ao Dr. Ronaldo da Veiga Jardim e Dr. Rubens Rodrigues Tavares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo:<\/b><\/p>\n<p>Freitas JC, Lyra OCP, Alencar AHG, Estrela C. Long-term evaluation of apical root resorption after orthodontic treatment using periapical radiography and cone beam computed tomography. Dental Press J Orthod. 2013 July-Aug;18(4):104-12.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Enviado em:<\/b>\u00a006 de maio de 2011 &#8211;\u00a0<b>Revisado e aceito:<\/b>\u00a027 de dezembro de 2011<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/b>\u00a0Jairo Curado de Freitas<\/p>\n<p>Pra\u00e7a Universit\u00e1ria, S\/N \u2013 Setor Universit\u00e1rio \u2013 Goi\u00e2nia\/GO<\/p>\n<p>CEP: 74605-220 \u2013 E-mail: curadojf@terra.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avaliar a frequ\u00eancia de reabsor\u00e7\u00e3o radicular apical (RRA) ap\u00f3s tratamento ortod\u00f4ntico, em longo prazo, por meio de imagens de radiografia periapical (RP) e tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico (TCFC).<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":2624,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2516","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2516"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2516\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}