{"id":24222,"date":"2018-10-11T09:00:35","date_gmt":"2018-10-11T12:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=24222"},"modified":"2018-10-10T10:07:46","modified_gmt":"2018-10-10T13:07:46","slug":"proteina-pode-indicar-risco-de-morte-pelo-cancer-de-boca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/proteina-pode-indicar-risco-de-morte-pelo-cancer-de-boca\/","title":{"rendered":"Prote\u00edna pode indicar risco de morte pelo c\u00e2ncer de boca"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>\u2013 Reportagem de J\u00falio Bernardes, do Jornal da USP \u2013<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_24225\" aria-describedby=\"caption-attachment-24225\" style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/cancer-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-24225 \" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/cancer-1-300x117.jpg\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"229\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/cancer-1-300x117.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2018\/10\/cancer-1-768x300.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2018\/10\/cancer-1-1024x400.jpg 1024w, \/wp-content\/uploads\/2018\/10\/cancer-1-1170x457.jpg 1170w, \/wp-content\/uploads\/2018\/10\/cancer-1.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24225\" class=\"wp-caption-text\">Estudo analisou o tipo mais frequente de c\u00e2ncer de boca \u2013 Foto: Vanessafrazao via Pixabay \u2013 CC<\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">P<\/span>acientes com <a href=\"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/cancer-bucal-e-o-ortodontista-por-alberto-consolaro\/\">c\u00e2ncer de boca<\/a> que apresentaram uma forte express\u00e3o da prote\u00edna moesina nas c\u00e9lulas cancerosas tiveram menor risco de morrer pelo c\u00e2ncer. A conclus\u00e3o \u00e9 de pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, em parceria com o Hospital do C\u00e2ncer A. C. Camargo, em S\u00e3o Paulo, e com o Hospital do C\u00e2ncer de Barretos (interior de S\u00e3o Paulo). A moesina pode ajudar na identifica\u00e7\u00e3o de pacientes com pior progn\u00f3stico, ou seja, que apresentam tumores com maior agressividade e capacidade invasiva.<\/p>\n<p>O estudo analisou o tipo mais frequente de c\u00e2ncer de boca, o carcinoma epidermoide ou espinocelular, tumor maligno que surge a partir das c\u00e9lulas da mucosa bucal. \u201cEle se caracteriza pela invas\u00e3o dos tecidos por c\u00e9lulas at\u00edpicas e alteradas geneticamente da mucosa bucal\u201d, relata a professora Denise Tostes Oliveira, orientadora da pesquisa. \u201cNo Brasil, o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) estimou para o bi\u00eanio 2018-2019 um total de 11.200 casos novos de c\u00e2ncer da cavidade oral em homens e 3.500 em mulheres.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEste c\u00e2ncer permanece como uma importante causa de morte no Brasil e no mundo. Em nosso pa\u00eds muitos pacientes ainda s\u00e3o diagnosticados com a doen\u00e7a em est\u00e1gios avan\u00e7ados, o que diminui as taxas de sobreviv\u00eancia\u201d, alerta Denise. \u201cPor\u00e9m, quando diagnosticado em fases iniciais, o c\u00e2ncer de boca pode ser curado e o tratamento \u00e9 baseado na <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">cirurgia<\/a>, associada em alguns pacientes a radioterapia ou quimioterapia.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica<\/strong><br \/>\nA pesquisa investigou a import\u00e2ncia da moesina, prote\u00edna envolvida no processo de movimenta\u00e7\u00e3o da c\u00e9lula cancerosa, na evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica dos tumores e no progn\u00f3stico dos pacientes com c\u00e2ncer de boca. \u201cVerificou-se que os pacientes com c\u00e2ncer de boca que apresentaram uma forte express\u00e3o da prote\u00edna moesina nas c\u00e9lulas cancerosas tiveram uma maior sobrevida da doen\u00e7a, ou seja, um menor risco de morrer pelo c\u00e2ncer\u201d, destaca a professora.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise foi feita utilizando um teste estat\u00edstico denominado Kaplan Meier, onde s\u00e3o inclu\u00eddos todos os fatores que podem influenciar as taxas de sobreviv\u00eancia do paciente como, por exemplo, a idade, o g\u00eanero, o tabagismo, o etilismo, a presen\u00e7a de linfonodos comprometidos pelo c\u00e2ncer, a radioterapia e a prote\u00edna moesina. \u201cO \u00fanico fator que influenciou as taxas de sobreviv\u00eancia foi a presen\u00e7a forte da prote\u00edna moesina nas c\u00e9lulas cancerosas, confirmando seu papel como um fator de progn\u00f3stico favor\u00e1vel para os pacientes com c\u00e2ncer de boca\u201d, aponta Denise.<\/p>\n<p>Segundo a professora, nas \u00faltimas d\u00e9cadas muitos estudos foram feitos buscando entender a biologia tumoral, particularmente o que as c\u00e9lulas cancerosas produzem e expressam e o papel destas mol\u00e9culas na capacidade de migra\u00e7\u00e3o e invas\u00e3o dos c\u00e2nceres. \u201cEsta pesquisa traz uma pequena contribui\u00e7\u00e3o sobre uma prote\u00edna que foi expressa pelas c\u00e9lulas malignas do c\u00e2ncer de boca e influenciou o comportamento deste tumor no paciente\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A reportagem foi publicada originalmente no Jornal da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) e pode ser consultada na \u00edntegra <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ciencias-biologicas\/proteina-pode-indicar-risco-de-morte-pelo-cancer-boca\/\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2013 Reportagem de J\u00falio Bernardes, do Jornal da USP \u2013 Pacientes com c\u00e2ncer de boca que apresentaram uma forte express\u00e3o da prote\u00edna moesina nas c\u00e9lulas cancerosas tiveram menor risco de morrer pelo c\u00e2ncer. 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