{"id":1461,"date":"2013-09-23T14:56:13","date_gmt":"2013-09-23T17:56:13","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1461"},"modified":"2013-09-23T14:56:13","modified_gmt":"2013-09-23T17:56:13","slug":"deformacao-dos-elasticos-em-cadeia-em-relacao-a-quantidade-e-ao-tempo-de-estiramento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/deformacao-dos-elasticos-em-cadeia-em-relacao-a-quantidade-e-ao-tempo-de-estiramento\/","title":{"rendered":"Deforma\u00e7\u00e3o dos el\u00e1sticos em cadeia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade e ao tempo de estiramento"},"content":{"rendered":"<p><b>Objetivo:<\/b> verificar a poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre o grau de estiramento e a consequente deforma\u00e7\u00e3o permanente dos el\u00e1sticos em cadeia, bem como se o fator tempo de estiramento tem influ\u00eancia sobre o grau de deforma\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p><b>M\u00e9todos:<\/b> segmentos de 5 elos de el\u00e1sticos em cadeia curta da Unitek\/3M foram estirados em de 10 a 100% de seu comprimento original, em dispositivos especialmente idealizados para essa finalidade, permanecendo submersos em saliva artificial a 37\u00a0\u00b1\u00a01\u00b0C e removidos, sequencialmente, ap\u00f3s uma, duas, tr\u00eas e quatro semanas. Quando de sua remo\u00e7\u00e3o, para se avaliar o grau de deforma\u00e7\u00e3o permanente, cada segmento era medido e os valores registrados submetidos \u00e0 an\u00e1lise estat\u00edstica.<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o:<\/b> pode-se concluir que a deforma\u00e7\u00e3o permanente foi diretamente proporcional ao grau de estiramento dos el\u00e1sticos em cadeia avaliados, onde os percentuais m\u00e9dios encontrados foram de 8,4% com 10% de estiramento, ultrapassando o percentual de 20% (21,3%) quando distendidos em 40%, chegando a 56,6% de deforma\u00e7\u00e3o permanente se estirados em 100% de seu comprimento original. Por fim, o maior percentual de deforma\u00e7\u00e3o permanente ocorreu durante a primeira semana, n\u00e3o sendo estatisticamente significativo ap\u00f3s esse per\u00edodo.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> Elast\u00f4meros. Estiramento. Deforma\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O E REVIS\u00c3O DE LITERATURA<\/strong><\/p>\n<p>Entre os v\u00e1rios sistemas de for\u00e7a utilizados em <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-ortodontia-2\/\">Ortodontia<\/a>, com o objetivo de promover a movimenta\u00e7\u00e3o do elemento dent\u00e1rio, o mais fisiologicamente poss\u00edvel, atrav\u00e9s do osso alveolar, os el\u00e1sticos em cadeia s\u00e3o, indubitavelmente, os mais utilizados na cl\u00ednica di\u00e1ria<sup>14,15<\/sup>. Sua inser\u00e7\u00e3o e sua remo\u00e7\u00e3o exigem um tempo cl\u00ednico menor, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de coopera\u00e7\u00e3o do paciente, s\u00e3o de baixo custo e possuem compatibilidade com os tecidos bucais<sup>8<\/sup>. Por sua vez, quando distendidos, geram energia potencial el\u00e1stica capaz de se transformar em energia mec\u00e2nica, o que produz o movimento dent\u00e1rio. Por serem pol\u00edmeros amorfos feitos \u00e0 base de poliuretano, apresentam caracter\u00edsticas tanto de borracha quanto de pl\u00e1stico, sendo marcante sua elasticidade<sup>5<\/sup>.Os pol\u00edmeros s\u00e3o compostos por liga\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias e secund\u00e1rias, com fraca atra\u00e7\u00e3o molecular, apresentando inicialmente um padr\u00e3o espiral que, com a aplica\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, se deforma, fazendo com que as cadeias elastom\u00e9ricas sejam dispostas linearmente por meio de liga\u00e7\u00f5es cruzadas. As fracas liga\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias permitem a modifica\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de espiral para linear, enquanto a recupera\u00e7\u00e3o da estrutura inicial se torna poss\u00edvel por meio das liga\u00e7\u00f5es cruzadas<sup>16<\/sup>. Sua deforma\u00e7\u00e3o permanente ocorre quando o pol\u00edmero \u00e9 distendido acima de seu limite el\u00e1stico, fazendo com que ocorra o rompimento das liga\u00e7\u00f5es cruzadas. No entanto, existem fatores que influenciam o desempenho dos el\u00e1sticos em cadeia, como o r\u00e1pido decr\u00e9scimo da magnitude de for\u00e7a ap\u00f3s seu estiramento, ou seja, a incapacidade de desenvolver magnitude de for\u00e7a cont\u00ednua por um longo per\u00edodo de tempo, resultando em uma perda gradual de efetividade<sup>1,3,7,13,14,16<\/sup>. Al\u00e9m disso, os el\u00e1sticos em cadeia s\u00e3o influenciados por varia\u00e7\u00f5es de temperatura, do pH salivar e da quantidade de distens\u00e3o a que s\u00e3o submetidos<sup>14<\/sup>. Em meio bucal absorvem \u00e1gua e saliva, pigmentam-se e, consequentemente, passam a sofrer degrada\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, gerando o enfraquecimento das for\u00e7as intermoleculares e decompondo suas liga\u00e7\u00f5es internas, o que leva ao in\u00edcio dos processos de degrada\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, de falta de estabilidade dimensional e de deforma\u00e7\u00e3o permanente, o que dificulta determinar a magnitude de for\u00e7a real que ser\u00e1 transmitida ao elemento dent\u00e1rio<sup>3<\/sup>. Assim sendo, o presente trabalho prop\u00f5e-se a avaliar, in vitro, a poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre o grau de estiramento e a consequente deforma\u00e7\u00e3o permanente dos el\u00e1sticos em cadeia, bem como verificar se o fator tempo de estiramento tem influ\u00eancia no grau de deforma\u00e7\u00e3o permanente apresentado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o dessa pesquisa foram utilizados el\u00e1sticos em cadeia curta, na cor cinza (CK Spool Chain, Unitek\/3M), cuidadosamente seccionados em segmentos de cinco elos, com comprimento inicial de 10mm, desprezando-se os dois elos das extremidades, cuja fun\u00e7\u00e3o era apenas possibilitar o estiramento do el\u00e1stico. Quatro placas de acr\u00edlico foram confeccionadas e perfuradas para que fossem inseridos 20 pinos de a\u00e7o inoxid\u00e1vel com 0,2cm de di\u00e2metro e 1,5cm de comprimento, dispostos paralelamente em dez pares, com a dist\u00e2ncia entre si aumentando de 1,0 em 1,0mm, iniciando com 1,1cm e terminando com 2,0cm. A cada par de pinos (Fig.\u00a01) foram encaixados com o aux\u00edlio de uma pin\u00e7a Mathieu dez segmentos de el\u00e1sticos em cadeia, sendo distendidos de 10 a 100% de seu comprimento original. Para evitar qualquer aproxima\u00e7\u00e3o dos pinos por causa da tens\u00e3o produzida pelo estiramento dos el\u00e1sticos, foi adaptado, entre todos os pares de pinos, um pino de igual comprimento \u00e0 dist\u00e2ncia existente entre eles. As placas eram submersas em um estojo de a\u00e7o inoxid\u00e1vel contendo saliva artificial, com a seguinte composi\u00e7\u00e3o: c\u00e1lcio 1,5 mmol L<sup>-1<\/sup>, fosfato 0,9mmol L<sup>-1<\/sup>, KCL 150mmol L<sup>-1<\/sup> em tamp\u00e3o cacodilato 0, mol L<sup>-1<\/sup> pH 7.0 e fl\u00faor 0,05mg\/ml (1,1mL de solu\u00e7\u00e3o\/mm<sup>2<\/sup>). Tal estojo era mantido fechado e em banho-maria a 37\u00a0\u00b1\u00a01\u00b0C em uma banheira de imers\u00e3o. As referidas placas foram previamente identificadas com caneta para retroprojetor preta, de acordo com a dura\u00e7\u00e3o do experimento. Cabe ressaltar que o n\u00edvel da \u00e1gua era mantido abaixo da tampa de a\u00e7o inoxid\u00e1vel, evitando a contamina\u00e7\u00e3o da saliva artificial. Posteriormente, as placas eram sequencialmente removidas de l\u00e1 ap\u00f3s uma, duas, tr\u00eas e quatro semanas. Retirado da saliva e seco com papel absorvente, cada segmento de el\u00e1stico era encaixado em um dispositivo de medi\u00e7\u00e3o especialmente confeccionado para essa finalidade, constitu\u00eddo por um pino fixado a uma base de madeira, recoberta por um papel milimetrado (Fig.\u00a02). Uma das extremidades do el\u00e1stico em cadeia era encaixada no pino e seu comprimento final registrado no papel milimetrado. Em seguida, com um paqu\u00edmetro, o comprimento de cada cadeia el\u00e1stica era medido e registrado. A cada semana a saliva artificial era substitu\u00edda, sendo essa pr\u00e9-aquecida em um recipiente at\u00e9 37\u00a0\u00b1\u00a01\u00b0C, evitando-se, assim, varia\u00e7\u00f5es de temperatura.<\/p>\n<p>Os dados obtidos foram analisados estatisticamente por meio da An\u00e1lise de Covari\u00e2ncia (ANCOVA) com o objetivo de verificar se existia diferen\u00e7a estatisticamente\u00a0significativa entre o tempo e o grau de estiramento, adotando-se o n\u00edvel de 5% de signific\u00e2ncia (p\u00a0=\u00a00,0556) para identificar poss\u00edveis diferen\u00e7as entre os grupos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig014.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1470\" alt=\"Imagem_Fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig014.jpg\" width=\"800\" height=\"236\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig014.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig014-300x88.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig0221.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1471\" alt=\"Imagem_Fig02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig0221.jpg\" width=\"400\" height=\"366\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>RESULTADOS<\/strong><\/p>\n<p>De forma geral, p\u00f4de-se verificar que a deforma\u00e7\u00e3o permanente dos el\u00e1sticos em cadeia foi proporcional ao aumento do estiramento (Tab.\u00a05). No entanto, verificou-se que a deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia observada na segunda, terceira e quarta semanas diferiu, de maneira significativa, da distens\u00e3o m\u00e9dia observada na primeira semana. Comparando-se a segunda e a terceira, a segunda e a quarta, assim como a terceira e a quarta semanas, n\u00e3o foram observadas diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre si (Tab. 7).<\/p>\n<p>Os resultados encontrados a cada semana, de acordo com o tempo e o grau de estiramento, s\u00e3o apresentados nas Tabelas 1, 2, 3 e 4; e os valores m\u00e9dios e os desvios-padr\u00e3o do comportamento da vari\u00e1vel deforma\u00e7\u00e3o, de acordo com a semana e o grau de estiramento, est\u00e3o dispostos na Tabela 5.<\/p>\n<p>Com o objetivo de avaliar se o comportamento m\u00e9dio da deforma\u00e7\u00e3o foi semelhante em todas as semanas, uma vez que se rejeitou a hip\u00f3tese de que a deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, em pelo menos uma semana, sofreu influ\u00eancia da porcentagem de afastamento dos pinos, foi utilizado o teste de igualdade dos coeficientes de inclina\u00e7\u00e3o, adotando-se o n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 5% (p = 0,0556). A\u00a0magnitude dessas diferen\u00e7as pode ser observada na Tabela 6, na coluna do coeficiente de inclina\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, na referida tabela, \u00e9 apresentado o comportamento m\u00e9dio do estiramento ao longo dos n\u00edveis de afastamento para cada uma das semanas. O \u201cintercepto\u201d significa a estimativa de deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, em mil\u00edmetros, em cada uma das semanas, independentemente da dist\u00e2ncia. O \u201ccoeficiente de inclina\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia obtida em uma unidade de dist\u00e2ncia (10%). Independentemente da dist\u00e2ncia na primeira semana, tem-se uma deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 0,0479mm a cada 10% de estiramento, ou seja, para se ter a deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 10 a 50% de estiramento ou de 20 a 60%, multiplica-se 0,0479mm por 5 e obt\u00e9m-se a deforma\u00e7\u00e3o de 0,23mm. Na segunda semana, a deforma\u00e7\u00e3o foi de 0,0564mm; na terceira, de 0,0530mm e na quarta, de 0,0544mm.<\/p>\n<p>A partir da ANCOVA tem-se, inicialmente, que, para todas as semanas, a deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia depende linearmente (Fig.\u00a03) da porcentagem de estiramento dos<\/p>\n<p>pinos (p\u00a0&lt;\u00a00,001), ou seja, em pelo menos uma das semanas a deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia sofreu influ\u00eancia da porcentagem de estiramento dos pinos (vari\u00e1vel independente).<\/p>\n<p>Uma vez que n\u00e3o se rejeita a hip\u00f3tese de falta de paralelismo, foram comparadas as distens\u00f5es m\u00e9dias entre as semanas (dist\u00e2ncias entre as retas ajustadas). Os resultados podem ser observados na Figura 4.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o das deforma\u00e7\u00f5es m\u00e9dias foram detectadas diferen\u00e7as estatisticamente significativas somente na primeira semana. Na Tabela 7 encontra-se a compara\u00e7\u00e3o da deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia em cada uma das semanas.<\/p>\n<p>No presente trabalho foi poss\u00edvel constatar que o percentual de degrada\u00e7\u00e3o da magnitude de for\u00e7a aumenta \u00e0 medida que aumenta o tempo de imers\u00e3o, observando-se, por\u00e9m, uma invers\u00e3o estatisticamente n\u00e3o significativa entre as m\u00e9dias da segunda e da terceira semanas (Tab.\u00a05 e Fig.\u00a04).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela015.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1474\" alt=\"Imagem_Tabela01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela015.jpg\" width=\"800\" height=\"258\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela015.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela015-300x96.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela024.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1475\" alt=\"Imagem_Tabela02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela024.jpg\" width=\"800\" height=\"254\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela024.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela024-300x95.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0341.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1476\" alt=\"Imagem_Tabela03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0341.jpg\" width=\"800\" height=\"256\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0421.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1477\" alt=\"Imagem_Tabela04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0421.jpg\" width=\"800\" height=\"256\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0521.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1478\" alt=\"Imagem_Tabela05\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0521.jpg\" width=\"800\" height=\"325\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0521.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0521-300x121.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig031.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1472\" alt=\"Imagem_Fig03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig031.jpg\" width=\"400\" height=\"336\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig031.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig031-300x252.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig041.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1473\" alt=\"Imagem_Fig04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig041.jpg\" width=\"400\" height=\"336\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig041.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig041-300x252.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela062.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1479\" alt=\"Imagem_Tabela06\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela062.jpg\" width=\"600\" height=\"390\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela062.jpg 600w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela062-300x195.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0711.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1480\" alt=\"Imagem_Tabela07\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0711.jpg\" width=\"600\" height=\"239\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0711.jpg 600w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0711-300x119.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Para que sejam eficientes em sua fun\u00e7\u00e3o, os el\u00e1sticos em cadeia devem exercer magnitude de for\u00e7a adequada por um determinado per\u00edodo de tempo<sup>10<\/sup>. Todavia, sabe-se que esse material n\u00e3o possui a capacidade de desenvolver magnitude de for\u00e7a cont\u00ednua por um longo per\u00edodo de tempo, pois suas propriedades el\u00e1sticas s\u00e3o alteradas, trazendo deforma\u00e7\u00e3o permanente e, consequentemente, a perda de tens\u00e3o. A incapacidade do material el\u00e1stico retornar ao seu tamanho original ap\u00f3s sofrer substancial deforma\u00e7\u00e3o e ser liberado da tra\u00e7\u00e3o que a promoveu \u00e9 definida como \u201cdeforma\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica\u201d ou \u201cpermanente\u201d<sup>4<\/sup>. Os efeitos dessa deforma\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica s\u00e3o manifestos pelo decr\u00e9scimo na capacidade de libera\u00e7\u00e3o de for\u00e7a desses materiais<sup>15<\/sup>.<\/p>\n<p>As cadeias elastom\u00e9ricas do presente estudo foram avaliadas semanalmente, durante um per\u00edodo de quatro semanas, para verificar seu comportamento no intervalo entre consultas<sup>4,8,9,12,17<\/sup>, pois esse per\u00edodo coincide com o per\u00edodo m\u00e9dio de troca dos el\u00e1sticos praticado pelos ortodontistas<sup>2<\/sup>. O fator tempo \u00e9 de grande import\u00e2ncia para os el\u00e1sticos em cadeia, pois sabe-se que uma de suas principais propriedades \u2014 a de dissipar for\u00e7as com magnitude constante durante sua aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica \u2014 sofre influ\u00eancia direta do per\u00edodo em que os el\u00e1sticos est\u00e3o sendo utilizados por causa da perda de tens\u00e3o e consequente degrada\u00e7\u00e3o da magnitude de for\u00e7a<sup>18<\/sup>. No presente estudo observou-se diferen\u00e7a estatisticamente significativa entre a deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da primeira semana e as demais (Tab.\u00a07), o que sugere, sem considerar a biologia do movimento dent\u00e1rio, ser\u00a0conveniente a troca semanal dos el\u00e1sticos em cadeia, haja vista que as compara\u00e7\u00f5es entre a segunda e a terceira semanas, entre a terceira e a quarta, bem como, entre a segunda e a quarta, n\u00e3o apresentaram diferen\u00e7as significativas. Todavia, \u00e9 recomendado que a troca seja feita a cada tr\u00eas semanas<sup>6,13<\/sup> e que os el\u00e1sticos em cadeia n\u00e3o sejam empregados por um per\u00edodo maior que quatro semanas, isso n\u00e3o somente pela degrada\u00e7\u00e3o da magnitude de for\u00e7a, mas tamb\u00e9m pela dificuldade de higieniza\u00e7\u00e3o e pelo consequente ac\u00famulo de restos alimentares<sup>13<\/sup>. Al\u00e9m disso, o uso desses materiais n\u00e3o deve ultrapassar o per\u00edodo de 6 semanas, pois os el\u00e1sticos chegam a perder, em m\u00e9dia, 30% da magnitude de for\u00e7a inicial, al\u00e9m ocorrer ac\u00famulo de placa bacteriana e intera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica com alimentos e fluidos bucais<sup>11<\/sup>.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de imers\u00e3o em saliva artificial, o percentual de degrada\u00e7\u00e3o da magnitude de for\u00e7a aumenta \u00e0 medida que aumenta esse tempo<sup>1,9,24<\/sup>, o que pode ser constatado no presente trabalho, observando-se, por\u00e9m, uma invers\u00e3o estatisticamente n\u00e3o significativa entre as m\u00e9dias da segunda e da terceira semanas (Tab.\u00a05 e Fig.\u00a04).<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 quantidade de distens\u00e3o dos el\u00e1sticos em cadeia, a degrada\u00e7\u00e3o da magnitude de for\u00e7a \u00e9 proporcional ao grau de estiramento a que o el\u00e1stico \u00e9 submetido<sup>1<\/sup>, o que est\u00e1 de acordo com os resultados encontrados no presente trabalho (Tab.\u00a05 e Fig.\u00a03). Por exemplo, p\u00f4de-se observar que, conforme a Tabela\u00a01, com 10% de estiramento obteve-se uma deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de, aproximadamente, 8,4%, ao passo que com 100% de estiramento a deforma\u00e7\u00e3o passou para 56,6%. Sendo assim, do ponto de vista cl\u00ednico, um questionamento pode ser feito: qual o grau de estiramento recomend\u00e1vel para se conseguir um baixo \u00edndice de deforma\u00e7\u00e3o permanente e aplicar a magnitude de for\u00e7a mais constante poss\u00edvel? Com base nos resultados do presente estudo, pode-se sugerir um estiramento de at\u00e9 30%, estiramento esse que proporcionaria uma deforma\u00e7\u00e3o m\u00e9dia em torno de 17,9%. Entretanto, \u00e9 importante ressaltar que esse racioc\u00ednio \u00e9 v\u00e1lido apenas para a marca comercial Unitek\/3M, aqui analisada, pois os el\u00e1sticos em cadeia podem variar em espessura, em propriedade el\u00e1stica, no processo de fabrica\u00e7\u00e3o, na adi\u00e7\u00e3o de pigmentos ou fl\u00faor e na dist\u00e2ncia entre os elos. Esses fatores, agindo isoladamente ou em conjunto, certamente influenciariam tanto a magnitude de for\u00e7a liberada, quanto o grau de deforma\u00e7\u00e3o permanente apresentados por esses materiais. Portanto, quando de sua utiliza\u00e7\u00e3o, o profissional dever\u00e1 estar atento em rela\u00e7\u00e3o aos diferentes aspectos abordados e raciocinar de acordo com o tipo de material que tenha selecionado.<\/p>\n<p>O uso de um tensi\u00f4metro \u00e9 prudente para aferir a magnitude de for\u00e7a inicial, haja vista que, para alguns el\u00e1sticos com cadeias curtas, quando distendidos em 100% de seu comprimento original, podem produzir magnitude de for\u00e7a excessiva, de cerca de 450 gramas, por isso \u00e9 recomendada uma distens\u00e3o de 50 a 75% de seu comprimento original. No entanto, h\u00e1 el\u00e1sticos que, quando distendidos em 100% de seu comprimento original, produzem magnitudes de for\u00e7a aceit\u00e1veis, em torno de 300 gramas<sup>3<\/sup>. Com base nisso, recomenda-se que o profissional tenha em sua cl\u00ednica el\u00e1sticos em cadeia com pelo menos tr\u00eas dist\u00e2ncias diferentes entre os elos, mas todos com a mesma espessura e de uma \u00fanica marca comercial. Isso possibilitaria a aplica\u00e7\u00e3o da magnitude de for\u00e7a desejada levando em considera\u00e7\u00e3o o grau de estiramento recomendado no presente trabalho (30%).<\/p>\n<p>Foi poss\u00edvel observar, ainda, uma deforma\u00e7\u00e3o permanente entre 50 e 60% quando os el\u00e1sticos foram distendidos em 100% de seu comprimento original, percentuais esses que se assemelham aos encontrados com el\u00e1sticos em cadeia da American Orthodontics (54%) em outro estudo<sup>15<\/sup>. No entanto, nesse outro estudo, os percentuais encontrados com os el\u00e1sticos em cadeia da Unitek\u00a0(76%)<sup>15<\/sup> diferem dos encontrados no presente trabalho. Embora tenha sido feita uma simula\u00e7\u00e3o de ambiente bucal, sabe-se que in vivo a dieta do paciente, a composi\u00e7\u00e3o da saliva, a presen\u00e7a de enzimas bacterianas, as for\u00e7as mastigat\u00f3rias, a movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria, a dist\u00e2ncia de aplica\u00e7\u00e3o da for\u00e7a, a presen\u00e7a de fl\u00faor e as mudan\u00e7as de temperatura poderiam influenciar o desempenho mec\u00e2nico desses materiais e, consequentemente, alterar os resultados obtidos no presente estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com base nos resultados, pode-se concluir que:<\/p>\n<p>1) Uma rela\u00e7\u00e3o direta entre o grau de estiramento e a deforma\u00e7\u00e3o permanente foi encontrada nos el\u00e1sticos em cadeia avaliados.<\/p>\n<p>2) Houve percentuais m\u00e9dios de 8,4% com 10% de estiramento, ultrapassando o percentual de 20% (21,3%) quando distendidos em 40%, e chegando a 56,6% de deforma\u00e7\u00e3o permanente se estirados em 100% de seu comprimento original.<\/p>\n<p>3) O maior percentual de deforma\u00e7\u00e3o permanente ocorreu durante a primeira semana, n\u00e3o sendo estatisticamente significativo ap\u00f3s esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo:<\/b> Yagura D, Baggio PE, Carreiro LS, Takahashi R. Deformation of elastomeric chains related to the amount and time of stretching. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):136-42.<\/p>\n<p><b>Enviado em:<\/b> 10 de julho de 2009 &#8211; <b>Revisado e aceito<\/b>: 29 de mar\u00e7o de 2010<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/b> Denise Yagura<\/p>\n<p>Rua Visconde de Nassau, 650 \u2013 Apto 802 \u2013 Zona 07<\/p>\n<p>CEP: 87.020-0230 \u2013 Maring\u00e1\/PR<\/p>\n<p>E-mail: denise_yagura@hotmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo: verificar a poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre o grau de estiramento e a consequente deforma\u00e7\u00e3o permanente dos el\u00e1sticos em cadeia, bem como se o fator tempo de estiramento tem influ\u00eancia sobre o grau de deforma\u00e7\u00e3o permanente. 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