{"id":19554,"date":"2017-08-10T14:04:48","date_gmt":"2017-08-10T17:04:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=19554"},"modified":"2018-12-11T14:02:04","modified_gmt":"2018-12-11T16:02:04","slug":"o-papel-da-genetica-na-formacao-do-labio-leporino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/o-papel-da-genetica-na-formacao-do-labio-leporino\/","title":{"rendered":"O papel da gen\u00e9tica na forma\u00e7\u00e3o do l\u00e1bio leporino"},"content":{"rendered":"<p>Como todos os elementos individuais do desenvolvimento fetal, o crescimento do palato \u00e9 uma maravilha da natureza. Em parte deste processo, bordas de tecido nos lados do rosto crescem para baixo em cada lado da l\u00edngua, depois para cima, fundindo-se na linha m\u00e9dia no topo da cavidade oral. Na maior parte dos casos, este processo corre corretamente. No entanto, algo de errado ocorre com 2.650 beb\u00eas nascidos a cada ano nos Estados Unidos &#8211; e com outras milhares ao redor do mundo &#8211;\u00a0com fenda palatina, ou l\u00e1bio leporino.<\/p>\n<figure id=\"attachment_14487\" aria-describedby=\"caption-attachment-14487\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14487 size-large\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1-1024x854.jpg\" alt=\"l\u00e1bio leporino\" width=\"1024\" height=\"854\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1-1024x854.jpg 1024w, \/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1-300x250.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1-768x641.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1-1170x976.jpg 1170w, \/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1-585x488.jpg 585w, \/wp-content\/uploads\/2016\/12\/labio-leporino-1-1.jpg 1256w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14487\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 quase duas d\u00e9cadas que os pesquisadores sabem que um gene conhecido como IRF6 est\u00e1 envolvido na forma\u00e7\u00e3o do palato. Estudos demonstraram que esse gene contribui entre cerca de 12% e 18% do risco de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/causas-das-fissuras-labiopalatinas\/\">fissura<\/a> palatina, mais do que qualquer outro gene identificado at\u00e9 agora. O IRF6 \u00e9 ativo nos tecidos epiteliais &#8211; incluindo o periderme, um tecido que alinha a cavidade oral e desempenha um papel importante durante o desenvolvimento.<\/p>\n<p>De acordo com Youssef A. Kousa, MS, DO, Ph.D., neurologista infantil do Children&#8217;s National Health System, o periderme atua como uma camada antiaderente, impedindo a l\u00edngua ou outras estruturas de aderir ao palato em desenvolvimento e impedindo a selagem na linha m\u00e9dia. Embora os pesquisadores tenham suspeitado que o IRF6 desempenhe um papel importante desta a\u00e7\u00e3o antiaderente, n\u00e3o se sabe exatamente como exerce sua a\u00e7\u00e3o. Compreender os mecanismos deste desse gene pode ajudar a enfrentar eventuais perturba\u00e7\u00f5es no sistema que cria o palato.<\/p>\n<p>Num estudo publicado em 19 de julho de 2017 pelo Journal of Dental Research, o Dr. Kousa e seus colegas tentaram decifrar uma parte desse enigma investigando como este gene chave pode interagir com outros que s\u00e3o ativos durante o desenvolvimento fetal. Os pesquisadores estavam particularmente interessados em genes que funcionam juntos numa atividade conhecida como a via de sinaliza\u00e7\u00e3o do receptor de tirosina quinase.<\/p>\n<p>Como este caminho inclui um grande grupo de genes, o Dr. Kousa e seus colegas verificaram se o gene IRF6 interage com o \u00faltimo membro da cascata, um gene chamado SPRY4. Para fazer isso, trabalharam com modelos experimentais que apresentavam muta\u00e7\u00f5es no IRF6, SPRY4 ou ambos. Usando t\u00e9cnicas seletivas de cria\u00e7\u00e3o, criaram animais que tiveram muta\u00e7\u00f5es em qualquer um desses genes ou em ambos. Os resultados sugerem que o IRF6 e SPRY4 realmente interagem: significantemente, mais da superf\u00edcie oral que aderiu \u00e0 l\u00edngua durante o desenvolvimento fetal em modelos experimentais que tiveram muta\u00e7\u00f5es em ambos os genes em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que tinham apenas um \u00fanico gene mutado.<\/p>\n<p>Examinando a atividade gen\u00e9tica nas c\u00e9lulas de periderme desses animais afetados, descobriram que os modelos experimentais duplamente mutados tamb\u00e9m tinham atividade diminu\u00edda em um terceiro gene conhecido como GRHL3, que tamb\u00e9m foi associado com fenda labial e palatina.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/0022034517719870\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Veja aqui o abstract original do artigo<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fonte: Science Daily e Dentistry<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como todos os elementos individuais do desenvolvimento fetal, o crescimento do palato \u00e9 uma maravilha da natureza. Em parte deste processo, bordas de tecido nos lados do rosto crescem para baixo em cada lado da l\u00edngua, depois para cima, fundindo-se na linha m\u00e9dia no topo da cavidade oral. Na maior parte dos casos, este processo<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":14487,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-19554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19554\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}