{"id":24467,"date":"2018-11-08T09:30:10","date_gmt":"2018-11-08T11:30:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=24467"},"modified":"2018-11-06T09:06:38","modified_gmt":"2018-11-06T11:06:38","slug":"efeitos-colaterais-dos-aparelhos-de-avanco-mandibular-no-tratamento-do-ronco-e-da-apneia-obstrutiva-do-sono-uma-revisao-sistematica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/efeitos-colaterais-dos-aparelhos-de-avanco-mandibular-no-tratamento-do-ronco-e-da-apneia-obstrutiva-do-sono-uma-revisao-sistematica\/","title":{"rendered":"Efeitos colaterais dos aparelhos de avan\u00e7o mandibular no tratamento do ronco e da apneia obstrutiva do sono: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_22672\" aria-describedby=\"caption-attachment-22672\" style=\"width: 356px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22672 \" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"356\" height=\"237\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-300x200.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-768x512.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-1024x683.jpg 1024w, \/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-1170x780.jpg 1170w, \/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-780x516.jpg 780w, \/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-585x390.jpg 585w, \/wp-content\/uploads\/2018\/04\/6815-263x175.jpg 263w\" sizes=\"(max-width: 356px) 100vw, 356px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-22672\" class=\"wp-caption-text\">Artigo escrito por Olivia de Freitas Mendes Martins, Cauby Maia Chaves Junior, Rowdley Robert Pereira Rossi, Paulo Afonso Cunali, Cibele Dal-Fabbro, Lia Bittencourt<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u2013 Fragmento de artigo publicado originalmente na Dental Press Journal of Orthodontics V23n4 \u2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Autoria:\u00a0<\/strong><em>Olivia de Freitas Mendes Martins, Cauby Maia Chaves Junior, Rowdley Robert Pereira Rossi, Paulo Afonso Cunali, Cibele Dal-Fabbro, Lia Bittencourt<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c2O:<\/strong><br \/>\nAo longo da \u00faltima d\u00e9cada, os aparelhos de avan\u00e7o mandibular (AAM) t\u00eam sido estudados entusiasticamente e t\u00eam se mostrado uma forma de tratamento eficaz, menos invasiva e bem aceita para o ronco e apneia obstrutiva do sono (AOS) leve a moderada. H\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas crescentes de que os AAM s\u00e3o uma alternativa efetiva ao CPAP (aparelho de press\u00e3o positiva na via a\u00e9rea) para pacientes com AOS leve a moderada. Em um ensaio randomizado envolvendo 103 pacientes acompanhados por dois anos, Doff et al. compararam os resultados subjetivos e objetivos do tratamento da AOS com aparelho intrabucal (AIO) e com CPAP. N\u00e3o foram encontradas diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre as duas abordagens, no que diz respeito ao sucesso do tratamento (56% vs 60% em casos n\u00e3o severos, e 50% vs 75% nos casos severos, para AAM e CPAP, respectivamente) e \u00e0 melhora dos par\u00e2metros subjetivos do sono (Escala de Sonol\u00eancia de Epworth, Question\u00e1rio de Resultados Funcionais do Sono, Question\u00e1rio de Qualidade de Vida atrav\u00e9s do Instrumento SF-36). No entanto, o CPAP se mostrou mais efetivo na redu\u00e7\u00e3o do \u00edndice de apneia e hipopneia e na melhora dos n\u00edveis de satura\u00e7\u00e3o da oxi-hemoglobina, quando comparado \u00e0 terapia com AIO. Possivelmente, a menor efic\u00e1cia do tratamento com AAM \u00e9 compensada pela maior ades\u00e3o ao AIO, quando comparado ao CPAP, o que resulta em uma efetividade similar das duas terap\u00eauticas.<\/p>\n<p>Baseando-se no mecanismo de a\u00e7\u00e3o dos AIO, eles podem ser agrupados em duas categorias: aparelhos retentores de l\u00edngua (ARL) e AAM. Atualmente, os ARL s\u00e3o pouco utilizados, por causa da baixa ades\u00e3o dos pacientes, e foram praticamente substitu\u00eddos pelos AAM. Esses s\u00e3o os que possuem o maior n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es com qualidade de evid\u00eancia, quando com-parados aos outros tipos de aparelhos.<\/p>\n<p>Os AAM se ancoram nos <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> e mant\u00eam a mand\u00edbula numa posi\u00e7\u00e3o anterior e aberta verticalmente, o que traciona para a frente a base da l\u00edngua e os tecidos moles far\u00edngeos. Como consequ\u00eancia, ao manter a mand\u00edbula nessa posi\u00e7\u00e3o, gera-se uma carga cont\u00ednua nos dentes e tecidos adjacentes, pois for\u00e7as de tra\u00e7\u00e3o exercidas pelas musculaturas mastigat\u00f3ria e milo-hi\u00f3idea e pelos tecidos moles tendem a puxar a mand\u00edbula para tr\u00e1s, para retornar \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o habitual, particularmente durante a degluti\u00e7\u00e3o. Assim, ocorre uma resultante de for\u00e7a para vestibular nos incisivos inferiores e outra \u00e9 direcionada para palatina nos incisivos superiores. Tem sido sugerido que isso pode resultar na altera\u00e7\u00e3o da inclina\u00e7\u00e3o desses dentes, modificando a posi\u00e7\u00e3o da mand\u00edbula e aumentado a carga sobre o complexo craniomandibular.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do tratamento com AAM, os pacientes frequentemente relatam sensibilidade nos dentes e nos maxilares, irrita\u00e7\u00e3o da gengiva e saliva\u00e7\u00e3o excessiva ou xerostomia. Entretanto, normalmente essas queixas s\u00e3o leves, aceit\u00e1veis e transit\u00f3rias ou s\u00e3o facilmente sanadas pelo dentista5. Nas avalia\u00e7\u00f5es de longo prazo, a terapia com AAM pode resultar em efeitos adversos objetivos como movimentos dent\u00e1rios, altera\u00e7\u00f5es esquel\u00e9ticas e altera\u00e7\u00f5es oclusais.<\/p>\n<p>Complica\u00e7\u00f5es na forma de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-dtm-dor-orofacial-e-apneia-do-sono\/\">dor<\/a> por disfun\u00e7\u00f5es temporomandibulares (<a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-dtm-2\/\">DTM<\/a>) t\u00eam sido associadas ao uso de AAM. Doff et al. avaliaram em longo prazo (2 anos de acompanhamento) a ocorr\u00eancia de DTM em pacientes com AOS tratados com AIO e CPAP. Observou-se que o tratamento com AIO resultou em mais dor por DTM do que com o CPAP, no per\u00edodo inicial de uso; no entanto, essa dor em geral n\u00e3o foi grave e teve natureza transit\u00f3ria. Al\u00e9m disso, n\u00e3o ocorreram limita\u00e7\u00f5es na fun\u00e7\u00e3o mandibular durante os dois anos, com ambos os tratamentos. Portanto, os autores sugeriram que o risco de desenvolver dor e altera\u00e7\u00e3o na fun\u00e7\u00e3o do com-plexo temporomandibular n\u00e3o \u00e9 raz\u00e3o para contraindicar o tratamento com AIO.<\/p>\n<p>Apesar da principal raz\u00e3o para o paciente abandonar o tratamento com AIO ser sua n\u00e3o efetividade, os efeitos oclusais adversos, a dor e limita\u00e7\u00f5es na fun\u00e7\u00e3o mandibular s\u00e3o raz\u00f5es poss\u00edveis para a baixa ades\u00e3o ou abandono do tratamento com AAM3. Al\u00e9m disso, considerando-se a natureza cr\u00f4nica da AOS e que o uso do AAM \u00e9 cont\u00ednuo e por tempo indefinido, \u00e9 importante conhecer melhor os efeitos craniofaciais desse tratamento, para que o <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">dentista<\/a> seja capaz de gerenciar bem as poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es esquel\u00e9ticas, dent\u00e1rias e oclusais, assim como a dor e limita\u00e7\u00f5es funcionais do complexo temporomandibular associadas ao tratamento com AAM.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a da terapia com AIO em pacientes com AOS foi avaliada em uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica feita em 20045. Treze estudos foram inclu\u00eddos para avalia\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, sendo um ensaio cl\u00ednico controlado e doze s\u00e9ries de casos. Os autores conclu\u00edram\u00a0que o tratamento com AAM poderia resultar em efeitos adversos (normalmente n\u00e3o s\u00e9rios) nos complexos craniofacial e craniomandibular, envolvendo, geral-mente, a oclus\u00e3o dent\u00e1ria. Eles tamb\u00e9m destacaram que eram necess\u00e1rios mais estudos controlados para avaliar os efeitos adversos da terapia com AIO. Des-de essa publica\u00e7\u00e3o, trabalhos mais recentes sobre esse tema foram publicados. Dessa forma, o objetivo do presente artigo foi avaliar sistematicamente a literatura dispon\u00edvel sobre a seguran\u00e7a do tratamento com AAM para o ronco e a AOS.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>M\u00c9TODOS:<\/strong><br \/>\nEssa revis\u00e3o sistem\u00e1tica seguiu os crit\u00e9rios do Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses for Protocols 2015 (PRISMA-P 2015).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>PROTOCOLO E REGISTRO:<\/strong><br \/>\nO protocolo e o registro da revis\u00e3o n\u00e3o foram realizados.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>CRIT\u00c9RIOS DE ELEGIBILIDADE:<\/strong><br \/>\nA estrat\u00e9gia PICOS (Popula\u00e7\u00e3o\/pacientes, Interven\u00e7\u00e3o, Compara\u00e7\u00e3o, Outcome\/desfechos e Study design\/tipo de estudo) foi utilizada para formular a quest\u00e3o cl\u00ednica e elaborar os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o os efeitos colaterais no complexo craniofacial do tratamento do ronco ou AOS em adultos (20 anos ou mais), mensurados objetivamente por exame cl\u00ednico, an\u00e1lise cefalom\u00e9trica e medi\u00e7\u00f5es em modelos de gesso?<\/p>\n<p>\u00bb Popula\u00e7\u00e3o\/pacientes: adultos (20 anos de idade ou mais) com ronco ou AOS.<\/p>\n<p>\u00bb Interven\u00e7\u00e3o: Tratamento com um AAM.<\/p>\n<p>\u00bb Compara\u00e7\u00e3o: Tratamento versus controle (CPAP, placebo ou aparelho inativo, uvulopalatofaringoplastia) ou pr\u00e9 e p\u00f3s-tratamento.<\/p>\n<p>\u00bb Outcome (desfechos): Efeitos colaterais no complexo craniofacial mensurados objetivamente por exame cl\u00ednico, an\u00e1lises cefalom\u00e9tricas e medi\u00e7\u00f5es em modelos de gesso.<\/p>\n<p>\u00bb Tipo de estudo: ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECR).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>CRIT\u00c9RIOS DE SELE\u00c7\u00c3O:<\/strong><br \/>\nOs crit\u00e9rios de inclus\u00e3o foram: (1) estudos cujo objetivo prim\u00e1rio era medir objetivamente os efeitos colaterais do tratamento da AOS com AAM no complexo craniofacial; (2) pacientes estudados diagnosticados com AOS ou ronco prim\u00e1rios; (3) pacientes estudados com 20 anos de idade ou mais; (4) estudos com grupo interven\u00e7\u00e3o tratado com AAM individualizado; (5) ECR. As publica\u00e7\u00f5es exclu\u00eddas foram: (1) estudos avaliando apenas a percep\u00e7\u00e3o do efeito colateral pelo paciente nessa modalidade de tratamento (ensaios sem desfechos cl\u00ednicos); (2) estudos com grupo interven\u00e7\u00e3o tratado simultaneamente com protrus\u00e3o mandibular e retentor de l\u00edngua. A estrat\u00e9gia de busca n\u00e3o se restringiu a ECRs, para que as listas de refer\u00eancias de todos os artigos obtidos fossem pesquisadas manualmente.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>FONTES DE INFORMA\u00c7\u00c3O E ESTRAT\u00c9GIAS DE BUSCA:<\/strong><br \/>\nRealizou-se uma busca eletr\u00f4nica no PubMed e na Biblioteca Virtual em Sa\u00fade (BVS), que inclui as bases de dados LILACS, MEDLINE e The Cochrane Libraryem suas buscas, at\u00e9 outubro de 2016. Na estrat\u00e9gia de busca para o PubMed, foram utilizados medical subject headings (MeSH) e subheadings. Foram empregados termos de pesquisas similares nas outras bases de dados. Al\u00e9m disso, a lista de refer\u00eancias dos artigos de revis\u00e3o considerados relevantes e dos estudos eleg\u00edveis foi revisada para se localizar artigos adicionais que pudessem n\u00e3o ter sido descobertos nas buscas. Nenhum limite foi aplicado nas estrat\u00e9gias de busca.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>SELE\u00c7\u00c3O DOS ESTUDOS:<\/strong><br \/>\nNo primeiro passo do processo de sele\u00e7\u00e3o, as publica\u00e7\u00f5es duplicadas foram exclu\u00eddas e dois revisores examinaram, de forma independente, os t\u00edtulos e os resumos, para identificar artigos completos cujo objetivo principal fosse avaliar os efeitos colaterais no complexo craniofacial do avan\u00e7o mandibular para tratar a AOS. Qualquer discord\u00e2ncia entre eles foi resolvida por um terceiro revisor. Os mesmos dois autores avaliaram os textos completos dos artigos de forma independente e aplicaram os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o listados anterior-mente. N\u00e3o houve restri\u00e7\u00e3o de idioma, e artigos escritos em l\u00edngua diferente da inglesa seriam traduzidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2013 Fragmento de artigo publicado originalmente na Dental Press Journal of Orthodontics V23n4 \u2013 Autoria:\u00a0Olivia de Freitas Mendes Martins, Cauby Maia Chaves Junior, Rowdley Robert Pereira Rossi, Paulo Afonso Cunali, Cibele Dal-Fabbro, Lia Bittencourt &nbsp; INTRODU\u00c7\u00c2O: Ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, os aparelhos de avan\u00e7o mandibular (AAM) t\u00eam sido estudados entusiasticamente e t\u00eam se mostrado<\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":22674,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-24467","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24467"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24467\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22674"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}