{"id":11871,"date":"2016-09-13T11:55:25","date_gmt":"2016-09-13T14:55:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dentalpress.com.br\/portal\/?p=11871"},"modified":"2017-03-22T16:45:31","modified_gmt":"2017-03-22T19:45:31","slug":"composicao-do-esmalte-dentario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/composicao-do-esmalte-dentario\/","title":{"rendered":"Cientistas detalham composi\u00e7\u00e3o do esmalte dent\u00e1rio humano"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 1084px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/160907143134_1_900x600.jpg\" width=\"1084\" height=\"360\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Magn\u00e9sio no esmalte em escala at\u00f4mica (Imagem: Tom Hartley\/Universidade de Sidney)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Sidney, na Austr\u00e1lia, acreditam ter identificado alguns elementos em nanoescala que conduzem o comportamento dos nossos <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/curso-de-aperfeicoamento-em-cirurgia-de-dentes-retidos\/\">dentes<\/a>. A descoberta foi motivada por um \u00edndice alarmante: metade das crian\u00e7as australianas com 12 anos de idade apresentam c\u00e1ries nos dentes permanentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Engenheiros de materiais e estruturas trabalharam com <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/reforma-tributaria-impacta-dentistas-e-pacientes-com-custos\/\">dentistas<\/a> e bioengenheiros para mapear a composi\u00e7\u00e3o exata e estrutura do esmalte dent\u00e1rio em escala at\u00f4mica. Utilizando uma t\u00e9cnica de microscopia relativamente nova, chamada tomografia de sonda at\u00f4mica, o trabalho produziu o primeiro mapa tridimensional que mostra as posi\u00e7\u00f5es dos \u00e1tomos cr\u00edticos no processo de instala\u00e7\u00e3o da c\u00e1rie. O novo conhecimento sobre a composi\u00e7\u00e3o do \u00e1tomo em nanoescala tem potencial para ajudar na preven\u00e7\u00e3o de c\u00e1ries e foi publicado na revista Science Advances.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cA estrutura do esmalte dent\u00e1rio humano \u00e9 extremamente complexa e, ao mesmo tempo, sabemos que \u00edons de magn\u00e9sio, carbonato e fluoreto influenciam nas propriedades dele. Os cientistas nunca conseguiram capturar a estrutura do esmalte em uma resolu\u00e7\u00e3o alta o suficiente ou defini\u00e7\u00e3o\u201d, conta Julie Cairney, professora da Faculdade de Engenharia e Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o da Universidade de Sydney e participante da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a equipe, o esmalte \u00e9 constitu\u00eddo por hastes de minerais cristalinos que se entrela\u00e7am. Os espa\u00e7os entre essas hastes s\u00e3o embalados por fosfato de c\u00e1lcio amorfo (ACP), um composto org\u00e2nico v\u00edtreo presente desde a forma\u00e7\u00e3o do tecido dent\u00e1rio, quando \u00edons inorg\u00e2nicos incorporam em sua estrutura, processo chamado de mineraliza\u00e7\u00e3o. Remineralizar regi\u00f5es de ACP danificadas poderia, portanto, ser uma forma de restaurar o esmalte do dente. Falta, por\u00e9m, identificar e compreender os \u00edons que contribuem para o processo inicial, a mineraliza\u00e7\u00e3o. \u201cOs profissionais de odontologia sabem que certos \u00edons de rastreamento s\u00e3o importantes na estrutura dura do esmalte dos dentes, mas, at\u00e9 agora, tinha sido imposs\u00edvel mapear esses \u00edons em detalhe\u201d, diz Cairney.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe cortou um molar humano e usou <a href=\"https:\/\/dentalpress.com.br\/portal\/como-inserir-lasers-de-baixa-e-alta-potencia-na-rotina-clinica\/\">laser<\/a> para fotografar a composi\u00e7\u00e3o at\u00f4mica do dente, uma esp\u00e9cie de tomografia em nanoescala. Com a t\u00e9cnica avan\u00e7ada, identificaram cerca de 400 milh\u00f5es de \u00e1tomos na camada do esmalte e observaram a forma como eles estavam distribu\u00eddos. Descobriu-se, por exemplo, que as regi\u00f5es com ACP s\u00e3o ricas em \u00edons de magn\u00e9sio, o que, segundo os autores, indica a import\u00e2ncia desse elemento no processo de mineraliza\u00e7\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o do esmalte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO que temos encontrado s\u00e3o as regi\u00f5es ricas em magn\u00e9sio entre os nanobast\u00f5es que comp\u00f5em o esmalte. Isso significa que temos a primeira evid\u00eancia direta da exist\u00eancia de uma fase rica em magn\u00e9sio amorfo (sem forma definida) rica em c\u00e1lcio que desempenha um papel essencial para regular o comportamento dos dentes\u201d, detalhou Cairney.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandre La Fontaine, coautor do estudo e professor do Centro de Microscopia e Microan\u00e1lise da universidade australiana, conta que eles tamb\u00e9m detectaram, em uma an\u00e1lise de nanoescala, aglomerados de material org\u00e2nico no esmalte do molar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, essa caracter\u00edstica indica que prote\u00ednas e pept\u00eddeos s\u00e3o distribu\u00eddos de forma heterog\u00eanea no tecido, e n\u00e3o em toda a interface do esmalte, como se imaginava anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descoberta tamb\u00e9m pode ser um alvo para a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento de c\u00e1ries. \u201cPropomos que a decomposi\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s de dissolu\u00e7\u00e3o ao longo dos limites da haste do esmalte. Esses resultados podem ser utilizados para melhorar os modelos das propriedades mec\u00e2nicas e de desgaste desse tecido\u201d, ressaltaram os autores, no artigo divulgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fontes: Science Daily e Correio Brasiliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Sidney, na Austr\u00e1lia, acreditam ter identificado alguns elementos em nanoescala que conduzem o comportamento dos nossos dentes. A descoberta foi motivada por um \u00edndice alarmante: metade das crian\u00e7as australianas com 12 anos de idade apresentam c\u00e1ries nos dentes permanentes. 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