{"id":1588,"date":"2013-09-25T15:42:28","date_gmt":"2013-09-25T18:42:28","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1588"},"modified":"2013-09-25T15:42:28","modified_gmt":"2013-09-25T18:42:28","slug":"difusao-in-vitro-de-ions-hidroxila-de-pastas-medicamentosas-a-base-de-hidroxido-de-calcio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/difusao-in-vitro-de-ions-hidroxila-de-pastas-medicamentosas-a-base-de-hidroxido-de-calcio\/","title":{"rendered":"Difus\u00e3o in vitro de \u00edons hidroxila de pastas medicamentosas \u00e0 base de hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio"},"content":{"rendered":"<p><b>Resumo<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Objetivo: analisar, in vitro, o pH de seis pastas endod\u00f4nticas \u00e0 base de hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio [Ca(OH)<sub>2<\/sub>]. M\u00e9todos: foram formados seis grupos (n\u00a0=\u00a05 pastas\/grupo) mais um grupo controle (\u00e1gua destilada): G1: Ca(OH)<sub>2<\/sub>, propilenoglicol 400 (PEG 400) e paramonoclorofenol canforado (PMCC); G2: Ca(OH)<sub>2<\/sub>, iodof\u00f3rmio 1:1, PEG\u00a0400 e PMCC; G3: Ca(OH)<sub>2<\/sub>, iodof\u00f3rmio 4:1, PEG 400 e PMCC; G4: Ca(OH)<sub>2<\/sub> e Otosporim<sup>\u00ae<\/sup>; G5: Ca(OH)<sub>2<\/sub> e \u00f3leo de oliva; G6: Ca(OH)<sub>2<\/sub> e clorexidina gel 2%. As pastas foram previamente colocadas em \u00e1gua destilada e armazenadas a 37\u00b0C, sendo o pH de cada amostra avaliado em 7 intervalos de tempo diferentes. O ensaio foi realizado em duas etapas, sendo que na segunda fase foi realizada a troca da \u00e1gua destilada ap\u00f3s cada leitura. Resultados: em ambas as etapas n\u00e3o foi observada diferen\u00e7a estatisticamente significativa entre os valores de pH do G1, G2, G3 e G4 (p&gt;0,05) nos 7 tempos avaliados. Todos os grupos apresentaram pH mais elevado em rela\u00e7\u00e3o ao do G5 e do grupo controle (p&lt;0,05), os quais foram estatisticamente iguais entre si (p&gt;0,05). Conclus\u00e3o: as pastas apresentaram pH alcalino, com varia\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da sua composi\u00e7\u00e3o, havendo uma dissocia\u00e7\u00e3o maior quando alguma subst\u00e2ncia viscosa estava presente na composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Palavras-chave: <\/b>Difus\u00e3o. <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-intensivo-de-endodontia-para-molares\/\">Endodontia<\/a>. Hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>No tratamento endod\u00f4ntico \u00e9 essencial a preven\u00e7\u00e3o e o controle das infec\u00e7\u00f5es pulpares e periapicais. Os resultados da terapia endod\u00f4ntica dependem da redu\u00e7\u00e3o ou da elimina\u00e7\u00e3o dos microrganismos e da patogenicidade das les\u00f5es periapicais e, por isso, o preparo qu\u00edmico-mec\u00e2nico \u00e9 considerado uma etapa essencial \u00e0 desinfec\u00e7\u00e3o do sistema de canais radiculares. Entretanto, a elimina\u00e7\u00e3o das cepas bacterianas envolvidas no processo infeccioso \u00e9 dif\u00edcil de ser realizada e, assim, a medica\u00e7\u00e3o intracanal entre as sess\u00f5es cl\u00ednicas tem papel fundamental no controle das afec\u00e7\u00f5es pulpares<sup>1,2<\/sup>.<\/p>\n<p>O hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio [Ca(OH)<sub>2<\/sub>] tem sido usado na Endodontia desde 1920, quando Hermann empregou-o pela primeira vez no capeamento pulpar direto, e posteriormente como medica\u00e7\u00e3o intracanal<sup>1<\/sup>. Desde ent\u00e3o, ele vem sendo amplamente utilizado na cl\u00ednica odontol\u00f3gica devido a suas propriedades terap\u00eauticas, tanto de forma isolada quanto na composi\u00e7\u00e3o de cimentos e pastas medicamentosas. O sucesso do Ca(OH)<sub>2<\/sub> como medica\u00e7\u00e3o deve-se principalmente ao seu efeito i\u00f4nico, ocasionado pela dissocia\u00e7\u00e3o qu\u00edmica em \u00edons c\u00e1lcio e hidroxila<sup>3<\/sup>.<\/p>\n<p>Os \u00edons hidroxila difundem-se pela dentina, elevando o pH do meio e produzindo um ambiente alcalino, o que \u00e9 desfavor\u00e1vel para o crescimento bacteriano uma vez que favorece a lise da membrana celular e a inativa\u00e7\u00e3o de enzimas dos microrganismos. Esses mecanismos podem explicar a atividade antimicrobiana do Ca(OH)<sub>2<\/sub><sup>3,4<\/sup>. Al\u00e9m disso, os \u00edons hidroxila ativam a fosfatase alcalina, uma enzima fundamental para o processo de reparo \u00f3sseo. J\u00e1 os \u00edons c\u00e1lcio permitem a redu\u00e7\u00e3o da permeabilidade de novos capilares no tecido de granula\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> desvitalizados, diminuindo a quantidade de l\u00edquido intercelular e ativando a acelera\u00e7\u00e3o da pirofosfatase, a qual exerce um papel no processo de mineraliza\u00e7\u00e3o<sup>2,5,6<\/sup>.<\/p>\n<p>Diferentes subst\u00e2ncias t\u00eam sido utilizadas em conjunto com o Ca(OH)<sub>2<\/sub> nas medica\u00e7\u00f5es intracanais, sendo ideais aquelas que modificam o m\u00ednimo poss\u00edvel de sua alcalinidade original<sup>7<\/sup>. Dentre as subst\u00e2ncias mais utilizadas nessas associa\u00e7\u00f5es, temos o paramonoclorofenol canforado (PMCC), o propilenoglicol (PEG), o iodof\u00f3rmio, o \u00f3leo de oliva e a clorexidina, os quais podem veicular e atuar potencializando os efeitos ben\u00e9ficos do hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio aos tecidos perirradiculares<sup>1<\/sup>. Os ve\u00edculos hidrossol\u00faveis aquosos e os hidrossol\u00faveis viscosos t\u00eam a capacidade de elevar o pH a um valor alcalino ideal, sendo que a \u00fanica diferen\u00e7a est\u00e1 no fato de que os aquosos proporcionam uma velocidade de dissocia\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de \u00edons hidroxila mais r\u00e1pida do que os viscosos<sup>6<\/sup>.<\/p>\n<p>Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi analisar a dissocia\u00e7\u00e3o i\u00f4nica de pastas medicamentosas \u00e0 base de Ca(OH)<sub>2<\/sub> em combina\u00e7\u00e3o com diferentes subst\u00e2ncias utilizadas rotineiramente na cl\u00ednica endod\u00f4ntica, e verificar a alcalinidade do meio, t\u00e3o importante para o sucesso dos tratamentos endod\u00f4nticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Material e M\u00e9todos<\/b><\/p>\n<p>Foram manipulados seis tipos de pastas medicamentosas utilizadas no tratamento de diversas situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas em Endodontia, sendo o Ca(OH)<sub>2<\/sub> o componente comum a todas elas. O PEG 400 e a clorexidina gel 2% foram manipulados na farm\u00e1cia de manipula\u00e7\u00e3o Cavallieri (Juiz de Fora\/MG). Os demais componentes foram comercialmente obtidos: Ca(OH)<sub>2<\/sub> P.A., iodof\u00f3rmio e PMCC (Biodin\u00e2mica, Ibipor\u00e3\/PR); Otosporim<sup>\u00ae<\/sup>, cada ml contendo sulfato de polimixina B 10.000 UI, sulfato de neomicina 5mg e hidrocortisona 10mg (Farmoqu\u00edmica, Rio de Janeiro\/RJ); e a pasta L&amp;C, composta por Ca(OH)<sub>2<\/sub> e \u00f3leo de oliva (Dentsply, Petr\u00f3polis\/RJ).<\/p>\n<p>Foram formados seis grupos experimentais, sendo cada grupo constitu\u00eddo por cinco amostras de uma mesma pasta, a saber: Grupo 1 \u2013 Ca(OH)<sub>2<\/sub>, PEG 400 e PMCC; Grupo 2 \u2013 Ca(OH)<sub>2<\/sub> + iodof\u00f3rmio na propor\u00e7\u00e3o 1:1, PEG 400 e PMCC; Grupo 3 \u2013 Ca(OH)<sub>2<\/sub> + iodof\u00f3rmio na propor\u00e7\u00e3o 4:1, PEG 400 e PMCC; Grupo 4\u00a0\u2013 Ca(OH)<sub>2<\/sub> e Otosporim<sup>\u00ae<\/sup>, Grupo 5\u00a0\u2013\u00a0Ca(OH)<sub>2<\/sub> e \u00f3leo de oliva; Grupo 6\u00a0\u2013 Ca(OH)<sub>2<\/sub> e clorexidina gel 2%.<\/p>\n<p>Frequentemente \u00e9 recomendada a pasta medicamentosa espessa, denominada por alguns autores como \u201cconsist\u00eancia de creme dental\u201d, sendo a rela\u00e7\u00e3o p\u00f3\/l\u00edquido muito vari\u00e1vel<sup>3,7<\/sup>. Para determina\u00e7\u00e3o das propor\u00e7\u00f5es de cada componente, foi utilizada a quantidade equivalente a uma colher de medida, cujo volume \u00e9 de 0,13cm<sup>3<\/sup> para medir as subst\u00e2ncias em p\u00f3. Para subst\u00e2ncias l\u00edquidas foi empregada uma medida aproximada do volume de uma gota (0,05ml). Foram realizadas cinco manipula\u00e7\u00f5es, tendo como base a consist\u00eancia desejada (creme dental) e, ao final, estabelecendo a propor\u00e7\u00e3o de cada subst\u00e2ncia empregada na manipula\u00e7\u00e3o experimental.<\/p>\n<p>Cada uma das cinco pastas de cada grupo foi manipulada e a quantidade equivalente a uma colher de medida (0,13cm<sup>3<\/sup>) foi colocada isoladamente em recipientes contendo 15ml de \u00e1gua destilada e deionizada. Um recipiente n\u00e3o recebeu a pasta, permanecendo apenas com 15ml de \u00e1gua destilada e deionizada, funcionando como controle negativo. As amostras foram devidamente armazenadas em frascos fechados e mantidos em estufa a 37\u00baC para eliminar os efeitos do meio ambiente at\u00e9 que fossem realizadas todas as mensura\u00e7\u00f5es<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p>Na primeira fase do experimento, as pastas analisadas permaneceram imersas em \u00e1gua destilada durante todos os per\u00edodos de an\u00e1lise, sendo as leituras denominadas G1A, G2A, G3A, G4A, G5A e G6A para os respectivos grupos. Na segunda fase do ensaio, foram realizadas trocas entre cada leitura da \u00e1gua destilada onde estavam inseridas as pastas, sendo as leituras denominadas G1B, G2B, G3B, G4B, G5B e G6B para os respectivos grupos. Para an\u00e1lise da dissocia\u00e7\u00e3o i\u00f4nica das pastas medicamentosas de cada grupo foi utilizado um pHmetro <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-alinhadores-e-ortodontia-digital-2\/\">digital<\/a> (Modelo PH 710, S\u00e3o Paulo) devidamente calibrado com solu\u00e7\u00f5es-tamp\u00e3o padronizadas com pH 7,0 \u00b1 0,02 e pH 4,0 \u00b1 0,02. Tal aparelho constitui-se de um eletrodo de vidro (EPC 70) ligado a um display digital que permite a leitura do valor do pH. Para realiza\u00e7\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es, o microeletrodo calibrado foi mantido em contato com a solu\u00e7\u00e3o por aproximadamente 45 segundos, at\u00e9 que a leitura do pH fosse estabelecida<sup>9<\/sup>.<\/p>\n<p>As medi\u00e7\u00f5es foram feitas aos 15 e 30 minutos, 1, 24 e 48 horas, e com 7 e 14 dias ap\u00f3s a manipula\u00e7\u00e3o. Os valores de pH encontrados em fun\u00e7\u00e3o dos intervalos de tempo foram devidamente inseridos em uma planilha do programa Microsoft Excel<sup>\u00ae<\/sup>, onde tiveram a m\u00e9dia das cinco pastas de cada grupo calculadas. Os dados foram analisados por meio do programa estat\u00edstico SSPS 15.0 for Windows (Chicago, EUA). Foi realizada an\u00e1lise de vari\u00e2ncia (ANOVA) seguida por post hoc de Scheff\u00e9 para compara\u00e7\u00e3o entre os grupos de pastas medicamentosas. O n\u00edvel de signific\u00e2ncia adotado foi de 5%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Resultados<\/b><\/p>\n<p>Na primeira fase do experimento, o valor m\u00e9dio de G1A em t=15\u2019 foi pH=10,40; com crescimento exponencial at\u00e9 t=24h (pH=12,16) e estabiliza\u00e7\u00e3o em t=14 dias (pH=12,31). Leituras de pH estatisticamente semelhantes (p&gt;0,05) ocorreram nos demais grupos analisados: G2A 15\u2019 (pH=10,33), 24h (pH=12,17), e 14 dias (pH=12,24); G3A 15\u2019 (pH=10,46), 24h (pH=12,21) e 14 dias (pH=12,32); G4A 15\u2019 (pH=10,62), 24h (pH=12,21) e 14 dias (pH=12,31); G6A 15\u2019 (pH=9,62), 24h (pH=12,24) e 14 dias (pH=12,33). G5A e controle apresentaram comportamento semelhante (p&gt;0,05), com valores de pH inferiores a aqueles encontrados para os demais grupos (p&lt;0,05 para todas as compara\u00e7\u00f5es): G5A 15\u2019 (9,17), 24h (8,98) e 14 dias (8,53) e grupo controle 15\u2019 (9,26), 24h (9,09) e 14 dias (8,77) (Fig. 1).<\/p>\n<p>Na segunda fase do experimento, G1B apresentou em t=15\u2019 um pH=10,38, havendo um aumento at\u00e9 t=24h (pH=12,14) ocorrendo, assim como na primeira fase do experimento, uma estabiliza\u00e7\u00e3o em t=14 dias (pH=12,23). Os demais grupos analisados apresentaram comportamento semelhante: G2B 15\u2019 (pH=10,28), 24h (pH=12,18) e 14 dias (pH=12,26); G3B 15\u2019 (pH=10,42), 24h (pH=12,18) e 14 dias (pH=12,28); G4B 15\u2019 (pH=10,56), 24h (pH=12,20) e 14 dias (pH=12,30). O G6B apresentou em t=15\u2019 o pH=9,63, havendo um crescimento em t=30\u2019 (pH=10,42) e estabilizando at\u00e9 t=14 dias (pH=10,58). Os grupos G5B e controle apresentaram valores de pH inferiores aos demais grupos (p&lt;0,05 para todas as compara\u00e7\u00f5es): G5B 15\u2019 (pH=9,16), 24h (pH=8,92) e 14 dias (pH=8,55) e grupo controle 15\u2019 (pH=9,17), 24h (pH=9,21) e 14 dias (pH=9,18) (Fig. 2).<\/p>\n<p>Em ambas as fases do experimento n\u00e3o foi observada diferen\u00e7a estatisticamente significativa entre os valores de pH de G1, G2, G3 e G4 (p&gt;0,05 para todas as compara\u00e7\u00f5es). Todos os grupos apresentaram pH mais elevado em rela\u00e7\u00e3o ao do G5 e do controle (p&lt;0,05 para todas as compara\u00e7\u00f5es), os quais foram estatisticamente iguais entre si (p&gt;0,05 para todas as compara\u00e7\u00f5es). O grupo controle permaneceu sem altera\u00e7\u00f5es significativas dos valores de pH ao longo de todos os per\u00edodos.<\/p>\n<p>G6 apresentou um comportamento particular, com pH inicial estatisticamente inferior aos dos grupos G1, G2, G3 e G4, e superior aos do G5 e controle (p&lt;0,05 para todas as compara\u00e7\u00f5es). Na primeira fase, quando n\u00e3o houve a troca de \u00e1gua do meio, os valores de pH de G6A apresentaram-se, inicialmente, inferiores, mas com crescimento exponencial, acompanhando o comportamento dos grupos G1A, G2A, G3A e G4A. Na segunda fase do experimento, onde foi realizada a troca de \u00e1gua do meio, G6B apresentou um pH alcalino, por\u00e9m com valores mais baixos ao longo dos per\u00edodos em rela\u00e7\u00e3o aos grupos G1B, G2B, G3B e G4B (p&lt;0,05 para todas as compara\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Artigos_Endo_v02_n03_36_fig011.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1589\" alt=\"Artigos_Endo_v02_n03_36_fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Artigos_Endo_v02_n03_36_fig011.jpg\" width=\"800\" height=\"376\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Artigos_Endo_v02_n03_36_fig021.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1590\" alt=\"Artigos_Endo_v02_n03_36_fig02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Artigos_Endo_v02_n03_36_fig021.jpg\" width=\"800\" height=\"389\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando comparadas as duas fases do ensaio, foi observado que na segunda fase (com a troca peri\u00f3dica da \u00e1gua onde estavam inseridas as pastas) os valores de pH foram inferiores, entretanto, essa diferen\u00e7a diminuiu ao longo dos per\u00edodos. Tal diferen\u00e7a n\u00e3o foi considerada estatisticamente significativa (p=0,709).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Discuss\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o de diversas subst\u00e2ncias ao Ca(OH)<sub>2<\/sub> vem sendo proposta como forma de potencializar seus efeitos ben\u00e9ficos aos tecidos periapicais<sup>7<\/sup>. Dentre eles, podemos destacar a import\u00e2ncia da alcaliniza\u00e7\u00e3o promovida pela pastas \u00e0 base de Ca(OH)<sub>2<\/sub> no sucesso do tratamento endod\u00f4ntico em situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas diversas e frequentes, como em casos de necrose pulpar, especialmente com les\u00f5es periapicais; nas reabsor\u00e7\u00f5es radiculares e durante a proserva\u00e7\u00e3o de traumatismos dent\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os processos inflamat\u00f3rios e infecciosos promovem uma acidifica\u00e7\u00e3o do pH tecidual ideal para o desenvolvimento de microrganismos. A atmosfera alcalina criada pelo Ca(OH)<sub>2<\/sub> previne e muitas vezes impede a evolu\u00e7\u00e3o desses processos, sendo seu efeito diretamente proporcional ao seu potencial alcalinizante. O pH alcalino promovido por essas medica\u00e7\u00f5es \u00e9 efetivo na paralisa\u00e7\u00e3o do crescimento ou elimina\u00e7\u00e3o de cepas patog\u00eanicas presentes em infec\u00e7\u00f5es endod\u00f4nticas persistentes, como, por exemplo, o Enterococcus faecalis<sup>1,10,11<\/sup>.<\/p>\n<p>Os efeitos da dissocia\u00e7\u00e3o de \u00edons hidroxila atrav\u00e9s da leitura dos valores de pH, e a libera\u00e7\u00e3o de \u00edons c\u00e1lcio de diferentes ve\u00edculos adicionados ao Ca(OH)<sub>2<\/sub>, foram estudados por diversos autores<sup>6,8,9,12-16<\/sup>. Em todos esses experimentos foram encontrados maiores valores de pH para as pastas com ve\u00edculo viscoso, o que, teoricamente, proporcionaria uma dissocia\u00e7\u00e3o i\u00f4nica mais r\u00e1pida para os \u00edons hidroxila em rela\u00e7\u00e3o aos ve\u00edculos oleosos. Tal afirma\u00e7\u00e3o est\u00e1 de acordo com os resultados do presente estudo, onde as pastas com ve\u00edculos viscosos (G1, G2, G3, G4 e G6) apresentaram valores de pH mais elevados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 associa\u00e7\u00e3o contendo \u00f3leo de oliva (G5), um ve\u00edculo oleoso.<\/p>\n<p>O uso de um pHmetro de alta imped\u00e2ncia aumenta a acur\u00e1cia dos resultados, al\u00e9m de fornecer dados num\u00e9ricos que poder\u00e3o ser analisados. Embora possam ser utilizados outros m\u00e9todos, como as tiras de papel com indicadores de pH, eles apresentam menor precis\u00e3o e podem dificultar a interpreta\u00e7\u00e3o correta dos resultados<sup>17<\/sup>.<\/p>\n<p>Os per\u00edodos de mensura\u00e7\u00e3o do pH devem respeitar o tempo necess\u00e1rio para manipula\u00e7\u00e3o das pastas, inser\u00e7\u00e3o delas nos frascos contendo \u00e1gua destilada e in\u00edcio das an\u00e1lises. No presente estudo, as primeiras medi\u00e7\u00f5es foram realizadas ap\u00f3s 15 minutos, uma\u00a0vez\u00a0que per\u00edodos inferiores a esse, dentro do m\u00e9todo aplicado, se tornariam imposs\u00edveis devido ao n\u00famero de frascos a serem medidos em cada grupo por um mesmo operador. Observamos que em alguns estudos, no entanto, as medidas do pH, com m\u00e9todos semelhantes, foram realizadas em menores per\u00edodos de tempo<sup>1,9,15,16<\/sup>.<\/p>\n<p>Os resultados do presente estudo demonstraram que na primeira fase do experimento a maioria dos grupos mantiveram pH inicial alcalino com crescimento exponencial at\u00e9 o per\u00edodo de 24 horas. Ap\u00f3s esse per\u00edodo observamos equaliza\u00e7\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o da leitura do pH. Esse comportamento, no entanto, n\u00e3o foi observado para G5 [Ca(OH)<sub>2<\/sub> e \u00f3leo de oliva] e para o grupo controle. Al\u00e9m de apresentarem um pH menor que o dos demais grupos, ainda demonstraram comportamento inverso, havendo o decr\u00e9scimo do pH durante os per\u00edodos observados. Tal comportamento do pH est\u00e1 de acordo com resultados encontrados por Pacios et al.<sup>14<\/sup>, Ferreira et al.<sup>15<\/sup> e Nunes e Rocha<sup>18<\/sup>.<\/p>\n<p>A troca peri\u00f3dica da \u00e1gua onde estavam as pastas a serem testadas, na segunda fase do experimento, foi realizada para evitar a satura\u00e7\u00e3o do meio, j\u00e1 que ele n\u00e3o apresentaria trocas i\u00f4nicas, como ocorre na situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da medica\u00e7\u00e3o intracanal<sup>8<\/sup>. Esses autores demonstraram que os valores de pH das pastas medicamentosas por eles estudadas apresentaram-se diferentes para a maioria dos grupos, apenas nos per\u00edodos anteriores a 24 horas. A partir desse intervalo, tais grupos n\u00e3o apresentaram varia\u00e7\u00f5es no pH entre si, o que indica a n\u00e3o interfer\u00eancia dessa vari\u00e1vel. Conclu\u00edram que todas as pastas apresentam-se com o pH de comportamento similar em todos os per\u00edodos analisados. Tais achados est\u00e3o de acordo com os resultados encontrados no presente estudo para a maioria das pastas analisadas (G1, G2, G3 e G4).<\/p>\n<p>O hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio tem sido a medica\u00e7\u00e3o intracanal mais utilizada atualmente. De acordo com Herrera et al.<sup>19<\/sup>, o hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio \u00e9 um material adequado para ser usado como curativo de demora em dentes com les\u00e3o periapical, uma vez que a avalia\u00e7\u00e3o em longo prazo demonstra resultados cl\u00ednicos satisfat\u00f3rios ap\u00f3s o tratamento endod\u00f4ntico. Provavelmente seu efeito mineralizador e antimicrobiano deve-se \u00e0 sua dissocia\u00e7\u00e3o qu\u00edmica em \u00edons de c\u00e1lcio e hidroxila<sup>20<\/sup>.<\/p>\n<p>A adi\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias ao Ca(OH)<sub>2<\/sub> para a formula\u00e7\u00e3o de uma pasta medicamentosa clinicamente vi\u00e1vel deve preservar suas principais propriedades, tais como dissocia\u00e7\u00e3o qu\u00edmica em \u00edons c\u00e1lcio e hidroxila, pH alcalino e biocompatibilidade tecidual. Acredita-se que a maioria das associa\u00e7\u00f5es propostas nesse estudo preservou as caracter\u00edsticas i\u00f4nicas desej\u00e1veis para uma medica\u00e7\u00e3o endod\u00f4ntica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>As pastas medicamentosas analisadas apresentaram valores de pH alcalinos, sendo que as pastas com ve\u00edculos viscosos (PEG, PMCC, Otosporim<sup>\u00ae<\/sup> e clorexidina) apresentaram valores de pH elevados em rela\u00e7\u00e3o a aquele encontrado para a associa\u00e7\u00e3o contendo ve\u00edculo oleoso \u2014 \u00f3leo de oliva. As trocas da \u00e1gua do meio onde foram inseridas as pastas medicamentosas n\u00e3o interferiram significativamente na dissocia\u00e7\u00e3o i\u00f4nica das associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Agradecimentos<\/b><\/p>\n<p>Os autores agradecem \u00e0 UFJF pelo apoio cient\u00edfico e \u00e0 CAPES pela bolsa de doutorado concedida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo<\/b>:<\/p>\n<p>Bretas LP, Alfenas CF, Silva AF, Chaves MGAM, Campos CN. In vitro diffusion of hydroxyl ions from medicaments pastes based on calcium hydroxide. Dental Press Endod. 2012 July-Sept;2(3):36-41.<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Liza Porcaro de Bretas<\/strong><\/p>\n<p>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/p>\n<p>Universidade Federal de Juiz de Fora \u2013 Faculdade de Odontologia<\/p>\n<p>Departamento de Cl\u00ednica Odontol\u00f3gica \u2013 Campus Universit\u00e1rio \u2013 Bairro Martelos<\/p>\n<p>CEP: 36036-900 \u2013 Juiz de Fora\/MG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analisar, in vitro, o pH de seis pastas endod\u00f4nticas \u00e0 base de hidr\u00f3xido de c\u00e1lcio [Ca(OH)2].<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-1588","post","type-post","status-publish","format-standard"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1588"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1588\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}