{"id":13438,"date":"2017-12-26T08:00:33","date_gmt":"2017-12-26T10:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=13438"},"modified":"2018-01-09T09:00:05","modified_gmt":"2018-01-09T11:00:05","slug":"presenca-indica-bacterias-local-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/presenca-indica-bacterias-local-2\/","title":{"rendered":"Presen\u00e7a de pus indica bact\u00e9rias no local"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a de pus indica, necessariamente, a contamina\u00e7\u00e3o bacteriana da \u00e1rea por estafilococos e estreptococos. A intera\u00e7\u00e3o dos neutr\u00f3filos com essas bact\u00e9rias representa o mecanismo de forma\u00e7\u00e3o do pus no organismo humano. A presen\u00e7a dessas bact\u00e9rias pode ser assim analisada e questionada: (1) As bact\u00e9rias j\u00e1 estavam no local antes do procedimento cir\u00fargico? (2) O material colocado estava previamente contaminado pelas bact\u00e9rias? (3) Houve falha na cadeia ass\u00e9ptica? (4) Houve neglig\u00eancia da higiene bucal por parte do paciente no p\u00f3s-operat\u00f3rio? Se o pus est\u00e1 se formando, os estafilococos e os estreptococos est\u00e3o presentes na \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Palavras-chave: <\/b>Abscesso. Bact\u00e9rias. Pus. Contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo humano tem dez trilh\u00f5es de c\u00e9lulas, e cem trilh\u00f5es de bact\u00e9rias \u2014 ou seja, dez vezes mais. Um dado impressionante, que nos permite ressaltar a import\u00e2ncia das microbiotas com que convivemos. A presen\u00e7a das bact\u00e9rias em nossas vidas \u00e9 fundamental para estimular nossos mecanismos de defesa<span style=\"font-size: 11.6667px;\">.<\/span>\u00a0As bact\u00e9rias, inicialmente chamadas de animal\u00edculos, partilham o ambiente das microbiotas com fungos, v\u00edrus e parasitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pele e mucosas, como tegumentos naturais, exercem v\u00e1rios mecanismos de defesa e atuam como barreira f\u00edsica, qu\u00edmica e biol\u00f3gica contra a penetra\u00e7\u00e3o de microrganismos no meio interno. O tecido conjuntivo representa o meio interno, constituindo, por exemplo, a submucosa bucal, a derme e o tecido \u00f3sseo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.dentalpresscursos.com\/excelencia-implantodontia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-21316\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Post_exc_implan2018.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"800\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Post_exc_implan2018.png 800w, \/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Post_exc_implan2018-150x150.png 150w, \/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Post_exc_implan2018-300x300.png 300w, \/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Post_exc_implan2018-768x768.png 768w, \/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Post_exc_implan2018-585x585.png 585w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cortes, dilacera\u00e7\u00f5es, abla\u00e7\u00f5es, cirurgias, pun\u00e7\u00f5es e outras formas de perda da continuidade da pele ou mucosa, as bact\u00e9rias da microbiota entram nos tecidos conjuntivos subjacentes, pois os tegumentos foram transpostos, vencidos ou ignorados. A entrada de bact\u00e9rias no meio interno, nas perdas de continuidade dos epit\u00e9lios da pele e mucosas, torna-se inevit\u00e1vel, devido \u00e0 quantidade de oportunidade oferecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, convivemos, compartilhamos e nos equilibramos biologicamente com uma grande quantidade de bact\u00e9rias em nossas superf\u00edcies externas e internas. O organismo est\u00e1 preparado para a eventual entrada de bact\u00e9rias no meio interno, que ocorre praticamente todos os dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando as bact\u00e9rias entram nos tecidos conjuntivos, a inflama\u00e7\u00e3o \u00e9 imediatamente desencadeada. Os\u00a0vasos sangu\u00edneos deixar\u00e3o passar para a regi\u00e3o muitas subst\u00e2ncias plasm\u00e1ticas, o exsudato e, tamb\u00e9m, muitas c\u00e9lulas leucocit\u00e1rias, que, em conjunto, recebem o nome de infiltrado (Fig. 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Os vasos sangu\u00edneos exsudam os c<\/b><b>omponentes plasm\u00e1ticos<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as subst\u00e2ncias que imediatamente saem dos vasos sangu\u00edneos, ap\u00f3s a entrada das bact\u00e9rias para o local, est\u00e3o os anticorpos ou imunoglobulinas. Esses produtos reagem de forma espec\u00edfica e desencadeiam mecanismos que destroem as bact\u00e9rias que comp\u00f5em as microbiotas humanas, juntamente com outros componentes do plasma \u2014 como as prote\u00ednas e enzimas que, em conjunto, recebem o nome de complemento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Como o organismo sabe, antecipada e especificamente, que essas bact\u00e9rias ser\u00e3o as que ir\u00e3o entrar no meio interno?<\/i> Todos os dias elas entram ou tentam invadir o organismo; todos os dias o sistema imunol\u00f3gico est\u00e1 sendo estimulado a produzir anticorpos e outros produtos voltados especificamente para combat\u00ea-las. Por isso que no plasma sangu\u00edneo h\u00e1 elevados n\u00edveis de anticorpos espec\u00edficos contra as bact\u00e9rias das microbiotas e as que predominam s\u00e3o as dos tipos morfol\u00f3gicos de estafilococos e estreptococos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig01.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3307\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig01.jpg\" alt=\"endo_v03_n03_10fig01\" width=\"800\" height=\"361\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig01.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig01-300x135.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A chegada dos neutr\u00f3filos e\u00a0<\/b><b>a forma\u00e7\u00e3o do pus<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Noventa minutos depois de qualquer agress\u00e3o nos tecidos conjuntivos, como a entrada de bact\u00e9rias, as primeiras c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias a chegarem em grande n\u00famero \u2014 quase exclusivamente pelas pr\u00f3ximas 48-72h \u2014 s\u00e3o os neutr\u00f3filos. As c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias, imunol\u00f3gicas ou de defesa s\u00e3o os leuc\u00f3citos, que circulam continuadamente no sangue (Fig. 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os neutr\u00f3filos s\u00e3o os leuc\u00f3citos mais numerosos no sangue (50-60%) e s\u00e3o especializados em fagocitar bact\u00e9rias, especialmente estafilococos e estreptococos. A\u00a0sua fun\u00e7\u00e3o de interagir, fagocitar e destruir esse tipo de bact\u00e9rias est\u00e1 relacionada com a presen\u00e7a de muitos gr\u00e2nulos carregados de enzimas e outros produtos poderosos no citoplasma (Fig. 2). Outros tipos de bact\u00e9rias\u00a0\u2014\u00a0como os bacilos da tuberculose e da hansen\u00edase, por exemplo \u2014 n\u00e3o interagem com os neutr\u00f3filos. Em\u00a0s\u00edntese, neutr\u00f3filos interagem quase exclusivamente com estafilococos e estreptococos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os neutr\u00f3filos s\u00e3o programados para interagir com os estafilococos e estreptococos porque esses s\u00e3o os microrganismos predominantes em nossas microbiotas nas mais variadas superf\u00edcies internas e externas, inclusive as da boca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando as bact\u00e9rias das microbiotas conseguem ultrapassar as barreiras da pele e mucosas, ou elas s\u00e3o abertas, imediatamente os anticorpos, prote\u00ednas do complemento e outras enzimas e produtos est\u00e3o prontos para inibir, destruir e neutraliz\u00e1-las. Noventa minutos depois, chegam os neutr\u00f3filos, para fagocit\u00e1-las e elimin\u00e1-las por completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando os neutr\u00f3filos interagem com as bact\u00e9rias, o citoplasma, antes de fechar o \u2018abra\u00e7o\u2019 que construiu em torno do microrganismo para fagocit\u00e1-lo, libera o conte\u00fado de seus gr\u00e2nulos e lisossomos \u00e0 base de enzimas proteol\u00edticas degradativas e de subst\u00e2ncias bactericidas, como o per\u00f3xido de hidrog\u00eanio e solu\u00e7\u00f5es cloradas (Fig. 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os produtos derramados ou regurgitados no local pelos neutr\u00f3filos degradam, tamb\u00e9m, o col\u00e1geno e outros componentes da matriz extracelular do tecido conjuntivo. As bact\u00e9rias degradadas, os componentes do conjuntivo dissolvidos e os neutr\u00f3filos mortos se juntar\u00e3o ao exsudato formado pela inflama\u00e7\u00e3o, deixando de ter o aspecto inicial de um l\u00edquido seroso e assumindo uma cor amarelada e uma consist\u00eancia viscosa (Fig. 4). Assim se forma o exsudato purulento, tamb\u00e9m conhecido como pus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos neutr\u00f3filos, quando n\u00e3o conseguem destruir as bact\u00e9rias que fagocitaram, explodem e liberam enorme quantidade de enzimas degradativas nos tecidos locais, um fen\u00f4meno conhecido como cit\u00f3lise (Fig. 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os neutr\u00f3filos s\u00e3o, eventualmente, chamados de pi\u00f3citos ou as c\u00e9lulas do pus, e os estafilococos e estreptococos tamb\u00e9m denominados de bact\u00e9rias piog\u00eanicas ou produtoras de pus. O conjunto formado pelo pus acumulado localmente e circundado por neutr\u00f3filos \u00e9, em geral, chamado de abscesso.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig02.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3308\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig02.jpg\" alt=\"endo_v03_n03_10fig02\" width=\"800\" height=\"334\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig02.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig02-300x125.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3309\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig03.jpg\" alt=\"endo_v03_n03_10fig03\" width=\"800\" height=\"1053\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig03.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig03-227x300.jpg 227w, \/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig03-777x1024.jpg 777w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3310 aligncenter\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig04.jpg\" alt=\"endo_v03_n03_10fig04\" width=\"400\" height=\"1081\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig04.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/12\/endo_v03_n03_10fig04-111x300.jpg 111w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Se a quantidade de bact\u00e9rias for pequena,\u00a0<\/b><b>n\u00e3o \u201cse forma\u201d pus!<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o n\u00famero de bact\u00e9rias que entram em uma determinada \u00e1rea do tecido conjuntivo for pequeno, os mesmos fen\u00f4menos destrutivos resultantes da intera\u00e7\u00e3o bact\u00e9rias e neutr\u00f3filos ocorrem, mas a forma\u00e7\u00e3o de pus n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel, ou seja o exsudato inicialmente seroso n\u00e3o chega a ganhar o aspecto viscoso e amarelado, mas os fen\u00f4menos ocorrem da mesma forma!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras: a quantidade de bact\u00e9rias que entram nos tecidos tamb\u00e9m \u00e9 importante para determinar se, clinicamente, haver\u00e1 ou n\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o de pus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitas cirurgias bucais \u2014 como as parendod\u00f4nticas, periodontais, para coloca\u00e7\u00e3o de implantes dent\u00e1rios e mesmo nas interven\u00e7\u00f5es pulpares diretas \u2014, as bact\u00e9rias geralmente entram na \u00e1rea cir\u00fargica, mas em n\u00famero pequeno: desse modo, os anticorpos e outras prote\u00ednas, juntamente com os neutr\u00f3filos, acabam com elas rapidamente, sem que a forma\u00e7\u00e3o de pus se estabele\u00e7a na regi\u00e3o. Da mesma forma, no coto ou no ligamento periodontal apical, em abordagens endod\u00f4nticas, as bact\u00e9rias chegam at\u00e9 l\u00e1, mas em n\u00famero reduzido n\u00e3o teremos forma\u00e7\u00e3o de pus!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A assepsia representa o conjunto de procedimentos que visam impedir a entrada de bact\u00e9rias em locais onde elas previamente n\u00e3o existem. Para isso se faz a esteriliza\u00e7\u00e3o, desinfec\u00e7\u00e3o e antissepsia. Mas na boca \u00e9 quase imposs\u00edvel conseguir que nenhuma bact\u00e9ria adentre no tecido conjuntivo exposto pelos procedimentos endod\u00f4nticos e\/ou cir\u00fargicos. Os problemas n\u00e3o ocorrem na maioria dos casos porque, ao se tomar todos os cuidados de uma cadeia ass\u00e9ptica, apenas um pequeno n\u00famero de bact\u00e9rias chega na ferida cir\u00fargica. Mesmo que sejam bact\u00e9rias estreptococos ou estafilococos, a forma\u00e7\u00e3o de pus n\u00e3o acontecer\u00e1 nessas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Se houver forma\u00e7\u00e3o de pus,\u00a0<\/b><b>h\u00e1 bact\u00e9rias no local<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentemente do lugar no organismo, a forma\u00e7\u00e3o de pus tem um significado bem estabelecido: presen\u00e7a de bact\u00e9rias estafilococos e estreptococos na regi\u00e3o. Isso pode acontecer ao redor de um fio de sutura, no alv\u00e9olo ap\u00f3s a exodontia, na gengiva ap\u00f3s a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">cirurgia<\/a> ou ao redor de um <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-protese-sobre-implante-mais-protese-fixa\/\">implante<\/a> dent\u00e1rio. Alguns raros produtos qu\u00edmicos, como a terebentina, podem levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de pus quando introduzidos em quantidade no tecido conjuntivo, mas essa situa\u00e7\u00e3o praticamente existe apenas experimentalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A principal, e quase exclusiva, forma de gera\u00e7\u00e3o de pus nos tecidos decorre da intera\u00e7\u00e3o entre bact\u00e9rias e neutr\u00f3filos. A presen\u00e7a de pus n\u00e3o significa rejei\u00e7\u00e3o, imunorrejei\u00e7\u00e3o, qualidade ruim do material utilizado, composi\u00e7\u00e3o inadequada de um cimento obturador, fio de sutura ruim, tipo ruim de liga met\u00e1lica, sobrecarga oclusal ou traumatismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os materiais s\u00f3lidos\/particulados, normalmente colocados na intimidade dos tecidos, n\u00e3o induzem forma\u00e7\u00e3o de pus. Os metais e ligas, cimentos cir\u00fargicos, cimentos obturadores, resinas, pol\u00edmeros e outros materiais s\u00f3lidos, por si s\u00f3, n\u00e3o promovem a forma\u00e7\u00e3o de pus a n\u00e3o ser que estejam contaminados por bact\u00e9rias. O que induz a forma\u00e7\u00e3o de pus \u00e9 a contamina\u00e7\u00e3o bacteriana por estafilococos e estreptococos. A presen\u00e7a dessas bact\u00e9rias pode ser assim analisada e questionada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u03d6 As bact\u00e9rias j\u00e1 estavam no local antes do procedimento cir\u00fargico?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u03d6 O material colocado estava contaminado previamente pelas bact\u00e9rias?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u03d6 Houve falha na cadeia ass\u00e9ptica?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u03d6 Houve neglig\u00eancia da higiene bucal por parte do paciente no p\u00f3s-operat\u00f3rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o importa qual a explica\u00e7\u00e3o, se o pus est\u00e1 se formando, \u00e9 porque os estafilococos e os estreptococos est\u00e3o presentes na \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Considera\u00e7\u00e3o final<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a de pus em uma determinada \u00e1rea indica, necessariamente, sua contamina\u00e7\u00e3o bacteriana por estafilococos e estreptococos. A intera\u00e7\u00e3o dos neutr\u00f3filos com essas bact\u00e9rias representa o principal e mais importante mecanismo de forma\u00e7\u00e3o do pus no organismo humano. Ainda, pode ser um ponto importante de reflex\u00e3o cl\u00ednica: como, quando e porque as bact\u00e9rias chegaram at\u00e9 o local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma fez fui questionado e convidado a responder por escrito \u00e0 seguinte pergunta<sup>7<\/sup>: O que significa a presen\u00e7a de pus ao redor de um implante osseointegr\u00e1vel? Esse questionamento se estende, naturalmente, a outras situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e, aqui especialmente, endod\u00f4nticas: na pr\u00e1tica cl\u00ednica, a forma\u00e7\u00e3o do pus ocorre apenas e necessariamente na presen\u00e7a de bact\u00e9rias!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a de pus indica, necessariamente, a contamina\u00e7\u00e3o bacteriana da \u00e1rea por estafilococos e estreptococos. 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