{"id":1327,"date":"2013-09-20T10:45:23","date_gmt":"2013-09-20T13:45:23","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1327"},"modified":"2013-09-20T10:45:23","modified_gmt":"2013-09-20T13:45:23","slug":"avaliacao-comparativa-das-caracteristicas-cefalometricas-e-oclusais-entre-o-padrao-face-longa-e-o-padrao-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/avaliacao-comparativa-das-caracteristicas-cefalometricas-e-oclusais-entre-o-padrao-face-longa-e-o-padrao-i\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o comparativa das caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas e oclusais entre o Padr\u00e3o Face Longa e o Padr\u00e3o I"},"content":{"rendered":"<p><b>Objetivo:<\/b> comparar caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas e intrabucais entre pacientes Padr\u00e3o Face Longa e Padr\u00e3o I, al\u00e9m de avaliar as associa\u00e7\u00f5es entre os padr\u00f5es faciais subjetivos, os padr\u00f5es faciais cefalom\u00e9tricos e as caracter\u00edsticas intrabucais.<\/p>\n<p><b>M\u00e9todos: <\/b>por meio da avalia\u00e7\u00e3o das fotografias extrabucais frontal e lateral direita, tr\u00eas examinadores experientes e previamente calibrados selecionaram 30 pacientes Padr\u00e3o Face Longa (grupo 1) e 30 pacientes Padr\u00e3o I (grupo 2), com idades entre 9 e 19 anos, de ambos os sexos. As caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas foram avaliadas por meio das seguintes vari\u00e1veis: SN.GoGn, NS.Gn, AFAI, SNA, SNB, ANB, 1.1, 1.NA, 1-NA, 1.NB, 1-NB, NA.Pog, \u00e2ngulo nasolabial e H-Nariz. Tamb\u00e9m foram realizadas avalia\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas para determinar a presen\u00e7a de mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior e o tipo de m\u00e1 oclus\u00e3o segundo Angle. Os dados cefalom\u00e9tricos obtidos foram comparados pelo teste t independente. Utilizou-se o teste c<sup>2<\/sup> para avaliar a associa\u00e7\u00e3o entre as vari\u00e1veis qualitativas.<\/p>\n<p><b>Resultados: <\/b>foram observadas diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre os grupos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vari\u00e1veis cefalom\u00e9tricas SN.GoGn, NS.Gn, AFAI, ANB, NA.Pog, 1-NA, 1.NB e 1-NB, com um aumento dessas medidas para o grupo\u00a01. Ainda houve diferen\u00e7a significativa entre os grupos na vari\u00e1vel 1.1, sendo menor no grupo 1 do que no grupo 2.<\/p>\n<p><b>Conclus\u00f5es: <\/b>o padr\u00e3o face longa apresentou-se associado \u00e0 m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe II de Angle, \u00e0 presen\u00e7a de mordida cruzada posterior e \u00e0 mordida aberta anterior. O padr\u00e3o facial subjetivo face longa apresentou-se associado ao padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico dolicofacial.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> Circunfer\u00eancia craniana. Ortodontia. Diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A face longa \u00e9 uma deformidade, com envolvimento esquel\u00e9tico e de est\u00e9tica desfavor\u00e1vel<sup>8,10<\/sup>, que pode ser observada nas tr\u00eas rela\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias sagitais, sendo, contudo, mais associada \u00e0s discrep\u00e2ncias sagitais de Classe\u00a0II<sup>7,10<\/sup>.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as, adolescentes e adultos que apresentam esse excessivo crescimento vertical da face possuem uma apar\u00eancia caracter\u00edstica, descrita na literatura como \u201cS\u00edndrome da Face Longa\u201d<sup>4,30<\/sup>, \u201cTipo Facial Hiperdivergente\u201d<sup>16,24<\/sup>, e, recentemente, \u201cPadr\u00e3o Face Longa\u201d<sup>7-11<\/sup>.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico do Padr\u00e3o Face Longa baseia-se nas avalia\u00e7\u00f5es de morfologia da face e de cefalometria. A an\u00e1lise facial permite verificar diversas caracter\u00edsticas comuns a esses indiv\u00edduos, tais como aus\u00eancia de selamento labial passivo e contra\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos mentonianos durante o fechamento labial<sup>1<\/sup>; grande exposi\u00e7\u00e3o dos incisivos superiores quando os l\u00e1bios est\u00e3o em repouso; grande exposi\u00e7\u00e3o gengival durante o sorriso<sup>1,4,30<\/sup>; nariz normalmente longo, com estreitamento das bases alares; e ter\u00e7o inferior da face aumentado, resultando em apar\u00eancia retrognata da mand\u00edbula<sup>1,26,30<\/sup>.<\/p>\n<p>A cefalometria \u00e9 um instrumento necess\u00e1rio para definir, localizar e quantificar a desarmonia esquel\u00e9tica presente nos pacientes com Padr\u00e3o Face Longa, a qual pode estar associada a um crescimento horizontal do c\u00f4ndilo<sup>6,26<\/sup> e\/ou a um crescimento posterior excessivo da maxila<sup>15,30<\/sup>.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas, observa-se um aumento da altura anterior total e da altura anteroinferior da face<sup>15,17<\/sup>. A altura facial anterior e superior geralmente \u00e9 normal<sup>1,4,30<\/sup>, mas a propor\u00e7\u00e3o entre o ter\u00e7o m\u00e9dio e inferior encontram-se reduzidas<sup>3<\/sup>. O \u00e2ngulo do plano mandibular mostra-se aumentado<sup>4,8,11,15,28,29<\/sup>, assim como o \u00e2ngulo gon\u00edaco<sup>8,11<\/sup>. Observa-se um retroposicionamento mandibular em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 base do cr\u00e2nio<sup>1,11<\/sup>. Contudo, a maxila apresenta-se bem posicionada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 base do cr\u00e2nio<sup>1,15<\/sup>.<\/p>\n<p>Ultimamente, se tem observado na literatura<sup>13,21<\/sup> que as m\u00e9dias cefalom\u00e9tricas, utilizadas nos diversos tra\u00e7ados cefalom\u00e9tricos, n\u00e3o podem ser aplicadas de forma gen\u00e9rica para diagn\u00f3stico e tratamento. Diversos pesquisadores<sup>5,20,23<\/sup> conclu\u00edram que a maioria das normas cefalom\u00e9tricas varia de maneira significativa, quando comparadas aos diversos padr\u00f5es faciais. Diante do exposto, uma interpreta\u00e7\u00e3o mais individualizada da cefalometria deve tornar-se regra, ou melhor, uma associa\u00e7\u00e3o entre a an\u00e1lise cefalom\u00e9trica e a an\u00e1lise facial deve ser norma para diagn\u00f3stico, planejamento e tratamento ortod\u00f4ntico. Portanto, a decis\u00e3o final de um planejamento deve ser tomada com base nos achados cefalom\u00e9tricos e faciais. Sendo assim, esse trabalho teve como objetivo realizar um estudo comparativo das caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas e intrabucais entre os pacientes Padr\u00e3o Face Longa e Padr\u00e3o I, diagnosticados pela an\u00e1lise facial subjetiva, al\u00e9m de avaliar as associa\u00e7\u00f5es entre os padr\u00f5es faciais subjetivos e os padr\u00f5es faciais cefalom\u00e9tricos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Material<\/strong><\/p>\n<p>A amostra foi selecionada de acordo com os seguintes crit\u00e9rios de inclus\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00bb Leucodermas.<\/p>\n<p>\u00bb Padr\u00e3o Face Longa ou Padr\u00e3o I.<\/p>\n<p>\u00bb Documenta\u00e7\u00e3o ortod\u00f4ntica completa.<\/p>\n<p>\u00bb Idade entre 9 e 19 anos.<\/p>\n<p>\u00bb Sem tratamento ortod\u00f4ntico pr\u00e9vio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Documenta\u00e7\u00f5es ortod\u00f4nticas<\/strong><\/p>\n<p>Foram utilizadas as fotografias extrabucais, frontal e lateral direita das documenta\u00e7\u00f5es ortod\u00f4nticas pertencentes aos pacientes inscritos para tratamento ortod\u00f4ntico no <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-capacitacao-em-pericias-e-assistencias-judiciais-odontologicas-para-especialistas-em-ortodontia\/\">curso<\/a> de especializa\u00e7\u00e3o em Ortodontia, da Academia Cearense de Odontologia. A amostra foi selecionada por tr\u00eas examinadores experientes e previamente calibrados, em momentos distintos, e cada um de per si para evitar que a avalia\u00e7\u00e3o de um examinador interferisse na dos demais. Foram selecionados somente os pacientes que tiveram uma concord\u00e2ncia de diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Todas as fotografias foram realizadas pelo mesmo centro radiol\u00f3gico (Prof. Perboyre Castelo), apresentando padroniza\u00e7\u00e3o. Durante as fotografias, os pacientes estavam em posi\u00e7\u00e3o natural da cabe\u00e7a (PNC)<sup>22<\/sup>: em p\u00e9, com os p\u00e9s afastados em aproximadamente 10cm, com os l\u00e1bios relaxados, olhando para um espelho oval localizado 1 metro \u00e0 sua frente e orientados para observar seus pr\u00f3prios olhos refletidos, mantendo as pupilas no centro ocular.<\/p>\n<p>Os pacientes classificados como Padr\u00e3o Face Longa<sup>7-11<\/sup> apresentavam-se nas fotografias frontal e lateral direita com excesso de exposi\u00e7\u00e3o dos dentes em repouso e de gengiva quando sorrindo, ter\u00e7o inferior da face aumentado em rela\u00e7\u00e3o ao ter\u00e7o m\u00e9dio, dificuldade de selamento labial, l\u00e1bio superior em repouso com apar\u00eancia\u00a0curta, l\u00e1bio inferior evertido, mand\u00edbula retrusa e linha queixo-pesco\u00e7o curta (Fig. 1, 2).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig011.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1328\" alt=\"Imagem_Fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig011.jpg\" width=\"800\" height=\"326\" \/><\/a>Os pacientes Padr\u00e3o I<sup>7-11,13<\/sup> eram identificados pela normalidade facial e caracterizavam-se pelas rela\u00e7\u00f5es sagitais e verticais esquel\u00e9ticas equilibradas nas avalia\u00e7\u00f5es de frente e de perfil. Em fotografia frontal, apresentavam simetria aparente, propor\u00e7\u00e3o entre os ter\u00e7os faciais, volume proporcional do vermelh\u00e3o dos l\u00e1bios e selamento labial passivo (Fig. 3). Na avalia\u00e7\u00e3o da fotografia lateral direita, esses pacientes apresentavam grau moderado de convexidade facial, linha queixo-pesco\u00e7o expressiva e paralela ao plano de Camper, e sulco mento labial esteticamente agrad\u00e1vel, constru\u00eddo com igual participa\u00e7\u00e3o do mento e do l\u00e1bio inferior (Fig.\u00a04).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig03041.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1329\" alt=\"Imagem_Fig03,04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Fig03041.jpg\" width=\"800\" height=\"321\" \/><\/a><\/p>\n<p>O nome completo do paciente, o sexo e a data de nascimento tamb\u00e9m foram obtidos das documenta\u00e7\u00f5es ortod\u00f4nticas. A data de nascimento possibilitou o c\u00e1lculo preciso das idades iniciais dos pacientes.<\/p>\n<p>Todos os pacientes que aceitaram participar da pesquisa preencheram uma ficha com seus dados, bem como assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), aprovado pelo comit\u00ea de \u00e9tica e pesquisa (CEP) do Centro Universit\u00e1rio do Maranh\u00e3o (UNICEUMA), protocolo n<sup>o<\/sup> 00469\/08, de acordo com as normas da resolu\u00e7\u00e3o CNS 196\/96.<\/p>\n<p><strong>Cefalometria<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o das fotografias das documenta\u00e7\u00f5es ortod\u00f4nticas para a sele\u00e7\u00e3o da amostra, o padr\u00e3o facial foi avaliado por meio de cefalometria, usando vari\u00e1veis que determinam o padr\u00e3o de crescimento facial: SN.GoGn, NS.Gn (Eixo Y) e AFAI (altura facial anterior inferior). Al\u00e9m dessas vari\u00e1veis, outras tamb\u00e9m foram analisadas, sendo dos componentes esquel\u00e9ticos (SNA, SNB e ANB), dos componentes dentoalveolares (1.1, 1.NA, 1-NA, 1.NB, 1-NB) e dos perfis \u00f3sseo e tegumentar (NAPog, \u00e2ngulo nasolabial, H-Nariz).<\/p>\n<p>As radiografias foram realizadas por meio de aparelho de raios\u00a0X panor\u00e2mico digital (Orthopantomograph OP100-D, Instrumentarium, Palodex group, Tuusula, Finl\u00e2ndia). Esse aparelho digital utilizou um sensor que enviava para a tela do computador as imagens capturadas na tomada radiogr\u00e1fica. Essas imagens foram salvas em CD e impressas em filmes por impressora a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/como-inserir-lasers-de-baixa-e-alta-potencia-na-rotina-clinica\/\">laser<\/a> (Kodak, Dryview 8150). As imagens radiogr\u00e1ficas digitais foram inseridas no programa Cef X (CDT Software, Dourados\/MT, vers\u00e3o 2.1.24) e os pontos de refer\u00eancia, linhas e planos foram demarcados.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico foi determinado quando o paciente exibiu, no m\u00ednimo, duas medidas alteradas. Considerou-se dolicofacial o paciente que exibiu SN.GoGn com valores<sup>19<\/sup> maiores que 34\u00b0, NS.Gn (eixo\u00a0Y) com valores<sup>19<\/sup> maiores que 69,5\u00b0 e AFAI (altura facial anterior inferior) com valores<sup>27<\/sup> maiores que 71mm; mesofacial o paciente que apresentou SN.GoGn com valores<sup>19<\/sup> no intervalo de 30 a 34\u00b0, NS.Gn com valores<sup>19<\/sup> entre 63,5 e 69,5\u00b0 e AFAI com valores<sup>27<\/sup> entre 63 e 71mm; e braquifacial o paciente que exibiu SN.GoGn com valores<sup>19<\/sup> menores que 30\u00b0, NS.Gn com valores<sup>19<\/sup> menores que 63,5\u00b0 e AFAI com valores<sup>27<\/sup> inferiores a 63mm.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica<\/strong><\/p>\n<p>Preencheu-se uma ficha cl\u00ednica para cada paciente, contendo dados obtidos na documenta\u00e7\u00e3o ortod\u00f4ntica e observa\u00e7\u00f5es como idade inicial, presen\u00e7a de mordida aberta e\/ou cruzada e classifica\u00e7\u00e3o da m\u00e1 oclus\u00e3o de Angle.<\/p>\n<p>Foram classificados como portadores de mordida cruzada posterior os pacientes que apresentavam rela\u00e7\u00e3o vestibulolingual anormal entre os dentes superiores e inferiores (de no m\u00ednimo tr\u00eas dentes) quando as arcadas dent\u00e1rias estavam em rela\u00e7\u00e3o c\u00eantrica, podendo ser uni ou bilaterais<sup>25<\/sup>. Tamb\u00e9m foram classificados portadores de mordida aberta anterior quando exibiram um trespasse vertical negativo entre as bordas dos dentes anterossuperiores e anteroinferiores, com medida maior que 1mm, obtida em r\u00e9gua milimetrada<sup>25<\/sup>.<\/p>\n<p>Durante a investiga\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria, observou-se a rela\u00e7\u00e3o sagital entre os primeirosmolares permanentes superior e inferior<sup>2<\/sup>. Os pacientes foram classificados portadores de Classe\u00a0I quando apresentaram uma rela\u00e7\u00e3o molar com a c\u00faspide mesiovestibular do primeiro molar superior permanente ocluindo no sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior permanente<sup>2<\/sup>; de Classe\u00a0II quando apresentaram o primeiro molar inferior permanente posicionado distalmente em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro molar superior permanente; e em Classe\u00a0III quando apresentaram os primeiros molares inferiores permanentes situados mesialmente aos primeiros molares superiores permanentes<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AN\u00c1LISE ESTAT\u00cdSTICA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Erro do m\u00e9todo<\/strong><\/p>\n<p>Para a determina\u00e7\u00e3o da confiabilidade dos resultados cefalom\u00e9tricos obtidos, selecionou-se aleatoriamente, ap\u00f3s um per\u00edodo de 15 dias, um conjunto de 20% das radiografias, as quais foram novamente digitalizadas e tiveram seus pontos demarcados pela mesma pesquisadora. Aplicou-se o teste t de Student dependente com o objetivo de avaliar o erro sistem\u00e1tico<sup>18<\/sup>. Para avalia\u00e7\u00e3o do erro casual, empregou-se a f\u00f3rmula de Dahlberg<sup>12<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Testes estat\u00edsticos<\/strong><\/p>\n<p>Utilizou-se a estat\u00edstica descritiva (m\u00e9dia e desvio-padr\u00e3o) para a idade inicial e para todas as grandezas cefalom\u00e9tricas utilizadas.<\/p>\n<p>Aplicou-se o teste t independente para verificar a compatibilidade entre as idades iniciais dos grupos estudados e para comparar as vari\u00e1veis cefalom\u00e9tricas entre os grupos.<\/p>\n<p>Utilizou-se o teste c<sup>2<\/sup> para avaliar a compatibilidade dos grupos quanto \u00e0 propor\u00e7\u00e3o entre sexos, para verificar a associa\u00e7\u00e3o entre o padr\u00e3o facial subjetivo e o padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico, tamb\u00e9m para avaliar a associa\u00e7\u00e3o do Padr\u00e3o Face Longa e as caracter\u00edsticas intrabucais (mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior e m\u00e1 oclus\u00e3o de Angle).<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos testes, determinou-se as preval\u00eancias dos padr\u00f5es faciais cefalom\u00e9tricos, mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior e o tipo de m\u00e1 oclus\u00e3o de Angle em rela\u00e7\u00e3o ao padr\u00e3o facial subjetivo.<\/p>\n<p>Consideraram-se estatisticamente significativos os resultados p\u00a0&lt;\u00a00,05.<\/p>\n<p>Os testes foram aplicados por meio do programa de estat\u00edstica BioEstat 5.0 (AYRES, Sociedade Civil Mamirau\u00e1, Bel\u00e9m\/PA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESULTADOS<\/strong><\/p>\n<p>A amostra foi composta das fotografias e telerradiografias de 60 pacientes, divididos em dois grupos de acordo com o padr\u00e3o facial (Tab. 1).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela011.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1330\" alt=\"Imagem_Tabela01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela011.jpg\" width=\"400\" height=\"228\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao erro do m\u00e9todo, para as vari\u00e1veis cefalom\u00e9tricas n\u00e3o foi detectado nenhum erro casual e apenas um erro sistem\u00e1tico. Para a vari\u00e1vel NS.Gn encontrou-se, na primeira medi\u00e7\u00e3o, um valor m\u00e9dio de 72,62\u00b0,e para a segunda medi\u00e7\u00e3o um valor m\u00e9dio de 73,97\u00b0. Considerando que ocorreu apenas um erro sistem\u00e1tico (7,15%), com varia\u00e7\u00e3o de 1,35\u00b0 entre as medi\u00e7\u00f5es, e nenhum erro casual, os resultados obtidos podem ser considerados confi\u00e1veis.<\/p>\n<p>Os grupos apresentaram-se compat\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o entre os sexos (Tab. 2, 3).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vari\u00e1veis cefalom\u00e9tricas, os grupos estudados apresentaram diferen\u00e7as estatisticamente significativas em NS.GoGn, NS.Gn, AFAI, ANB, 1.1, 1-NA, 1.NB, 1-NB, NA.Pog (Tab.\u00a02).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela021.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1331\" alt=\"Imagem_Tabela02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela021.jpg\" width=\"400\" height=\"559\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Padr\u00e3o Face Longa apresentou-se associado ao padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico dolicofacial, e o Padr\u00e3o I mostrou-se associado ao padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico mesofacial (Tab.\u00a03).<\/p>\n<p>Os pacientes Padr\u00e3o Face Longa foram associados \u00e0 mordida cruzada posterior, \u00e0 mordida aberta anterior e \u00e0 m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0II de Angle (Tab.\u00a03).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela031.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1332\" alt=\"Imagem_Tabela03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela031.jpg\" width=\"400\" height=\"496\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela031.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela031-241x300.jpg 241w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Entre os pacientes Padr\u00e3o Face Longa, 93,3% eram dolicofaciais, 43,3% apresentavam mordida cruzada posterior, 16,6% apresentavam mordida aberta anterior, e 60% m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe II de Angle (Tab.\u00a04).<\/p>\n<p>J\u00e1 no grupo dos pacientes com Padr\u00e3o I, 83,3% eram pacientes mesofaciais, 13,3% apresentavam mordida cruzada posterior, 70% apresentavam m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe I de Angle, e 30% apresentavam m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe II de Angle. Entretanto, nenhum paciente Padr\u00e3o\u00a0I apresentou mordida aberta anterior (Tab.\u00a04).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1333\" alt=\"Imagem_Tabela04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04.jpg\" width=\"400\" height=\"402\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04-150x150.jpg 150w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04-298x300.jpg 298w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04-32x32.jpg 32w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04-64x64.jpg 64w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04-96x96.jpg 96w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/Imagem_Tabela04-128x128.jpg 128w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><strong>DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise facial subjetiva representa uma importante ferramenta de diagn\u00f3stico ortod\u00f4ntico<sup>13<\/sup>, que pode ser utilizada facilmente para identifica\u00e7\u00e3o dos pacientes Padr\u00e3o Face Longa. Esses pacientes normalmente apresentam v\u00e1rios problemas oclusais que podem estar associados a esse padr\u00e3o de crescimento facial, tais como mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior e m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe II. Muitas vezes, quando o problema de crescimento vertical \u00e9 identificado pela face, esse \u00e9 confirmado por meios cefalom\u00e9tricos; entretanto, quando o problema tem diagn\u00f3stico inicial por meio cefalom\u00e9trico, esse n\u00e3o obrigatoriamente \u00e9 confirmado na face, ou seja, a an\u00e1lise facial possibilita um diagn\u00f3stico mais acurado do Padr\u00e3o Face Longa.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o cefalom\u00e9trica os grupos apresentaram diferen\u00e7as significativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vari\u00e1veis SN.GoGn, NS.Gn, AFAI, ANB, 1.1, 1-NA, 1.NB, 1-NB e NA.Pog. Os pacientes Padr\u00e3o Face Longa apresentaram aumento dos \u00e2ngulos SN.GoGn\u00a0(41,80\u00a0\u00b1\u00a06,78), NS.Gn\u00a0(70,90\u00a0\u00b1\u00a04,64), indicando padr\u00e3o de crescimento vertical; NA.Pog (9,14\u00a0\u00b1\u00a04,91), demonstrando aumento da convexidade do perfil \u00f3sseo; ANB (4,85\u00a0\u00b1\u00a02,22), evidenciando o aumento no grau de discrep\u00e2ncia sagital entre a maxila e a mand\u00edbula e 1.NB (31,80\u00a0\u00b1\u00a07,39), indicando vestibulariza\u00e7\u00e3o dos incisivos inferiores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 base \u00f3ssea. As medidas lineares 1-NA (26,27\u00a0\u00b1\u00a010,24), 1-NB (8,32\u00a0\u00b1\u00a02,87) e AFAI\u00a0(77,49\u00a0\u00b1\u00a08,88) tamb\u00e9m apresentaram-se aumentadas, indicando protrus\u00e3o dos incisivos superiores e inferiores e aumento do ter\u00e7o inferior da face. J\u00e1 a medida 1.1, que tamb\u00e9m apresentou-se com diferen\u00e7a significativa entre os grupos, revelou-se com valor diminu\u00eddo para os pacientes com Padr\u00e3o Face Longa, fator indicativo de retrus\u00e3o maxilomandibular.<\/p>\n<p>Cardoso et al.<sup>11 <\/sup>tamb\u00e9m encontraram diferen\u00e7as significativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vari\u00e1veis ANB, AFAI, SN.GoGn e NA.Pog quando compararam as caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas do Padr\u00e3o Face Longa e do Padr\u00e3o\u00a0I<sup>11<\/sup>. Observaram que os indiv\u00edduos Padr\u00e3o Face Longa apresentavam aumento das medidas cefalom\u00e9tricas localizadas abaixo do plano palatino<sup>11<\/sup>.<\/p>\n<p>Capelozza Filho et al.<sup>8<\/sup>, ao avaliar as caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas do Padr\u00e3o Face Longa, n\u00e3o observaram diferen\u00e7as significativas em rela\u00e7\u00e3o ao dimorfismo sexual e demonstraram que os pacientes masculinos Padr\u00e3o Face Longa, quando comparados aos pacientes Padr\u00e3o I, apresentaram disparidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s grandezas relacionadas \u00e0 altura facial, ao padr\u00e3o de crescimento e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sagital.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o maxilomandibular, baseada no valor do \u00e2ngulo ANB, mostrou-se maior tamb\u00e9m nos indiv\u00edduos Padr\u00e3o Face Longa avaliados por Capelozza Filho et al.<sup>8,9<\/sup>, demonstrando a tend\u00eancia \u00e0 m\u00e1 oclus\u00e3o Classe II que os portadores dessa deformidade apresentam.<\/p>\n<p>Os valores da altura facial anterior e inferior foram maiores para o grupo Padr\u00e3o Face Longa, com signific\u00e2ncia estat\u00edstica, o que tamb\u00e9m foi observado nos estudos realizados por Cardoso et al.<sup>10<\/sup> e por Capelozza Filho et al.<sup>8<\/sup> Esse resultado tamb\u00e9m era esperado, haja vista que o aumento da altura facial anteroinferior constitui a ess\u00eancia da doen\u00e7a estudada, sendo frequentemente constatada na literatura.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao plano mandibular (SNGoGn), os valores m\u00e9dios desse \u00e2ngulo para os indiv\u00edduos Padr\u00e3o Face Longa foram pr\u00f3ximos aos valores m\u00e1ximos dos\u00a0indiv\u00edduos Padr\u00e3o\u00a0I. Isso implica na necessidade de associa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas para defini\u00e7\u00e3o do Padr\u00e3o Face Longa. Valores acima de 37\u00b0 para o \u00e2ngulo do plano mandibular foram relatados na literatura<sup>4,14,15,16,20,28,29<\/sup> como par\u00e2metro para definir indiv\u00edduos Padr\u00e3o Face Longa. Embora os valores encontrados nos estudos realizados por Capelozza Filho et al.<sup>8<\/sup> e por Cardoso et al.<sup>10<\/sup> superem esse valor, esses n\u00e3o podem ser utilizados isoladamente. Na verdade, a doen\u00e7a consiste em um desequil\u00edbrio entre os componentes verticais, portanto, um \u00fanico par\u00e2metro n\u00e3o deve ser adotado. \u00c9 por isso que no presente estudo associamos ao plano mandibular (SN.GoGn) a medida do eixo Y de crescimento (Ns.Gn) e a medida da altura facial anteroinferior para determina\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico.<\/p>\n<p>A retrus\u00e3o mandibular foi enfatizada com a avalia\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo NAP, que foi significativamente diferente entre os grupos Padr\u00e3o Face Longa e Padr\u00e3o I \u2014 tamb\u00e9m no estudo de Cardoso et al.<sup>10 \u2014<\/sup>, mostrando maior retrognatismo mandibular e convexidade do perfil \u00f3sseo nos pacientes Padr\u00e3o Face Longa.<\/p>\n<p>Quanto ao padr\u00e3o de crescimento cefalom\u00e9trico, obteve-se 93,3% de pacientes dolicofaciais no grupo\u00a01 (Padr\u00e3o Face Longa) e 83,3% de mesofaciais no grupo\u00a02 (Padr\u00e3o I). O teste c<sup>2<\/sup> demonstrou presen\u00e7a de associa\u00e7\u00e3o entre o padr\u00e3o facial subjetivo e o padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico, o que permite inferir que os padr\u00f5es faciais estudados, classificados pela an\u00e1lise subjetiva, apresentam-se associados \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o cefalom\u00e9trica do padr\u00e3o facial, viabilizando o m\u00e9todo empregado para identifica\u00e7\u00e3o dos pacientes pela an\u00e1lise facial subjetiva. Al\u00e9m disso, permite a compara\u00e7\u00e3o dos resultados desse estudo com os de outros trabalhos existentes na literatura.<\/p>\n<p>Os pacientes do grupo\u00a01 apresentaram uma preval\u00eancia de 43,3% de mordida cruzada posterior, e os pacientes do grupo\u00a02 apresentaram 13,3% de mordida cruzada posterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao teste c<sup>2<\/sup>, observou-se associa\u00e7\u00e3o entre padr\u00e3o facial e mordida cruzada posterior. A preval\u00eancia de mordida cruzada posterior em pacientes Padr\u00e3o Face Longa encontra-se de acordo com a observada em um estudo realizado por Cardoso et al.<sup>10<\/sup>, em que os autores demonstraram uma preval\u00eancia de 34,2% dessa m\u00e1 oclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de mordida aberta anterior, os pacientes do grupo\u00a01 apresentaram uma preval\u00eancia de 16,6%. J\u00e1 no grupo 2, nenhum paciente apresentou mordida aberta anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao teste c<sup>2<\/sup>, observou-se associa\u00e7\u00e3o entre o Padr\u00e3o Face Longa e a presen\u00e7a de mordida aberta anterior.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de Angle, dos pacientes do grupo 1, 36,6% apresentaram Classe\u00a0I; 60% Classe\u00a0II e 3,33% Classe\u00a0III; j\u00e1 dos pacientes do grupo\u00a02, 70% apresentaram Classe\u00a0I e 30% Classe\u00a0II. Como resultado do teste c<sup>2<\/sup> encontrou-se associa\u00e7\u00e3o entre o padr\u00e3o facial e a classifica\u00e7\u00e3o de Angle. Os pacientes do grupo 1 apresentaram-se associados \u00e0 m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0II e os pacientes do grupo 2 apresentaram-se associados \u00e0 m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0I. Esse resultado corrobora o estudo realizado por Cardoso et al.<sup>10<\/sup>, no qual encontraram em pacientes Padr\u00e3o Face Longa as seguintes preval\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e1s oclus\u00f5es de Angle: Classe\u00a0I em 13,2% , Classe\u00a0II em 71% e Classe\u00a0III em 15,8%. Provavelmente o Padr\u00e3o Face Longa esteja associado \u00e0 m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0II, pois esses pacientes apresentam uma rota\u00e7\u00e3o mandibular no sentido hor\u00e1rio, o que facilita uma rela\u00e7\u00e3o sagital de Classe\u00a0II.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>O Padr\u00e3o Face Longa apresentou-se associado \u00e0 m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0II de Angle, \u00e0 presen\u00e7a de mordida cruzada posterior e \u00e0 mordida aberta anterior. O padr\u00e3o facial subjetivo de face longa apresentou-se associado ao padr\u00e3o facial cefalom\u00e9trico dolicofacial.<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo:<\/b> Oliveira EGS, Pinzan-Vercelino CRM. Comparative evaluation of cephalometric and occlusal characteristics between the Long Face Pattern and Pattern I. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):86-93.<\/p>\n<p><b>Enviado em<\/b><b>:<\/b> 22 de janeiro de 2010 &#8211; <b>Revisado e aceito<\/b><b>:<\/b> 29 de dezembro de 2010<\/p>\n<p>\u00bb Os pacientes que aparecem no presente artigo autorizaram previamente a publica\u00e7\u00e3o de suas fotografias faciais e intrabucais.<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/b> Elisa Gurgel Simas de Oliveira<\/p>\n<p>Av. Dom Lu\u00eds, 906\/405 \u2013 Bairro Meireles<\/p>\n<p>CEP: 60.160-230 \u2013 Fortaleza\/CE \u2013 E-mail: elisasimas@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo: comparar caracter\u00edsticas cefalom\u00e9tricas e intrabucais entre pacientes Padr\u00e3o Face Longa e Padr\u00e3o I, al\u00e9m de avaliar as associa\u00e7\u00f5es entre os padr\u00f5es faciais subjetivos, os padr\u00f5es faciais cefalom\u00e9tricos e as caracter\u00edsticas intrabucais. 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