{"id":1212,"date":"2017-05-12T14:00:27","date_gmt":"2017-05-12T17:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1212"},"modified":"2017-05-12T15:44:25","modified_gmt":"2017-05-12T18:44:25","slug":"fatores-determinantes-para-formacao-eou-manutencao-da-papila-peri-implantar-revisao-de-literatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/fatores-determinantes-para-formacao-eou-manutencao-da-papila-peri-implantar-revisao-de-literatura\/","title":{"rendered":"Fatores determinantes para forma\u00e7\u00e3o e\/ou manuten\u00e7\u00e3o da papila peri-implantar"},"content":{"rendered":"<h2><b>Resumo<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0papila interproximal, entre outros requisitos, \u00e9 considerada fundamental para o sucesso est\u00e9tico nas pr\u00f3teses sobre implantes. M\u00e9todo: o presente artigo \u00e9 uma revis\u00e3o da literatura baseada em peri\u00f3dicos publicados de 1984 a 2011, dispon\u00edveis nos bancos de dados da LILACS e da MEDLINE. Foram selecionados 21 artigos com o objetivo de evidenciar os fatores determinantes para forma\u00e7\u00e3o e\/ou manuten\u00e7\u00e3o da papila peri-implantar, tais como dist\u00e2ncia ideal entre dente e <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-protese-sobre-implante-mais-protese-fixa\/\">implante<\/a>, entre implantes, sua posi\u00e7\u00e3o supra ou infra\u00f3ssea e a dist\u00e2ncia necess\u00e1ria do ponto de contato \u00e0 crista \u00f3ssea. Conclus\u00e3o: concluiu-se que a dist\u00e2ncia ideal entre dente e implante \u00e9 de 2mm, e a entre implantes \u00e9 de 3mm, haja vista que a altura da papila <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-correcao-de-sorriso-gengival\/\">gengival<\/a> \u00e9 sustentada pela forma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o biol\u00f3gico. Quanto ao posicionamento do implante (supra ou infra\u00f3sseo), n\u00e3o foram relatadas diferen\u00e7as quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da papila. Por fim, a altura determinante para a forma\u00e7\u00e3o da papila do ponto de contato da coroa \u00e0 crista \u00f3ssea deve ser de at\u00e9 5mm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-18193 size-large\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1-1024x624.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"624\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1-1024x624.png 1024w, \/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1-300x183.png 300w, \/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1-768x468.png 768w, \/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1-1170x713.png 1170w, \/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1-585x356.png 585w, \/wp-content\/uploads\/2017\/04\/implante-1.png 1435w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b><b> <\/b>Gengiva. Implantes dent\u00e1rios. Periodontia.<\/p>\n<h3><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o da papila interdent\u00e1ria desperta muito interesse na <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-implantodontia-2\/\">Implantodontia<\/a>, haja vista que sua presen\u00e7a pode proporcionar sucesso est\u00e9tico na maioria das pr\u00f3teses implantossuportadas. A altura e espessura \u00f3ssea, a altura da crista \u00f3ssea em rela\u00e7\u00e3o ao ponto de contato dent\u00e1rio, o bi\u00f3tipo e a arquitetura do tecido gengival e, tamb\u00e9m, o posicionamento tridimensional do implante, s\u00e3o alguns fatores que podem determinar e prever o progn\u00f3stico do tratamento na Implantodontia, devendo ser analisados ainda no planejamento<sup>1,2<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A perda da papila gengival resultar\u00e1 na forma\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea escura relativa \u00e0 cavidade bucal, popularmente conhecida como \u201cburaco negro\u201d. Por essa raz\u00e3o, o planejamento cir\u00fargico para instala\u00e7\u00e3o de implantes deve observar as dist\u00e2ncias entre dente e implante, entre implantes, as posi\u00e7\u00f5es infra ou supra\u00f3sseas e as dist\u00e2ncias do ponto de contato dent\u00e1rio \u00e0 crista \u00f3ssea, sendo ajustados \u00e0 anatomia, ao potencial de cicatriza\u00e7\u00e3o e \u00e0 remodela\u00e7\u00e3o dos tecidos duros e moles do paciente, para que n\u00e3o ocorra a perda da papila ou para preparar o paciente para o previs\u00edvel progn\u00f3stico desfavor\u00e1vel<sup>3,4<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presente estudo tem como objetivo realizar uma revis\u00e3o de literatura em peri\u00f3dicos publicados de 1984 a 2011, dispon\u00edveis nos bancos de dados da LILACS e MEDLINE, para analisar os fatores determinantes para forma\u00e7\u00e3o e\/ou manuten\u00e7\u00e3o da papila peri-implantar, tais como dist\u00e2ncia ideal entre dente e implante, entre implantes, sua posi\u00e7\u00e3o supra ou infra\u00f3ssea e a dist\u00e2ncia necess\u00e1ria do ponto de contato \u00e0 crista \u00f3ssea.<\/p>\n<h3><b>Revis\u00e3o da literatura<\/b><\/h3>\n<p>Com base na literatura consultada, os fatores determinantes \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e\/ou manuten\u00e7\u00e3o da papila s\u00e3o aqueles descritos a seguir.<\/p>\n<p><b>Manipula\u00e7\u00f5es do tecido mole e \u00f3sseo\u00a0<\/b><b>ao redor dos implantes\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como as t\u00e9cnicas cir\u00fargicas podem afetar a forma da papila gengival<sup>5<\/sup>, protocolos atraum\u00e1ticos de implante imediato devem ser desenvolvidos para reduzir o dano sobre os tecidos moles e preservar a est\u00e9tica. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o implante pode receber um provis\u00f3rio imediato \u2014\u00a0ideal para preservar a integridade dos tecidos e satisfazer a est\u00e9tica do paciente\u00a0\u2014 ou um cicatrizador com um provis\u00f3rio (fixo\/m\u00f3vel). Nesse momento, pode ser realizada a t\u00e9cnica de condicionamento gengival por compress\u00e3o, que permite um contorno gengival adequado, com forma\u00e7\u00e3o de papila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na presen\u00e7a de deformidades \u00f3sseas ou gengivais, o progn\u00f3stico \u00e9 extremamente desfavor\u00e1vel, mesmo quando for escolhido o sistema restaurador mais moderno ou se utilizar m\u00e9todos de aumento da espessura do rebordo e da faixa de gengiva ceratinizada<sup>6<\/sup>. Como o \u00edndice de sucesso em \u00e1reas interproximais n\u00e3o \u00e9 o mesmo alcan\u00e7ado em \u00e1reas de rebordo alveolar desdentado ou de face livre de dentes, foi desenvolvida uma classifica\u00e7\u00e3o considerando o grau de reabsor\u00e7\u00e3o da altura da crista \u00f3ssea alveolar, em \u00e1reas est\u00e9ticas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb Classe I:\u00a0crista \u00f3ssea presente a uma dist\u00e2ncia de at\u00e9 2mm da linha amelocement\u00e1ria. Essa situa\u00e7\u00e3o fornece um \u00f3timo progn\u00f3stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb Classe II: crista presente a uma dist\u00e2ncia de 4mm da linha amelocement\u00e1ria. O progn\u00f3stico se torna duvidoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bb Classe III: crista \u00f3ssea presente a uma dist\u00e2ncia de 5mm ou mais da linha amelocement\u00e1ria. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o progn\u00f3stico \u00e9 desfavor\u00e1vel esteticamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro estudo<sup>7<\/sup>, foi descrita a necessidade de suporte \u00f3sseo adequado para a preserva\u00e7\u00e3o do tecido mole. Os autores relataram que, caso n\u00e3o haja quantidade \u00f3ssea suficiente, deve-se planejar enxertos ou manipula\u00e7\u00e3o ortod\u00f4ntica. Tamb\u00e9m preconizam o uso de guia cir\u00fargica com base no enceramento da futura coroa, para localizar adequadamente o implante nos tr\u00eas planos a serem considerados (mesiodistal, vestibulolingual e apicocoronal). Sugerem que a plataforma do implante, no aspecto vertical (apicocoronal), seja colocada a 3mm apical da linha da gengiva marginal, ou a 2mm da jun\u00e7\u00e3o cemento\/esmalte do dente adjacente, para compensar a retra\u00e7\u00e3o gengival prevista ao redor do implante.<\/p>\n<p><b>Dist\u00e2ncia entre dente e implante\u00a0<\/b><b>e entre implantes<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores avaliaram radiograficamente a perda \u00f3ssea marginal ao redor de implantes do sistema Br\u00e5nemark e dentes adjacentes<sup>8<\/sup>. Os pacientes foram acompanhados por at\u00e9 tr\u00eas anos ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o das coroas, sendo 58 adultos com 71 pr\u00f3teses (47 foram restaurados com implantes unit\u00e1rios, 9 casos receberam dois implantes e o restante tr\u00eas implantes). Os seguintes fatores foram considerados: idade, motivo da perda de dentes, a rela\u00e7\u00e3o vertical entre a pr\u00f3tese e os dentes, a dist\u00e2ncia entre os dentes adjacentes, dist\u00e2ncia entre a pr\u00f3tese e os dentes naturais e a regi\u00e3o de mand\u00edbula ou maxila em que os implantes foram colocados. As dist\u00e2ncias especificadas foram medidas, bem como os n\u00edveis de osso marginal em torno dos implantes e superf\u00edcies dent\u00e1rias, em radiografias intrabucais ampliadas e padronizadas. Antes da <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">cirurgia<\/a> para implantes, foram feitas radiografias iniciais para observa\u00e7\u00e3o da altura do tecido \u00f3sseo em rela\u00e7\u00e3o aos dentes adjacentes. Todos os 71 implantes foram acompanhados depois de uma semana da coloca\u00e7\u00e3o das pr\u00f3teses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram observados, depois de um ano, 41 implantes; 30 deles depois de tr\u00eas anos. Os resultados mostraram perda \u00f3ssea m\u00e9dia de 0,97mm ao redor dos implantes \u2014\u00a0j\u00e1 no momento da coloca\u00e7\u00e3o das pr\u00f3teses. Depois de um ano, essa perda aumentou 0,08mm e, depois de tr\u00eas anos, mais 0,32mm. Os maiores \u00edndices de perda \u00f3ssea foram observados em \u00e1reas de incisivos laterais superiores, e a menor perda ocorreu em \u00e1reas de molares. Os resultados mostraram perda de suporte \u00f3sseo marginal na superf\u00edcie do dente adjacente aos implantes inseridos; isso durante o intervalo entre o pr\u00e9-operat\u00f3rio e a instala\u00e7\u00e3o das coroas, excedendo a perda que ocorre durante os anos seguintes. Uma forte correla\u00e7\u00e3o foi encontrada entre a perda \u00f3ssea no dente adjacente e a dist\u00e2ncia horizontal dos implantes aos dentes. Com a diminui\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia, aumenta-se a perda \u00f3ssea, principalmente na regi\u00e3o dos incisivos superiores. Devido \u00e0 grande varia\u00e7\u00e3o que h\u00e1 entre indiv\u00edduos, parece dif\u00edcil prever quais condi\u00e7\u00f5es podem levar a um maior risco de perda \u00f3ssea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi realizado um estudo longitudinal com 36 pacientes com implantes adjacentes, dos quais foram tomadas radiografias periapicais por meio da t\u00e9cnica do paralelismo, utilizando posicionadores especiais com o intuito de padronizar e tornar o estudo reprodut\u00edvel, com no m\u00ednimo um ano e no m\u00e1ximo tr\u00eas anos ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o do implante. As radiografias foram escaneadas e magnificadas para realiza\u00e7\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es da crista \u00f3ssea \u00e0 superf\u00edcie do implante, e tamb\u00e9m da crista \u00f3ssea at\u00e9 uma linha desenhada entre as plataformas dos implantes adjacentes. As amostras foram divididas em dois grupos, baseados na dist\u00e2ncia entre os ombros dos implantes. Os resultados demonstraram que a perda \u00f3ssea lateral foi de 1,34mm na mesial do implante e de 1,40mm na distal entre implantes adjacentes. Al\u00e9m disso, a m\u00e9dia de perda da crista \u00f3ssea com 3mm de dist\u00e2ncia foi de 0,45mm, enquanto para dist\u00e2ncias inferiores a 3mm a m\u00e9dia de perda foi de 1,04mm. Dessa forma, dever\u00e1 existir espa\u00e7o suficiente de crista \u00f3ssea para a consequente preserva\u00e7\u00e3o do melhor espa\u00e7o \u00f3sseo interproximal. Sugere-se, ent\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o de implantes com di\u00e2metros menores em \u00e1reas est\u00e9ticas<sup>9<\/sup>, j\u00e1 que \u00e9 mais dif\u00edcil manter ou criar papilas entre dois implantes adjacentes do que entre implante e dente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro estudo<sup>10<\/sup>, que avaliou os efeitos da dist\u00e2ncia vertical e horizontal entre implantes adjacentes (G1) e entre implante e dente (G2) na incid\u00eancia de papila interproximal, foram inclu\u00eddos 48 pacientes, nos quais 96 \u00e1reas interproximais entre implantes e 80 \u00e1reas implante\/dente foram observadas, contabilizando 176 \u00e1reas interproximais. As regi\u00f5es apresentavam pr\u00f3teses fixas instaladas com no m\u00ednimo 18 meses e no m\u00e1ximo 6 anos. Medi\u00e7\u00f5es foram feitas utilizando sonda periodontal, tendo como refer\u00eancia os ombros dos implantes e a superf\u00edcie radicular dos dentes adjacentes. A papila foi avaliada visualmente e as dist\u00e2ncias entre a base do ponto de contato e a crista \u00f3ssea (DI), entre dente e implante ou entre dois implantes (D2), e da base do ponto de contato \u00e0 ponta da papila (D3) foram obtidas. Os autores conclu\u00edram que, em ambos os grupos, quando D2 foi de 3; 3,5 ou 4mm, a papila estava presente na maioria das vezes (p\u00a0&lt;\u00a00,05), e que quando D2 foi de 2 ou 2,5mm, a papila estava ausente em 100% do tempo (p\u00a0&lt;\u00a00,05). Al\u00e9m disso, em G2, quando D1 foi entre 3 e 5mm, a papila estava presente na maioria das vezes (p\u00a0&lt;\u00a00,05). No entanto, em G1, somente quando D1 foi de 3,0mm \u00e9 que a papila esteve presente na maioria das vezes (p\u00a0&lt;\u00a00,05). Para ambos os grupos a an\u00e1lise mostrou intera\u00e7\u00e3o entre D1 e D2 (quando D2 &lt;2,5mm, a papila estava ausente; quando D2 &gt;3,0mm houve intera\u00e7\u00e3o entre D1 e D2). A dist\u00e2ncia ideal a partir da base do ponto de contato com a crista \u00f3ssea entre implantes adjacentes foi de 3mm, e entre um implante e um dente, de 3 a 5mm. O espa\u00e7amento lateral entre implantes e entre dente e implante foi de 3 a 4mm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma extensa revis\u00e3o de literatura<sup>11<\/sup>, discutiu-se a rela\u00e7\u00e3o 3D osso\/implante e sua influ\u00eancia na est\u00e9tica dos tecidos moles ao redor dos implantes. O fator limitante para o resultado est\u00e9tico do tratamento com implantes \u00e9 o n\u00edvel \u00f3sseo no local do implante. Os cl\u00ednicos devem se concentrar na rela\u00e7\u00e3o 3D do osso com o implante, para estabelecerem a base de uma situa\u00e7\u00e3o ideal e harmoniosa do tecido mole, est\u00e1vel durante um longo per\u00edodo. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o das papilas, as seguintes medidas devem ser respeitadas: 2mm entre implante e dente, 3mm entre implantes, e uma dist\u00e2ncia maior que 3mm entre implantes na regi\u00e3o anterior. A op\u00e7\u00e3o por implantes de plataforma larga nas regi\u00f5es de incisivos centrais superiores n\u00e3o \u00e9 indicada porque pode acarretar problemas est\u00e9ticos na pr\u00f3tese, devido \u00e0 dificuldade de manter um espa\u00e7o m\u00ednimo de 2mm entre o implante e a cortical vestibular, levando a uma poss\u00edvel retra\u00e7\u00e3o da margem da mucosa peri-implantar.<\/p>\n<p><b>Dist\u00e2ncia do ponto de contato\u00a0<\/b><b>da coroa \u00e0 crista \u00f3ssea<\/b><\/p>\n<p>Essa dist\u00e2ncia determina a altura e a geometria do espa\u00e7o a ser preenchido pelo tecido mole que formar\u00e1 a papila gengival.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi observada<sup>12<\/sup> a rela\u00e7\u00e3o vertical do n\u00edvel da crista \u00f3ssea com dentes naturais por meio de sondagem, demonstrando sua import\u00e2ncia para a boa manuten\u00e7\u00e3o dos tecidos moles. Avaliou-se a presen\u00e7a ou aus\u00eancia da papila na regi\u00e3o interproximal de 288 \u00e1reas interdent\u00e1rias em 30 pacientes. Se um espa\u00e7o fosse visualizado apicalmente ao ponto de contato, a papila era dada como ausente. Se o espa\u00e7o estivesse completamente preenchido, a papila era considerada presente. Quando a dist\u00e2ncia entre o ponto de contato e a crista \u00f3ssea era de 5mm, a forma\u00e7\u00e3o da papila ocorria em at\u00e9 100% dos casos; com 6mm de dist\u00e2ncia, a papila aparecia em 56% dos casos; com 7mm, a papila s\u00f3 estava presente em 27% dos casos, ou, \u00e0s vezes, at\u00e9 ausente. Concluiu-se que a dist\u00e2ncia vertical da base do ponto de contato \u00e0 crista \u00f3ssea \u00e9 um fator respons\u00e1vel pela presen\u00e7a ou aus\u00eancia de papila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma retrospectiva cl\u00ednica, fotogr\u00e1fica e radiogr\u00e1fica do n\u00edvel de papila ao redor de pr\u00f3teses implantossuportadas e seus dentes adjacentes<sup>13<\/sup>, avaliou-se 26 pacientes que receberam 27 implantes na regi\u00e3o anterior da maxila. Seis meses ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o dos implantes, 17 implantes foram expostos ao meio bucal com uma t\u00e9cnica padr\u00e3o, enquanto 10 implantes foram expostos ao meio bucal com uma t\u00e9cnica modificada para favorecer a forma\u00e7\u00e3o de papila ao redor dos implantes. A presen\u00e7a e\/ou aus\u00eancia das papilas era determinada, bem como os efeitos das seguintes vari\u00e1veis foram analisados: a influ\u00eancia das duas t\u00e9cnicas cir\u00fargicas utilizadas no momento da segunda fase cir\u00fargica dos implantes; a rela\u00e7\u00e3o vertical entre a altura da papila e a crista \u00f3ssea presente entre o implante e o dente adjacente; a rela\u00e7\u00e3o vertical entre o n\u00edvel da papila e o ponto de contato entre a coroa sobre o implante e o dente adjacente; e a dist\u00e2ncia do ponto de contato \u00e0 crista \u00f3ssea. Os resultados demonstraram que, quando a dist\u00e2ncia do ponto de contato \u00e0 crista \u00f3ssea era de 5mm ou menos, a papila esteve presente em 100% das vezes; mas, quando a dist\u00e2ncia era igual a 6mm, a papila esteve presente em 50% das vezes, ou menos. A altura do tecido mole interproximal (dist\u00e2ncia entre a crista \u00f3ssea e o pico da papila) foi de\u00a03,85mm, e, na compara\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica convencional com a modificada, a rela\u00e7\u00e3o mudou de 3,77mm para 4,01mm, respectivamente. Devido a esses resultados, os autores conclu\u00edram que h\u00e1 influ\u00eancia da crista \u00f3ssea na presen\u00e7a ou aus\u00eancia de papila entre implante e dente, e tamb\u00e9m influ\u00eancia positiva para a t\u00e9cnica cir\u00fargica modificada, que tinha como objetivo a reconstru\u00e7\u00e3o da papila no momento da reabertura dos implantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um estudo relacionado \u00e0 dist\u00e2ncia da crista \u00f3ssea ao ponto de contato entre os dentes e a presen\u00e7a ou aus\u00eancia de papila no espa\u00e7o interproximal<sup>1<\/sup>, os autores verificaram, em 33 pacientes, a altura papilar em 136 \u00e1reas entre implantes com pr\u00f3teses fixadas h\u00e1, pelo menos, dois meses. As medi\u00e7\u00f5es foram realizadas utilizando-se sonda periodontal milimetrada, posicionada verticalmente a partir da crista \u00f3ssea at\u00e9 a altura da papila. Quando a dist\u00e2ncia do ponto de contato \u00e0 crista \u00f3ssea era de 5mm, ou menos, a papila preenchia esse espa\u00e7o em quase 100% dos casos. Quando a dist\u00e2ncia era de 6mm, o espa\u00e7o interdent\u00e1rio foi preenchido em cerca de 55% dos casos; com 7mm, o espa\u00e7o estava preenchido em 25% dos casos. Portanto, ao se planejar a coloca\u00e7\u00e3o de dois implantes adjacentes em uma \u00e1rea est\u00e9tica, deve-se ter em mente que a altura dos tecidos moles tem uma varia\u00e7\u00e3o de 2, 3 ou 4mm (m\u00e9dia de 3,4mm), que se forma sobre a crista entre implantes.<\/p>\n<p><b>Posi\u00e7\u00e3o supra ou infra\u00f3ssea do implante<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e radiogr\u00e1fica do efeito da coloca\u00e7\u00e3o de implantes abaixo da crista \u00f3ssea nos tecidos peri-implantares duros e moles<sup>14<\/sup>, foram selecionados 11 pacientes, que receberam dois implantes em um mesmo quadrante (teste e controle). Os implantes foram colocados da seguinte maneira: um conforme as normas do fabricante (controle), e o outro colocado de modo que sua por\u00e7\u00e3o mais apical ficasse aproximadamente 1mm abaixo da crista \u00f3ssea alveolar. A conclus\u00e3o dos autores, ao\u00a0final de 12 meses, foi de que a reabsor\u00e7\u00e3o da crista \u00f3ssea tamb\u00e9m ocorreu nos implantes colocados abaixo dessa, sendo que o osso adjacente \u00e0 superf\u00edcie polida dos implantes colocados mais profundamente tamb\u00e9m foi perdido ao longo do tempo. Do ponto de vista biol\u00f3gico, os autores concluem que a coloca\u00e7\u00e3o dos implantes abaixo da crista \u00f3ssea n\u00e3o \u00e9 recomendada, pois n\u00e3o permite que se forme o espa\u00e7o biol\u00f3gico.<\/p>\n<h3><b>Discuss\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os implantes dent\u00e1rios s\u00e3o considerados uma modalidade de tratamento bastante previs\u00edvel para a reposi\u00e7\u00e3o de dentes perdidos. Eles devem oferecer fun\u00e7\u00e3o, est\u00e9tica e fon\u00e9tica. Para isso, a \u00e1rea interproximal precisa estar intacta, devido \u00e0 papila gengival exercer importante fun\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica ligada \u00e0 mastiga\u00e7\u00e3o e \u00e0 fon\u00e9tica, como, por exemplo, impedir o ac\u00famulo de alimentos na \u00e1rea interproximal e evitar sa\u00edda de ar, quando da pron\u00fancia de alguns tipos de sons<sup>8,12,13<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns autores<sup>8<\/sup> chegam a afirmar que a presen\u00e7a de uma papila gengival esteticamente adequada \u00e9 determinada muito mais por um conjunto de fatores anat\u00f4micos previamente existentes do que pela habilidade e t\u00e9cnica do operador. Por outro lado, existem diversos estudos sobre a influ\u00eancia tanto das t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o de tecido mole quanto das de inser\u00e7\u00e3o do implante na forma\u00e7\u00e3o de papila<sup>6,15<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com rela\u00e7\u00e3o aos fatores anat\u00f4micos, alguns autores<sup>7,16<\/sup> descrevem a necessidade de quantidade e de qualidade dos tecidos \u00f3sseos e moles, enquanto, para outros<sup>17<\/sup>, o contorno do tecido mole n\u00e3o \u00e9, necessariamente, determinado pelo tecido \u00f3sseo subjacente. Quanto ao bi\u00f3tipo gengival, \u00e9 relatado<sup>4,18<\/sup> que os tecidos gengivais espessos apresentar\u00e3o melhor progn\u00f3stico do que os tecidos mais delgados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As t\u00e9cnicas cir\u00fargicas podem afetar a forma da papila gengival<sup>4<\/sup>; assim, protocolos atraum\u00e1ticos de implante imediato foram desenvolvidos para reduzir o dano sobre os tecidos moles e preservar a est\u00e9tica. Outros autores<sup>19<\/sup> consideraram a manipula\u00e7\u00e3o de tecidos moles, descrevendo novos formatos de retalho que, segundo seus achados, minimizaram o recesso gengival. Em outros estudos<sup>13,20<\/sup>, foi descrita uma t\u00e9cnica modificada de reabertura que influencia na manuten\u00e7\u00e3o de papila, na qual a coloca\u00e7\u00e3o de um provis\u00f3rio adequado \u00e9 fundamental para que n\u00e3o se formem buracos negros, tornando poss\u00edvel o condicionamento gengival por meio de tr\u00eas t\u00e9cnicas: press\u00e3o gradual, escarifica\u00e7\u00e3o ou eletrocirurgia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s t\u00e9cnicas e procedimentos concernentes \u00e0 situa\u00e7\u00e3o \u00f3ssea dos implantes, devem ser consideradas tr\u00eas dimens\u00f5es: mesiodistal, vestibulolingual e apicocoronal<sup>7,11,16<\/sup>. Com base nessas dimens\u00f5es, deve-se considerar, previamente \u00e0 cirurgia, a adequa\u00e7\u00e3o de tecidos \u00f3sseos e moles. Estudos<sup>4<\/sup> relatam, por exemplo, que a remo\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de dentes adjacentes causa o colapso da crista \u00f3ssea, remodelando a t\u00e1bua \u00f3ssea. Segundo as chaves de diagn\u00f3stico de Kois<sup>5<\/sup>, essa remodela\u00e7\u00e3o da t\u00e1bua \u00f3ssea \u00e9 um fator importante para a forma\u00e7\u00e3o de papila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 dimens\u00e3o vestibulopalatina, autores<sup>11 <\/sup>afirmam que, dentro da disponibilidade \u00f3ssea, o implante deve estar a 2mm da cortical vestibular; mas, para outros<sup>21<\/sup>, essa dist\u00e2ncia deve ser de 1mm. Essa espessura m\u00ednima \u00e9 exigida para evitar a perda de altura \u00f3ssea. Caso n\u00e3o esteja dispon\u00edvel, a parte da t\u00e1bua \u00f3ssea vestibular ser\u00e1 perdida durante a remodela\u00e7\u00e3o, gerando alto risco de recess\u00e3o de tecidos moles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe consenso entre autores<sup>1,5,6,8,9,10,13<\/sup> de que a dist\u00e2ncia da crista \u00f3ssea at\u00e9 o ponto de contato interdent\u00e1rio, com a presen\u00e7a ou aus\u00eancia da papila gengival interproximal, efetivamente exerce influ\u00eancia determinante sobre as dimens\u00f5es da papila gengival, tanto em \u00e1reas de denti\u00e7\u00e3o natural quanto em \u00e1reas restauradas com implantes. Existem diverg\u00eancias quanto \u00e0s dimens\u00f5es sugeridas para essa altura. Para alguns autores<sup>12<\/sup>, essa altura deve ser inferior ou igual a 5mm entre os dentes naturais e entre implantes. Segundo outros estudos<sup>9,13,22<\/sup>, essa dimens\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 adequada para a reabilita\u00e7\u00e3o com implantes, isso porque o tecido mole vai apresentar varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 3,4mm no tecido que se forma sobre a crista \u00f3ssea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em diversos estudos<sup>10,23,24<\/sup>, preconiza-se que a altura do ponto de contato n\u00e3o deve exceder 6mm. Contrariando todas as informa\u00e7\u00f5es anteriores, Henriksson e Jemt<sup>17<\/sup> n\u00e3o estabeleceram rela\u00e7\u00e3o entre a papila e o ponto de contato. Em seu estudo, um bom resultado est\u00e9tico foi obtido quando o ponto de contato estava a 6mm da crista \u00f3ssea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, v\u00e1rios autores tamb\u00e9m tentaram relacionar a dist\u00e2ncia entre ra\u00edzes adjacentes, entre implantes adjacentes, e entre a plataforma do implante e a parede axial do dente adjacente, com a forma\u00e7\u00e3o da papila gengival interproximal<sup>8-11,17,21,23,24<\/sup>. Assim, j\u00e1 que a altura da papila gengival \u00e9 sustentada, basicamente, pela forma\u00e7\u00e3o das dist\u00e2ncias biol\u00f3gicas, \u00e9 de se esperar que a papila gengival possua uma topografia mais esteticamente adequada em dentes do que em implantes<sup>1<\/sup>. Nesse sentido, torna-se interessante observar trabalhos que verificam o potencial de perda \u00f3ssea ao redor dos implantes<sup>8<\/sup>. Em situa\u00e7\u00f5es de implantes adjacentes a dentes naturais, todos os trabalhos consultados concordam que a crista \u00f3ssea adjacente ao dente \u00e9 mais determinante na forma\u00e7\u00e3o da papila gengival nessa \u00e1rea proximal do que a perda \u00f3ssea sofrida junto \u00e0 plataforma do implante, o que faz com que essa papila tenha a altura e a topografia aproximada \u00e0 de uma papila gengival entre dentes<sup>22<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esposito et al.<sup>8<\/sup> relatam que, quando se diminui a dist\u00e2ncia entre implantes, aumenta-se a perda \u00f3ssea. Alguns trabalhos<sup>9,21<\/sup> descrevem valores de dist\u00e2ncia m\u00ednima de 3mm entre implantes, e de 2mm entre implante e dente. Em outro estudo<sup>10<\/sup>, \u00e9 afirmado que a dist\u00e2ncia entre implantes adjacentes deve ser de 3mm, e que a dist\u00e2ncia implante\/dente deve ser de 3 a 5mm. Conforme outro estudo<sup>23<\/sup>, uma dist\u00e2ncia maior que 4mm perde mais crista \u00f3ssea vertical; e uma menor que 2mm, perde mais lateral. A dist\u00e2ncia superior a 4mm tem menor frequ\u00eancia de papilas; portanto, recomenda-se uma dist\u00e2ncia entre 2 e 4mm. Valores coincidentes de 2mm para implante\/dente, e de 3mm ou mais para implante\/implante, foram encontrados em estudos<sup>1,11<\/sup>. No entanto, em um teste<sup>25<\/sup> com uma geometria experimental de implante, n\u00e3o foi encontrada diferen\u00e7a significativa na perda \u00f3ssea com dist\u00e2ncias de 2 e 5mm; todavia, o autor do teste justifica isso pela utiliza\u00e7\u00e3o de tais implantes experimentais que, dessa forma, poderiam ser usados em maior n\u00famero em locais cr\u00edticos, haja vista que essa geometria diminuiria a perda \u00f3ssea marginal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda, para alguns autores<sup>24<\/sup>, o significado cl\u00ednico reside no fato de que o aumento da perda da crista \u00f3ssea resulta em um aumento da dist\u00e2ncia entre a base dos pontos de contato dos implantes vizinhos e da crista do osso, sendo que esse fato poderia determinar se a papila estar\u00e1 presente ou ausente entre dois implantes. Os resultados de um estudo<sup>10 <\/sup>corroboram esses dados, afirmando que, se a dist\u00e2ncia entre os implantes for superior a 3mm, a altura do ponto de contato exercer\u00e1 ainda maior influ\u00eancia sobre a forma\u00e7\u00e3o de papila. Para esses autores<sup>10<\/sup>, quando a dist\u00e2ncia interimplantar \u00e9 menor que 3mm, essa intera\u00e7\u00e3o entre fatores n\u00e3o est\u00e1 presente. Seguindo essa linha de racioc\u00ednio, afirmou-se, em um estudo<sup>26<\/sup> com dentes, que, se a dist\u00e2ncia interdent\u00e1ria \u00e9 estreita e o ponto de contato alto, a papila n\u00e3o preenche todo o espa\u00e7o; mas, se a dist\u00e2ncia interdent\u00e1ria for larga e\/ou o ponto de contato for baixo, a papila preencher\u00e1 todo o espa\u00e7o \u2014\u00a0confirmando a intera\u00e7\u00e3o citada por outros autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os estudos com implantes n\u00e3o-submersos, com diferentes tipos de tratamento de superf\u00edcie<sup>14,26<\/sup>, n\u00e3o apresentaram complica\u00e7\u00f5es de perda \u00f3ssea ou de migra\u00e7\u00e3o de tecido mole, assim como n\u00e3o houve diferen\u00e7a entre o posicionamento do implante infra ou supra\u00f3sseo. No entanto, outros estudos<sup>27,28<\/sup> encontraram maior \u00edndice de perda \u00f3ssea com implantes instalados infra\u00f3sseos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto relacionado \u00e9 a profundidade de inser\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao tecido mole. Afirma-se<sup>4<\/sup> que o guia da profundidade de inser\u00e7\u00e3o (dimens\u00e3o apicocoronal) \u00e9 a gengiva. Em caso de implantes unit\u00e1rios, esses devem estar inseridos 3mm para apical em rela\u00e7\u00e3o ao ponto mais apical da margem cervicovestibular planejada para a restaura\u00e7\u00e3o. Um outro estudo<sup>21<\/sup> concorda com essa afirma\u00e7\u00e3o, tomando-a como guia para um resultado est\u00e9tico satisfat\u00f3rio.<\/p>\n<h3><b>Conclus\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseados na presente revis\u00e3o de literatura, podemos reafirmar a necessidade de se inserir o implante com espa\u00e7os adequados, para tamb\u00e9m se obter uma est\u00e9tica favor\u00e1vel, n\u00e3o levando em considera\u00e7\u00e3o apenas a localiza\u00e7\u00e3o com maior altura \u00f3ssea em fun\u00e7\u00e3o da osseointegra\u00e7\u00e3o. Quanto ao posicionamento supra ou infra\u00f3sseo, n\u00e3o foi observada influ\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o de papila. A reabilita\u00e7\u00e3o prot\u00e9tica tamb\u00e9m deve ser considerada, sobretudo com rela\u00e7\u00e3o ao ponto de contato, haja vista que mostrou ter grande influ\u00eancia na ocorr\u00eancia do \u201cburaco negro\u201d. Assim, com base em tudo isso, podemos concluir que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) A dist\u00e2ncia ideal entre dente e implante \u00e9 de 2mm, e entre implantes \u00e9 de 3mm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) O posicionamento dos implantes supra ou infra\u00f3sseo n\u00e3o apresentou diferen\u00e7as quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de papila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) A dist\u00e2ncia do ponto de contato da coroa \u00e0 crista \u00f3ssea deve ter, em m\u00e9dia, 3,4mm. Essa altura \u00e9 determinante para o espa\u00e7o no qual a papila estar\u00e1 inserida, e o tecido mole raramente preencher\u00e1 dimens\u00f5es com alturas superiores a 5mm.<\/p>\n<p><strong>Como citar este artigo<\/strong>:<\/p>\n<p>Soares NP, Pimentel AC, Can\u00e7ado RM, Manzi MR, Brozoski M, Camino Junior R, Nacl\u00e9rio-Homem MG. Determining factors for formation and\/or maintenance of peri-implant papilla: Literature review. Dental Press Implantol. 2013 Apr-June;7(2):73-80.<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>Ang\u00e9lica Castro Pimentel<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">E-mail: draangelicacp@uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A papila interproximal, entre outros requisitos, \u00e9 considerada fundamental para o sucesso est\u00e9tico nas pr\u00f3teses sobre implantes.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":18193,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-1212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1212\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}