{"id":1266,"date":"2013-09-19T12:23:10","date_gmt":"2013-09-19T15:23:10","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1266"},"modified":"2013-09-19T12:23:10","modified_gmt":"2013-09-19T15:23:10","slug":"a-evolucao-do-diagnostico-cefalometrico-em-ortodontia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/a-evolucao-do-diagnostico-cefalometrico-em-ortodontia\/","title":{"rendered":"A evolu\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico cefalom\u00e9trico em Ortodontia"},"content":{"rendered":"<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/b> apesar do desenvolvimento da tomografia computadorizada ter representado um marco na \u00e1rea do diagn\u00f3stico por imagem, sua utiliza\u00e7\u00e3o em Odontologia deu-se de forma muito discreta ao longo dos anos. Com o surgimento de programas para an\u00e1lises de imagens tridimensionais, espec\u00edficos para <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-ortodontia-2\/\">Ortodontia<\/a> e <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">Cirurgia<\/a> Ortogn\u00e1tica, uma nova realidade est\u00e1 sendo constru\u00edda.<\/p>\n<p><b>Objetivo:<\/b> os autores do presente artigo t\u00eam o objetivo de informar \u00e0 sociedade ortod\u00f4ntica fundamentos sobre imagem radiogr\u00e1fica cefalom\u00e9trica digital e tomografia computadorizada, discutindo sobre o campo de vis\u00e3o (FOV), doses de radia\u00e7\u00e3o, exig\u00eancias para o uso em Ortodontia e simula\u00e7\u00f5es radiogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> Tomografia computadorizada de feixe c\u00f4nico. Radiografia dent\u00e1ria digital. Diagn\u00f3stico por computador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Por causa de trabalhos hist\u00f3ricos que apresentaram o cefalostato \u2014 dispositivo que permite o posicionamento da cabe\u00e7a do paciente sempre na mesma posi\u00e7\u00e3o \u2014, o ano de 1931 foi a inaugura\u00e7\u00e3o da era da cefalometria na Ortodontia<sup>5,13<\/sup>. Com esse dispositivo tornou-se poss\u00edvel obter radiografias seriadas que facultaram estudos mais precisos sobre o crescimento da face humana<sup>6<\/sup>. Esse ano de 1931 \u00e9 considerado um marco divis\u00f3rio para a Ortodontia por causa da evolu\u00e7\u00e3o da especialidade como ci\u00eancia.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 60 iniciou-se a era da radiografia cefalom\u00e9trica computadorizada<sup>24<\/sup>. A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica na \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o viabilizou o desenvolvimento de diferentes programas que calculam dist\u00e2ncias e \u00e2ngulos do tra\u00e7ado cefalom\u00e9trico, reduzindo o trabalho manual requerido nos estudos e, consequentemente, acelerando as pesquisas onde a avalia\u00e7\u00e3o cefalom\u00e9trica se faz necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com o advento da tomografia computadorizada e com a utiliza\u00e7\u00e3o de softwares espec\u00edficos, passou-se a contar com a possibilidade de simular radiografias utilizadas no diagn\u00f3stico ortod\u00f4ntico (como a panor\u00e2mica, a cefalom\u00e9trica lateral e a frontal), com a vantagem do paciente fazer apenas um exame.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o de extrair imagens bidimensionais a partir de imagens tridimensionais se torna extremamente importante nessa transi\u00e7\u00e3o \u2014 ou mudan\u00e7a de paradigma\u00a0\u2014 do diagn\u00f3stico 2D para o 3D, de forma que o cl\u00ednico possa continuar utilizando as mesmas an\u00e1lises cefalom\u00e9tricas at\u00e9 que se estabele\u00e7am an\u00e1lises tridimensionais consagradas na literatura ortod\u00f4ntica e que se tornem atraentes para a pr\u00e1tica de rotina. \u00c0 primeira vista, parece paradoxal a constru\u00e7\u00e3o de um modelo 3D e o subsequente retorno \u00e0 imagem 2D, mas isso pode viabilizar uma introdu\u00e7\u00e3o gradual da CBCT na pr\u00e1tica do ortodontista cl\u00ednico<sup>21<\/sup> e da pesquisa.<\/p>\n<p>Frente \u00e0 crescente evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para obten\u00e7\u00e3o de imagens auxiliares no diagn\u00f3stico ortod\u00f4ntico, o objetivo dos autores \u00e9 instruir os ortodontistas sobre o uso das t\u00e9cnicas mais atuais de capta\u00e7\u00e3o das imagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o de literatura<\/strong><\/p>\n<p><strong>Radiografia cefalom\u00e9trica digital<\/strong><\/p>\n<p>A radiografia digital \u00e9 uma tecnologia vers\u00e1til e confi\u00e1vel, que amplia a qualidade do diagn\u00f3stico e as possibilidades de compartilhamento de imagens na\u00a0Odontologia.<\/p>\n<p>Imagens radiogr\u00e1ficas digitais podem ser produzidas de modos diferentes. Scanners com um adaptador de transpar\u00eancia, scanners de slides ou qualquer c\u00e2mera digital podem ser usados para converter uma radiografia anal\u00f3gica existente em uma imagem digital. Essa abordagem n\u00e3o necessita um alto investimento e permite transportar qualquer radiografia para o sistema digital. Normalmente, as imagens produzidas por essa t\u00e9cnica s\u00e3o chamadas de radiografias digitais indiretas.<\/p>\n<p>Existem dois sistemas mais avan\u00e7ados de gera\u00e7\u00e3o de imagens digitais sem uma radiografia precursora: o direto e o semidireto. As imagens digitais diretas s\u00e3o adquiridas usando-se um sensor CCD (do ingl\u00eas, charge-coupled device), e as semidiretas utilizando-se um sistema com placa de f\u00f3sforo, como alternativa ao filme radiogr\u00e1fico<sup>29<\/sup>.<\/p>\n<p>No sistema direto, as imagens s\u00e3o adquiridas e automaticamente exportadas para um computador acoplado ao aparelho de raios\u00a0X. No semidireto, a fonte de capta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma placa que cont\u00e9m cristais de f\u00f3sforo fotoestimulados pelos raios\u00a0X e que necessita de mais um passo para a obten\u00e7\u00e3o da imagem, que \u00e9 a leitura da placa de f\u00f3sforo, realizada por um scanner espec\u00edfico para essa fun\u00e7\u00e3o, que envia a imagem a um computador conectado.<\/p>\n<p>Pode-se enumerar algumas vantagens que o sistema de radiografia digital oferece sobre o convencional:<\/p>\n<p>1) Permite a visualiza\u00e7\u00e3o da imagem enquanto o paciente ainda est\u00e1 na cadeira.<\/p>\n<p>2) Diminui o risco do filme ser inapropriadamente associado \u00e0 ficha de outro paciente.<\/p>\n<p>3) Elimina a possibilidade de erros de revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4) Permite corrigir imediatamente irregularidades de brilho e de contraste.<\/p>\n<p>5) Executa prontamente a calibra\u00e7\u00e3o de imagens.<\/p>\n<p>6) Agiliza a sobreposi\u00e7\u00e3o da radiografia digital com a imagem digital<sup>8,25,30<\/sup>.<\/p>\n<p>7) Imagens melhores que as convencionais<sup>23<\/sup>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tomografia computadorizada<\/strong><\/p>\n<p>A tomografia computadorizada \u00e9 um m\u00e9todo de diagn\u00f3stico por imagem que utiliza raios\u00a0X e que permite obter a reprodu\u00e7\u00e3o de uma sec\u00e7\u00e3o do corpo humano em qualquer dos tr\u00eas planos do espa\u00e7o. Permite a visualiza\u00e7\u00e3o das estruturas em fatias, principalmente dos tecidos mineralizados, com boa defini\u00e7\u00e3o, permitindo o diagn\u00f3stico de poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es em tr\u00eas dimens\u00f5es<sup>12,9<\/sup>.<\/p>\n<p>O aparelho de tomografia computadorizada tradicional (CT) apresenta tr\u00eas componentes principais: 1)\u00a0o gantry, que comporta em seu interior um tubo de raios\u00a0X e um anel de detectores de radia\u00e7\u00e3o constitu\u00eddo por cristais de cintila\u00e7\u00e3o; 2) a mesa, que acomoda o paciente deitado e que, durante o exame, movimenta-se em dire\u00e7\u00e3o ao interior do gantry; e 3)\u00a0o computador, que reconstr\u00f3i a imagem tomogr\u00e1fica a partir das informa\u00e7\u00f5es adquiridas no gantry (Fig.\u00a01). O t\u00e9cnico ou operador de CT acompanha o exame pelo computador, que geralmente fica fora da sala que acomoda o gantry e a mesa, separado por uma parede de vidro plumb\u00edfero.<\/p>\n<p>Durante o exame, no interior do gantry, o tubo de raios\u00a0X gira dentro do anel estacion\u00e1rio de receptores (Fig.\u00a02). Os sinais recebidos pelos detectores dependem da absor\u00e7\u00e3o dos tecidos atravessados pelo feixe radiogr\u00e1fico, sendo registrados e matematicamente processados no computador<sup>9<\/sup>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig013.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1285\" alt=\"imagem_Fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig013.jpg\" width=\"400\" height=\"214\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig013.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig013-300x160.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0211.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1286\" alt=\"imagem_Fig02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0211.jpg\" width=\"400\" height=\"365\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0211.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0211-300x273.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nas primeiras gera\u00e7\u00f5es dos tom\u00f3grafos m\u00e9dicos, o sistema captava apenas uma fatia (sec\u00e7\u00e3o) a cada giro do conjunto dentro do gantry. Os tom\u00f3grafos mais atuais podem adquirir simultaneamente at\u00e9 64 fatias, reduzindo de modo consider\u00e1vel o tempo de escaneamento, al\u00e9m de melhorar a qualidade da imagem e diminuir substancialmente as doses de radia\u00e7\u00e3o, quando comparados com seus antecessores<sup>15,26<\/sup>.<\/p>\n<p>Quando o paciente possui restaura\u00e7\u00f5es met\u00e1licas ou faz uso de aparelho ortod\u00f4ntico met\u00e1lico no momento do exame, uma certa quantidade de artefatos interfere na qualidade da imagem obtida (Fig.\u00a03). Isso foi uma desvantagem marcante para que o tom\u00f3grafo fan beam (feixes em leque) n\u00e3o se difundisse no meio odontol\u00f3gico<sup>14,28<\/sup>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0311.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1287\" alt=\"imagem_Fig03\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0311.jpg\" width=\"800\" height=\"698\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0311.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0311-300x261.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com o intuito de solucionar as limita\u00e7\u00f5es da tomografia computadorizada convencional, o departamento de Radiologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Nihon (Jap\u00e3o) desenvolveu, em 1997, um tom\u00f3grafo para uso espec\u00edfico em Odontologia, utilizando uma nova tecnologia conhecida como Cone Beam Computed Tomography, ou Tomografia Computadorizada de Feixe C\u00f4nico<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos aparelhos de tomografia tradicionais \u2014 que s\u00e3o grandes e t\u00eam custo elevado para compra e manuten\u00e7\u00e3o \u2014, o tom\u00f3grafo cone beam tem tamanho reduzido e pode ser instalado em espa\u00e7os f\u00edsicos pequenos, al\u00e9m de escanear apenas a cabe\u00e7a do paciente, suprindo as necessidades odontol\u00f3gicas. Essa tecnologia permite a reprodu\u00e7\u00e3o de imagens tridimensionais dos tecidos mineralizados com m\u00ednima distor\u00e7\u00e3o, menor custo e menor dose de radia\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 tomografia computadorizada tradicional<sup>22,26<\/sup>.<\/p>\n<p>Como os tom\u00f3grafos convencionais utilizavam uma fonte de feixe em leque estreita que irradiava um receptor em arco, adquirindo um corte por vez, havia a necessidade da reconstru\u00e7\u00e3o do objeto fatia por fatia para a obten\u00e7\u00e3o de sua representa\u00e7\u00e3o tridimensional (Fig.\u00a04A). Na CBCT, os raios s\u00e3o direcionados de forma c\u00f4nica sobre um grande sensor plano enquanto ambos rotacionam em torno da cabe\u00e7a do paciente, de forma que, em uma \u00fanica rota\u00e7\u00e3o do conjunto (Fig.\u00a04B), que dura de 20 a 40 segundos, aproximadamente 360 cortes 2D s\u00e3o realizados nos tr\u00eas planos de espa\u00e7o. Ent\u00e3o, um software reorganiza os cortes em um modelo 3D, incluindo todas as estruturas irradiadas, que podem ser visualizadas digitalmente de diferentes formas. Comparada \u00e0 CT convencional,\u00a0a\u00a0CBCT utiliza uma radia\u00e7\u00e3o significativamente menor, pois realiza um \u00fanico giro em torno do paciente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0411.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1288\" alt=\"imagem_Fig04\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0411.jpg\" width=\"800\" height=\"356\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0411.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0411-300x133.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o de uma imagem bidimensional \u00e9 composta por pixels, que \u00e9 a abreviatura para \u201cpicture element\u201d\u00a0\u2014\u00a0\u201celemento de uma imagem\u201d. \u00c9 a menor parte de uma imagem digital, e cada parte dessas cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es que determinam suas caracter\u00edsticas. O pixel \u00e9 usado como unidade de medida para descrever a dimens\u00e3o geom\u00e9trica de uma imagem, e quanto maior a quantidade de pixels por polegada, melhor ser\u00e1 a qualidade, ou a resolu\u00e7\u00e3o, da imagem. Cada pixel carrega a informa\u00e7\u00e3o sobre o n\u00edvel de cinza ou de cor que ele representa<sup>20<\/sup>.<\/p>\n<p>Os dados volum\u00e9tricos s\u00e3o formados por voxels, que s\u00e3o as menores estruturas que formam a imagem 3D. S\u00e3o os pixels com mais uma dimens\u00e3o, com profundidade. Seu tamanho determina a resolu\u00e7\u00e3o da imagem\u00a0tridimensional (Fig.\u00a05).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0511.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1289\" alt=\"imagem_Fig05\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0511.jpg\" width=\"400\" height=\"256\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0511.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0511-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Na CT, os voxels s\u00e3o anisotr\u00f3picos, cubos retangulares onde a maior dimens\u00e3o est\u00e1 no plano axial. Sua profundidade \u00e9 determinada pela espessura do corte\u00a0tomogr\u00e1fico. Ao contr\u00e1rio dos aparelhos de CT, todos os aparelhos de CBCT geram imagens com voxels isotr\u00f3picos, ou seja, iguais nas tr\u00eas dimens\u00f5es<sup>3,26<\/sup>.\u00a0Na Figura 6 pode-se visualizar um esquema evidenciando a diferen\u00e7a entre pixels e voxels.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0611.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1290\" alt=\"imagem_Fig06\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0611.jpg\" width=\"400\" height=\"424\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0611.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0611-283x300.jpg 283w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Campo de vis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O campo de vis\u00e3o, ou FOV (Field of View), dos aparelhos cone beam, normalmente trabalha com janelas entre 6&#8243; e 12&#8243;. O FOV de 6&#8243; \u00e9 utilizado quando se quer imagens restritas a apenas um dos maxilares. No FOV de 9&#8243; \u00e9 poss\u00edvel visualizar ambos os maxilares e, dependendo do tamanho do paciente, todo o complexo craniofacial. Entretanto, quando se quer que toda a regi\u00e3o craniofacial esteja inserida no estudo, como nos casos onde se quer analisar cefalometricamente o paciente, deve-se selecionar o FOV de 12&#8243; (Fig.\u00a07)<sup>7,3,16,18<\/sup>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1291\" alt=\"imagem_Fig07\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig07.jpg\" width=\"400\" height=\"424\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig07.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig07-283x300.jpg 283w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>As estruturas e pontos de refer\u00eancia usados nas an\u00e1lises ortod\u00f4nticas incluem a base do cr\u00e2nio, os ossos da face e a denti\u00e7\u00e3o, o que requer um campo de vis\u00e3o maior do que o usado nas an\u00e1lises para implantes. De forma geral, o ortodontista necessita visualizar o n\u00e1sio, no limite anterossuperior da imagem; e os pontos mandibulares pog\u00f4nio, gn\u00e1tio e mento, no limite anteroinferior. O campo de vis\u00e3o posterior deve incluir a sela t\u00farcica,\u00a0as ATMs (ponto cond\u00edlio), a base do cr\u00e2nio (b\u00e1sio), e o contorno posterior da mand\u00edbula (g\u00f4nio). Al\u00e9m disso, as v\u00e9rtebras, at\u00e9 a C4, devem estar vis\u00edveis na tomografia, permitindo a an\u00e1lise da matura\u00e7\u00e3o esquel\u00e9tica<sup>21<\/sup>.<\/p>\n<p><strong>Doses de radia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Uma das principais desvantagens\u00a0da CT \u00e9 o fato dessa utilizar radia\u00e7\u00e3o\u00a0X, que tem efeito negativo sobre o corpo humano, principalmente pela capacidade de causar muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas \u2014 mais detect\u00e1veis nas c\u00e9lulas que se multiplicam rapidamente, como as c\u00e9lulas da mucosa bucal. Embora o risco de desenvolvimento de anomalias seja baixo, desaconselha-se a realiza\u00e7\u00e3o de TCs em gr\u00e1vidas, devendo ser ponderado com cuidado seus riscos e benef\u00edcios<sup>19,17,1<\/sup>.<\/p>\n<p>Sabe-se, a partir da literatura radiol\u00f3gica, que um exame periapical completo pode variar de 33 a 150 microsieverts (\u00b5Sv), dependendo do filme e do tipo de colima\u00e7\u00e3o utilizados<sup>32,4<\/sup>. Uma radiografia panor\u00e2mica varia de 2,5 a 6,2\u00b5Sv (digital), e de 3 a 10\u00b5Sv (filme), dependendo do equipamento e da qualidade da imagem requerida<sup>10<\/sup>. Doses efetivas para radiografias cefalom\u00e9tricas digitais variam de 1,1 a 3,4\u00b5Sv, dependendo do tipo do sistema<sup>11<\/sup>; enquanto a dosagem relatada com uso de filme \u00e9 de 2,3\u00b5Sv<sup>31<\/sup>. Como par\u00e2metro, sabe-se que a radia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de fundo ambiental (radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, radia\u00e7\u00e3o do solo, raios ultravioleta) \u00e9 de 3000\u00b5Sv\/ano (em torno de 8\u00b5Sv\/dia), o que significa que as dosagens de uma radiografia cefalom\u00e9trica e de uma panor\u00e2mica equivalem, respectivamente, a meio dia e a um dia de radia\u00e7\u00e3o de fundo ambiental (Quadro 1)<sup>21<\/sup>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro0111.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1295\" alt=\"imagem_Quadro01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro0111.jpg\" width=\"800\" height=\"113\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro0111.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro0111-300x42.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma pesquisa comparou a dosimetria de tr\u00eas tom\u00f3grafos, todos utilizando o campo de vis\u00e3o de 12&#8243;, justamente o de interesse ortod\u00f4ntico<sup>18<\/sup>. Houve varia\u00e7\u00e3o nas doses, que foram comparadas com as normas da Comiss\u00e3o Internacional de Prote\u00e7\u00e3o Radiol\u00f3gica (ICRP) de 1990 e de 2005, sendo que o tom\u00f3grafo i-CAT apresentou dose de 135 a 193\u00b5Sv, maior que o NewTom, de 45 a 59\u00b5Sv, enquanto o CB MercuRay mostrou uma dose significativamente maior, de 477 a 558\u00b5Sv. Ou seja, o i-CAT e o CB MercuRay apresentaram doses de 3 a 3,3 e de 9,5 a 10,7 vezes maiores que o NewTom, respectivamente. Al\u00e9m disso, os equipamentos de CBCT apresentaram doses de 4 a 42 vezes maiores que uma radiografia panor\u00e2mica (6,3 a 13,3\u00b5Sv). Os autores conclu\u00edram que a dose variou substancialmente, dependendo do equipamento, do FOV e de fatores t\u00e9cnicos espec\u00edficos (mA e kV). No i-CAT, a varia\u00e7\u00e3o do FOV de 12&#8243; para 9&#8243; reduziu a dosagem de 135 a 193\u00b5Sv para 69 a 105\u00b5Sv. O CB MercuRay, por exemplo, testado no FOV de 12&#8243; com 10mA\/100kV e 15mA\/120kV, mostrou valores de 477 a 558\u00b5Sv e de 847 a 1025\u00b5Sv, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Exig\u00eancias ortod\u00f4nticas<\/strong><\/p>\n<p>Alguns requisitos b\u00e1sicos devem ser considerados para que um equipamento de CBCT seja adequado para o diagn\u00f3stico ortod\u00f4ntico: ter o campo de vis\u00e3o incluindo todas as estruturas de interesse ortod\u00f4ntico e permitir a visibilidade de tecidos duros e moles com boa resolu\u00e7\u00e3o. Sabe-se que esse m\u00e9todo \u00e9 ideal para irradiar dentes e ossos, enquanto outros m\u00e9todos \u2014\u00a0como a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica \u2014, seriam mais indicados para melhor resolu\u00e7\u00e3o dos tecidos moles.<\/p>\n<p>A vantagem do tempo de exame relativamente pequeno, quando comparado com o tom\u00f3grafo fan beam, pode influenciar a qualidade da imagem final, pois diminui a possibilidade de artefatos por movimenta\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a. Alguns equipamentos acompanham posicionadores de cabe\u00e7a com apoio para o mento e tala para a fronte, mas deve-se evitar o uso desses posicionadores pois acredita-se que podem causar distor\u00e7\u00e3o dos tecidos moles, al\u00e9m de influenciarem o posicionamento mandibular<sup>21<\/sup>.<\/p>\n<p>Os tom\u00f3grafos computadorizados cone beam mais conhecidos no mercado internacional, com caracter\u00edsticas adequadas para aplica\u00e7\u00f5es ortod\u00f4nticas, s\u00e3o o NewTom 3G (AFP Imaging, EUA), o i-CAT (Imaging Sciences International, EUA) e o CB MercuRay (Hitachi Medical Corporation, Jap\u00e3o) (Quadro\u00a02).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1296\" alt=\"imagem_Quadro02\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro02.jpg\" width=\"800\" height=\"262\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro02.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Quadro02-300x98.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos equipamentos atualmente dispon\u00edveis, a tend\u00eancia \u00e9 que os fabricantes desenvolvam novos sistemas com melhores sensores de raios\u00a0X, bem como programas de reconstru\u00e7\u00e3o e de visualiza\u00e7\u00e3o das imagens mais aprimorados e de f\u00e1cil manuseio.<\/p>\n<p>Simula\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica<\/p>\n<p>Por meio da tecnologia CBCT s\u00e3o obtidas todas as radiografias poss\u00edveis para a regi\u00e3o dentomaxilofacial, com uma \u00fanica exposi\u00e7\u00e3o, pois a t\u00e9cnica possibilita a captura de todo o volume do objeto, num tempo inferior a 1 minuto. Com isso, o ortodontista tem a vantagem diagn\u00f3stica de periapicais, panor\u00e2micas, cefalom\u00e9tricas, oclusais e de uma vista espacial da articula\u00e7\u00e3o temporomandibular (ATM) de uma s\u00f3 vez, bem como tem a possibilidade de separar os lados direito e esquerdo da face na an\u00e1lise cefalom\u00e9trica, diminuindo a sobreposi\u00e7\u00e3o das estruturas \u00f3sseas<sup>27<\/sup>.<\/p>\n<p>A radiografia cefalom\u00e9trica pode ser simulada a partir da tomografia, com diferentes caracter\u00edsticas, apresentando possibilidades vantajosas. Na simula\u00e7\u00e3o da radiografia cefalom\u00e9trica, o modelo volum\u00e9trico\u00a0\u2014\u00a0reconstru\u00eddo a partir dos cortes tomogr\u00e1ficos\u00a0\u2014 \u00e9 orientado espacialmente pelo operador, como se posicionasse a cabe\u00e7a do paciente no cefalostato de um equipamento telerradiogr\u00e1fico convencional e, em seguida, esse \u00e9 projetado em uma imagem bidimensional\u00a0(Fig.\u00a09). No\u00a0momento da simula\u00e7\u00e3o radiogr\u00e1fica, alguns softwares \u2014\u00a0como o Dolphin Imaging 3D (Dolphin Imaging &amp; Management Solutions, EUA), e o InVivo (Anatomage, EUA)\u00a0\u2014 permitem ajustes da diverg\u00eancia ou do paralelismo dos raios (Fig.\u00a08). Pode-se escolher entre duas configura\u00e7\u00f5es: perspectivas ou ortogonais. A radiografia perspectiva \u00e9 a mais pr\u00f3xima das cefalom\u00e9tricas convencionais, pois \u00e9 simulada com diverg\u00eancia dos raios, resultando em uma magnifica\u00e7\u00e3o da imagem inerente \u00e0 t\u00e9cnica, causando diferentes amplia\u00e7\u00f5es entre as estruturas do lado esquerdo e direito da face, especialmente nas bordas inferiores da mand\u00edbula. Na\u00a0radiografia ortogonal, quando a proje\u00e7\u00e3o dos raios \u00e9 paralela, h\u00e1 uma manuten\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de tamanho 1:1 para os dois lados da face \u2014 caracter\u00edstica da tomada tomogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>Durante a obten\u00e7\u00e3o de radiografia cefalom\u00e9trica, tem-se uma vista frontal do volume tridimensional, com linhas de refer\u00eancias fornecidas para um correto posicionamento. \u00c9 fornecida uma janela que serve para determinar o quanto da imagem deve constituir a radiografia simulada. Uma possibilidade interessante \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de uma radiografia para cada metade da cabe\u00e7a, removendo-se as superposi\u00e7\u00f5es das estruturas bilaterais da face. Pode-se simular pelo menos tr\u00eas imagens diferentes para cada configura\u00e7\u00e3o (ortogonal ou perspectiva). Na Figura\u00a09, temos uma imagem com superposi\u00e7\u00f5es, onde todo o volume foi selecionado; na Figura\u00a010, temos uma simula\u00e7\u00e3o que inclui apenas o lado direito da imagem; por fim, na Figura\u00a011 temos apenas as estruturas do lado esquerdo, compondo a radiografia simulada.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0809.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1293\" alt=\"imagem_Fig08,09\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0809.jpg\" width=\"800\" height=\"276\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0809.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0809-300x103.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig1011.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1294\" alt=\"imagem_Fig10,11\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig1011.jpg\" width=\"800\" height=\"274\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig1011.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig1011-300x102.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 de extrema import\u00e2ncia que o ortodontista esteja sempre atualizado sobre a evolu\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de obten\u00e7\u00e3o de imagens \u2014 pe\u00e7as fundamentais para o diagn\u00f3stico \u2014, fazendo com que a tecnologia seja uma forte aliada para o sucesso do tratamento ortod\u00f4ntico de seus pacientes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo<\/b>: Silva MBG, Sant\u2019Anna EF. The evolution of cephalometric diagnosis in Orthodontics. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):63-71.<\/p>\n<p><b>Enviado em<\/b>: 15 de setembro de 2009 &#8211; <b>Revisado e aceito<\/b>: 29 de dezembro de 2010<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia<\/b>: Eduardo Franzotti Sant\u2019Anna<\/p>\n<p>Av. Professor Rodolpho Paulo Rocco \u2013 Cidade Universit\u00e1ria &#8211; Ilha do Fund\u00e3o CEP: 21.941-590 \u2013 Rio de Janeiro\/RJ<\/p>\n<p>E-mail: eduardo.franzotti@gmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o: apesar do desenvolvimento da tomografia computadorizada ter representado um marco na \u00e1rea do diagn\u00f3stico por imagem, sua utiliza\u00e7\u00e3o em Odontologia deu-se de forma muito discreta ao longo dos anos. Com o surgimento de programas para an\u00e1lises de imagens tridimensionais, espec\u00edficos para Ortodontia e Cirurgia Ortogn\u00e1tica, uma nova realidade est\u00e1 sendo constru\u00edda. 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