{"id":15790,"date":"2017-02-15T12:12:44","date_gmt":"2017-02-15T14:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=15790"},"modified":"2017-04-04T12:55:28","modified_gmt":"2017-04-04T15:55:28","slug":"fistula-odontogenica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/fistula-odontogenica\/","title":{"rendered":"F\u00edstula cut\u00e2nea odontog\u00eanica: relato de caso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00edstula odontog\u00eanica \u00e9 um canal\u00a0que se originam de um s\u00edtio de inflama\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria e que drena para as regi\u00f5es <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/especializacao-em-harmonizacao-orofacial\/\">orofacial<\/a> e do pesco\u00e7o. Uma das causas mais frequentes para a forma\u00e7\u00e3o de f\u00edstulas odontog\u00eanicas \u00e9 a presen\u00e7a de c\u00e1ries ou de trauma dent\u00e1rio, com invas\u00e3o bacteriana do tecido pulpar e posterior necrose pulpar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/fi\u0301stula-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-15792 size-full\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/fi\u0301stula-1.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"287\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/fi\u0301stula-1.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2017\/02\/fi\u0301stula-1-300x108.jpg 300w, \/wp-content\/uploads\/2017\/02\/fi\u0301stula-1-768x276.jpg 768w, \/wp-content\/uploads\/2017\/02\/fi\u0301stula-1-585x210.jpg 585w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Objetivo<\/strong>: relatar a hist\u00f3ria cl\u00ednica de uma paciente atendida na Faculdade de Odontologia da UESB, apresentando uma f\u00edstula cut\u00e2nea odontog\u00eanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00e9todos<\/strong>: paciente de 47 anos de idade, apresentou-se ao servi\u00e7o de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-intensivo-de-endodontia-para-molares\/\">endodontia<\/a> da UESB queixando-se de uma f\u00edstula extrabucal, localizada na regi\u00e3o esquerda da face. Depois de consultas a cl\u00ednicos gerais, otorrinolaringologistas e oftalmologistas, a paciente procurou o atendimento\u00a0odontol\u00f3gico. Ao exame radiogr\u00e1fico, constatou-se uma les\u00e3o cariosa no elemento 22, com presen\u00e7a de patologia periapical. O tratamento endod\u00f4ntico foi proposto e realizado em \u00fanica sess\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resultados<\/strong>: tr\u00eas dias depois, a f\u00edstula j\u00e1 havia regredido, restando apenas um cicatriz no local por causa da retra\u00e7\u00e3o tecidual para o fechamento do orif\u00edcio de abertura da les\u00e3o. Dois meses depois, o exame radiogr\u00e1fico apontou uma forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea na regi\u00e3o apical do elemento dent\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Conclus\u00e3o<\/strong>: torna-se evidente a relev\u00e2ncia do conhecimento dessa condi\u00e7\u00e3o por cirurgi\u00f5es-dentistas e m\u00e9dicos para a correta condu\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e do tratamento da patologia.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave: <\/b>F\u00edstula cut\u00e2nea. Diagn\u00f3stico. Endodontia.<\/p>\n<h2><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">As f\u00edstulas odontog\u00eanicas s\u00e3o canais que se originam de um s\u00edtio de inflama\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria e que drenam para as regi\u00f5es orofaciais e do pesco\u00e7o. Geralmente, s\u00e3o mal diagnosticadas e, em muitos casos, o tratamento n\u00e3o \u00e9 adequado, sendo de suma import\u00e2ncia o conhecimento de sua etiologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das causas mais frequentes de forma\u00e7\u00e3o de f\u00edstulas odontog\u00eanicas \u00e9 a presen\u00e7a de c\u00e1ries ou de trauma dent\u00e1rio, com a invas\u00e3o bacteriana do tecido pulpar e posterior necrose pulpar. Essa inflama\u00e7\u00e3o, microbiologicamente induzida, pode penetrar o osso alveolar e se espalhar ao longo do caminho de menor resist\u00eancia, provocando uma periodontite apical. O processo inflamat\u00f3rio pode atingir os tecidos moles circundantes e formar um caminho para a drenagem, formando a f\u00edstula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00edtio de drenagem extrabucal depende do dente afetado, bem como de fatores espec\u00edficos, tais como a virul\u00eancia do microrganismo, resist\u00eancia do corpo do paciente e da rela\u00e7\u00e3o entre anatomia e anexos musculares faciais. Os elementos dent\u00e1rios mais associados a f\u00edstulas cut\u00e2neas s\u00e3o os terceiros molares inferiores, seguidos pelos terceiros molares superiores e caninos superiores. As \u00e1reas mais comumente atingidas s\u00e3o o queixo e regi\u00e3o submentoniana; outras \u00e1reas incluem bochechas, dobra nasolabial e canto interno do olho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo do presente trabalho \u00e9 apresentar o relato de um caso de f\u00edstula cut\u00e2nea odontog\u00eanica, mostrando a etiologia da doen\u00e7a, as dificuldades de se estabelecer um diagn\u00f3stico exato e as manobras corretas, que devem ser seguidas pelos profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade para remiss\u00e3o do problema.<\/p>\n<h2><b>Descri\u00e7\u00e3o do caso cl\u00ednico<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paciente do sexo feminino, 47 anos de idade, apresentou-se \u00e0 Faculdade de Odontologia da UESB com uma f\u00edstula extrabucal na regi\u00e3o esquerda da face, de tamanho aproximado de 5mm\u00a0x\u00a05mm, pr\u00f3xima \u00e0 asa do nariz e posicionada sobre o sulco nasofacial, queixando-se de inc\u00f4modo (Fig.\u00a01A). Durante a anamnese, a paciente relatou que a f\u00edstula havia aparecido h\u00e1 quatro\u00a0anos e que diversas tentativas de tratamento foram realizadas. A hist\u00f3ria m\u00e9dica relevou dois traumas faciais na mesma regi\u00e3o da face, sendo um h\u00e1 30 anos e outro h\u00e1 10 anos, sem complica\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias aparentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paciente relatou que, no ano de 2007, procurou um primeiro atendimento, com sintomas de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-dtm-dor-orofacial-e-apneia-do-sono\/\">dor<\/a> de cabe\u00e7a e uma coceira no dente, recebendo a sugest\u00e3o m\u00e9dica de que fosse uma sinusite. N\u00e3o satisfeita com o diagn\u00f3stico, uma segunda opini\u00e3o m\u00e9dica foi dada por um otorrinolaringologista, o qual sugeriu que o canal lacrimal havia estourado, por causa da sinusite, e formado a f\u00edstula. O m\u00e9dico descartou ser um problema dermatol\u00f3gico e confirmou a necessidade de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">cirurgia<\/a> do canal lacrimal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um m\u00eas ap\u00f3s a consulta, a paciente desistiu da cirurgia e decidiu procurar por outros tratamentos. Para controle da drenagem de pus, ela fazia uso de corticoides e antibi\u00f3ticos. Nessa \u00e9poca, havia incha\u00e7o na parte esquerda do rosto e dos l\u00e1bios, apresentando uma colora\u00e7\u00e3o arroxeada; todavia, a f\u00edstula sempre apresentou o mesmo tamanho. Relatou n\u00e3o sentir dor casual, apenas quando pressionava o local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de quatro anos ap\u00f3s a \u00faltima consulta m\u00e9dica, a paciente procurou atendimento odontol\u00f3gico, relatando novamente uma coceira no dente. O <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">dentista<\/a> pediu uma radiografia panor\u00e2mica, diagnosticando, assim, uma f\u00edstula associada a um elemento dent\u00e1rio. No entanto, o profissional extraiu um dente que n\u00e3o fazia parte do contexto da f\u00edstula. Em seguida, a paciente buscou tratamento na UESB, para a poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o de seu problema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exame radiogr\u00e1fico revelou les\u00e3o periapical associada ao elemento 22 (Fig.\u00a01B). O\u00a0exame periodontal revelou aus\u00eancia de bolsas periodontais, n\u00e3o sendo poss\u00edvel constatar mobilidade do elemento. Foi proposta \u00e0 paciente a realiza\u00e7\u00e3o de tratamento endod\u00f4ntico do elemento 22, que foi realizado em sess\u00e3o \u00fanica (Fig.\u00a01C). Tr\u00eas dias ap\u00f3s o tratamento endod\u00f4ntico, j\u00e1 era poss\u00edvel verificar a cicatriza\u00e7\u00e3o da f\u00edstula e a aus\u00eancia de secre\u00e7\u00e3o purulenta (Fig. 2A).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na consulta de acompanhamento, 60 dias ap\u00f3s o tratamento endod\u00f4ntico, j\u00e1 n\u00e3o havia mais queixa de inc\u00f4modo. Apenas uma pequena contra\u00e7\u00e3o tecidual era notada na face, exclusivamente pelo fechamento da f\u00edstula (Fig.\u00a02B). A radiografia de acompanhamento demonstrou \u00e1rea de repara\u00e7\u00e3o tecidual (Fig.\u00a02C). Novas consultas de retorno ser\u00e3o realizadas semestralmente por um per\u00edodo de dois anos.<\/p>\n<h2><b>Discuss\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p>Uma f\u00edstula cut\u00e2nea pode se estabelecer de forma r\u00e1pida, em algumas semanas, ou t\u00e3o tarde como em 30\u00a0anos. Geralmente, elas s\u00e3o causadas por periodontite apical associada a c\u00e1rie\u00a0A periodontite apical, descrita como abscesso periapical cr\u00f4nico, \u00e9 caracterizada pela drenagem lenta e gradual, por meio de uma f\u00edstula intra- ou extrabucal, e sem sintomatologia dolorosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/endo_v03_n02_70fig02.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2930 size-full\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/endo_v03_n02_70fig02.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"290\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/endo_v03_n02_70fig02.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/11\/endo_v03_n02_70fig02-300x108.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma f\u00edstula extrabucal de origem dent\u00e1ria pode ser confundida com uma grande variedade de doen\u00e7as, como infec\u00e7\u00f5es locais da pele, infec\u00e7\u00f5es f\u00fangicas e bacterianas, pelos encravados, ducto da gl\u00e2ndula sudor\u00edpara oclu\u00eddo, traumatismos, osteomielite, neoplasias, carcinoma, tuberculose, actinomicose, s\u00edfilis terci\u00e1ria, cisto infectado, presen\u00e7a de corpos estranhos e granuloma piog\u00eanico. Atrasos no estabelecimento de um diagn\u00f3stico correto, por conta da variedade de situa\u00e7\u00f5es apresentadas, podem levar os pacientes a receber tratamentos e cirurgias desnecess\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exame intrabucal e odontol\u00f3gico \u00e9 imprescind\u00edvel para conhecer o diagn\u00f3stico. O examinador deve avaliar a presen\u00e7a de c\u00e1rie, higiene bucal, restaura\u00e7\u00f5es ou definir a presen\u00e7a de doen\u00e7a periodontal, tendo em mente que o dente afetado pode ter a apar\u00eancia normal. Um m\u00e9todo eficaz para determinar se a f\u00edstula \u00e9 de origem dent\u00e1ria \u00e9 por meio da utiliza\u00e7\u00e3o do cone de guta-percha limpo, o qual, quando introduzido na abertura da les\u00e3o, percorre o trajeto da f\u00edstula at\u00e9 sua origem (geralmente dentes n\u00e3o vitais), descobrindo o causador do processo infeccioso e ajudando no diagn\u00f3stico final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No presente relato, foi realizado teste de vitalidade pulpar, e a resposta foi negativa para frio. Esse m\u00e9todo tamb\u00e9m ajudar\u00e1 o profissional a complementar suas informa\u00e7\u00f5es para o diagn\u00f3stico. No entanto, deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o os falsos positivos e os v\u00e1rios falsos negativos desses testes, associando a esse outros testes de diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As radiografias panor\u00e2micas podem ser \u00fateis na triagem inicial com suspeita de patologia dent\u00e1ria. Radiografias periapicais intrabucais, no entanto, s\u00e3o mais \u00fateis para o diagn\u00f3stico espec\u00edfico, pois produzem maiores detalhes dos dentes e das estruturas associadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A extra\u00e7\u00e3o cir\u00fargica \u00e9 um dos tratamentos de escolha, desde que o dente afetado n\u00e3o tenha possibilidade de receber o tratamento endod\u00f4ntico. Estudos apontam que, ap\u00f3s a elimina\u00e7\u00e3o da fonte de infec\u00e7\u00e3o, seja com o tratamento do canal radicular ou por extra\u00e7\u00e3o, o tempo de fechamento espont\u00e2neo da f\u00edstula deve ser de 7 a 14 dias. A Endodontia \u00e9 a primeira op\u00e7\u00e3o cl\u00ednica terap\u00eautica indicada, sendo necess\u00e1rio o acompanhamento cl\u00ednico e radiogr\u00e1fico ap\u00f3s a obtura\u00e7\u00e3o do canal radicular, por um per\u00edodo superior a dois anos, para avaliar o processo de cura completa. Alguns estudos\u00a0comprovam as vantagens cl\u00ednicas de se realizar o tratamento endod\u00f4ntico em sess\u00e3o \u00fanica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso relatado, optou-se por essa terapia devido ao estado de sa\u00fade favor\u00e1vel da paciente, \u00e0 tecnologia empregada (como os localizadores apicais e instrumentos rotat\u00f3rios), e \u00e0 medica\u00e7\u00e3o com clorexidina, que foi usada como agente antiss\u00e9ptico para favorecer a descontamina\u00e7\u00e3o dos canais radiculares durante o preparo, sendo que sua efic\u00e1cia nesse processo j\u00e1 consta em alguns estudos, os quais relatam que, independentemente do est\u00e1gio patol\u00f3gico pulpar ou periapical, desde que os canais radiculares estivessem conicamente modelados, o paciente assintom\u00e1tico e com tempo dispon\u00edvel poderia realizar a obtura\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale\u00a0ressaltar, ainda, que pelo tempo que a patologia j\u00e1 afetava a paciente, n\u00e3o era satisfat\u00f3rio retardar a conclus\u00e3o do tratamento com trocas de media\u00e7\u00e3o intracanal e de curativo, mantendo o dente com restaura\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria e, com isso, limitando sua fun\u00e7\u00e3o na cavidade bucal. No\u00a0presente estudo, tr\u00eas dias ap\u00f3s o tratamento endod\u00f4ntico foi poss\u00edvel observar a regress\u00e3o da f\u00edstula. Alguns estudos relatam a forma\u00e7\u00e3o da cicatriz depois da cura e, ainda, apontam a necessidade de realiza\u00e7\u00e3o do tratamento cosm\u00e9tico da pele, por raz\u00f5es est\u00e9ticas, especialmente quando a \u00e1rea de cura da f\u00edstula resultar em retra\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea ou em ondula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na consulta de retorno, 30 dias ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o do tratamento do canal radicular, a paciente do presente estudo apresentava apenas uma pequena cicatriz, devido \u00e0 retra\u00e7\u00e3o tecidual para o fechamento da f\u00edstula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 muito importante a intera\u00e7\u00e3o multidisciplinar para evitar que o paciente seja submetido a tratamentos, antibioticoterapia e procedimentos cir\u00fargicos desnecess\u00e1rios antes de realizar o tratamento endod\u00f4ntico definitivo ou a extra\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. Mesmo n\u00e3o havendo den\u00fancia de sintomas dent\u00e1rios, os profissionais de sa\u00fade devem sempre consultar os dentistas para afastar a origem dent\u00e1ria da f\u00edstula, ampliando a possibilidade de sucesso do tratamento.<\/p>\n<h2><b>Conclus\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o presente relato de caso, pode-se concluir que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Realizar um diagn\u00f3stico correto, e o mais cedo poss\u00edvel, evita expor o paciente a cirurgias e a antibioticoterapias inadequadas e ineficazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 \u00c9 imprescind\u00edvel o exame cl\u00ednico e radiogr\u00e1fico para determinar o envolvimento de dentes com a les\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Deve-se considerar a possibilidade de origem dent\u00e1ria para f\u00edstulas de face e pesco\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 O tratamento endod\u00f4ntico \u00e9 a terapia de escolha para a resolu\u00e7\u00e3o desses tipos de casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 O acompanhamento dos pacientes \u00e9 necess\u00e1rio at\u00e9 que haja a completa cura da patologia.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<em>\u00bb A paciente que aparece no presente artigo autorizou previamente a publica\u00e7\u00e3o de suas fotografias faciais e intrabucais.<\/em><\/span><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/em><\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><strong>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: right;\">Emmanuel Jo\u00e3o Nogueira Leal da Silva<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Rua Herotides de Oliveira, 61 \u2013 Icara\u00ed \u2013 Niter\u00f3i\/RJ<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">CEP: 24.230-230 \u2013 Email: nogueiraemmanuel@hotmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das causas mais frequentes para a forma\u00e7\u00e3o de f\u00edstulas odontog\u00eanicas \u00e9 a presen\u00e7a de c\u00e1ries ou de trauma dent\u00e1rio, com invas\u00e3o bacteriana do tecido pulpar e posterior necrose pulpar.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":15801,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-15790","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15790","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15790"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15790\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15801"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}