{"id":1270,"date":"2013-09-19T11:48:09","date_gmt":"2013-09-19T14:48:09","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1270"},"modified":"2013-09-19T11:48:09","modified_gmt":"2013-09-19T14:48:09","slug":"precisao-de-medicoes-lineares-em-tomografias-computadorizadas-por-feixe-conico-e-helicoidal-realizadas-em-mandibulas-humanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/precisao-de-medicoes-lineares-em-tomografias-computadorizadas-por-feixe-conico-e-helicoidal-realizadas-em-mandibulas-humanas\/","title":{"rendered":"Precis\u00e3o de medi\u00e7\u00f5es lineares em tomografias computadorizadas por feixe c\u00f4nico e helicoidal, realizadas em mand\u00edbulas humanas"},"content":{"rendered":"<p><b>Resumo<\/b><\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o: a obten\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de imagem capazes de reproduzir com adequada precis\u00e3o as dimens\u00f5es maxilomandibulares \u00e9 de vital import\u00e2ncia para o diagn\u00f3stico e o planejamento seguro de procedimentos cir\u00fargicos. Objetivo: verificar, in vitro, a precis\u00e3o de medi\u00e7\u00f5es lineares de um exame de tomografia computadorizada helicoidal e de dois sistemas de tomografia computadorizada por feixe c\u00f4nico. M\u00e9todo: dez mand\u00edbulas humanas secas foram submetidas a tr\u00eas diferentes exames de tomografia: CBCT i-CAT, CBCT NewTom 3G e HCT helicoidal Picker CT Twin Flash. As medi\u00e7\u00f5es realizadas diretamente na mand\u00edbula foram feitas com um paqu\u00edmetro <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-alinhadores-e-ortodontia-digital-2\/\">digital<\/a>, e as tomogr\u00e1ficas por meio do software ImplantViewer 2.604. Foram mensuradas seis regi\u00f5es de cada mand\u00edbula seca, sendo agrupadas em duas regi\u00f5es de primeiro molar inferior (S\u00edtio PMI), duas regi\u00f5es de primeiro pr\u00e9-molar inferior (S\u00edtio PPMI) e em duas regi\u00f5es de incisivo lateral inferior (S\u00edtio ILI). Resultados: nos s\u00edtios ILI e PPMI, as tr\u00eas tomografias estudadas demonstraram precis\u00e3o semelhante entre si. No s\u00edtio PMI, a CBCT i-CAT mostrou-se mais precisa que as dos demais sistemas. Conclus\u00e3o: pode-se concluir que nos s\u00edtios ILI e PPMI as tr\u00eas TCs estudadas apresentam limites de concord\u00e2ncia e de precis\u00e3o semelhantes, e que no s\u00edtio PMI a CBCT i-CAT apresentou um limite de concord\u00e2ncia de menor amplitude, sendo mais precisa que a dos demais exames.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b><b> <\/b>Tomografia computadorizada espiral. Tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico. Implantes dent\u00e1rios. Imagem tridimensional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>As tomografias computadorizadas (TCs) permitem a reconstru\u00e7\u00e3o volum\u00e9trica e a manipula\u00e7\u00e3o \u2014\u00a0com fidelidade e em escala real\u00a0\u2014 das imagens por meio de softwares<sup>1,2,3<\/sup>.<\/p>\n<p>As TC podem ser divididas, basicamente, em duas categorias: a tomografia computadorizada helicoidal (TCH) e a tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico (TCFC)<sup>4<\/sup>.<\/p>\n<p>Na TCH, as imagens digitais s\u00e3o obtidas por meio de cortes seccionais da regi\u00e3o de interesse, e os dados obtidos s\u00e3o reformatados e reconstru\u00eddos em imagens bi- e tridimensionais. A TCH permite reconstru\u00e7\u00f5es de imagens em propor\u00e7\u00f5es reais, com fidelidade e resolu\u00e7\u00e3o excelentes devido \u00e0 possibilidade de cortes de at\u00e9 0,5mm de espessura<sup>1-4<\/sup>.<\/p>\n<p>Nos aparelhos de TCH dotados de multidetectores (<i>multislice<\/i>), a emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o \u00e9 muito menor que a dos tom\u00f3grafos de apenas um detector (<i>single slice<\/i>), sendo reduzido tamb\u00e9m o tempo para aquisi\u00e7\u00e3o dos dados<sup>3,5,6<\/sup>.<\/p>\n<p>A TCFC, diferentemente da TCH, que adquire os dados por fatias, baseia-se na emiss\u00e3o de um feixe c\u00f4nico de raios X em um \u00fanico giro de 360\u00b0 em torno da cabe\u00e7a do paciente, quanto todo o volume das estruturas \u00e9 obtido. Ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o dos dados, as imagens s\u00e3o reconstru\u00eddas volumetricamente, bidimensionalmente e tridimensionalmente pelo\u00a0software. Os idealizadores afirmavam tamb\u00e9m que as doses de radia\u00e7\u00e3o efetiva seriam mais baixas que na TCH<sup>2,7,8<\/sup>.<\/p>\n<p>Por existir, basicamente, dois tipos de TCs, e ambas com indica\u00e7\u00e3o para diagn\u00f3stico e planejamento nas \u00e1reas m\u00e9dicas e odontol\u00f3gicas, justifica-se a avalia\u00e7\u00e3o de ambos os m\u00e9todos, comparando-os \u00e0s medi\u00e7\u00f5es reais realizadas em mand\u00edbulas humanas. Assim, o objetivo do presente trabalho <i>in vitro<\/i> foi avaliar a precis\u00e3o de medi\u00e7\u00f5es lineares de um exame de TCH e de dois sistemas de TCFC, confrontando esses dados com os valores obtidos nos exames f\u00edsicos, realizados em dez mand\u00edbulas humanas secas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Material e M\u00e9todos<\/b><\/p>\n<p>Foram confeccionadas guias tomogr\u00e1ficas em <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-resina-compostas\/\">resina<\/a> acr\u00edlica autopolimeriz\u00e1vel e, tamb\u00e9m, <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a> de estoque, imitando uma pr\u00f3tese parcial remov\u00edvel ou uma pr\u00f3tese total para cada mand\u00edbula, dependendo da presen\u00e7a ou n\u00e3o de elementos dent\u00e1rios. Como crit\u00e9rio de exclus\u00e3o, estabeleceu-se que as mand\u00edbulas n\u00e3o pudessem apresentar dentes nas regi\u00f5es referentes aos elementos pares. Ap\u00f3s a montagem de dentes em roletes de cera confeccionados com cera dent\u00e1ria rosa, os dentes de estoque correspondentes aos elementos pares foram todos removidos, simulando sua aus\u00eancia (Fig.\u00a01).<\/p>\n<p>Na por\u00e7\u00e3o cervical de cada espa\u00e7o ed\u00eantulo, foram posicionadas esferas de a\u00e7o, utilizadas como refer\u00eancias para a realiza\u00e7\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es tanto nas tomografias quanto nas medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas realizadas diretamente nas mand\u00edbulas. As esferas de a\u00e7o foram posicionadas nas regi\u00f5es dos elementos pares (46, 44, 42, 32, 34 e 36), em cada uma das dez mand\u00edbulas (Fig.\u00a02).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig01-2-31.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1413\" alt=\"v07_n02_99_fig01-2-3\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig01-2-31.jpg\" width=\"800\" height=\"250\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o posicionamento das esferas de a\u00e7o, as guias foram acrilizadas (Fig.\u00a03). Foi utilizada uma fita adesiva para a correta fixa\u00e7\u00e3o durante a realiza\u00e7\u00e3o dos exames, sendo realizada em tr\u00eas pontos, nas regi\u00f5es dos elementos 36\/37, 31\/32 e 46\/47.<\/p>\n<p>As mand\u00edbulas foram submetidas a diferentes exames de TC: TCFC i-CAT (Kavo, Imaging Science, EUA), CTCB NewTom 3G (QR S.r.l., It\u00e1lia) e TCH Picker CT Twin Flash (Elscint, Israel), sem inclina\u00e7\u00e3o do <i>gantry<\/i>. Para o correto posicionamento da mand\u00edbula em rela\u00e7\u00e3o ao <i>gantry<\/i>, nas tomografias NewTom 3G e Picker CT Twin Flash, as mand\u00edbulas foram apoiadas em uma base de cera dent\u00e1ria rosa (Fig.\u00a04). Na TCFC i-CAT foi utilizada a base para calibra\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio aparelho (Fig.\u00a05). As imagens, gravadas em padr\u00e3o DICOM, foram convertidas e manipuladas no software de tratamento de imagem ImplantViewer 2.604 (Anne Solutions, Brasil).<\/p>\n<p>As medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, realizadas diretamente na mand\u00edbula, foram feitas com o aux\u00edlio de um paqu\u00edmetro digital de precis\u00e3o de 0,01mm (Lee Tools, China) por um \u00fanico observador, seguindo os seguintes par\u00e2metros: medi\u00e7\u00e3o da altura \u00f3ssea na regi\u00e3o referente a cada esfera de a\u00e7o, do topo da crista \u00f3ssea alveolar \u00e0 cortical inferior do osso basal (Fig.\u00a06). As medi\u00e7\u00f5es nas TC foram realizadas diretamente no computador por meio do software ImplantViewer, por um \u00fanico observador, seguindo os seguintes par\u00e2metros: medi\u00e7\u00e3o da altura \u00f3ssea no corte tomogr\u00e1fico referente ao posicionamento de cada esfera de a\u00e7o, do topo da crista \u00f3ssea \u00e0 cortical inferior do osso basal (Fig.\u00a07).<\/p>\n<p>Foi utilizado apenas um software (ImplantViewer 2.604), com o intuito de eliminar qualquer discrep\u00e2ncia que pudesse haver entre diferentes softwares de manipula\u00e7\u00e3o de imagens.<\/p>\n<p>Todas as medi\u00e7\u00f5es foram realizadas duas vezes, por um \u00fanico observador, com intervalo de 7 dias.<\/p>\n<p>Foi avaliada a media linear da altura \u00f3ssea, na regi\u00e3o referente a cada esfera de a\u00e7o, do topo da crista \u00f3ssea \u00e0 cortical inferior da mand\u00edbula. Foram mensuradas seis regi\u00f5es de cada mand\u00edbula seca, sendo duas regi\u00f5es de primeiro molar inferior (direita e esquerda; &#8220;PMI&#8221;), duas regi\u00f5es de primeiro pr\u00e9-molar inferior (direita e esquerda; &#8220;PPMI&#8221;), e duas regi\u00f5es de incisivo lateral inferior (direita e esquerda; &#8220;ILI&#8221;). Cada regi\u00e3o foi mensurada duas vezes pelo mesmo observador. Foram utilizadas dez mand\u00edbulas secas, e cada protocolo de medi\u00e7\u00e3o repetido 4 vezes, em fun\u00e7\u00e3o de cada t\u00e9cnica: medi\u00e7\u00e3o f\u00edsica (paqu\u00edmetro), TCH, TCFC i-CAT e TCFC NewTom.<\/p>\n<p>Assim, o total de 6 regi\u00f5es \u00e9 constitu\u00eddo por tr\u00eas s\u00edtios, sendo realizadas as medi\u00e7\u00f5es duas vezes por regi\u00e3o, em 10 mand\u00edbulas humanas secas, nas quatro t\u00e9cnicas. Isso totalizou 480 medi\u00e7\u00f5es. A unidade experimental utilizada foi o mil\u00edmetro (mm).<\/p>\n<p>Na \u00e1rea cl\u00ednica, muitas vezes se deseja medir \u201cquantidades\u201d (vari\u00e1veis) no organismo vivo, como press\u00e3o arterial, dimens\u00f5es \u00f3sseas, etc. Essas vari\u00e1veis podem ser extremamente dif\u00edceis \u2014\u00a0ou imposs\u00edveis\u00a0\u2014 de se medir diretamente, sem efeitos adversos sobre o paciente; assim, seus valores verdadeiros permanecem desconhecidos<sup>9,10,11<\/sup>.<\/p>\n<p>Em vez disso, com a ci\u00eancia n\u00f3s temos m\u00e9todos indiretos de medi\u00e7\u00e3o. Quando um novo m\u00e9todo \u00e9 proposto, podemos avaliar seu valor comparando apenas com outras t\u00e9cnicas j\u00e1 estabelecidas, n\u00e3o com a quantidade \u201creal\u201d que est\u00e1 sendo mensurada. N\u00f3s n\u00e3o podemos estar certos de que o m\u00e9todo faz uma medi\u00e7\u00e3o inequivocamente correta, por isso tentamos avaliar o grau de concord\u00e2ncia (\u201cagreement\u201d) entre os m\u00e9todos<sup>9,10,11<\/sup>.<\/p>\n<p>O que importa \u00e9 o valor pelo qual os m\u00e9todos discordam (falta de precis\u00e3o). Queremos saber o quanto o novo m\u00e9todo difere dos m\u00e9todos mais antigos ou de refer\u00eancia, para que (se isso n\u00e3o for suficiente para causar problemas na interpreta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica) possamos substituir o m\u00e9todo antigo pelo novo, ou at\u00e9 mesmo usar os dois alternadamente<sup>9,10,11<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig04-51.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1414\" alt=\"v07_n02_99_fig04-5\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig04-51.jpg\" width=\"800\" height=\"284\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig06-71.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1415\" alt=\"v07_n02_99_fig06-7\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig06-71.jpg\" width=\"800\" height=\"273\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foram adotados limites de concord\u00e2ncia de 95% entre os m\u00e9todos de imagens e o m\u00e9todo f\u00edsico. Os limites de concord\u00e2ncia estabeleceram os par\u00e2metros dentro dos quais podem se localizar 95% das diferen\u00e7as entre o m\u00e9todo de imagem em quest\u00e3o e o de refer\u00eancia \u2014 para quaisquer medi\u00e7\u00f5es futuras, dentro das condi\u00e7\u00f5es experimentais utilizadas. A ideia de precis\u00e3o entre os m\u00e9todos est\u00e1 na an\u00e1lise da amplitude desses limites, de forma que quanto menor a amplitude dos limites, maior a concord\u00e2ncia e a precis\u00e3o entre um dado m\u00e9todo de imagem e o m\u00e9todo de refer\u00eancia. O ponto fundamental sobre se um dado m\u00e9todo de fato \u201cconcorda\u201d ou apresenta maior precis\u00e3o que o m\u00e9todo de refer\u00eancia deve ser baseado na situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, \u00e0 qual tal m\u00e9todo ser\u00e1 aplicado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Resultados<\/b><\/p>\n<p>Limites de concord\u00e2ncia para o s\u00edtio PMI<\/p>\n<p>Os limites de concord\u00e2ncia de 95% apontam que a TCH pode ser estimada entre 2,75mm acima e 1,08mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico. A TCFC i-CAT pode ser estimada entre 0,40mm acima e 0,90mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico. Por fim, a TCFC NewTom pode ser estimada entre 0,50mm acima e 1,40mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico (Fig.\u00a08).<\/p>\n<p>Na Figura\u00a08 observa-se, comparativamente, para o s\u00edtio PMI, que o limite de concord\u00e2ncia mais amplo e menos preciso envolve a TC helicoidal, ao passo que o limite mais curto e mais preciso envolve a TC de feixes c\u00f4nicos i-CAT. Observa-se, tamb\u00e9m, a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do bias, que \u00e9 a dist\u00e2ncia apontada pelas setas, entre a m\u00e9dia das diferen\u00e7as de cada m\u00e9todo e o zero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Limites de concord\u00e2ncia para o s\u00edtio PPMI<\/strong><\/p>\n<p>Os limites de concord\u00e2ncia de 95% apontam que a TCH pode ser estimada entre 1,73mm acima e 1,55mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico. A TCFC i-CAT pode ser estimada entre 0,62mm acima e 1,99mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico. J\u00e1 a TCFC NewTom pode ser estimada entre 0,63mm acima e 2,59mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico (Fig.\u00a09).<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o, na Figura\u00a09 observa-se para o s\u00edtio PPMI que os limites de concord\u00e2ncia para os tr\u00eas m\u00e9todos s\u00e3o graficamente bem pr\u00f3ximos. Os m\u00e9todos helicoidal e NewTom apresentam limites de concord\u00e2ncia semelhantes, e um pouco mais amplos que o m\u00e9todo i-CAT. Observa-se, tamb\u00e9m, a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do bias, que \u00e9 a dist\u00e2ncia apontada pelas setas, entre a m\u00e9dia das diferen\u00e7as de cada m\u00e9todo e zero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Limites de concord\u00e2ncia para o s\u00edtio ILI<\/strong><\/p>\n<p>Os limites de concord\u00e2ncia de 95% apontam que a TCH pode ser estimada entre 0,70mm acima e 1,24mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico. A TCFC i-CAT pode ser estimada entre 0,88mm acima e 1,64mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico. Por fim, a TCFC NewTom pode ser estimada entre 0,59mm acima e 2,16mm abaixo do m\u00e9todo f\u00edsico (Fig.\u00a010).<\/p>\n<p>Comparativamente, na Figura\u00a010 observa-se para o s\u00edtio ILI que a TCH apresenta limites de concord\u00e2ncia menores que TCFC i-CAT e NewTom; no entanto, apresentam limites de concord\u00e2ncia semelhantes entre si. Observa-se, tamb\u00e9m, a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do bias, que \u00e9 a dist\u00e2ncia apontada pelas setas, entre a m\u00e9dia das diferen\u00e7as de cada m\u00e9todo e zero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1424\" alt=\"v07_n02_99_fig08\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig08.jpg\" width=\"300\" height=\"239\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig091.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1425\" alt=\"v07_n02_99_fig09\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig091.jpg\" width=\"300\" height=\"250\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig010.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1419\" alt=\"v07_n02_99_fig010\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/v07_n02_99_fig010.jpg\" width=\"300\" height=\"252\" \/><\/a><\/p>\n<p><b>Discuss\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A TCH apresenta vantagens por ser um exame com excelente fidelidade, boa resolu\u00e7\u00e3o, visualiza\u00e7\u00e3o de tecidos moles e possibilidade de avaliar os tecidos duros nos tr\u00eas planos<sup>1,2,5,6,8<\/sup>.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos de imagem capazes de obter e reproduzir com adequada precis\u00e3o as dimens\u00f5es maxilomandibulares s\u00e3o de vital import\u00e2ncia para o diagn\u00f3stico e planejamento em procedimentos cir\u00fargicos, tais como os recorrentes na Implantologia<sup>9,10<\/sup>. Em vista dos riscos em se realizar procedimentos inerentes \u00e0 <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-implantodontia-2\/\">Implantodontia<\/a> sem a utiliza\u00e7\u00e3o de exames mais profundos, as TCs se tornaram uma valiosa ferramenta no planejamento de procedimentos cir\u00fargicos<sup>4,12-16<\/sup>.<\/p>\n<p>Apesar da alta dose de radia\u00e7\u00e3o das TCH, essa \u00e9 muito usada para as cirurgias implantol\u00f3gicas, tamb\u00e9m muito utilizada em planejamentos de cirurgias de reconstru\u00e7\u00e3o maxilomandibulares e em cirurgias bucomaxilofaciais<sup>13,17<\/sup>.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o dos tecidos moles \u00e9 mais n\u00edtida na TCH; por\u00e9m, a qualidade das imagens dos tecidos duros \u00e9 melhor na TCFC, pois os voxels \u2014\u00a0que s\u00e3o as estruturas de menor tamanho das imagens\u00a0\u2014 s\u00e3o anisotr\u00f3picos na TCH (cubos retangulares), com a profundidade maior que sua altura e espessura; e s\u00e3o isotr\u00f3picos na TCFC, iguais nas tr\u00eas dimens\u00f5es. Outra diferen\u00e7a entre os voxels \u00e9 que na TCH a superf\u00edcie do voxel pode chegar a 0,625mm<sup>2<\/sup>, enquanto na TCFC pode chegar a 0,125mm c\u00fabicos<sup>1,4,18,19<\/sup>.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 fidelidade das imagens, a literatura<sup>19-24<\/sup> mostra que a acur\u00e1cia dos dois exames \u00e9 muito parecida, sendo a TCH citada por alguns autores<sup>19,24<\/sup> como levemente mais fiel que a TCFC, contrastando com os resultados da presente pesquisa, que demonstraram a maior precis\u00e3o da TCFC i-CAT e a menor da TCFC NewTom, deixando a TCH em posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria. Todavia, os tr\u00eas tipos de exame possuem boa precis\u00e3o em medi\u00e7\u00f5es lineares<sup>19-24<\/sup>.<\/p>\n<p>Concordando com os resultados de Ludlow et al.<sup>25<\/sup>, em um intervalo de at\u00e9 2mm de diferen\u00e7a entre as medidas obtidas, observou-se, para a TCFC NewTom, uma porcentagem de 94,16% de concord\u00e2ncia; e em um intervalo de at\u00e9 1mm de diferen\u00e7a entre as medidas obtidas, observou-se a concord\u00e2ncia de 71,66%. Para a TCFC do sistema i-CAT, foi observada uma porcentagem de 97,48% de concord\u00e2ncia em um intervalo de at\u00e9 2mm; e em um intervalo de at\u00e9 1mm de diferen\u00e7a entre as medidas obtidas, a concord\u00e2ncia foi de 82,49%.<\/p>\n<p>As medi\u00e7\u00f5es virtuais realizadas em exames com a tecnologia de feixe c\u00f4nico eram constantemente menores que as medi\u00e7\u00f5es realizadas com paqu\u00edmetro, tanto na TCFC NewTom \u2014\u00a0que teve 83,33% das medi\u00e7\u00f5es virtuais menores que as medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas\u00a0\u2014 quanto na TCFC i-CAT \u2014\u00a0que teve 75,85% das medi\u00e7\u00f5es virtuais menores que as medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas\u00a0\u2014, o que concorda com o relatado por Lascala et al.<sup>26<\/sup> No caso da TCH, encontramos uma porcentagem de medi\u00e7\u00f5es virtuais menores que as medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas em 42,5% das oportunidades.<\/p>\n<p>Na TCH, apesar de os resultados mostrarem uma proximidade na concord\u00e2ncia dentro dos intervalos de at\u00e9 1 e 2mm, com a TCFC i-CAT as diferen\u00e7as se mostraram maiores que as medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas em 56,66% das oportunidades, sendo que a m\u00e9dia desses desvios foi de 0,82mm, com a maior diferen\u00e7a sendo de 3,66mm.<\/p>\n<p>Levando em conta os limites de concord\u00e2ncia realizados no presente estudo, observamos que nos s\u00edtios PPMI e ILI os limites de concord\u00e2ncia se apresentam semelhantes entre si, com um limite de menor amplitude para a TCH no s\u00edtio ILI, e, no s\u00edtio PPMI, uma menor amplitude dos limites na TCFC i-CAT. J\u00e1 no s\u00edtio PMI, os limites de concord\u00e2ncia n\u00e3o se apresentaram semelhantes, sendo observada a menor amplitude dos limites de concord\u00e2ncia para a TCFC i-CAT. Os limites de concord\u00e2ncia de menor amplitude conferem maior precis\u00e3o aos exames, ao passo que observamos uma maior precis\u00e3o para a TCFC i-CAT e menor para a TCFC NewTom e a TCH; por\u00e9m, todos os exames apresentaram precis\u00f5es pr\u00f3ximas entre si.<\/p>\n<p>Para o s\u00edtio PMI, constatamos um limite de concord\u00e2ncia de 2,75mm acima e de 1,08mm abaixo para a TC helicoidal \u2014\u00a0o que gera certa preocupa\u00e7\u00e3o para o planejamento de implantes osseointegr\u00e1veis em casos lim\u00edtrofes, apesar da margem de erro de 2,75mm acima ter sido constatada quando a medi\u00e7\u00e3o f\u00edsica se apresentou pr\u00f3xima aos 30mm, mensurada pelo menos tr\u00eas vezes maior que num caso lim\u00edtrofe para instala\u00e7\u00f5es de implantes. No mesmo s\u00edtio, as TCFC NewTom e i-CAT apresentaram limites de concord\u00e2ncia de 0,50mm e de 0,40mm acima, respectivamente \u2014\u00a0diferen\u00e7as insignificantes na instala\u00e7\u00e3o de implantes osseointegr\u00e1veis, pois uma pequena mudan\u00e7a de angula\u00e7\u00e3o ou no ponto de elei\u00e7\u00e3o j\u00e1 configurariam essa pequena diferen\u00e7a. Esses dados concordam com o descrito por Baumgaertel et al.<sup>27<\/sup>, que descrevem a TCFC como um exame confi\u00e1vel, preciso e que pode ser utilizado para an\u00e1lise quantitativa do remanescente \u00f3sseo.<\/p>\n<p>Para o s\u00edtio PPMI, os limites de concord\u00e2ncia positivos se apresentaram estimados em 1,73mm para a TCH, 0,62mm para a TCFC i-CAT e em 0,63mm para a TCFC\u00a0NewTom, sendo esses limites amplamente aceit\u00e1veis para um planejamento cir\u00fargico, principalmente quando levamos em conta as m\u00e9dias dos desvios, que foram de 0,09mm positivos para a TCH; 0,68mm negativos para a TCFC i-CAT e 0,98mm negativos para a TCFC NewTom<sup>28<\/sup>.<\/p>\n<p>J\u00e1 para o s\u00edtio ILI, observamos as m\u00e9dias dos limites de concord\u00e2ncia com valores de 0,27mm para a TCH; de 0,38mm para a TCFC i-CAT; e de 0,78mm para a TCFC NewTom \u2014 todos negativos, o que representa uma boa precis\u00e3o para todos os exames dessa regi\u00e3o<sup>5,19,29<\/sup>. O fato de todas as m\u00e9dias se apresentarem negativas e de os limites positivos n\u00e3o serem t\u00e3o discrepantes dos valores das medi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas gera maior seguran\u00e7a em casos de instala\u00e7\u00f5es de implantes osseointegr\u00e1veis, mesmo em casos lim\u00edtrofes. No caso dessa regi\u00e3o, os limites m\u00e1ximos de concord\u00e2ncia positivos foram de 0,70mm para a TCH, de 0,88mm para a TCFC i-CAT, e de 0,59mm para a TCFC NewTom.<\/p>\n<p>Levando em conta todas as regi\u00f5es pesquisadas, encontramos maior precis\u00e3o para a TCFC i-CAT, o que concorda com exposto por Loubele et al.<sup>5<\/sup>, que afirmaram que esse sistema \u00e9 o mais preciso entre quatro sistemas de TCFC.<\/p>\n<p>Pode-se concluir que nos s\u00edtios ILI e PPMI as tr\u00eas TCs estudadas apresentam limites de concord\u00e2ncia e precis\u00e3o semelhantes; e que no s\u00edtio PMI, a TCFC i-CAT apresentou um limite de concord\u00e2ncia de menor amplitude e mais preciso que os demais exames.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como citar este artigo: <\/strong><\/p>\n<p>Terra GTC, Oliveira JX, Agra CM, Pinto ACG. Accuracy of linear bone measurements with cone-beam and spiral computed tomography in human mandibles. Dental Press Implantol. 2013 Apr-June;7(2):99-106.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia:<\/b><\/p>\n<p><b>Guilherme Teixeira Coelho Terra<\/b><\/p>\n<p>Universidade Ibirapuera, Departamento de Odontologia &#8211; Av Interlagos, 1329.<\/p>\n<p>CEP: 04.661-100 &#8211; S\u00e3o Paulo\/SP<\/p>\n<p>E-mail: drguilhermeterra@yahoo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A obten\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de imagem capazes de reproduzir com adequada precis\u00e3o as dimens\u00f5es maxilomandibulares \u00e9 de vital import\u00e2ncia para o diagn\u00f3stico e o planejamento seguro de procedimentos cir\u00fargicos. <\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-1270","post","type-post","status-publish","format-standard"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1270\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}