{"id":1452,"date":"2013-09-23T11:55:03","date_gmt":"2013-09-23T14:55:03","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1452"},"modified":"2013-09-23T11:55:03","modified_gmt":"2013-09-23T14:55:03","slug":"comparacao-das-medidas-dentarias-mesiodistais-em-individuos-brasileiros-leucodermas-melanodermas-e-xantodermas-com-oclusao-normal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/comparacao-das-medidas-dentarias-mesiodistais-em-individuos-brasileiros-leucodermas-melanodermas-e-xantodermas-com-oclusao-normal\/","title":{"rendered":"Compara\u00e7\u00e3o das medidas dent\u00e1rias mesiodistais em indiv\u00edduos brasileiros leucodermas, melanodermas e xantodermas com oclus\u00e3o normal"},"content":{"rendered":"<p><b>Objetivo:<\/b> observar a presen\u00e7a de dimorfismo sexual e comparar a largura mesiodistal dos <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> em indiv\u00edduos brasileiros leucodermas, melanodermas e xantodermas n\u00e3o tratados ortodonticamente e com oclus\u00e3o normal.<\/p>\n<p><b>M\u00e9todos:<\/b> foram utilizados 100 pares de modelos de gesso ortod\u00f4nticos. As larguras mesiodistais dos dentes foram medidas de primeiro molar a primeiro molar, em ambas as arcadas, utilizando um paqu\u00edmetro digital. Para a an\u00e1lise estat\u00edstica dos resultados foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov, o teste t, a An\u00e1lise de Vari\u00e2ncia (ANOVA) a um crit\u00e9rio e o teste de Tukey (p &lt; 0,05).<\/p>\n<p><b>Resultados: <\/b>ocorreu dimorfismo sexual nos tr\u00eas grupos avaliados, sendo que as maiores larguras mesiodistais foram encontradas no sexo masculino. Houve diferen\u00e7a estatisticamente significativa entre os grupos raciais em todos os dentes avaliados para o sexo masculino. J\u00e1 no sexo feminino, essa mesma diferen\u00e7a foi encontrada apenas nos dentes incisivo lateral e primeiro molar superior, e incisivo lateral, canino, primeiro pr\u00e9-molar e primeiro molar inferior.<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o: <\/b>a maioria das medidas dent\u00e1rias mesiodistais apresentam caracter\u00edsticas pr\u00f3prias em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, com valores maiores para o sexo masculino; e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ra\u00e7a, com uma tend\u00eancia dos melanodermas apresentarem maior dist\u00e2ncia mesiodistal dos dentes, seguidos pelos xantodermas e leucodermas, respectivamente. O conhecimento dessas diferen\u00e7as \u00e9 importante para o correto diagn\u00f3stico e planejamento ortod\u00f4ntico.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-ortodontia-2\/\">Ortodontia<\/a>. Oclus\u00e3o dent\u00e1ria balanceada. Dente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Os modelos das arcadas dent\u00e1rias, integrantes da documenta\u00e7\u00e3o ortod\u00f4ntica, s\u00e3o indispens\u00e1veis para o diagn\u00f3stico e planejamento ortod\u00f4ntico, sendo utilizados tamb\u00e9m para a avalia\u00e7\u00e3o do tratamento e o controle dos casos. As larguras mesiodistais e verticais das coroas dent\u00e1rias e as formas das arcadas superior e inferior viabilizam a correla\u00e7\u00e3o dessas com a face, al\u00e9m de permitirem identificar poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es de forma<sup>31<\/sup>. A mensura\u00e7\u00e3o dos tamanhos de dentes mesiodistais superiores e inferiores \u00e9 um fator importante para estabelecer um diagn\u00f3stico mais acurado, para determinar o plano de tratamento correto e se obter maior estabilidade<sup>6,21<\/sup>. A reanatomiza\u00e7\u00e3o ou o desgaste dent\u00e1rio de um dente, quando bem indicados e ajustados funcionalmente, podem proporcionar resultados satisfat\u00f3rios<sup>11,26,30<\/sup>.<\/p>\n<p>O tamanho dos dentes pode variar conforme o sexo e a ra\u00e7a<sup>1,16,21<\/sup>, tornando-se necess\u00e1rios novos estudos que quantifiquem essas medidas<sup>2<\/sup>, pois essas diferen\u00e7as podem dificultar o tratamento ortod\u00f4ntico.<\/p>\n<p>Os profissionais devem estar preparados para atender indiv\u00edduos de diferentes etnias e ser capazes de antecipar essas diferen\u00e7as de tamanho e formato da arcada dent\u00e1ria, estabelecendo um tratamento mais personalizado<sup>7<\/sup>. Sendo assim, devido \u00e0 relev\u00e2ncia do tema, constatou-se a necessidade de se realizar uma compara\u00e7\u00e3o das medidas dent\u00e1rias mesiodistais para os diferentes grupos raciais, constituindo padr\u00f5es apropriados para indiv\u00edduos brasileiros leucodermas, melanodermas e xantodermas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o e crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o da amostra<\/strong><\/p>\n<p>A amostra foi constitu\u00edda por 100 pares (50 de cada sexo) de modelos de gesso de indiv\u00edduos n\u00e3o tratados ortodonticamente, com oclus\u00e3o normal, face harmoniosa, cuja idade m\u00e9dia foi de 15,61 anos. A amostra foi proveniente da disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru e aprovada pelo comit\u00ea de \u00e9tica dessa institui\u00e7\u00e3o. O total da amostra foi constitu\u00eddo por 30 indiv\u00edduos leucodermas (15 de cada sexo) com idade m\u00e9dia de 20,22 anos de idade, 40 indiv\u00edduos melanodermas (20 de cada sexo) com a idade m\u00e9dia de 13,36 anos, e 30 indiv\u00edduos xantodermas (15 de cada sexo) com idade m\u00e9dia de 15,71 anos de idade.<\/p>\n<p>O grupo leucoderma foi constitu\u00eddo de descendentes de mediterr\u00e2neos; o melanoderma, principalmente por descendentes da costa africana; e o xantoderma, por indiv\u00edduos com ascend\u00eancia japonesa, sendo que nenhuma das amostras n\u00e3o apresentou indiv\u00edduos miscigenados.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o foram: (1) dentes permanentes superiores e inferiores em oclus\u00e3o, com ou sem segundos e terceiros molares; (2) oclus\u00e3o satisfat\u00f3ria (rela\u00e7\u00e3o de Classe I de Angle, sem apinhamento, sem mordida aberta ou sobremordida); (3) aus\u00eancia de submiss\u00e3o pr\u00e9via ao tratamento ortod\u00f4ntico; (4) aus\u00eancia de dentes com anomalia de forma ou n\u00famero; (5) sem extra\u00e7\u00f5es; (6)\u00a0aus\u00eancia de restaura\u00e7\u00f5es grandes que pudessem alterar o di\u00e2metro mesiodistal dos dentes; (7) modelos em boa qualidade; e (8) etnia conferida por fotografias e hist\u00f3ria dos pacientes obtidos em question\u00e1rios preenchidos por eles ou pelos respons\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Obten\u00e7\u00e3o dos dados<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a calibra\u00e7\u00e3o do operador, foi iniciado o processo de obten\u00e7\u00e3o dos dados. As medi\u00e7\u00f5es foram feitas diretamente nos modelos com o aux\u00edlio de paqu\u00edmetro digital (Mitutoyo, EUA), permitindo obter valores com precis\u00e3o de at\u00e9 0,01mm, medindo-se a maior medida mesiodistal dos incisivos, caninos, pr\u00e9-molares e molares em ambos os lados e nessa sequ\u00eancia. O paqu\u00edmetro foi posicionado paralelamente \u00e0 superf\u00edcie oclusal, pela face vestibular, perpendicularmente ao longo eixo da coroa, medindo-se a maior dist\u00e2ncia mesiodistal do dente.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise estat\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Os dados foram analisados em tabelas e gr\u00e1ficos contendo valores de m\u00e9dia e desvio-padr\u00e3o. O teste de Kolmogorov-Smirnov comprovou a distribui\u00e7\u00e3o normal para todas as vari\u00e1veis estudadas, permitindo a utiliza\u00e7\u00e3o de testes param\u00e9tricos. Assim, para a an\u00e1lise estat\u00edstica comparativa dos dados, utilizou-se o teste t para compara\u00e7\u00e3o entre sexos, e a ANOVA a um crit\u00e9rio para compara\u00e7\u00e3o dos grupos (leucoderma, melanoderma e xantoderma), adotando n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 5%. Os testes foram realizados no programa de computador Statistica (Statistica for Windows 6.0, StatSoft, Inc. Tulsa, EUA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESULTADOS<\/strong><\/p>\n<p>Os erros casuais, obtidos com a f\u00f3rmula de Dalhberg, foram considerados aceit\u00e1veis, e as dist\u00e2ncias mesiodistais dos dentes variaram de 0,09 a 0,33mm. Os molares apresentaram o maior erro e os caninos, o menor. Os erros sistem\u00e1ticos, observados por meio do teste t dependente, foram considerados pequenos, e, das 24 vari\u00e1veis avaliadas, apenas 4 apresentaram diferen\u00e7a estatisticamente significativa (primeiro pr\u00e9-molar e molar superiores e canino e primeiro pr\u00e9-molar inferiores).<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o apresentados em tabelas e gr\u00e1ficos. Ocorreu dimorfismo entre os sexos em todos os grupos avaliados, e os dentes que apresentaram essa diferen\u00e7a estatisticamente significativa podem ser visualizados nas Tabelas 1, 2 e 3, as quais comparam as medidas mesiodistais pelo teste t dos melanodermas, leucodermas e xantodermas, respectivamente. As diferen\u00e7as raciais foram estatisticamente significativas entre todas as\u00a0vari\u00e1veis para o sexo masculino (Gr\u00e1f.\u00a01), e para 6 vari\u00e1veis (incisivo lateral e molar superiores, e incisivo lateral, canino, primeiro pr\u00e9-molar e molar inferiores no sexo feminino) quando comparados os tr\u00eas grupos (Gr\u00e1f. 2).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1455\" alt=\"Imagem_Tabela01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141.jpg\" width=\"400\" height=\"435\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141-275x300.jpg 275w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1456\" alt=\"Imagem_Tabela02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023.jpg\" width=\"400\" height=\"430\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023-279x300.jpg 279w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0331.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1457\" alt=\"Imagem_Tabela03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0331.jpg\" width=\"400\" height=\"434\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1453\" alt=\"Imagem_grafico01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01.jpg\" width=\"400\" height=\"332\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01-300x249.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0331.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1457\" alt=\"Imagem_Tabela03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0331.jpg\" width=\"400\" height=\"434\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1456\" alt=\"Imagem_Tabela02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023.jpg\" width=\"400\" height=\"430\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela023-279x300.jpg 279w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1455\" alt=\"Imagem_Tabela01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141.jpg\" width=\"400\" height=\"435\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela0141-275x300.jpg 275w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1453\" alt=\"Imagem_grafico01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01.jpg\" width=\"400\" height=\"332\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico01-300x249.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1454\" alt=\"Imagem_grafico02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico02.jpg\" width=\"400\" height=\"299\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico02.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_grafico02-300x224.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><strong>DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Obten\u00e7\u00e3o das medidas<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico ortod\u00f4ntico \u00e9 um fator essencial para a elabora\u00e7\u00e3o de um plano de tratamento adequado. Sendo assim, essa pesquisa teve como objetivo principal determinar as dist\u00e2ncias mesiodistais dent\u00e1rias em modelos de gesso a fim de contribuir com informa\u00e7\u00f5es \u00fateis para o diagn\u00f3stico ortod\u00f4ntico nas diferentes ra\u00e7as estudadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 foi demonstrado que medi\u00e7\u00f5es feitas sobre modelos de gesso s\u00e3o mais confi\u00e1veis que medi\u00e7\u00f5es feitas diretamente na boca do paciente<sup>13<\/sup>, e que o paqu\u00edmetro \u00e9 o melhor instrumento para se realizar a an\u00e1lise de tamanho dent\u00e1rio, sendo mais confi\u00e1vel que o compasso de pontas secas<sup>13,24,25<\/sup>. Assim, com o m\u00e9todo utilizado para a medi\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia mesiodistal de cada dente obteve-se a maior dist\u00e2ncia entre as faces mesial e distal dos dentes, em modelos de gesso, por meio de um paqu\u00edmetro digital, posicionado o mais paralelo poss\u00edvel \u00e0 superf\u00edcie oclusal, pela face vestibular do dente<sup>14,17,22,31<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dimorfismo sexual\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos t\u00eam relatado a exist\u00eancia de diferen\u00e7as significativas entre o tamanho de dentes de homens e mulheres, havendo uma tend\u00eancia dos homens apresentarem dentes maiores no sentido mesiodistal<sup>2,5,9,15,21,28<\/sup>. Em virtude disso, o primeiro cuidado dessa pesquisa foi verificar a presen\u00e7a de dimorfismo sexual dentro dos diferentes tipos raciais. Esse procedimento objetivou determinar se seria poss\u00edvel agrupar os sexos dentro de cada grupo racial espec\u00edfico ou se haveria necessidade de uma avalia\u00e7\u00e3o separada, para evitar quaisquer interfer\u00eancias de sexos. Uma vez evidenciada a ocorr\u00eancia de dimorfismo sexual entre a dist\u00e2ncia mesiodistal nas tr\u00eas amostras analisadas (Tab. 1, 2, 3), os dois sexos n\u00e3o foram agrupados e, com isso, p\u00f4de-se comparar as diferen\u00e7as raciais, sem a interfer\u00eancia desse fator.<\/p>\n<p>Embora no Brasil ocorra uma extensa miscigena\u00e7\u00e3o racial da popula\u00e7\u00e3o, o que dificulta o estabelecimento preciso da origem \u00e9tnica dos indiv\u00edduos, no presente estudo procurou-se trabalhar apenas com indiv\u00edduos sem miscigena\u00e7\u00e3o (melanodermas, leucodermas e xantodermas). No grupo melanoderma, o sexo masculino apresentou as dist\u00e2ncias mesiodistais de todos os dentes maiores que as do sexo feminino, com 9 vari\u00e1veis estatisticamente significativas (incisivos centrais, caninos e primeiros molares superiores e todos os grupos de dentes inferiores), corroborando o estudo de Burris e Harris<sup>7<\/sup>, que tamb\u00e9m evidenciou maiores dentes para o sexo masculino do que para o feminino em indiv\u00edduos melanodermas americanos.<\/p>\n<p>No entanto, para os outros dois grupos \u00e9tnicos essa diferen\u00e7a n\u00e3o foi t\u00e3o evidente. Nos leucodermas apenas duas vari\u00e1veis (caninos e primeiros molares inferiores) apresentaram diferen\u00e7a estatisticamente significativa, demonstrando pouca ocorr\u00eancia de dimorfismo sexual (Tab. 2). Todavia, todos os grupos dent\u00e1rios, mesmo que estatisticamente n\u00e3o significativos, apresentaram valores maiores para os homens, com exce\u00e7\u00e3o dos primeiros pr\u00e9-molares superiores, com m\u00e9dia de 6,86mm para o sexo masculino, e de 6,89mm para o feminino.<\/p>\n<p>Para os xantodermas, ocorreu dimorfismo sexual em quatro vari\u00e1veis (incisivos laterais superiores; incisivos centrais e laterais e caninos inferiores), como pode ser observado na Tabela 3. Apenas os segundos pr\u00e9-molares inferiores apresentaram-se maiores nas mulheres do que nos homens, apesar de estatisticamente n\u00e3o significativo, com valores de 7,01mm e 6,98mm, respectivamente. Pode-se afirmar, em termos gerais, que o sexo masculino apresentou maiores dist\u00e2ncias mesiodistais que o sexo feminino, corroborando diversos autores<sup>4,12,22,27<\/sup>.<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas grupos raciais estudados foi poss\u00edvel perceber que houve dimorfismo sexual no canino inferior, corroborando estudos que apontam o canino inferior como o dente que mais apresenta diferen\u00e7a entre os sexos masculino e o feminino<sup>20<\/sup>. Essa diferen\u00e7a pode ser utilizada como instrumento para diferencia\u00e7\u00e3o dos sexos em Odontologia Forense<sup>20<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Origem \u00e9tnica<\/strong><\/p>\n<p>Muitos relatos na literatura evidenciam as diferen\u00e7as raciais<sup>5,10,15,21,28<\/sup>, tanto nas dimens\u00f5es, como nas propor\u00e7\u00f5es dos dentes. Sendo assim, os autores Nie e Lin<sup>19<\/sup> e Ta et al.<sup>29<\/sup> sugerem, para minimizar quaisquer influ\u00eancias raciais, que se avalie separadamente os diferentes grupos, tal como feito no presente trabalho.<\/p>\n<p>Todos os resultados obtidos das m\u00e9dias dos di\u00e2metros mesiodistais dos grupos de dentes no sexo masculino, comparando os tr\u00eas grupos \u00e9tnicos, apresentaram diferen\u00e7as estatisticamente significativas (Gr\u00e1f. 1). Para o sexo feminino, metade das vari\u00e1veis apresentou diferen\u00e7a estatisticamente significativa (incisivos laterais e primeiros molares superiores; incisivos laterais, caninos, primeiros pr\u00e9-molares e primeiros molares inferiores), como pode ser visualizado no Gr\u00e1fico 2.<\/p>\n<p>As dist\u00e2ncias individuais dos dentes no sexo masculino t\u00eam uma tend\u00eancia a serem maiores na maior parte dos grupos dent\u00e1rios para a amostra melanoderma, seguida pela amostra xantoderma; e os menores valores encontrados nos leucodermas, tanto nos dentes superiores quanto nos inferiores (Gr\u00e1f. 1). Entretanto, essa diferen\u00e7a n\u00e3o foi t\u00e3o clara no sexo feminino, que repetiu a ordem decrescente das dist\u00e2ncias mesiodistais de melanoderma, xantoderma e leucoderma, por\u00e9m com resultados comparativos nem sempre significativos para cada grupo de dentes (Gr\u00e1f. 2).<\/p>\n<p>Sabe-se que indiv\u00edduos da ra\u00e7a negra apresentam incisivos inferiores e superiores mais inclinados para vestibular e mais protru\u00eddos, bem como l\u00e1bios superior e inferior, maxila e mand\u00edbula mais protru\u00eddos<sup>8<\/sup> que indiv\u00edduos de diferentes origens \u00e9tnicas<sup>3,8,18<\/sup>. Pode-se inferir que essa biprotrus\u00e3o dos dentes pode estar associada \u00e0 maior dist\u00e2ncia mesiodistal dos melanodermas \u2014 como a encontrada no presente estudo \u2014, j\u00e1 que a amostra foi constitu\u00edda de pacientes que apresentavam oclus\u00e3o normal. Com esse racioc\u00ednio, pode-se inferir que as menores dist\u00e2ncias mesiodistais encontradas para os leucodermas possam ter rela\u00e7\u00e3o com a menor inclina\u00e7\u00e3o que normalmente \u00e9 encontrada nos leucodermas<sup>23<\/sup>.<\/p>\n<p>Na rotina de um consult\u00f3rio, o ortodontista pode encontrar dificuldades ao se deparar com problemas na forma e no tamanho dent\u00e1rio<sup>31<\/sup>. A partir da coleta e da an\u00e1lise dos dados do presente estudo, pode-se concluir que a maioria das medidas dent\u00e1rias mesiodistais apresentou caracter\u00edsticas pr\u00f3prias em rela\u00e7\u00e3o ao sexo e ra\u00e7a, corroborando as conclus\u00f5es de Smith et al.<sup>28<\/sup>, que observaram que a rela\u00e7\u00e3o entre o tamanho dos dentes depende da popula\u00e7\u00e3o, do sexo e do comprimento da arcada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cabe ressaltar que a avalia\u00e7\u00e3o do tamanho dent\u00e1rio na conduta cl\u00ednica pode tornar-se imprescind\u00edvel tanto na escolha do dente a ser extra\u00eddo, quanto na quantidade de desgaste dent\u00e1rio (stripping) poss\u00edvel, pois pode influenciar diretamente no planejamento e no progn\u00f3stico do caso. Isso confirma a import\u00e2ncia da avalia\u00e7\u00e3o das medidas mesiodistais dent\u00e1rias para o correto diagn\u00f3stico, planejamento ortod\u00f4ntico e individualiza\u00e7\u00e3o dos casos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados obtidos na presente pesquisa permitiram inferir que:<\/p>\n<p>1) H\u00e1 dimorfismo sexual nas dist\u00e2ncias mesiodistais dos dentes dos indiv\u00edduos do sexo masculino, sendo maiores que as do sexo feminino nos:<\/p>\n<p>\u00bb melanodermas, em dentes inferiores e incisivos centrais, caninos e primeiros molares superiores.<\/p>\n<p>\u00bb leucodermas, em caninos e primeiros molares inferiores.<\/p>\n<p>\u00bb xantodermas; em incisivos laterais superiores e incisivos centrais, laterais e caninos inferiores.<\/p>\n<p>2) Houve tend\u00eancia de os melanodermas apresentarem maior dist\u00e2ncia mesiodistal dos dentes, seguidos pelos xantodermas e leucodermas, respectivamente.<\/p>\n<p>3) A maioria das dist\u00e2ncias mesiodistais apresentou caracter\u00edsticas pr\u00f3prias em rela\u00e7\u00e3o ao sexo e \u00e0 ra\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo:<\/b> Fernandes TMF, Sathler R, Natal\u00edcio GL, Henriques JFC, Pinzan A. Comparison of mesiodistal tooth widths in Caucasian, Black and Japanese Brazilian with normal occlusion. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):130-5.<\/p>\n<p><b>Enviado em:<\/b> 24 de novembro de 2009 &#8211; <b>Revisado e aceito:<\/b> 27 de abril de 2011<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/b> Thais Maria Freire Fernandes<\/p>\n<p>Alameda Oct\u00e1vio Pinheiro Brisolla, 9-75<\/p>\n<p>CEP: 17.012-901 \u2013 Bauru\/SP<\/p>\n<p>E-mail: thaismaria@hotmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo: observar a presen\u00e7a de dimorfismo sexual e comparar a largura mesiodistal dos dentes em indiv\u00edduos brasileiros leucodermas, melanodermas e xantodermas n\u00e3o tratados ortodonticamente e com oclus\u00e3o normal. M\u00e9todos: foram utilizados 100 pares de modelos de gesso ortod\u00f4nticos. 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