{"id":1190,"date":"2013-09-18T15:54:07","date_gmt":"2013-09-18T18:54:07","guid":{"rendered":"http:\/\/bangboo.com.br\/dentalpress\/?p=1190"},"modified":"2013-09-18T15:54:07","modified_gmt":"2013-09-18T18:54:07","slug":"alteracoes-transversais-das-arcadas-dentarias-de-pacientes-tratados-sem-extracao-com-braquetes-autoligaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/alteracoes-transversais-das-arcadas-dentarias-de-pacientes-tratados-sem-extracao-com-braquetes-autoligaveis\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es transversais das arcadas dent\u00e1rias de pacientes tratados sem extra\u00e7\u00e3o com braquetes autolig\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p><b>Objetivo:<\/b> o presente estudo teve por objetivo avaliar, em modelos de gesso, as altera\u00e7\u00f5es dimensionais transversais das arcadas dent\u00e1rias, decorrentes do tratamento ortod\u00f4ntico sem extra\u00e7\u00e3o, com braquetes autolig\u00e1veis.<\/p>\n<p><b>M\u00e9todos: <\/b>a amostra constou de 29 pacientes que apresentavam m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe I, com apinhamento superior e inferior m\u00ednimo de 4mm, que foram tratados unicamente com aparelho fixo, sem desgastes, extra\u00e7\u00e3o ou distaliza\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria. Os modelos de gesso foram obtidos antes e ao final do tratamento.<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o: <\/b>os resultados indicaram que as maiores altera\u00e7\u00f5es transversais ocorreram na regi\u00e3o dos pr\u00e9-molares, tanto dos primeiros como dos segundos, e tanto na maxila como na mand\u00edbula. A dist\u00e2ncia intercaninos teve aumento, em m\u00e9dia, de 0,75mm na arcada superior, e de 1,96mm na inferior. Os molares tamb\u00e9m demonstraram tend\u00eancia de aumento das dimens\u00f5es transversais, por\u00e9m em menor intensidade que os pr\u00e9-molares. Todas as medidas denotaram diferen\u00e7a estatisticamente significativa, com exce\u00e7\u00e3o dos segundos molares superiores.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave:<\/b> <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/excelencia-em-ortodontia-2\/\">Ortodontia<\/a> corretiva. Modelos dent\u00e1rios. Braquetes ortod\u00f4nticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Todo tratamento ortod\u00f4ntico \u00e9 fundamentado no momento do diagn\u00f3stico e planejamento. Um diagn\u00f3stico correto e um plano de tratamento bem desenhado s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo sucesso do tratamento, independentemente do aparelho selecionado para se atingir os objetivos propostos. S\u00e3o v\u00e1rios os par\u00e2metros e exames utilizados para auxiliar na detec\u00e7\u00e3o de anomalias e de m\u00e1s oclus\u00f5es que acometem os pacientes e que norteiam o planejamento, mas o conhecimento dos efeitos proporcionados por cada aparelho traz seguran\u00e7a para a escolha da modalidade de tratamento baseado nos objetivos estipulados. Da mesma forma, o conhecimento do sucesso de um procedimento e o qu\u00e3o est\u00e1vel ele \u00e9, tamb\u00e9m nos traz seguran\u00e7a para a utiliza\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo de tratamento.<\/p>\n<p>Reconhecidamente, m\u00e1s oclus\u00f5es com apinhamentos dent\u00e1rios podem ser tratadas com a obten\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o na arcada, que pode ocorrer de 5 formas: por meio de procedimento expansivo das arcadas, por meio de protrus\u00e3o anterior dos <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a>, com extra\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias, com desgastes, ou at\u00e9 mesmo por distaliza\u00e7\u00e3o\u00a0\u2014\u00a0no caso da arcada superior. Quando se trata de m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0I, o procedimento de distaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 contraindicado, restando duas alternativas que reduzem e outras duas que aumentam o per\u00edmetro da arcada. Para decidir entre quais procedimentos, o ortodontista deve ponderar sobre fatores como a convexidade facial, tipo de crescimento mandibular, padr\u00e3o facial, trespasses vertical e horizontal, entre outros. Historicamente, tem-se propalado na literatura que procedimentos extracionistas s\u00e3o mais est\u00e1veis que os expansionistas, a menos que, por meio de expans\u00e3o ortop\u00e9dica, em idade precoce, fosse poss\u00edvel a separa\u00e7\u00e3o da sutura m\u00e9dia palatina, com o m\u00ednimo de movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria para vestibular<sup>1,2,3<\/sup>.<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameros os trabalhos na literatura que tratam da expans\u00e3o maxilar provocada por disjun\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e dos efeitos esquel\u00e9ticos e dent\u00e1rios decorrentes desse procedimento<sup>4-9<\/sup>. A expans\u00e3o meramente dent\u00e1ria n\u00e3o tem boa aceita\u00e7\u00e3o dos ortodontistas por seu car\u00e1ter de limita\u00e7\u00e3o alveolar, sendo aplicada apenas em casos com apinhamento muito suave ou que permitam o efeito de vestibulariza\u00e7\u00e3o, principalmente na regi\u00e3o anterior da arcada.<\/p>\n<p>Entretanto, a literatura ainda n\u00e3o \u00e9 clara sobre esse assunto quando se trata de estabilidade, uma vez que os resultados de alguns trabalhos t\u00eam mostrado que as dimens\u00f5es se alteram mais no per\u00edodo p\u00f3s-tratamento quando se faz extra\u00e7\u00e3o do que quando se trata sem extra\u00e7\u00e3o<sup>10-13<\/sup>; e ainda h\u00e1 outros que mostram que a estabilidade p\u00f3s-tratamento \u00e9 comprometida tanto em casos com quanto sem extra\u00e7\u00e3o<sup>12,14,15,16<\/sup>. Walter<sup>13<\/sup> avaliou 50 casos sem extra\u00e7\u00f5es e 50 com extra\u00e7\u00f5es, medindo as dist\u00e2ncias intercaninos e intermolares nos per\u00edodos pr\u00e9-, p\u00f3s-tratamento e 1 ano ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o das conten\u00e7\u00f5es. Um ano ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o das conten\u00e7\u00f5es, houve diminui\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia intercaninos tanto nos casos com quanto nos sem extra\u00e7\u00e3o, assim como na dist\u00e2ncia intermolares, mostrando que raramente os caninos e molares mant\u00eam-se est\u00e1veis ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o do aparelho ortod\u00f4ntico, independentemente do tratamento ser com ou sem extra\u00e7\u00e3o. Resultado semelhante foi encontrado por Heiser et al.<sup>17<\/sup><\/p>\n<p>Shapiro<sup>18<\/sup> procurou identificar as altera\u00e7\u00f5es que ocorriam nas dist\u00e2ncias intercaninos, intermolares e no comprimento das arcadas nas fases pr\u00e9-, p\u00f3s-tratamento e 10 anos p\u00f3s-conten\u00e7\u00e3o nas arcadas dent\u00e1rias inferiores nos pacientes tratados ortodonticamente com e sem extra\u00e7\u00f5es. Foram avaliados os modelos inferiores de 80 casos tratados, que inicialmente apresentavam m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0I ou\u00a0II, divis\u00e3o 1 ou 2, medindo-se a dist\u00e2ncia intercaninos, tendo como pontos de refer\u00eancia as pontas das c\u00faspides dos caninos; e a dist\u00e2ncia intermolares, tendo como refer\u00eancia as pontas de c\u00faspides mesiovestibulares dos primeiros molares. Os resultados demonstraram forte tend\u00eancia da largura intercaninos retornar \u00e0 dimens\u00e3o inicial, e o comprimento da arcada dent\u00e1ria diminuiu substancialmente em todos os casos durante o per\u00edodo de p\u00f3s-conten\u00e7\u00e3o. A largura intermolares apresentou maior redu\u00e7\u00e3o nos casos tratados com extra\u00e7\u00f5es dent\u00e1rias, num per\u00edodo compreendido entre as fases antes do tratamento e p\u00f3s-conten\u00e7\u00e3o. Expans\u00f5es intermolares obtidas durante o tratamento de v\u00e1rios casos, foram mantidas no grupo tratado sem extra\u00e7\u00f5es, embora a tend\u00eancia tenha sido de retornar \u00e0 dimens\u00e3o existente nas fases pr\u00e9-tratamento.<\/p>\n<p>O apinhamento na arcada, mesmo nos casos mais suaves, quando tratado por meio de aparelho fixo, sem extra\u00e7\u00e3o, desgaste ou expans\u00e3o, demanda vestibulariza\u00e7\u00e3o dos dentes, ocorrendo em maior intensidade na regi\u00e3o anterior da arcada, pois o contato oclusal de intercuspida\u00e7\u00e3o dos dentes posteriores limita o movimento lateral e os dentes anteriores \u2014 os quais, al\u00e9m de serem dentes menores e que se encontram apenas justapostos, geralmente s\u00e3o os dentes mais envolvidos no apinhamento e, \u00a0portanto, com maior probabilidade de ceder \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o vestibular para acomodar todos os dentes.<\/p>\n<p>Em virtude da movimenta\u00e7\u00e3o para anterior dos incisivos, em detrimento do desenvolvimento lateral para acomoda\u00e7\u00e3o dos dentes apinhados, o procedimento de <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/imersao-em-correcao-de-sorriso-gengival\/\">corre\u00e7\u00e3o<\/a> do apinhamento dent\u00e1rio na arcada superior s\u00f3 estaria indicado para situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como nos casos de incisivos com inclina\u00e7\u00e3o lingual acentuada e que n\u00e3o haja atresia da arcada dent\u00e1ria, nem trespasse horizontal aumentado.<\/p>\n<p>Quando foram reintroduzidos na Ortodontia, os braquetes autolig\u00e1veis prometiam movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria com redu\u00e7\u00e3o significativa de atrito. Por\u00e9m, Damon<sup>19<\/sup> exp\u00f4s outra possibilidade, que \u00e9 a expans\u00e3o passiva das arcadas por meio de movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria em dire\u00e7\u00e3o lateral, n\u00e3o anterior, devido a liberdade dos fios nas canaletas deslizarem em dire\u00e7\u00e3o posterior conforme o apinhamento \u00e9 dissolvido; portanto, se reduziria o efeito de anterioriza\u00e7\u00e3o dos incisivos. Nos casos com discrep\u00e2ncia de modelos negativa, em que a extra\u00e7\u00e3o prejudicaria sobremaneira o perfil dos pacientes e em que o crescimento facial estivesse finalizado, essa possibilidade representaria uma grande vantagem para o tratamento ortod\u00f4ntico. Frente \u00e0 pol\u00eamica que esse assunto suscita, a presente pesquisa prop\u00f5e-se a avaliar em modelos de gesso as altera\u00e7\u00f5es dimensionais transversais decorrentes do tratamento sem extra\u00e7\u00e3o, com braquetes autolig\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>MATERIAL E M\u00c9TODOS<\/strong><\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o da presente pesquisa, foram utilizados 58 pares de modelos de gesso, sendo 29 iniciais e 29 obtidos ao final do nivelamento com fio de 0,019&#8243;\u00a0x\u00a00,025&#8243; de a\u00e7o inoxid\u00e1vel. A amostra consistiu de 29 pacientes, de 12 a 34 anos de idade, todos apresentando m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0I, com apinhamento superior e inferior m\u00ednimo de 4mm. Todos os pacientes utilizaram os braquetes Damon 2, tendo como refer\u00eancia para colagem o ponto EV, no centro da coroa cl\u00ednica, e receberam protocolo de tratamento com sequ\u00eancia de fios conforme preconizado por Damon<sup>19<\/sup>, iniciando com fio 0,014&#8243; CuNiTi, seguido do fio 0,016&#8243;\u00a0x\u00a00,025&#8243; CuNiTi, finalizando com fio 0,019&#8243;\u00a0x\u00a00,025&#8243; de a\u00e7o inoxid\u00e1vel. Nenhum procedimento para obten\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o foi realizado, sejam desgastes, extra\u00e7\u00e3o, distaliza\u00e7\u00e3o ou qualquer procedimento que n\u00e3o fosse a sequ\u00eancia de troca dos fios. Para realizar as medi\u00e7\u00f5es nos modelos de gesso, foi utilizado um paqu\u00edmetro digital da marca Mitutoyo, com capacidade de 150mm e resolu\u00e7\u00e3o de 0,01mm, sendo esse considerado um instrumento bastante preciso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Medi\u00e7\u00e3o dos dentes nos modelos<\/strong><\/p>\n<p>As mensura\u00e7\u00f5es foram realizadas transversalmente, de caninos a segundos molares, em ambas as arcadas. Com o paqu\u00edmetro posicionado paralelamente ao plano oclusal, foram medidas as dist\u00e2ncias entre as pontas de c\u00faspide dos caninos, seguidas das pontas de c\u00faspides vestibulares dos primeiros e segundos pr\u00e9-molares e mesiovestibulares dos primeiros e segundos molares.<\/p>\n<p>Para a compara\u00e7\u00e3o da signific\u00e2ncia das altera\u00e7\u00f5es transversais, foi empregado o teste t de Student pareado, com n\u00edvel de signific\u00e2ncia de 5%. Dez por cento da amostra foi remedida dentro de um intervalo m\u00e9dio de 30 dias para avalia\u00e7\u00e3o do erro sistem\u00e1tico e casual.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0112.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1204\" alt=\"imagem_Fig01\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0112.jpg\" width=\"400\" height=\"616\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0112.jpg 400w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Fig0112-194x300.jpg 194w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><strong>RESULTADOS<\/strong><\/p>\n<p>A Tabela 1 apresenta o teste do erro casual, conforme a f\u00f3rmula de Dahlberg; e o erro sistem\u00e1tico, conforme o teste t dependente das medidas repetidas, avaliado pelo teste t de Student. Observou-se que o erro sistem\u00e1tico foi insignificante em todas as vari\u00e1veis, com exce\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia transversal dos primeiros molares inferiores, que atingiu valor p de 0,03. O erro casual teve o maior valor, sendo de 0,47mm para a medida de largura transversal dos primeiros molares superiores.<\/p>\n<p>As medidas iniciais e finais obtidas nos modelos de gesso apresentam-se nas Tabelas 2 e 3.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Tabela123.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1205\" alt=\"imagem_Tabela1,2,3\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Tabela123.jpg\" width=\"800\" height=\"749\" srcset=\"\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Tabela123.jpg 800w, \/wp-content\/uploads\/2013\/09\/imagem_Tabela123-300x280.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Ao estudar casos de sucesso tratados ortodonticamente, Strang<sup>12<\/sup> observou que as dist\u00e2ncias intercaninos e intermolares inferiores de modelos da fase pr\u00e9-tratamento apresentavam pequena ou nenhuma varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos modelos p\u00f3s-tratamento. Verificou que a <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/especializacao-em-harmonizacao-orofacial\/\">harmonia<\/a> muscular deveria ser preservada e que as formas e posi\u00e7\u00f5es dos dentes da arcada superior s\u00e3o comandadas pelas caracter\u00edsticas da arcada inferior, que, por sua vez, s\u00e3o impostas pelos tecidos circunvizinhos. Assim, todo esfor\u00e7o deve ser feito em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 proserva\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio muscular.<\/p>\n<p>Fundamentada em teorias como a de Strang<sup>12<\/sup>, a Ortodontia entende que casos com apinhamento dent\u00e1rio severo, que necessitam de espa\u00e7o na arcada para correto alinhamento, devem ser tratados por meio da extra\u00e7\u00e3o de elementos dent\u00e1rios, pois acredita-se que, procedendo dessa forma, a forma original da arcada ser\u00e1 preservada, tornando a oclus\u00e3o obtida mais est\u00e1vel. O procedimento sempre foi obter os espa\u00e7os antes para depois movimentar dentes deslocados da arcada por falta de espa\u00e7o<sup>10,14,15<\/sup>.<\/p>\n<p>Com a introdu\u00e7\u00e3o dos fios de n\u00edquel-tit\u00e2nio na d\u00e9cada de 80, a propriedade de grande flexibilidade desses fios permitiu que dentes mal posicionados, ainda que sem espa\u00e7o, pudessem ser conectados ao fio. Ainda assim, esse procedimento continuou sendo contraindicado, pois a falta de espa\u00e7o demandaria movimenta\u00e7\u00e3o vestibular dos dentes, j\u00e1 que o apinhamento exigiria aumento de comprimento de fio incorporado na arcada e o efeito de mem\u00f3ria desses fios provocaria sua retifica\u00e7\u00e3o, levando os dentes para posi\u00e7\u00f5es exageradamente vestibularizadas. Esse efeito, em condi\u00e7\u00f5es convencionais, ocorre principalmente na regi\u00e3o dos incisivos, pois s\u00e3o os dentes normalmente envolvidos no apinhamento e que t\u00eam menor resist\u00eancia \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o apresentam intercuspida\u00e7\u00e3o, como os dentes posteriores, e tamb\u00e9m s\u00e3o dentes com menor volume de coroa e raiz.<\/p>\n<p>Damon<sup>19<\/sup> desafiou os preceitos da Ortodontia ao indicar que esse paradigma de abrir o espa\u00e7o antes para depois proceder ao nivelamento dos dentes mal posicionados pode e deve ser quebrado, afirmando que com braquetes autolig\u00e1veis que proporcionam redu\u00e7\u00e3o significativa no atrito, a utiliza\u00e7\u00e3o de fios de baixo calibre permite um deslize do fio conforme o alinhamento vai ocorrendo, evitando, dessa forma, a anterioriza\u00e7\u00e3o exagerada dos incisivos e obtendo os espa\u00e7os principalmente por meio de uma expans\u00e3o dentoalveolar posterior, a qual chamou de \u201cadapta\u00e7\u00e3o transversal posterior\u201d. Como as ligas termoativas liberam for\u00e7as suaves, o movimento de inclina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser reduzido, uma vez que o momento seria reduzido por sua rela\u00e7\u00e3o direta com a intensidade de for\u00e7a.<\/p>\n<p>Conforme afirmou Bagden<sup>20<\/sup>, a chave do sistema \u00e9 utilizar fios de baixo calibre em braquetes autolig\u00e1veis passivos, conferindo uma grande liberdade do fio dentro da canaleta, sem press\u00e3o. Com a fric\u00e7\u00e3o e o efeito binding reduzidos, os dentes nivelam e alinham com mais efici\u00eancia e com for\u00e7a muito menor que a necess\u00e1ria para os braquetes convencionais. O efeito binding, que n\u00e3o apresenta tradu\u00e7\u00e3o adequada para o portugu\u00eas, se refere ao travamento do fio no braquete, quando esse sofre angula\u00e7\u00e3o exagerada na passagem da canaleta de um braquete para a canaleta do braquete adjacente, provocando forte contato com as extremidades das canaletas e impedindo o deslize do fios.<\/p>\n<p>De acordo com essa filosofia, a \u201cfolga\u201d do fio faz com que os dentes sofram a press\u00e3o do nivelamento, por\u00e9m sem for\u00e7ar o movimento. Dessa forma, o dente tende a se movimentar para as \u00e1reas de menor resist\u00eancia, ou seja, onde h\u00e1 mais espa\u00e7o e n\u00e3o h\u00e1 resist\u00eancia ao movimento dent\u00e1rio. Al\u00e9m disso, como n\u00e3o h\u00e1 atrito e a liberdade do fio \u00e9 grande, esse tende a deslizar em sentido posterior ao passo que os dentes s\u00e3o nivelados. Esse deslizamento permite que o comprimento do fio \u2014 que \u00e9 maior quando inserido, pois precisa realizar deflex\u00f5es para se encaixar nos dentes mal posicionados \u2014 n\u00e3o provoque expans\u00e3o exagerada nas arcadas, o que leva os dentes para posi\u00e7\u00f5es excessivamente vestibularizadas; pois ele desliza pelos braquetes adjacentes com facilidade e sobra na distal do \u00faltimo dente inserido no nivelamento, permitindo maior controle na movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria e menor efeito protrusivo quando do nivelamento de casos sem extra\u00e7\u00e3o. O prop\u00f3sito do presente trabalho foi avaliar, em casos tratados com braquetes autolig\u00e1veis e com fios de liga n\u00edquel-tit\u00e2nio termoativas, se ocorre, de fato, expans\u00e3o posterior, oferecendo espa\u00e7o na arcada e, portanto, reduzindo a necessidade de protrus\u00e3o dos incisivos para nivelamento, al\u00e9m de verificar o quanto esse tipo de tratamento interfere na dist\u00e2ncia intercaninos nas arcadas superior e inferior, o que poderia sugerir um tratamento potencialmente inst\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>\u00a0DIST\u00c2NCIA INTERCANINOS<\/strong><\/p>\n<p>Reconhecendo os caninos como dentes que correspondem a um pilar estrutural e que qualquer mudan\u00e7a significativa em sua posi\u00e7\u00e3o gera movimenta\u00e7\u00f5es p\u00f3s-tratamento que incorrem em recidiva, tanto melhor ser\u00e1 o tratamento quanto menos se modificar a posi\u00e7\u00e3o dos caninos<sup>2<\/sup>. Muitos cl\u00ednicos e estudiosos acreditam que a forma da arcada inferior representa um estado de balan\u00e7o estrutural e funcional que n\u00e3o deve ser alterado com o tratamento, conforme citaram Burke et al.<sup>14<\/sup> em sua metan\u00e1lise. No presente estudo, a dist\u00e2ncia intercaninos superior apresentou expans\u00e3o m\u00e9dia de 0,75mm, e a inferior 1,96mm. Estatisticamente, essa altera\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou<\/p>\n<p>\u00edndice significativo para ambas as arcadas, ainda que a altera\u00e7\u00e3o superior, em m\u00e9dia, tenha sido menor que a inferior. No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio sabermos se mesmo que estatisticamente significativa, essa mudan\u00e7a transversal nos caninos inferiores seria clinicamente importante para provocar, no per\u00edodo p\u00f3s-tratamento, recidiva da movimenta\u00e7\u00e3o que incorresse em insucesso. Para responder essa pergunta, \u00e9 interessante analisar na literatura qual a altera\u00e7\u00e3o esperada nessa regi\u00e3o decorrente do tratamento ortod\u00f4ntico convencional. O ideal seria se ela n\u00e3o se modificasse, mas a literatura mostra que isso n\u00e3o ocorre. Burke et al.<sup>14<\/sup>, por meio de uma metan\u00e1lise, avaliaram 26 trabalhos que pesquisaram sobre a estabilidade longitudinal da dist\u00e2ncia intercaninos. Os estudos avaliados por eles apresentaram diferentes m\u00e1s oclus\u00f5es (com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de Angle), casos tratados com e sem extra\u00e7\u00e3o e diferentes modalidades de tratamento. Esses dados foram cruzados para verificar a rela\u00e7\u00e3o com a estabilidade na dimens\u00e3o intercaninos. Os resultados mostraram que a dist\u00e2ncia intercaninos tende a aumentar de 1 a 2mm, independentemente da m\u00e1 oclus\u00e3o apresentada pelo indiv\u00edduo, da modalidade do tratamento e do tratamento ser com ou sem extra\u00e7\u00e3o, e que essa altera\u00e7\u00e3o tende a se perder no per\u00edodo de p\u00f3s-conten\u00e7\u00e3o. Johnson<sup>11<\/sup> tamb\u00e9m avaliou as dist\u00e2ncias intercaninos e intermolares em modelos de gesso de casos tratados com e sem extra\u00e7\u00e3o. Encontrou aumento m\u00e9dio de 0,8mm na dist\u00e2ncia intermolares e de 0,3mm para a dist\u00e2ncia intercaninos, sendo que o aumento m\u00e1ximo foi de 1,5mm, e em um caso sem extra\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia intercaninos n\u00e3o sofreu altera\u00e7\u00e3o. Outro trabalho interessante foi publicado em por Ara\u00fajo, Leite e Brito<sup>10<\/sup>. Os autores avaliaram as altera\u00e7\u00f5es na dist\u00e2ncia intercaninos da arcada inferior em pacientes com m\u00e1 oclus\u00e3o de Classe\u00a0I, tratados ortodonticamente, com e sem extra\u00e7\u00e3o. A expans\u00e3o m\u00e9dia na dist\u00e2ncia intercaninos observada durante o tratamento foi de 1,35mm nos casos com extra\u00e7\u00e3o e de 0,54mm nos casos sem extra\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo p\u00f3s-conten\u00e7\u00e3o, houve redu\u00e7\u00e3o dessa expans\u00e3o de 0,5mm, em m\u00e9dia, nos casos tratados com extra\u00e7\u00e3o, e de 0,13mm nos casos tratados sem extra\u00e7\u00e3o. No presente estudo, todos os pacientes foram tratados sem extra\u00e7\u00e3o, com apinhamento m\u00ednimo de 4mm em ambas as arcadas, e a altera\u00e7\u00e3o observada durante o tratamento esteve dentro dos par\u00e2metros apontados na literatura como frequentes em qualquer modalidade do tratamento, tornando o tratamento com baixa fric\u00e7\u00e3o e fios de liga n\u00edquel tit\u00e2nio termoativa \u2014\u00a0em casos de apinhamento\u00a0\u2014 mais uma op\u00e7\u00e3o que tende a ter o mesmo grau de estabilidade que qualquer outra mec\u00e2nica. Trabalhos futuros sobre a estabilidade dessa mec\u00e2nica no que diz respeito \u00e0 dist\u00e2ncia intercaninos poder\u00e3o trazer maior clareza ao assunto, bem como uma correla\u00e7\u00e3o entre as altera\u00e7\u00f5es p\u00f3s-conten\u00e7\u00e3o e sua correla\u00e7\u00e3o com o grau de apinhamento inicial ou com a quantidade de altera\u00e7\u00e3o observada no per\u00edodo ativo de tratamento. Uma vez observado que a dist\u00e2ncia intercaninos sofre altera\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 de outras terapias, surge o questionamento sobre onde, efetivamente, houve a maior movimenta\u00e7\u00e3o. Para isso, medimos as altera\u00e7\u00f5es transversais tamb\u00e9m na regi\u00e3o posterior, em pr\u00e9-molares e molares.<\/p>\n<p><strong>DIST\u00c2NCIA INTERPR\u00e9-MOLARES\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>E INTERMOLARES<\/strong><\/p>\n<p>No presente estudo, p\u00f4de-se verificar que as maiores altera\u00e7\u00f5es transversais m\u00e9dias aconteceram na regi\u00e3o de pr\u00e9-molares, principalmente, na arcada superior. Na arcada inferior pareceu haver uma melhor distribui\u00e7\u00e3o do movimento vestibular entre pr\u00e9-molares e molares, mas ainda com maior intensidade para a regi\u00e3o de pr\u00e9-molares.<\/p>\n<p>Na dist\u00e2ncia interpr\u00e9-molares superiores, as altera\u00e7\u00f5es m\u00e9dias passaram de 3mm, alcan\u00e7ando valores estatisticamente significativos, sendo um valor maior que o triplo da altera\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia intercaninos. Os molares tiveram menor incremento transversal, com m\u00e9dia de 2,49mm para os primeiros molares, mas estatisticamente significativa, e os segundos molares praticamente n\u00e3o sofreram altera\u00e7\u00e3o. Na arcada inferior, as m\u00e9dias das altera\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o dos pr\u00e9-molares foi de 2,95mm para os primeiros pr\u00e9-molares, e de 3,39mm para os segundos pr\u00e9-molares, indicando que foram, em m\u00e9dia, 1mm e 1,43mm, respectivamente, maiores que a dist\u00e2ncia intercaninos. A diferen\u00e7a de expans\u00e3o entre caninos e pr\u00e9-molares na arcada inferior n\u00e3o foi t\u00e3o grande como na superior; entretanto, os molares inferiores tamb\u00e9m sofreram expans\u00e3o, mais marcante que na arcada superior somente na regi\u00e3o de segundos molares, onde houve expans\u00e3o m\u00e9dia de 2,37mm. Essa diferen\u00e7a encontrada entre segundos molares superiores e inferiores pareceu estar relacionada com o fato de os segundos molares superiores j\u00e1 irromperem, caracteristicamente, em uma posi\u00e7\u00e3o mais vestibularizada, tendo sido, portanto, pouco influenciados pelo tratamento expansivo, j\u00e1 que estavam em posi\u00e7\u00e3o mais vestibular em rela\u00e7\u00e3o aos demais dentes da mesma arcada. J\u00e1 na arcada inferior, esses dentes irrompem com inclina\u00e7\u00e3o lingual, sofrendo o efeito do tratamento com inclina\u00e7\u00e3o vestibular. Todas as medidas na arcada inferior atingiram signific\u00e2ncia estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a de expans\u00e3o posterior entre maxila e mand\u00edbula tamb\u00e9m foi observada por Begole, Fox e Sadowsky<sup>21<\/sup>. Avaliando 76 modelos de estudo (iniciais e finais), de 38 casos tratados com e sem extra\u00e7\u00e3o de primeiros pr\u00e9-molares, esse autores verificaram que, ao final do tratamento, nos casos tratados sem extra\u00e7\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa entre a expans\u00e3o da maxila em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mand\u00edbula, sendo maior para a maxila, com maior aumento na regi\u00e3o de primeiros e segundos pr\u00e9-molares, com exce\u00e7\u00e3o dos caninos, que apresentaram expans\u00e3o semelhante em ambas as arcadas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O resultado da presente pesquisa desafia a Ortodontia convencional ao propor que a propriedade passiva dos braquetes do sistema, permitindo que todos os braquetes colados funcionem como tubos, e a aplica\u00e7\u00e3o de for\u00e7as extremamente suaves, devido ao uso de fios de baixo calibre e superel\u00e1sticos, possibilitam uma expans\u00e3o lenta das arcadas dent\u00e1rias, eliminando, em muitos casos, a necessidade de expans\u00e3o r\u00e1pida, principalmente a expans\u00e3o cir\u00fargica da maxila.<\/p>\n<p>De acordo com os resultados da presente pesquisa, parece claro que ocorre, de fato, uma expans\u00e3o lateral e transversal, com movimento vestibular de pr\u00e9-molares e molares, e caninos em menor extens\u00e3o, proporcionando espa\u00e7o na arcada para nivelamento dos dentes inicialmente apinhados. Ainda mais importante \u00e9 que a altera\u00e7\u00e3o na dimens\u00e3o intercaninos esteve dentro do que a literatura prev\u00ea como normal para um tratamento convencional, com ou sem extra\u00e7\u00e3o. Parece que a expans\u00e3o foi distribu\u00edda ao longo de toda a arcada dent\u00e1ria, provocando pequeno movimento vestibular de todos os dentes, que, somados, atingiram o espa\u00e7o necess\u00e1rio para nivelamento, o que justifica tamb\u00e9m as altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o serem exageradas, apesar de terem alcan\u00e7ado signific\u00e2ncia estat\u00edstica para a maioria das medidas. Entretanto, outros estudos avaliando o movimento dos incisivos superior e inferior em modelos de gesso, bem como em telerradiografias e tomografias computadorizadas, podem ajudar a completar o entendimento de como ocorre a movimenta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria por meio do tratamento com fios de n\u00edquel-tit\u00e2nio em um sistema de baixo atrito, assim como verificar, em rela\u00e7\u00e3o ao tecido \u00f3sseo alveolar, quais as modifica\u00e7\u00f5es decorrentes do movimento vestibular dos dentes posteriores. Esses t\u00f3picos, entretanto, ser\u00e3o tratados em pr\u00f3ximas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como citar este artigo<\/b>: Maltagliati LA, Myiahira YI, Fattori L, Capelozza Filho\u00a0L, Cardoso M. Transversal changes in dental arches of non-extraction treatment with self ligating brackets. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):39-45.<\/p>\n<p><b>Enviado em<\/b>: 09 de julho de 2009 &#8211; <b>Revisado e aceito<\/b>: 03 de maio de 2011<\/p>\n<p>\u00bb Os autores declaram n\u00e3o ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.<\/p>\n<p><b>Endere\u00e7o para correspond\u00eancia<\/b>: Liliana Avila Maltagliati<\/p>\n<p>Rua Salete, 200 \u2013 Sala 42 \u2013 Santana \u2013 S\u00e3o Paulo\/SP<\/p>\n<p>CEP: 02.016-001 \u2013 E-mail: lilianamaltagliati@hotmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo: o presente estudo teve por objetivo avaliar, em modelos de gesso, as altera\u00e7\u00f5es dimensionais transversais das arcadas dent\u00e1rias, decorrentes do tratamento ortod\u00f4ntico sem extra\u00e7\u00e3o, com braquetes autolig\u00e1veis. 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